Guia da tosse.

Padrão
Conheça características, causas, diferenças e possíveis tratamentos para este incômodo comum nesta época do ano.
A tosse é uma maneira que o corpo tem de proteger as vias aéreas, protegendo-se contra a entrada de substâncias estranhas
criança-gripe-hg-20100311

Muitas pessoas reclamam do tempo seco e dos males à saúde que vêm junto com a qualidade do ar. Uma das principais consequências é a tosse, mais comum em tempos secos pela facilidade que vírus e bactérias se transmitem nessas condições.

O que é a tosse?

A tosse é o sintoma mais comum de uma variedade de doenças. Funcionando como um mecanismo de autolimpeza do sistema respiratório, é uma resposta do organismo contra algum fator ou agente irritante acumulado na garganta, nas cordas vocais, na traqueia ou nos pulmões. Esses agentes podem ser de natureza mecânica, física ou química, tais como poeira, tabaco, muco, sangue, gases e outros.

Reflexo de defesa, a tosse é uma reação motora involuntária a algum estímulo específico, que elimina o muco e os resíduos acumulados no revestimento das passagens de ar no sistema respiratório.

Qual a função da tosse? 

A tosse é um processo vital de nosso corpo e age como um reflexo repentino de impulsão do ar, com o objetivo de eliminar materiais presentes nas vias aéreas (como as secreções). É uma maneira que o corpo tem de protegê-las contra a entrada de substâncias estranhas.

Como se processa a tosse? 

O ato de tossir compreende quatro fases distintas:

1- Estímulo: algo provoca a irritação local.

2- Inspiração profunda: o ar inalado aumenta o volume torácico e dilata os brônquios.

3- Expiração: a abertura súbita da glote provoca a saída do ar em alta velocidade (até 160 Km/h) e grande volume (até 12 L/s).

4- Expulsão: a glote se abre e o palato mole se eleva, fechando a nasofaringe, de forma a expelir qualquer material estranho para o exterior.

Quais as causas da tosse?

Entre as principais causas da tosse estão doenças respiratórias, tanto as relacionadas a infecções das vias aéreas superiores – gripes, resfriados, rinites, sinusites etc–, como as associadas às patologias das vias aéreas inferiores, como bronquite, asma, pneumonia e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

Outros fatores também podem desencadear a tosse, são eles:

Tabagismo: O fumo é a principal causa de tosse, porque aumenta o volume de muco produzido pelos brônquios; causa irritação física e química das mucosas; destrói os cílios que cobrem o revestimento interno dos brônquios; facilita o acúmulo de material estranho às vias aéreas.

Gotejamento nasal: Ocorre devido à obstrução nasal ou à rinorreia (nariz escorrendo) e provoca a sensação de algo presente na garganta (pigarro);

Refluxo gastroesofágico: Surge quando o conteúdo do estômago sobe para o esôfago, chegando às vezes até a traqueia;

Medicamentos: Alguns anti-hipertensivos podem provocar a tosse como efeito colateral;

Hiper-reatividade brônquica: Comum nos pacientes asmáticos, ocorre quando os brônquios respondem de forma exagerada a estímulos diversos.

Quais os tipos de tosse?

Existem três tipos básicos, diferenciados pela presença de muco:

Tosse produtiva – é caracterizada pela expectoração mais ou menos abundante. O muco pode ser claro, como ocorre nos casos de asma e resfriados, ou mucopurulento (com pus ou sangue), nos casos de pneumonia, tuberculose e crise de bronquite crônica. A secreção é eliminada normalmente após um acesso de tosse, que pode ser frequente ou esporádico, não havendo relação entre a intensidade e o grau de lesão.

Tosse seca ou improdutiva – não é associada ao excesso de produção de catarro, mas muitas vezes ocorre uma sensação de prurido na garganta. Pode ser desencadeada por alergias ou fatores químicos e ambientais, inclusive fumaça de cigarro, poeira ou ar extremamente seco. Também pode ocorrer em razão de infecções agudas, como as viroses do trato respiratório superior e as pneumonias em fase inicial. A tosse seca pode evoluir para tosse com catarro, à medida que a doença subjacente avança.

Tosse reflexa – é decorrente de alterações em outras partes  do corpo, como ouvido ou estômago.

As tosses e seus timbres

A tosse também se diferencia por seu timbre. Ela pode ser rouca, quando há comprometimento das cordas vocais (câncer, tuberculose, difteria etc.) ou afônica, quando há destruição das cordas vocais, paralisia dos músculos da glote e da laringe. Há também a tosse canina, de caráter rouco e tonalidade grave, que ocorre nas compressões traqueobrônquicas, tais como as causadas por tumores.

Diagnóstico

O diagnóstico é extremamente importante. Somente com ele, podemos estabelecer seu diferencial e sua causa. Isto pode ser feito com o exame clínico e laboratorial e o levantamento do histórico do paciente.

O aspecto da secreção expelida na tosse é essencial para um futuro diagnóstico. Quando é aquosa e clara, está geralmente associada a alergias, infecções virais das vias respiratórias superiores, asma ou irritações provocadas pelo fumo. Secreção mais espessa, de coloração amarelada ou esverdeada, pode indicar bronquite, sinusite ou pneumonia. Quando a secreção possui uma cor marrom e/ou vermelha pode ser indicação de sangue ou irritações graves, como pneumonia, tuberculose ou câncer de pulmão.

Tratamentos

A tosse pode trazer alguns prejuízos, quando persistente. Quando não tratada, acarreta prejuízo à qualidade do sono, podendo levar à queda do rendimento na escola ou no trabalho e até a falta de apetite, especialmente em crianças. Além do desconforto, a tosse lança vírus e bactérias no ar, transmitindo diversas doenças. “É por isso que autoridades sanitárias recomendam aos pacientes com tosse persistente investigarem sua causa para tratá-la corretamente, evitando a transmissão de doenças como tuberculose e coqueluche”, afirma o pediatra Sílvio Luiz Zuquim, chefe do Pronto-Socorro Infantil da Santa Casa de São Paulo.

Como coadjuvantes do tratamento principal, os expectorantes podem aliviar o sintoma até a resolverem a tosse. “Esses medicamentos ajudam a fluidificar o muco, facilitando a expectoração e proporcionando a desobstrução das vias aéreas, o que elimina o desconforto e o mal-estar, sem mascarar qualquer doença”, esclarece o especialista.

Mas, há tratamentos mais caseiros que podem ajudar a tratar a tosse (lembramos que é sempre muito importante o diagnóstico de um médico e as devidas orientações deste). Aí vão algumas dessas dicas:

Beba bastante água. A água é o melhor antitussígeno que se conhece, pois facilita a movimentação do muco sobre a camada de cílios;

Dê preferência aos líquidos quentes, que costumam trazer alívio sintomático. Dê preferência aos chás de nossas avós: chá com limão e mel, de camomila, erva cidreira, erva doce, entre outros. Chá preto e chá mate devem ser evitados por causa do alto teor de cafeína;

Mantenha a cabeça elevada, à noite, usando travesseiros extras ou levantando a cabeceira da cama com calços;

Mantenha os ambientes bem ventilados.

Aumente o teor de umidade do ar com umidificadores ou vaporizadores. Tome banhos quentes prolongados para respirar bastante vapor.

Não tome remédios por conta própria. Procure assistência médica para diagnóstico e tratamento da tosse.

FONTE: REVISTA PAIS E FILHOS

Sobre danipeternel

A mãe mais felizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz :) "Três coisas agradeço a Deus todos os dias de minha vida:o ter-me permitido o conhecimento de sua obra,o haver acendido a lâmpada da fé na minha treva material e o ter-me dado outra vida a esperar depois desta". (Frei Anselmo)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s