Arquivo mensal: maio 2015

Seu filho é introvertido? Saiba como lidar com crianças mais reservadas

Padrão

Introspecção é diferente de timidez e, definitivamente, não é problema. É sobre isso que a psicóloga Christine Fonseca fala no livro ‘Quiet Kids’, lançado recentemente nos Estados Unidos. À CRESCER, ela dá dicas superúteis para pais e professores lidarem com quem é mais reservado.

crianca-autista

Por Tatiana Bonumá – Revista Crescer

Que fique bem claro: ser “fechado”, contido emocionalmente e gostar de brincar sozinho não é problema nenhum para uma criança. Mas pode ser para os pais, se eles não souberem lidar com esse temperamento do filho. A psicóloga norte-americana especializada em comportamento humano Christine Fonseca, autora do livro Quiet Kids(Crianças Quietas, em tradução livre) sem previsão de lançamento no Brasil –, viveu isso na infância. “Lembro da minha mãe lutando contra os mitos que ela própria carregava sobre o que era ser introvertido”, conta a autora no prefácio da obra, mãe de duas adolescentes de 17 e 13 anos.

Essas recordações a acompanharam até hoje e forama principal motivação para que escrevesse o livro, quaseumguia para educar filhos que são mais “na deles”. “Guardei na memória as informações que gostaria que meus pais tivessem para me entender melhor quando eu era pequena. Com esse propósito, escrevi cada página, com palavras que inspirassem pais e mães a conduzir seus filhos introvertidos num mundo extrovertido”, explica Christine. É exatamente isso o que ela faz nos 16 capítulos da obra, discutindo situações reais do dia a dia e trazendo orientações bem práticas. Algumas, você acompanha nesta entrevista exclusiva.

CRESCER: Quais são as principais características de uma criança introvertida?
Christine Fonseca: Normalmente, ela é vista como tímida, reservada, centrada nela mesma e busca a solidão. Porém, esses são só os aspectos mais evidentes ou superficiais desse temperamento. Outros traços importantes são: gosta mais de ouvir do que de falar, tem grande poder de reflexão, não emite a própria opinião sem antes pensar, emotivamente é mais fechada e, depois de um período de convivência social, precisa se isolar para renovar as energias.

C.: É o mesmo que ser tímida?
C.F.:
Não. A timidez pode ser entendida como um comportamento diante de situações específicas, enquanto a introversão é um traço de personalidade com o qual se nasce e que não se modula conforme o contexto nem desaparece como passar dos anos. Vou dar um exemplo: sou introvertida e fui uma criança tímida. Mas minhas escolhas profissionais me levaram a dar palestras para auditórios com centenas de pessoas. Ou seja, aprendi a lidar com isso e hoje não sou mais tímida, mas continuo introvertida. Podemos dizer que esse temperamento está  relacionado a fatores hereditários? Ainda não há pesquisas científicas que confirmem essa associação. Mas, como estudiosa sobre o tema, tenho certeza de que aspectos genéticos interferem, sim, na definição desse traço de personalidade. E, considerando que apenas 30% da população é introvertida, presumo que se trata de um gene recessivo.

C.: Você diz, no livro, que os sistemas nervosos do introvertido e do extrovertido funcionam de maneira distinta. O que isso quer dizer?
C.F.: Há, principalmente, dois neurotransmissores (substâncias que, no cérebro, conduzem os impulsos elétricos entre os neurônios) que interferem na personalidade. Um deles é a dopamina, mais utilizado pelos extrovertidos, que está relacionada com o pensamento rápido, a disponibilidade de correr riscos e a necessidade do estímulo externo para se renovar. Já os introvertidos acionam mais a acetilcolina que, por sua vez, favorece a capacidade de concentração, o foco, facilita a análise em profundidade, induz a preferência por ambientes mais calmos e silenciosos e a possibilidade de se revitalizar com o mundo interior. Claro que ambos, introvertido e extrovertido, têm esses dois neurotransmissores e possuem as duas características, porém, em intensidades diferentes, já que um solicita mais a dopamina e o outro, a acetilcolina.

C.: É possível perceber se o bebê será uma criança introvertida antes mesmo dos 2 anos? Quais são os sinais?
C.F.: Nessa idade não é possível ter certeza, mas dá para identificar alguns indícios de introversão como, por exemplo, mostrar-se hesitante diante de pessoas não muito familiares e ser bastante sensível aos estímulos do ambiente em que vive, além de precisar com mais frequência da proteção e do acolhimento dos pais.

C.: No seu livro, você afirma ser muito comum os pais quererem mudar a personalidade do filho. Por quê?
C.F.: A cultura ocidental idealiza e supervaloriza a extroversão, esperando que seus líderes sejam assim. Repare: o sistema educacional, as referências profissionais, os valores das corporações são sempre no sentido de enaltecer aquele que se coloca, que tem uma personalidade mais solta. No Oriente, acontece o contrário, lá a introversão é vista como uma qualidade. Na minha opinião, um e outro têm seus pontos positivos e devem ser enaltecidos socialmente.

C.: Identificar se o filho é ou não introvertido pode ajudar os pais em algum aspecto?
C.F.: Sim. Conhecer e aceitar a personalidade do filho são atitudes fundamentais para que os pais eduquem as crianças com autoestima. Em outras palavras, entender o temperamento da criança torna mãe e pai mais aptos a estimular suas qualidades, independentemente do filho ser introvertido ou extrovertido. Assim, também ficará mais fácil equilibrar, evitando que os introvertidos fiquem muito fechados e os extrovertidos, soltos demais.

C.: Ao ler o seu livro, concluímos que o mais importante é que a criança se sinta bem com ela mesma e reconheça suas qualidades. Como os pais podem ajudar nesse sentido?
C.F.: O essencial é que eles aceitem os filhos do jeito que são. Depois, é só incentivar a criança a caminhar nesse mesmo sentido: aceitar quem ela é, entender e gostar da própria personalidade. Especificamente no caso dos introvertidos, é interessante que os pais respeitem a necessidade do filho de ficar sozinho de vez em quando e de precisar, em muitos momentos,  de ambientes calmos.

C.: De que forma os pais podem auxiliar na vida social dos filhos?

C.F.: Acho que podem atuar, principalmente, conversando sobre a importância de a criança
se defender nas situações em que se sentir intimidada e exercitar o diálogo, preparando-a
para se soltar um pouco mais e sustentar um bate-papo sem problemas. É interessante que os pais falem dos próprios sentimentos, elucidando como as crianças podem fazer e encorajando- as a confiar em si mesmas.

C.: As redes sociais e o mundo virtual são aliados das crianças introvertidas?
C.F.: Esses recursos são valiosos para quem é introvertido. A conversa, olho no olho, demanda muita energia. Já a comunicação virtual diminui os desafios, é menos complexa, permite que os introvertidos se soltem e sejam mais espontâneos. Claro que isso só vale se os pais garantirem que seus filhos naveguem de forma segura e que tenham rotinas equilibradas entre vivências virtuais e presenciais.

C.: Alguma dica a mais?
C.F.: O maior presente que os pais podem dar aos filhos é acolhê-los do jeito que são, sem querer mudá-los. Assim, automaticamente, estarão ajudando as crianças a desenvolverem as características positivas que a introversão traz, como a capacidade de refletir profundamente, ser inovador e criativo na solução dos problemas.

Os 5 erros cometidos por pais de crianças introvertidas


Christine Fonseca lista os deslizes mais comuns e explica por que eles devemser evitados:

Incentivar o filho a ser extrovertido – “Agindo dessa maneira, os pais transmitem ao filho a mensagem de que há algo errado em ser introvertido e que isso precisa ser mudado. Em vez de pressionar a criança para conviver com situações incômodas para ela, tente ajudá-la a enxergar os aspectos positivos de seu temperamento.”

Cobrar que a criança tenha mais amigos – “A antiga confusão entre quantidade e qualidade. Diante desse discurso, pode parecer que os pais acham que o filho não sabe fazer amizades. Não é nada disso. Crianças introvertidas são ótimas amigas, porém, preferem ter menos contatos, e mais profundos.”

Achar estranho o fato de ele querer ficar sozinho – “É bem provável que ele precise ficar sozinho para renovar suas energias e entrar em contato com as próprias emoções. Esse momento deve ser encarado como algo saudável e não problemático.”

Tratar a introversão como doença – “Nenhum aspecto relacionado à introversão diz respeito à saúde mental. Trata-se de um traço de personalidade e não de uma patologia. Isso tem de ficar claro para a família toda e os pais precisam respeitar as necessidades do filho.”

Forçá-lo a frequentar ambientes mais agitados – “Ser introvertido significa ter alta sensibilidade ao ambiente em que está. Locais muito agitados, barulhentos e caóticos perturbam. Ajude seu filho a cultivar o hábito de fazer pausas durante o dia, para ficar sozinho. Assim, ele se fortalece e fica mais tolerante com relação aos locais menos silenciosos.”

Como ajudar os filhos na escola

Os pais também podem encorajar a criança introvertida a começar o ano escolar sem tanto frio na barriga

Não faça interrogatórios – Evite questionar seu filho sobre como foi o dia logo que ele sai da sala de aula. Dê um tempo para ele descansar e recarregar a bateria. Assim, mais tarde, ele Naturalmente contará o que foi importante, na hora em que estiver mais preparado.

Converse com a professora – Faça dela sua parceira e, se tiver oportunidade, fale sobre as características do seu filho e as necessidades que ele apresenta, de forma leve, sem que isso pareça ter gravidade.

Garanta o equilíbrio – Os problemas parecerão bem mais leves se a criança estiver descansada (contando com boas horas de sono), disposta (ou seja, que tenha feito atividade física) e alimentada (inclusive, respeitando o tempo de que ela precisa para comer, que pode ser maior para os introvertidos). Se tudo isso estiver bem, mais satisfeita a criança ficará com a rotina escolar dela.

Porque não explicar tudo para a criança pequena

Padrão

explicar-tudo-1200x627

O ser humano leva 21 anos para adquirir maior consciência das coisas. Esse tempo é o tempo que o sistema nervoso central leva para mielinizar todas suas células nervosas, isto é, deixa-las maduras. Essa bainha de mielina é a responsável pelas conexões nervosas (sinapses) entre os neurônios.

Nos primeiros anos de vida, até a troca dos dentes, por volta dos seis anos, a mielinização para a aprendizagem está sendo formada. A consciência da criança está ainda num estado de sono nesta etapa da infância, ou seja, ela não tem consciência das coisas como nós adultos já a temos. Por isso que a criança é criança e depende de nós para tudo. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida.

Ter consciência significa fazer as sinapses entre os neurônios. Nas sinapses há um dispêndio de energia muito grande. Por isso que quando prestamos atenção em algo ou quando usamos por demais nossos órgãos dos sentidos nos sentimos cansados. À noite necessitamos dormir para repor essa energia gasta durante o dia de vigília, de atenção a tudo.

Em antroposofia costumamos dizer que nos sete primeiros anos o corpo da vida ( vital, ou etérico) da criança está sendo plasmado, formado. Seus órgãos ao nascer não estavam de todo amadurecidos e para que esse amadurecimento ocorra é necessário ter energia, vitalidade. Lembre-se sempre que consciência é gasto de energia, é queima de substância cerebral.

O cérebro também é um órgão e ele é a base para o pensamento. Se a criança até três anos está formando cérebro para pensar como é que ela pode usá-lo pensando? Não se cozinha feijão numa panela que ainda está sendo feita! Como a criança ainda não tem a coordenação fina pronta porque lhe dar um lápis, uma agulha? Se ela ainda não se administra nos perigos porque lhe dar a tesoura, a faca?

Outros órgãos como o fígado, pulmões, coração, rins, estão amadurecendo também e quando exigimos da criança que aprenda algo com a cabecinha, ou entenda as coisas como nós queremos que ela entenda, estamos fazendo com que ela use essas forças formativas que estão plasmando os órgãos para a compreensão e o entendimento e aí nós as DESVITALIZAMOS e promovemos uma má formação dos órgãos PARA O RESTO DE SUAS VIDAS!

Já está provado pela ciência que o avanço da doença ALZHEIMER é também decorrente de uma exigência precoce do sistema neurosensorial na infância. Rudolf Steiner cita muitas vezes esse fator em seus livros. Por isso que a Pedagogia Waldorf, por estar baseada numa ciência antroposófica, preocupada em formar seres humanos saudáveis, verdadeiros e livres, é totalmente contra a alfabetização precoce. Essa pedagogia prima por excelência pela saúde física, emocional, mental e espiritual da criança e do adolescente principalmente no período de seu desenvolvimento.

Hoje, com essa mania de escolarização precoce, as crianças de um modo geral estão muito doentes: depressão, dores de barriga, dores de cabeça, pedra nos rins, pneumonia, cansadas, entediadas, tristes apáticas… O que estamos fazendo com nossas crianças?

As crianças aprendem pelo movimento e pela repetição. Se quiser que ela atenda uma ordem faça o que quer que ela faça: coma você com a boca fechada se quer que assim o aprenda; fale você mais baixo; feche a porta você sem bater; escove você os dentes com a torneira fechada; seja você carinhoso com ela, e assim por diante. Na infância as crianças aprendem pela IMITAÇÃO do que você faz e não pela palavra, pelo sermão. Mas, é óbvio que precisamos conversar com ela para que aprender a falar; mas devemos saber o que falar e o que não falar.

Deixe que a criança descubra o mundo por si mesma, vivenciando-o; experimentando-o; incorporando-o e, sobretudo, aprendendo ao vivo e não através da mídia. Promova-lhes as oportunidades. Quanto mais a criança descobrir por si através do movimento, do equilíbrio e dos seus órgãos dos sentidos, mais ela fará conexões nervosas e quanto mais sinapses ele tiver feito na infância por ela mesma mais espaço no cérebro ela terá para a aprendizagem posterior cognitiva.

Fonte Indicada Pedagogia Waldorf Joinville

Saiba como substituir alimentos de que seu filho não gosta…

Padrão

ullenka3

Seu filho não precisa gostar de todos os alimentos. Se ele não come uma verdura, por exemplo, você pode substituí-la por outra que tenha os mesmos nutrientes. Saiba como fazer as trocas em casa e veja em qual receita o ingrediente substituto pode entrar.

Fruta Substituto Dica de uso
Maçã Pera, laranja e goiaba também são ricas em fibras (as duas últimas contêm maior quantidade de vitamina C). Duas opções: misture na salada ou faça um suco com a fruta preferida.
Abobrinha Abóbora japonesa, moranga, chuchu e berinjela também
são fonte de minerais.
Coloque-os no meio de uma lasanha ou misturados na carne moída.
Brócolis Assim como o brócolis, a couve-flor, a couve e o repolho agem na prevenção contra o câncer. Refogue e misture no arroz ou no espaguete (tipo yakisoba) ou sirva cozido com molhos.
Banana Mamão, abacate e morango também ajudam a regular as taxas de colesterol. Bata com leite ou faça doces, como compotas de banana e de mamão ou torta de morango.
Couve Como a couve, o espinafre, a acelga e a escarola aumentam as defesas do organismo. Prepare omeletes, suflês, recheios de panquecas ou misture-os à massa do nhoque

Sucos para a lancheira das crianças…

Padrão

5 formas de fugir do suco de caixinha

ullenka11

Preparar uma lancheira saudável e que agrade o paladar da criança é sempre um desafio. A nutricionista Larissa Raucci, de São Paulo, que ofereceu um curso sobre o assunto, dá dicas para substituir os sucos industrializados.

* Prepare sucos naturais e coloque no freezer. Congelar faz perder um pouco dos nutrientes, mas ainda é melhor que uma versão pronta cheia de açúcar. Prefira frutas que demoram mais para oxidar, como manga e maracujá.

* Fique atento ao tempo de descongelamento. Tire do freezer uma hora antes de a criança ir para a escola – quando chegar o recreio, estará pronto para beber. Coloque em garrafa térmica para manter a temperatura.

* Polpas congeladas também são uma opção mais nutritiva que os sucos prontos. E mais práticas que os naturais.

* As crianças aceitam melhor frutas mais doces como manga, melancia ou uva. Para adoçar sucos mais ácidos, adicione mel.

* A combinação de frutas é uma alternativa para misturar sabores e nutrientes, como manga e abacaxi.

15 opções de lanches gostosos e nutritivos para seu filho levar à escola…

Padrão

ullenka7

O que não pode faltar na lancheira do seu filho? Em primeiro lugar, é preciso levar em conta o período em que a criança estuda e a refeição que fez antes de ir à escola. “De uma maneira geral, ela deve levar um alimento de cada grupo alimentar, ou seja, uma fonte de proteína (iogurte, queijo, leite), uma fruta (tanto in natura quanto o suco sem açúcar) e um carboidrato (pães e cereais)”, sugere a nutróloga Elisabete Almeida, diretora do programa Meu Pratinho Saudável (SP). Ela lembra, ainda, que é importante incentivar o consumo de oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas) em quantidades moderadas, pois contêm as chamadas gorduras boas, que evitam doenças cardiovasculares.

Para Jociane Catafesta, nutricionista de Porto Alegre, os pais podem – e devem! – pedir a opinião e a ajuda do filho na hora de montar a lancheira. “Escolha as frutas da estação, que têm menos agrotóxicos, e dê preferência às que podem ser consumidas com casca ou que sejam fáceis de descascar”, reforça a especialista, lembrando que a maioria delas perde vitaminas e oxida (fica com aparência escura) após serem cortadas. Os sucos naturais devem ser feitos no horário mais próximo possível antes de sair de casa e, assim como os lanches, devem ser acondicionados em lancheiras térmicas ou na geladeira da escola, se possível. Para ajudar você, CRESCER preparou um cardápio com 15 sugestões de lanches com o apoio das especialistas. Confira!

1) 1 tapioca com queijo branco (ou processado), geleia de frutas e âmendoas em lascas + 1 copo de suco de uva integral;

2) 1 panini recheado com banana e requeijão + 1 copo de bebida à base de soja;

3) Salada de frutas com iogurte de garrafinha + cereal;

4) 1 fatia de bolo caseiro de fubá + 1 queijo processado + 1 copo de suco natural de mamão;

5) 1 banana picada com 3 colheres de sopa de granola (que deve ser levada separadamente) + 1 iogurte de garrafinha;

6) 4 cookies integrais + ½ tangerina + água de coco;

7) 2 fatias de pão integral com creme de ricota + 1 copo de suco de polpa congelada de morango;

8) 1 fatia de bolo de maçã com aveia e castanhas + 1 suco de fruta de caixinha 100% natural (sem açúcar e conservantes);

9) 1 porção de tomate cereja + 1 pão de queijo + 1 copo de suco de polpa congelada de goiaba;

10) 1 porção de cenoura baby + 1 porção de uvas sem semente + água de coco;

11) 1 porção de morangos inteiros + 4 cookies integrais + 1 copo de suco natural de melancia;

12) 1 porção de manga picada + 1 bisnaguinha integral com geleia + 1 copo de suco de uva integral;

13) 1 sanduíche de pão integral com queijo branco e cenoura ralada + 1 copo de suco natural de melão;

14) 1 barra de cereais + 1 iogurte + 1 suco de fruta de caixinha 100% natural (sem açúcar e conservantes)

15) 1 pão de queijo + 1 porção de melancia picada + água de coco;

Criatividade até na hora do lanche
Há dois anos, quando a filha mais velha entrou na pré-escola, Beau Coffron, de São Francisco, inventou um jeito muito especial de manter o vínculo com a menina mesmo à distância: lanches divertidos. Assim nasceu o blog The Lunchbox Dad (em inglês, quer dizer “O Pai da Lancheira”), que publica um lanche original todas as segundas-feiras, além de dicas de alimentação e testes de produtos alimentícios. Coffron, que acaba de lançar um livro com suas receitas, conversou com a CRESCER.

CRESCER: A chamada food art (arte na comida, em inglês) é importante até mesmo na lancheira?
Beau Coffron:
No meu caso, começou como algo divertido para fazer para minha filha, mas logo percebi que preparar lanches saudáveis e divertidos estimula as crianças a provar coisas novas também.

CRESCER: Pode dar alguma dica para os pais menos criativos, digamos assim?
B.C.:
Para quem está começando agora e quer tentar algo bacana, uma ideia fácil é usar as formas de cortar cookies para moldar sanduíches.

CRESCER: Como deve ser o lanche perfeito?
B.C.:
Eu tento fazer um lanche equilibrado, com comidas saudáveis. Para tanto, uso grãos integrais sempre que possível. Queijo também é ótimo porque é fácil de fazer criações com ele. Além disso, claro, frutas e vegetais não podem faltar. Não apenas porque são nutritivos, mas também porque as cores melhoram a aparência do lanche. Uma boa lancheira também ajuda, em especial os modelos com compartimentos diferentes para que a comida fique bem acondicionada e não saia do lugar até chegar à escola.

 Outra fonte: Cristiane Mara Cedra, nutricionista de São Paulo

Vai um Sustagen aí?

Padrão

Muito chocante olhar para lista de ingredientes desse produto e ver a quantidade de açúcar que ele possui, lembrando que a lista de ingredientes está sempre na ordem decrescente, ou seja, sempre o primeiro da lista é o que está em maior quantidade no produto, e qual é o primeiro dessa extensa lista ? SACAROSE e nem vamos entrar no mérito dos corantes que esse produto possui.

O mais triste é saber que ele é destinado ao público infantil e com a proposta de substituir uma refeição.

Açúcar vicia, não da para competir com ele, se colocar esse tipo de alimento na alimentação do seu filho vc só prejudica a aceitação de alimentos saudáveis.

Sem contar as doenças que já sabemos que o excesso de açúcar pode trazer a curto, médio e longo prazo… colesterol alterado, obesidade, diabetes, cancer ….

Fique atento a lista de ingredientes de alimentos para os diferentes nomes que o açúcar tem e principalmente se ele for um dos primeiros dessa lista:

SACAROSE, MALTODEXTRINA, GLICOSE, XAROPE DE MILHO, XAROPE DE GLICOSE, DEXTRINA, DEXTROSE, MELAÇO, MALTOSE E FRUTOSE.

Estamos de olho !!!

11263004_355913751285580_4717185246318208522_n

FONTE: AS COMIDINHAS DO BÊ

Como Parar a Ecolalia em Crianças com Autismo

Padrão

Ecolalia é a repetição de sons que crianças autistas costumam fazer. A coisa boa da ecolalia é que é uma boa indicação do desenvolvimento da linguagem da criança. No entanto, se não for verificada, a ecolalia pode se tornar um hábito que interfere na aquisição das habilidades sociais da criança. A melhor forma possível de parar a ecolalia é ensinando à criança autista formas mais eficientes de comunicação.

 
 Método 1 de 3: Ensinando Seu Filho as Formas de Responder Perguntas
  1. Stop Echolalia in Autistic Children Step 1.jpg
    1
    Ajude seu filho a entender que não tem problema dizer “eu não sei”. Para perguntas às quais elas não sabem a resposta, crianças autistas devem ser ensinadas a dizer “eu não sei”. Dessa forma, a ecolalia pode ser controlada fazendo sua parte para melhorar as habilidades de comunicação da criança.

    • Há evidências que sugerem que treinar uma criança a usar “eu não sei” para responder a perguntas ajuda-a a escolher e usar novas frases adequadamente. Dessa forma, a repetição da última palavra ou da mesma frase que elas ouvem pode ser controlada.
    • Podem perguntar para a criança algo com que ela não é familiarizada. Por exemplo: onde estão seus amigos? Para ajudá-la a lidar com a pergunta, a resposta “eu não sei” pode ser útil. Essa pergunta pode ser feita repetidamente e auxiliada respondendo como mesmo “eu não sei” até que a criança finalmente responda sozinha.
    Stop Echolalia in Autistic Children Step 2.jpg
  2. 2
    Motive seu filho a dar a resposta certa. Crianças com autismo estão propensas a recorrer à ecolalia quando elas não sabem o que dizer ou como responder a uma pergunta. Elas não sabem que respostas seriam apropriadas para a pergunta. Então a melhor abordagem é ensinar a criança a resposta correta.

    • Por exemplo: para a pergunta ‘qual é o seu nome?’, a resposta correta pode ser ensinada em vez de “eu não sei”. O exercício pode ser repetido até a criança dar a resposta correta quando for questionada.
    • Mas essa abordagem nem sempre é aplicável. A criança pode não aprender as respostas corretas para todas as perguntas. Por exemplo: qual é a cor da sua camisa? A cor irá mudar de acordo com a camisa que ela estiver usando em um dia particular. Pode não haver uma única resposta. Então essa abordagem só pode ser empregada para questões padrões.
  3. Stop Echolalia in Autistic Children Step 3.jpg
    3
    Ajude seu filho a superar a ecolalia usando um jogo de preencher as lacunas. A criança pode aprender a usar o formato de preencher lacunas. Por exemplo: “Eu quero comer —–,” e mostre a elas as opções, por exemplo, maçã ou biscoito.

    • Deixe-as dizer o que elas querem para preencher a lacuna. Se elas não conseguirem dizer o que querem, você pode perguntar se elas desejam comer uma maçã ou um biscoito.
    • Provavelmente a criança irá repetir a última palavra que ela ouviu, como biscoito, mesmo se quiser comer maçã. Então dê a ela o biscoito, e se ela parecer insatisfeita com isso, tente dizer “parece que você não quer comer esse biscoito. Então você quer comer essa maçã?” E mostre a maçã a ela. “Se você quiser comer essa maçã, diga ‘sim’”. Um ‘sim’ pode ser dito para ajudar a criança.
  4. Stop Echolalia in Autistic Children Step 4.jpg
    4
    Ensine ao seu filho respostas prontas. Uma das técnicas que podem garantir o mesmo sucesso para parar a ecolalia em crianças é a criação de respostas prontas para ela começar a usar.

    • Elas podem se tornar as respostas para algumas das perguntas mais comuns e gerais. Quando a criança conseguir lidar com questões gerais, ela pode seguir em frente para lidar com outras perguntas, que têm traços de indagações mais comuns, mas que podem ser mais específicas.
    • Esse processo gradual pode fornecer instrumentos para construir confiança, vocabulário, comunicação e interação adequada na criança.
     Método 2 de 3: Usando Técnicas de Exemplo
  1. Stop Echolalia in Autistic Children Step 5.jpg
    1
    Entenda o que é a técnica de exemplo. Para tratar a ecolalia e estimular respostas adequadas na criança, o pai, terapeuta ou qualquer outro adulto lidando com a criança terá que dizer coisas na forma como as respostas devem ser usadas pela criança.

    • Isso é porque a criança tende a repetir o que foi dito a ela, que pode aprender as respostas certas ouvindo o que deve repetir e aprender.
    • Então, em vez de fazer perguntas à criança e ensiná-la as respostas certas, a ênfase deve ser levada à imitação de respostas, porque uma criança autista com ecolalia irá repetir exatamente o que você disser a ela. Essa técnica é chamada de “exemplo”.
  2. Stop Echolalia in Autistic Children Step 6.jpg
    2
    Use as palavras exatas que você gostaria que a criança usasse. A técnica de exemplo deve incluir as palavras exatas e frases que a criança entende, seleciona e reproduz. Se ela não gostar de participar de uma atividade, ela pode expressar o desagrado gritando, ficando violenta, chorando ou de outras formas desagradáveis. Como elas são tão boas em repetir, as crianças podem ser auxiliadas a dizer palavras e frases como ‘não quero’, ‘não’, ‘agora não’.

    • Por exemplo: você já sabe que a criança não gosta de brincar com certo brinquedo, mas para ensiná-la a expressar isso verbalmente, pode fazê-la brincar com esse brinquedo e ficar usando frases ou palavras como ‘não’, ‘não gosto’, ‘não quero’.
    • Dessa forma, você pode tirar vantagem da ecolalia para ensinar a criança a se comunicar e aprender o vocabulário. Quando a criança escolher as palavras e frases certas para se comunicar, a ecolalia gradualmente começará a desaparecer.
  3. Stop Echolalia in Autistic Children Step 7.jpg
    3
    Construa o vocabulário e as habilidades de comunicação do seu filho. Se você pretende dar um lanche a ele ou se for hora do leite, então é necessário dar um exemplo dizendo “—– quer tomar leite (o nome da criança deve ser usado na parte em branco). “—— está pronto para comer”.

    • Como a criança é boa em lhe repetir, isso pode ser usado para construir o vocabulário e comunicação. Geralmente, uma criança autista recorre à ecolalia porque não sabe o que dizer e como responder a pergunta, solicitação ou exigência.
    • Mas quando ele está selecionando a linguagem e construindo seu vocabulário, então a necessidade de se comunicar verbalmente substitui a ecolalia.
  4. Stop Echolalia in Autistic Children Step 8.jpg
    4
    Diga frases para seu filho, em vez de apenas fazer perguntas. Ao usar a técnica do exemplo para controlar a ecolalia na criança, é melhor evitar perguntas como “você quer isso?”, “Você quer que eu lhe ajude?”, “Você gosta disso?”, porque elas ficarão estagnadas nesse padrão de perguntas, como resultado da tendência de selecionar o que elas ouvem. Então, dê o exemplo do que ele deve dizer.

    • Por exemplo: se você o vir tentando alcançar algo, em vez de perguntar “Você quer que eu lhe ajude?”, ou “eu devo lhe dar isso?”, tente dizer “me ajuda a pegar o brinquedo”, “me levanta para eu pegar o livro”. Repetidamente expondo-a ao que ela deve aprender ou repetir, a criança pode superar a ecolalia.
    • Finalmente, isso resolve a necessidade da criança de fazer repetições irrelevantes devido à sua inabilidade de responder adequadamente. Quando ela começar a aprender e a entender as nuances da comunicação simples, ela poderá seguir em frente sem o uso da ecolalia.
  5. Stop Echolalia in Autistic Children Step 9.jpg
    5
    Evite dizer o nome da criança quando estiver praticando o modelo de exemplo. Deve-se tomar cuidado quando tentar conversar ou ensinar uma criança autista que usa a ecolalia, porque ela tem uma tendência forte de repetição. Ela também é muito boa em imitar. Então elas escolhem o que ouvem com uma facilidade relativa.

    • Por exemplo: quando seu filho precisar ser elogiado por um trabalho bem feito, em vez de usar o nome da criança, use a palavra que a parabeniza sozinha. Em vez de dizer “muito bom, Alex”, diga apenas “muito bom” ou mostre através de ações, na forma de beijos ou abraços.
    • Em vez de dizer “Oi Alex”, pode ser melhor dizer apenas “oi”. Usar o nome dele nessas situações é como reforçar a ecolalia, porque quando ele tiver que dizer “oi”, ele tende a acabar usando o próprio nome também.
     Método 3 de 3: Buscando Apoio para Seu Filho
  1. Stop Echolalia in Autistic Children Step 10.jpg
    1
    Matricule seu filho em um programa de terapia musical. Pesquisas mostram grandes evidências de que a terapia musical tem um efeito profundo no tratamento dos sintomas do autismo em crianças e adolescentes.

    • Pode ser usado para melhorar a comunicação verbal e não verbal, e para melhorar habilidades sociais, enquanto reduz o comportamento de imitação. Terapia musical age como um estímulo e facilita o desenvolvimento da linguagem, enquanto atrai a atenção de crianças com autismo.
    • Músicas e jogos estruturados com música são parte da terapia musical. Essa intervenção musical é baseada na estrutura na qual a criança é encorajada a participar em comunicação recíproca, envolvendo-a em uma seleção de música.
  2. Stop Echolalia in Autistic Children Step 11.jpg
    2
    Marque uma consulta com um fonoaudiólogo. Ele pode lidar com o problema e oferecer soluções a uma variedade de problemas relacionados à fala e comunicação. Essa técnica envolve:

    • Massagear e se certificar de que os músculos faciais e os lábios recebam exercícios amplos para garantir que a articulação seja refinada.
    • Envolver a criança no canto de músicas particularmente rítmicas e fáceis.
    • Usar o sistema de comunicação por troca de imagens que integra fotos e palavras. A criança pode aprender a usar fotos e depois relacioná-las às palavras.
    • Uso de sistemas eletrônicos. Crianças com autismo geralmente são boas com computadores e outros eletrônicos. Então elas podem ficar envolvidas com a digitação.
  3. Stop Echolalia in Autistic Children Step 12.jpg
    3
    Ajude seu filho a se sentir mais tranquilo. Às vezes, a criança usa a ecolalia como uma reação natural às coisas que a sobrecarregam. Ela busca refúgio na ecolalia como uma forma de ter uma confirmação para si mesmo de que tudo está bem. Alguns dos fatores que podem perturbar a tranquilidade frágil da criança são a falta de uma dieta adequada e de descanso, sentir-se emocionalmente estressado, entediado ou cansado. Então cabe ao pai ou ao adulto fornecer o apoio e o cuidado necessários para a criança.

    • Crianças com autismo desenvolve ecolalia como forma de comunicação, porque elas estão dispostas a se comunicar, mas não têm as palavras, as frases e a gramática certa. Isso pode estressá-la. O pai pode precisar sustentar suas necessidades emocionais tentando envolver a criança em uma forma melhor e mais eficaz de comunicação.
    • Tente envolver a criança em várias outras atividades que sejam adequadas a ela, como esportes, arte, etc. Isso pode estimular a confiança dela, e quando isso acontece, a criança estará mais disposta a fazer esforços para ter uma conversa mais significativa, deixando a ecolalia desaparecer.
  4. Stop Echolalia in Autistic Children Step 13.jpg
    4
    Saiba a diferença entre ecolalia imediata e atrasada. A ecolalia pode ser tanto imediata quanto atrasada. Exemplo de ecolalia imediata: você deve perguntar para a criança “você tomou o café da manhã?” e a criança responde algo como “tomou o café da manhã?”.

    • Exemplo de ecolalia atrasada: a criança ouve alguém dizer algo, provavelmente na televisão, telefone, filme, etc., e guarda isso na memória e usa quando for necessário. Por exemplo: o garoto pode ouvir algo como “eu amo panqueca”, então depois, quando tiver fome, ele tenta transmitir essa informação dizendo “eu amo panqueca”, embora ele não tenha a intenção de comer panqueca para saciar sua fome.
    • Se a criança usar ecolalia, então é provável que ela entenda o conceito de comunicação e esteja disposta a aprender a se comunicar, e que também esteja tentando se comunicar sem ter as habilidades para se envolver em uma comunicação significativa e eficaz.
  5. Stop Echolalia in Autistic Children Step 14.jpg
    5
    Crie um bom ambiente de aprendizado para seu filho. A presença da ecolalia se torna mais pronunciada durante as situações e tarefas que a criança acha incompreensíveis, desafiadoras ou imprevisíveis. Essas situações e tarefas criam medo, raiva, ansiedade e um sentido de insegurança que provoca a ecolalia. Então, criar uma atmosfera favorável para a sua participação e envolvimento em tarefas, atividades e aprendizado é vital para que ela supere a ecolalia.

    • Ela deve receber tarefas e atividades que não a estimulem exageradamente. Seu progresso deve ser avaliado cuidadosamente antes que ela siga em frente para o próximo nível de aprendizado. Isso é para construir gradualmente a confiança. Exemplos de ecolalia tendem a ser reduzidos quando a criança cria confiança.
    • A ecolalia pode surgir quando a criança acha difícil compreender o que está sendo pedido a ela. Quando tem confiança, ela ficará confortável o suficiente para dizer que não consegue seguir o que ouviu e pedirá ajuda para entender.

Por que ela está tão feliz?

Padrão

Uma nova pesquisa revela o que deixa as crianças brasileiras alegres ou tristes

THAIS LAZZERI – Revista Época

731_criancas_felizes_01

Criar filhos felizes é uma das maiores preocupações dos pais – e começa antes mesmo de eles nascerem. O que deixa as crianças realmente felizes? Brinquedos, viagens ou parques de diversões? Uma pesquisa exclusiva mostra, pela primeira vez, o que sentem as crianças brasileiras. E ninguém melhor que elas próprias para contar o que as deixa felizes ou tristes.

A pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria, o instituto de pesquisas Datafolha ouviu 1.525 crianças, de 4 a 10 anos, de 131 municípios. Até então, não existia no Brasil uma investigação sobre esses sentimentos. Não era possível afirmar se a diferença cultural ou a classe econômica poderia contribuir para o grau de felicidade na infância. Para surpresa dos pesquisadores, nenhum desses fatores foi significativo. Crianças do Recife deram respostas muito parecidas com as de São Paulo ou Porto Alegre. “Os sentimentos se mostraram universais”, afirma Eduardo Vaz, pediatra, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

O estudo contemplou os estados emocionais da criança em relação à família, ao futuro, às brincadeiras e à escola. E aí veio mais uma surpresa: o que deixa a criança mais feliz são coisas simples, como estar com os avós, brincar com os amigos e praticar esportes. Para saber se os pais têm essa mesma percepção, ÉPOCA conversou com dez famílias, das cinco regiões brasileiras. A seguir, os resultados.
Família
Querer ficar perto dos pais, dos irmãos e… dos avós. Sim, dos avós também. É isso que deixa 87% das crianças brasileiras mais alegres, de acordo com a pesquisa. E eles estão mais presentes no dia a dia dos netos por vários motivos.

Os avós de hoje chegam à velhice mais saudáveis, conectados e menos saudosistas. Lucia Maria Chavez mora em São Paulo e os netos, Fernando, de 11 anos, e Leonardo, de 5 anos, em São Carlos. Mas eles se falam todos os dias, por Skype ou telefone. Quando a mãe, a nutricionista Fernanda Mozeto, trabalhava fora e uma das crianças tinha febre, a avó percorria os 255 quilômetros que separam as duas cidades para cuidar do neto. “Os avós são repositórios da história daquela família”, diz Lídia Aratangy, psicóloga, autora deNovos desafios da convivência(Ed. Rideel). “A presença deles traz, para a criança, a segurança de onde ela veio.”

Estar perto dos pais também é motivo de alegria para a maioria das crianças. Para 87%, ficar perto da mãe; para 78%, do pai. E um dos fatores que mais entristecem as crianças é ficar longe deles. Cerca de 71% dizem ficar muito tristes quando longe do núcleo da família (geralmente o pai e a mãe).

O dia do aniversário aparece como motivo de alegria para 96% das crianças. Não só os presentes são responsáveis pela felicidade dos pequenos, mas a atenção que recebem na data da família e dos amigos também – além do próprio fato de crescerem oficialmente.

Longe do estereótipo de família perfeita, saber que a proximidade é tão importante para o bem-estar da criança pode ajudar os pais a, dentro do possível, adotar pequenas atitudes que façam diferença para os pequenos. Pode ser um recado surpresa na lancheira, uma ligação no meio da tarde, um SMS ou usar a hora do almoço para buscá-lo na escola. Levar ao cinema ou a um parque também é bom, mas a presença dos pais faz mais diferença que o tipo de programa. Como disse o escritor Guimarães Rosa, “felicidade se acha em horinhas de descuido”.

Fazer refeições em família, mostrou a pesquisa, deixa 87% das crianças felizes. Mas e aquele dia em que a mãe chega tarde do trabalho e os filhos estão dormindo? “Esses momentos pontuais não importam se os pais estão presentes”, afirma Lídia. Presença física é importante, mas não é só a isso que Lídia se refere quando fala em presença. Saber onde o filho está, o que vai comer, se está usando casaco em dia de frio, se voltou da escola bem ou se vai ter um aniversário de um colega e é preciso comprar um presente são cuidados à distância que fazem diferença na relação familiar. “As crianças sentem essa conexão”, diz Lídia.

Uma vez que é ouvida, valorizada, recebe atenção e carinho, a criança sente que pode confiar nos pais. Essa confiança torna-se um canal aberto para o diálogo na adolescência. O que não significa que percalços não acontecerão. Mas, se algum problema ocorrer, esse adolescente tem intimidade para se abrir e pedir ajuda.

Futuro e autoestima
Essa teia de intimidade construí­da com a família se reflete em outra área importante no desenvolvimento infantil: a autoestima, capacidade de se gostar e de se valorizar. A pesquisa mostrou que os pais estão no caminho certo: 86% das crianças ficam alegres quando se veem numa fotografia e 87% quando se imaginam adultas.

Gostar de ver a própria imagem é um sinal positivo sobre a autoestima. Ficar feliz ao se imaginar adulto demonstra segurança sobre quem é, o que vai se tornar e mostra esperança no futuro. Para Odair Furtado, psicólogo, professor do programa de psicologia social da PUC-SP, isso é reflexo de uma mudança profunda em nossa sociedade. A condição de vida do brasileiro melhorou, principalmente nas classes mais baixas, e a perspectiva de futuro, enfim, deixou de ser apenas sonho. “O futuro se concretizou”, afirma.

A imagem é um dos blocos na construção da autoestima. Os outros blocos podem ser aprendidos no dia a dia, com a ajuda dos pais. Valorizar conquistas, como quando a criança aprende a andar de bicicleta sem rodinhas, é uma delas. E ajudar a levantar do chão quando ela cair. “Os pais precisam permitir que o filho enfrente desafios”, diz Ana Olmos, psicanalista infantil e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP).

Mas nem sempre ela vai conseguir. Aprender a se frustrar é tão importante quanto saber lidar com críticas quando elas dão apoio para avançar e não desistir. Por exemplo: ensinar à criança os melhores movimentos para o jogo de damas é educativo. Deixar propositadamente que ela ganhe, não. “Quando for confrontada fora de casa, não vai saber lidar com isso”, diz Ana.

Uma amostra de como a criança percebe as críticas familiares de forma positiva é como ela percebe a bronca de uma forma diferente dos pais. Para sete dos dez pais ouvidos, bronca é o maior motivo de tristeza para os filhos dentro de casa. Para 71% das crianças, a maior chateação é ficar sem os pais. A bronca não aparece como motivo de tristeza no levantamento. “Mesmo quando fica triste por ser repreendida, a criança se sente inconscientemente protegida”, diz Ana Olmos. “A partir dos 6 anos, as crianças têm a percepção consciente de que os pais estão discutindo com elas para seu bem.”

Brincadeiras
Um dos dilemas dos pais modernos é o que oferecer para que os filhos tenham as melhores oportunidades no futuro. Além de se preocupar com cursos extracurriculares, como aulas de língua estrangeira, é importante preservar o tempo da brincadeira. “Brincando as crianças aprendem habilidades que vão além do desenvolvimento motor e cognitivo”, afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da PUC-SP. “Ela aprende a argumentar, a ser ouvida, a prestar atenção, a organizar e liderar, a propor novas alternativas.”

Na pesquisa da SBP, as brincadeiras aparecem como atividades favoritas quando as crianças não estão na escola. E, ao contrário do que muitos pais pensam, tecnologia não é o primeiro item da lista. Seis entre dez pais entrevistados apontaram videogames e internet como distrações favoritas. Na pesquisa com as crianças, apareceram brincar de boneco ou boneca e de carrinho como brincadeiras individuais favoritas. Videogame está em quarto lugar nessa categoria. Dentre as distrações em grupo, as crianças elegeram jogar bola, andar de bicicleta e brincar de esconde-esconde. As atividades que faziam sucesso na infância dos adultos são as mesmas que fazem a alegria dos pequenos de hoje.

Outra impressão dos pais desfeita pela pesquisa é o que deixa os filhos muito tristes. Os adultos de sete famílias, dentre as dez ouvidas, apontaram perder em jogos e competições. Para 47% das crianças, tristeza é brincar sozinho. Perder não foi citado como motivo de tristeza.

A publicitária Adriana Ceresér, de 37 anos, leva as filhas, Gabriela, de 9, e Gisela, de 6, desde pequenas para brincar em espaços públicos, mesmo tendo quintal em casa. “Quero que elas tenham outros núcleos de amizade”, afirma. Nos fins de semana, toda a família anda de bicicleta. Quando não vão, as meninas reclamam. “Sinto que isso as deixa desenvoltas.” E os ganhos são físicos também. “Elas já andam de bicicleta sem rodinhas, enquanto os primos, que não passeiam sempre, ainda usam”, diz Adriana.

As brincadeiras são um estímulo para as crianças se engajarem numa atividade física no futuro. A pesquisa mostra que 93% delas gostam de praticar esporte. Como explicar, então, que uma em cada três crianças, segundo o Ministério da Saúde, está acima do peso? É simples. “Gostar não significa que pratiquem, nem que conheçam diversas opções”, diz Beatriz Perondi, pediatra e médica do esporte do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Brincar com jogos esportivos no videogame não substitui a prática de verdade. Uma hora de brincadeira gasta cerca de 700 calorias, em comparação a 150 calorias em frente à televisão. “Fazer do esporte uma atividade familiar prazerosa contribui para a formação do hábito de praticar depois”, diz Beatriz.

Escola

Quando perguntadas do que gostavam na escola, as crianças não titubearam: 91% citaram as férias. E 89%, o recreio. O segundo número mostra que a escola é um lugar onde a criança se sente bem porque tem a oportunidade de interagir. “Elas gostam dos momentos em que podem brincar sem atividades guiadas”, afirma Maria Márcia Malavasi, coordenadora de pedagogia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A lição é motivo de alegria (acredite) para 65% das crianças. A servidora pública Lara Barcelos de Carvalho, de 38 anos, moradora de Sobradinho, no Distrito Federal, faz questão de acompanhar a hora da lição de casa. Caçula de 16 irmãos, ela quer dar aos filhos Matheus, de 11 anos, Felipe, de 7, e Geovana, de 6, o acompanhamento que não teve. “Eles entendem melhor quando estudo com eles”, afirma. Os amigos dos filhos pedem para fazer trabalhos do colégio na casa de Lara. “Desejo que cada um desempenhe, da melhor forma, a capacidade que tem.” E esse não é um caminho para alcançar a felicidade?

27 Ideias que utilizam caixas de papelão para criar atividades e brincadeiras para as crianças

Padrão

Muitas vezes os pais tentam, mas não conseguem criar uma atividade atrativa para seus filhos. Mas essas ideias geniais vão te dar uma mãozinha para organizar brincadeiras incríveis para os pequenos, e o melhor de tudo: gastando pouco e também ensinando para as crianças a importância da reciclagem!

Elas podem, inclusive, ajudar no processo de execução de algumas dessas ideias e deixar tudo mais divertido. São inúmeras as opções que podem surgir de uma única caixa de papelão e garantir a diversão dos pequenos.

1 – Casinha dobrável

ideias-caixa-papelão-1

2 – Com rolos de papel toalha você pode garantir a diversão dos pequenos

ideias-caixa-papelão-2

3 – As artes intervenções artísticas das crianças não precisam ser nas paredes

ideias-caixa-papelão-3

4 – Prepare surpresas nos caminhos desse incrível labirinto

ideias-caixa-papelão-4

ideias-caixa-papelão-11

5 – Uma lojinha completamente feita de papelão

ideias-caixa-papelão-5

6 – Genial!

ideias-caixa-papelão-6

7 – Limonada reciclável

ideias-caixa-papelão-7

8 – Transforme a hora do filme em algo mais divertido

ideias-caixa-papelão-8

9 – Que casinha incrível!

ideias-caixa-papelão-9

10 – Caixa de cereal transformada em garagem para os carrinhos

ideias-caixa-papelão-10

11 – Uma escada pode se transformar em escorregador

Vale lembrar que essa brincadeira deve ser constantemente supervisionada por um adulto e lembre-se de colocar almofadas ou um colchonete no chão.

ideias-caixa-papelão-12

12 – Com esse forte e esse navio de papelão, a guerra é garantida

ideias-caixa-papelão-13

ideias-caixa-papelão-13.1

13 – Mini Golfe

ideias-caixa-papelão-14

14 – Um lugar especial para as cartinhas do Papai Noel

ideias-caixa-papelão-15

15 – Incrível!

ideias-caixa-papelão-16

ideias-caixa-papelão-16.1

16 – Olha o bombeiro!

ideias-caixa-papelão-17

17 – Castelos de papelão? Existem sim!

ideias-caixa-papelão-19ideias-caixa-papelão-19.1

18 – Que tal uma voltinha?

ideias-caixa-papelão-20

19 – Que sorveteria mais fofa!

ideias-caixa-papelão-21

20 – Uma máquina de lavar bem criativa

ideias-caixa-papelão-22

21 – Cozinha completa

ideias-caixa-papelão-24

22 – Semáforo

ideias-caixa-papelão-23

23 – Ao infinito e além!

ideias-caixa-papelão-25

24 – Bem criativo, não?

ideias-caixa-papelão-26

25 – Castelo gigante

ideias-caixa-papelão-26.1

26 – Pebolim de papelão

ideias-caixa-papelão-28

27 – This is Spartaaa! Hahaha

ideias-caixa-papelão-29

Letra feia é um problema?

Padrão

Por que algumas crianças têm letra “bonita” enquanto outras parecem ter dificuldade para desenhar as palavras?

noticia4409

Se seu filho está no Ensino Fundamental e não consegue fazer aquele traçado redondinho e perfeito das letras, não se alarme: ter letra bonita não é o essencial. Segundo os especialistas no assunto, a questão principal não é a beleza da letra. O importante é ajudá-lo a se exercitar para ter uma letra legível, para que ele possa efetivamente se comunicar por meio da escrita. “O cuidado precisa ser em ajudar a criança a ter uma letra legível, que possa ser compreendida por diferentes leitores, dentro e fora da sala de aula”, diz Andrea Luize, coordenadora de núcleos de alfabetização da Escola da Vila, de São Paulo.

Uma letra legível se conquista com a prática, ressalta a neurocientista Elvira Souza Lima. “A letra da criança precisa ser compreensível para que ela e os outros leiam. E isso só se consegue com treino. A criança que desenha muito dos 3 aos 6 anos geralmente consegue educar melhor o movimento”, afirma Elvira, que é doutora em Ciências da Educação pela Universidade de Sorbonne, em Paris.

Além de desenhar, exercícios de traçado e cópias de texto também ajudam a desenvolver os movimentos da mão. E para quem acha que a letra cursiva está ultrapassada por causa do uso cada vez mais freqüente da digitação e do computador, vale explicar: esse tipo de letra tem funções que vão além da comunicação escrita. A letra cursiva ajuda a criança a entender a divisão entre as palavras, a exercitar a memória e também a desenvolver habilidades para outras atividades, como o desenho de mapas e de gráficos. Veja abaixo algumas das principais dúvidas sobre o assunto e as respostas das especialistas:

Para ler, clique nos itens abaixo:
1) Crianças que têm dificuldade com o traçado podem ter algum problema de desenvolvimento motor?
“Poucas crianças têm efetivamente comprometimentos na área motora”, diz a neurocientista Elvira Souza Lima. E, geralmente, essa dificuldade se resolve com o treino. De acordo com Andrea Luize, coordenadora de núcleos de alfabetização da Escola da Vila, quando uma criança apresenta problemas de ordem motora, isso não se manifesta somente no traçado da letra cursiva, mas em outras situações que exijam o mesmo tipo de habilidade, ou seja, que requeiram a coordenação motora fina. A coordenação motora fina é aquela que exige domínio dos músculos menores do corpo, como os dos pés e mãos, para atividades como desenhar, pintar e recortar papéis.
2) A cobrança de “ter letra bonita”  pode prejudicar a criança?
Fazer juízo de valor – determinando se uma letra é “bonita” ou “feia” – pode prejudicar o processo de aprendizagem, segundo Andrea Luize, coordenadora de núcleos de alfabetização da Escola da Vila. “Não dá para deixar que um tipo de letra traga sofrimento para a criança, que baixe sua auto-estima”, diz ela. Andrea também ressalta que o tipo de letra de cada criança revela suas marcas pessoais: “Há crianças que investem no traçado, cuidam de escrever “bonito”. Há os que o fazem mais apressadamente e que acabam descuidando um pouquinho do traçado. Enfim, existem muitas explicações para as diferentes marcas de traçado”.
3) É correta que crianças misturem letra bastão com letra cursiva na escrita?
“A partir do momento em que dominam o traçado e escrevem com fluência e legibilidade, as crianças podem optar pela letra mais confortável, assim como fazem os adultos que, inclusive, mesclam tipos de letras em suas escritas”, diz Andrea Luize, coordenadora de núcleos de alfabetização da Escola da Vila.
4) Os cadernos de caligrafia estão em desuso?
Segundo a neurocientista Elvira Souza Lima, os cadernos de caligrafia estão em desuso no Brasil, mas não em outros países. “O caderno ajuda a desenvolver a noção de organização espacial”, diz ela, que defende também que tanto a letra bastão quanto a letra cursiva sejam ensinadas a partir dos sete anos de idade. “Aos seis ainda é tolerável, mas com menos de 5 anos, não”, diz ela. Antes dos cinco anos, o que as crianças devem é desenhar livremente.

Já Andrea Luize, coordenadora de núcleos de alfabetização da Escola da Vila, diz que há outros materiais além do caderno de caligrafia para exercitar o traçado. “Na Escola da Vila usamos um material estruturado, um caderno elaborado por nós com propostas bem diversificadas para esse treino, inclusive para que não se torne enfadonho”, explica ela, acrescentando que nesse material há exercícios não só para treinar o desenho de cada letra, mas para copiar trechos de poemas, de canções, dar respostas para adivinhas, etc. “Nesse sentido, somente uma ressalva: o traçado da letra nunca pode ser um obstáculo na produção de textos. As crianças já têm problemas demais ao reescrever um conto, produzir um texto informativo, etc. A letra cursiva não pode ser mais um desafio, que é o que ocorre quando as crianças ainda estão aprendendo a traçá-la e não o fazem com fluência, com agilidade”.

5) Na era da digitação e da internet , qual é a importância de aprender a escrever em letra cursiva?
“Socialmente, ainda é um tipo de letra valorizado e bastante usado. Por isso, é importante que as crianças o dominem, que dêem conta de se comunicar com os outros usando essa letra. Do ponto de vista didático, o uso da cursiva pode ajudar as crianças a refletir sobre a necessária segmentação entre as palavras e sobre a própria ideia de palavra”, diz Andrea Luize, coordenadora de núcleos de alfabetização da Escola da Vila. A neurocientista Elvira Souza Lima concorda. Segundo ela, a letra cursiva é importante para a educação do movimento e seu exercício ajuda o aluno a desenvolver habilidades que serão usadas em outras atividades além da escrita, como o desenho de mapas. É um exercício que também ajuda a criança a dar suporte à memória, a entender significados. “É muito mais do que simplesmente fazer a letra cursiva”, diz ela
6) O tipo de letra de cada pessoa, de cada criança, pode ser considerado uma característica pessoal sua?
“A escrita é uma manifestação gráfica da pessoa, traz em si sua identidade”, explica a neurocientista Elvira Souza Lima. “Há sempre uma pessoa por trás de um texto escrito. Por isso é tão importante apresentar as várias formas de escrita. Depois a pessoa escolhe pela que melhor lhe convier”, diz ela.
FONTE: SITE EDUCAR PARA CRESCER