ÀS VEZES NÃO QUERER TER FILHOS É UM ATO DE ALTRUÍSMO!

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Criar bem um filho não se resume a pagar a mensalidade de uma boa escola e encher a criança de presentes caros. Criar bem um filho não se resume a decorar um quarto lindo para ele e levá-lo para a Disney nas férias de julho.

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Quando comecei a escrever no Obvious, me deparei com um texto que muito me agradou. Um texto que questionava se as mulheres queriam realmente criar um filho ou ter um bebê. O texto fez um tremendo sucesso, sendo aplaudido por muitos e rendeu também alguns comentários grosseiros como todo texto importante gera.

A agressividade decorre, em minha opinião, do vislumbre de fantasmas internos que preferimos ocultar de nós mesmos. Quando alguém diz algo com que concordamos, mas não queremos concordar, normalmente reações agressivas explodem. Na verdade estamos brigando com a gente mesmo e o outro é apenas um canal para a nossa raiva contida.

As pessoas costumam rotular de egoístas as mulheres que não querem ter filhos. Mas talvez realmente egoísta seja a mulher que não quer ter um filho, mas mesmo assim o tem.

Infelizmente nem todas as mulheres nascem com a vocação para serem mães. Quando entrei em contato com este tema pela primeira vez fiquei um pouco chocada pois na minha cabeça ter filhos era fundamental para todas as mulheres. Me pareceu estranho uma mulher não ter nascido para ser mãe. Mas acontece e ninguém deveria se sentir obrigado a ter filhos por nenhuma razão que fosse o verdadeiro desejo de ser mãe e a real intenção de se comprometer com a educação do filho.

Sei que colocarei o dedo na ferida, mas infelizmente vemos muitas mulheres sem instinto maternal e despendimento lutando para serem mães. Mulheres que trabalham 14 horas por dia e que se colocam em primeiro, segundo e terceiro lugar querendo ser mães. Por quê? Para cumprir um preceito social? Para dizer que conquistou tudo que é importante para uma vida próspera?

Filhos não são bonecas com quem brincamos quando queremos. Filhos são seres humanos extremamente dependentes e exigentes que vão desejar o melhor dos nossos sentimentos, o melhor do nosso tempo e energia.

Criar bem um filho não se resume a pagar a mensalidade de uma boa escola e encher a criança de presentes caros. Criar bem um filho não se resume a decorar um quarto lindo para ele e levá-lo para a Disney nas férias de julho.

Filhos precisam da companhia das mães. Filhos querem ouvir histórias antes de dormir. Filhos querem ser abraçados e beijados. Filhos querem contar o que aconteceu na escola e pedem ajuda para fazer os deveres. Filhos não querem ser filhos apenas nas férias, feriados prolongados e meia hora por dia, entre a chegada do trabalho e os cuidados com a beleza.

Não digo que uma mulher não possa conciliar uma carreira com maternidade. Claro que pode. Pode e deve. Mas mulheres muito voltadas para as sua carreiras, viciadas em trabalho, que vivem viajando a negócios e fazendo horas extra deveriam pensar calmamente se nasceram mesmo para serem mães.

Quem deseja uma vida livre de horários, quem deseja fazer amor no meio da sala e tirar férias em qualquer época do ano, quem não se comove com o universo infantil e não se vê assistindo a teatrinho de escola, deveria ser sincero consigo mesmo e dizer “Não nasci para ser mãe”. A mulher não pode sentir que está desperdiçando a sua vida ao cuidar do filho. Se ela assim o sente, além de sofrer muito, fará a criança sofrer também. Crianças criadas com pouco afeto e paciência tendem a não conhecer limites e têm mais dificuldade para estabelecer vínculos afetivos fortes.

É muito triste ver tantas crianças vivendo de migalhas afetivas, aproveitando as sobras de tempo que a mãe oferece. Se o tempo é escasso mas carinhoso, ainda vai. E quando a mãe chega sempre tensa e nervosa , louca para se esfoliar e se hidratar e a criança aparece cheia de demandas? Ser mãe não é carreira nem emprego. É vocação e missão.

FONTE DO BLOG: OBVIOUS

Sobre danipeternel

A mãe mais felizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz :) "Três coisas agradeço a Deus todos os dias de minha vida:o ter-me permitido o conhecimento de sua obra,o haver acendido a lâmpada da fé na minha treva material e o ter-me dado outra vida a esperar depois desta". (Frei Anselmo)

Uma resposta »

  1. Parte de um texto do meu livro O diário de uma Vovó: Terça-feira
    Querido diário,

    Não bastasse a alegria de acordar e logo depois ver o rostinho lindo do meu netinho, o sol amanheceu brilhando no céu azul do outono que mais parece forte inverno. Durante dois anos e meio mantive a minha jornada de avó tomando conta do neto para a filha continuar exercendo durante algumas horas do dia a sua segunda vocação porque a primeira é a maternidade e o trabalho na profissão que ela escolheu complementa esta realização. Ufa… Frase longa e sem pausa para retratar como foram os meus dias.
    Continuo tendo contato diário com meu neto, mas sem a responsabilidade do compromisso, ajudo quando sou requisitada. Eu sempre incentivei minhas filhas a trabalharem porque é importante a realização profissional, mas é mais importante ainda ter algumas horas durante o dia para se dedicar ao filho que decidimos ter por escolha própria e pensando também assim a mãe do meu neto trabalha por meio expediente. As mulheres lutaram e continuam lutando pelos seus direitos, mas na luta pela liberdade e na ambição desmedida de querer sempre mais elas se esqueceram do dom mais precioso, do fazer mais delicioso, do trabalho mais importante: a maternidade! Entregaram seus filhos ainda bebezinhos para as babás e as creches onde são apenas nomes que representam dinheiro no final do mês para seus cuidadores. Além da ausência física na vida dos filhos por conta do trabalho existe a ausência educacional por conta do cansaço e em algumas por causa do sentimento de culpa por não estarem presentes no dia a dia dos filhos; e assim acabam criando pessoas sem limites. Muitas vezes o abandono costuma acontecer por conta do desamor porque são filhos não esperados, filhos nascidos de uma transa qualquer. Não estou generalizando, estou analisando os erros e é claro que existem os acertos em todas as idades e classes sociais!
    Fico pensando nessas crianças criadas por babás e educadas por professores de um ensino onde a baixa remuneração exclui do mercado os mais capacitados. Crianças que nem nas férias têm o convívio da família. Quantas boas lembranças trago das minhas férias do colégio e que agora recordo com você, meu querido diário! Minha mãe e minha avó mudavam toda a rotina da casa, inventavam mil brincadeiras para nos distrair. Meu pai tirava alguns dias de férias para vivermos juntos esse período de descanso das tarefas escolares. Íamos à praia, ao boliche, fazíamos piqueniques, pescarias, que delícia a pizza depois do cinema!
    Mantive essa tradição com a minha família, quando voltávamos de viagem era hora de revisitar os pontos turísticos e divertidos de nossa cidade. Em casa além do videogame e filminhos da época do VHS procurávamos maneiras de passar o tempo. Lembro como se fosse hoje da conversa com uma vizinha. Ela disse que outra vizinha (será que não era ela mesma?) andava comentando que minha casa parecia de doido. Três crianças e um adulto com alma infantil no maior divertimento; correrias e gritarias, velotrol dentro de casa, carrinho de controle remoto e para culminar formávamos a bandinha dos desafinados: tambor, flauta, pandeiro e eu num teclado de sopro cujo nome não me recordo. Coitados dos vizinhos que não entravam no clima de férias! Hoje em dia tenho pena da maioria das crianças, que de férias da escola vão para as colônias de férias. Perdem os filhos, perdem os pais!
    Minha filha teve essa sorte de poder exercer a profissão por meio expediente e sorte maior em poder contar comigo para deixar o filho durante o horário de seu trabalho e sorte maior ainda eu ter saúde e tempo para essa tarefa deliciosa porque os netos são o melhor dos sentimentos! E não importa se eles não são tão participativos na vida da gente e ficam menos ainda depois que crescem; o que importa são os avós que nós somos! Eu sempre digo que amar faz bem a quem ama e de um modo ou de outro a retribuição do amor acontece.
    Felizes aqueles que guardam brilho no olhar; que cantam e encantam com seus sonhos; que tem no riso, um hino de amor e liberdade…
    Felizes aqueles que são fortes e ingênuos; que inventam travessuras para fazer sorrir; que estão sempre prontos para recomeçar…
    Felizes aqueles que se entregam quando acreditam; que se calam para não mentir…
    Felizes aqueles que se doam; que se prolongam nos filhos e que se enxergam nos netos.
    Amor incondicional, que não se abala, que é doação antes de tudo, que não espera reconhecimento, e resiste a ofensas. Reconheci este amor em minha mãe quando me fiz mãe!

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