Arquivo mensal: abril 2015

Meu filho não me respeita!

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A colunista Ligia Pacheco dá algumas dicas sobre como educar o filho para que ele não seja um reizinho ou tirano 

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Tem tido este problema? Você não é o único. Basta olhar em volta. Em geral, quando não se respeita pai e mãe, não se respeita mais ninguém. É o que se observa em escolas, clubes, igrejas, shoppings, em espaços comuns. Ter respeito por si e pelos outros se aprende. Ninguém nasce sabendo isso. E se o seu filho não te respeita é porque assim ele aprendeu. Mas sempre há jeito.

Educar uma criança requer um bom equilíbrio entre razão e emoção, coerência entre o que se diz e faz, determinação e persistência para alcançar o comportamento desejado. Educar só com o coração alimenta o desrespeito e muito mais. Deixar para depois, facilitar a educação, cobrar ou fazer vista grossa também não irão contribuir, e pelo contrário, tendem a cobrar um preço alto. É preciso ter peito para se dar ao respeito. Ter caráter, personalidade, saber o que, como e o por que se faz o que faz.

Veja algumas dicas:

Não subestime o seu filho. Ele é maior do que você pensa e sempre sabe e pode muito mais do que você imagina.

Não seja subserviente a ele. Esse comportamento, em geral, não é valorizado. E nem o coroe. Uma criança com poder de rei transforma-se rapidamente em um tirano sem respeito.

Respeite-se e se valorize. E respeite e valorize o seu filho. Só assim poderá ser respeitado. Isso inclui não futucar em suas coisas. Ao mexer nas coisas de um filho, invade-se a sua privacidade, põe-se em risco a confiança e se abre espaço para que ele mexa nas suas coisas também. Há meios mais interessantes e respeitosos de saber quem o seu filho é, o que ele faz, com quem ele anda. Conversar para conhecer o filho é um ótimo caminho. Mas é preciso estar atento ao modo como se fala e escuta. Cuide para que suas reações não bloqueiem a comunicação. Deixe-o ser transparente e o oriente para que assuma, desde bem pequeno, as suas responsabilidades.

Invista na cultura da confiança. Confie de verdade no seu filho e ele em você. E o ensine, desde pequeno, que uma boa relação é conquista de ambos. Cada um precisa colaborar, como um time, em prol do bem comum. E o respeito é só o começo.

Deixe claro e faça ajustes dos comportamentos do seu filho que não se alinham ao modo como você quer ser tratado. Mas faça isso com calma, persistência e sem medo. E é muito importante explicar-lhe quais os princípios e/ou valores que estão por trás do comportamento desejado. E cuidado com as cobranças ou chantagens, que podem promover o desrespeito.

Você é modelo do seu filho. Assim, fique atento também ao seu modo de agir, pois ele aprende mais por suas ações do que por suas palavras. Reflita diariamente o que você diz e faz, e como você tem sido respeitado e como tem respeitado a si mesmo, ao seu filho e aos outros, para ir fazendo os ajustes necessários.

Por fim, não se consegue real respeito por decreto, chantagem ou vantagem, e nem de repente. Mas sim por aprendizagens provindas das experiências diárias. Invista, persista, não desista. Vale a pena não pagar essa pena.

6 segredos das crianças que (quase) nunca ficam doentes.

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Basta incluir hábitos simples na rotina da família para que seu filho tenha uma saúde de ferro, daquelas bem difíceis de derrubar. Veja só:

Por Bruna Menegueço

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Você, certamente, conhece alguém que tenha uma saúde de ferro. Sabe aquela pessoa que quase nunca fica resfriada, mesmo após tomar um banho de chuva e ficar horas com a roupa molhada no corpo? Ou, então, pode comer qualquer coisa que (quase) nada faz mal? Qual será o segredo dela? CRESCER conversou com o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para descobrir o que você pode fazer para que para dar uma reforçada na saúde do seu filho. Os segredos, como você vai ver, são simples e os resultados, bem duradouros. Vale a pena tentar. Confira

Ser amamentada com leite materno até os 6 meses

É o alimento mais completo que você pode oferecer ao seu filho. Só ele é capaz de suprir todas as necessidades de nutrientes e sais minerais do seu bebê até os 6 meses. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne muitas doenças, como alergias, obesidade, anemia, intolerância ao glúten etc. Segundo Fisberg, novas pesquisas mostram que as crianças amamentadas com leite materno crescem e ganham peso mais devagar, o que ajuda a prevenir o excesso de peso, um problema que vem aumentando entre as crianças ultimamente.

Ter uma alimentação variada

Seguir uma dieta rica em nutrientes garante que o estado nutricional da criança se mantenha dentro do esperado, nem abaixo nem acima. É por meio de uma alimentação variada que a criança consegue suprir todas as suas necessidades de ferro, proteína, cálcio, fibras, vitaminas e minerais. “Carnes, especialmente as vermelhas, oferecem nutrientes importantes para o desenvolvimento das crianças e são absorvidos facilmente pelo organismo”, diz Fisberg. É importante incluir também vegetais verde-escuros, vermelhos e laranjas, para garantir as vitamina A e D. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a introdução de novos alimentos na dieta do bebê deve acontecer a partir do 6o mês, principalmente daqueles considerados alérgenos, como o ovo, peixe, amendoim e cerais. Isso porque nessa fase o sistema imunológico ainda está em formação, o que diminui o risco de reações alérgicas.

Tomar vacinas

O calendário brasileiro de vacinação é um dos mais completos do mundo. Por isso, deixar de proteger o seu filho está fora de questão. Ao manter a caderneta de vacinação da criança em dia, você garante não apenas a saúde dela, mas da população ao redor e ajuda a diminuir a mortalidade infantil. “Sem as vacinas, ainda morreríamos de sarampo e rubéola”, diz a pediatra Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Brincar mais ao ar livre

É dessa forma que seu filho vai trocar o ar dos pulmões, ter contato com o sol – para aumentar a produção da vitamina D no organismo – e até com novas bactérias que vão ajudá-lo a fortalecer o sistema imunológico.

Dormir bem

Uma boa noite de sono é fundamental para o seu filho estar disposto para mais um dia pela frente. Só que, para isso, ele precisa ter uma rotina saudável, o que inclui horários para comer, dormir, estudar, praticar atividades físicas. Isso tudo vai impactar diretamente na saúde da criança. Vale reforçar aqui que estudos já mostraram que a privação de sono aumenta o risco de obesidade.

Lavar as mãos

Simples e eficaz. Lavar as mãos com água e sabão é uma das formas de evitar o contágio de doenças infectocontagiosas. Segundo a Unicef, no Brasil, lavar as mãos, principalmente após usar o banheiro, antes de comer e depois de brincar ao ar livre, ajuda a reduzir em mais de 40% os casos de doenças diarreicas, e em quase 25% os casos de infecções respiratórias. Anotou?

Guia para prisão de ventre.

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I – Intestino

O QUE É CONSTIPAÇÃO INTESTINAL?

A constipação Intestinal, mais popularmente chamada de prisão de ventre, é classificada, segundo os médicos, quando o paciente apresenta três dos seguintes sintomas:

  • Esforço em pelo menos 25% das evacuações.
  • Fezes endurecidas ou fragmentadas em pelo menos 25% das evacuações.
  • Sensação de evacuação incompleta em pelo menos 25% das evacuações.
  • Sensação de obstrução ou interrupção da evacuação em pelo menos 25% das evacuações.
  • Menos de 3 evacuações por semana

FUNCIONAMENTO NORMAL DO INTESTINO
Considera-se hábito intestinal normal de uma a três evacuações por dia, no mínimo três vezes por semana, sem dificuldade nem dor. O bolo fecal é bem formado e umidificado.

PRINCIPAIS MOTIVOS QUE LEVAM À CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

A falta de água, o baixo consumo de alimentos ricos em fibras e a ausência de exercícios físicos são os principais motivos que levam a constipação intestinal. Um adulto deve ingerir entre 2 e 3 litros de líquidos por dia; entre 25 e 30 g de fibras; e fazer exercício aeróbico três vezes por semana. Problemas psicológicos e estresse também podem levar a constipação.

ROTINA PARA EVACUAR
A maioria das pessoas vai ao banheiro pela manhã e isso é normal. Como estamos de jejum à noite, os alimentos ingeridos pela manhã vão estimular o intestino a trabalhar, por isso não se deve pular o café da manhã, pois ele vai ajudar na evacuação. Outra dica para evitar a constipação é não adiar a ida ao banheiro, pois isso pode interferir nos movimentos peristálticos, movimentos involuntários que empurram o alimento e levar a prisão de ventre.

TEMPO DE DIGESTÃO DO BRASILEIRO
Um estudo realizado na Universidade de São Paulo, USP, pelo Médico José Márcio Neves Jorge, mostrou que o tempo de trânsito colônico (tempo da entrada e saída do alimento) dos brasileiros é de 37 horas. Logo, nós só vamos evacuar o alimento que comemos 1 dia e meio depois.

MULHERES SOFREM MAIS COM CONSTIPAÇÃO DO QUE OS HOMENS

A constipação intestinal é mais freqüente entre as mulheres e a razão para isso ainda não é conhecida. São cerca de 4 mulheres para cada homem.

ALIMENTOS QUE DEVEM SER INGERIDOS
Quem tem constipação deve ter uma dieta rica em fibras como: lentilha, maça, mamão papaia, arroz integral, entre outros. O Farelo de trigo é recomendado para se atingir a quantidade de fibras necessárias, (entre 25g e 30g). Ele é encontrado em supermercados e  em lojas de produtos naturais. São recomendadas três colheres de sopa de farelo de trigo para se atingir a necessidade de fibras diária.
Alimentos bons e ruins para o intestino:
Bons:

• IOGURTE: as bactérias probióticas (benéficas à saúde) presentes nos iogurtes atuam no equilíbrio da microflora intestinal e nas disfunções do trato intestinal, como diarréias e constipações. Além disso, essas bactérias melhoram o sistema imunológico e aumentam a absorção de cálcio pelo organismo.
• PÃO INTEGRAL: por conter grande quantidade de fibras, principalmetne celulose, tem um importante efeito na regulação do trânsito intestinal, absorvendo água e circulando pelo intestino, o que aumenta o volume de sais e facilita sua eliminação.

• MAMÃO, AMEIXA E PÊRA: frutas com uma excelente combinação de fibras para combater a prisão de ventre

• ÁGUA DE COCO: também contribui para o funcionamento do intestino, melhorando a absorção dos nutrientes dos alimentos ingeridos. Além disso, intestino saudável, com funcionamento em dia, implica menos inchaço abdominal, o que diminui a impressão de sobrepeso.

• LENTILHA: por ter pouca proteína, ele vai rapidamente para o intestino sem liberar muito ácido no estômago, e ainda é rica em fibras que ajudam no trânsito intestinal

Ruins:
FRITURAS: a gordura dificulta a digestão e pode provocar a sensação de estômago pesado.

• CARNES GORDUROSAS: a grande quantidade de proteína torna a digestão mais lenta. Se tiver gordura então…

• SAL EM EXCESSO: estudos apontam que pode provocar câncer de estômago, além de aumentar a atividade da bactéria Helicobacter pylori, que atua no intestino
• REFRIGERANTES:  não têm nenhum valor nutritivo (vitaminas ou minerais). Tem um conteúdo alto de açúcar, acidez e mais aditivos como conservantes e corantes

II – O intestino e o stress
Um dos quadros mais comumente associados aos transtornos de ansiedade diz respeito às alterações gastrointestinais – que podem incluir síndrome do intestino irritável, diarréia, prisão de ventre, dor abdominal, ulcera ou gastrite.
Em resposta a pressão emocional, o organismo aumenta a produção de sustâncias tóxica ao estômago e intestinos. Em 75% dos casos, a colite ulcerativa é psicosomática
O desequilíbrio na produção de noradrenalina e cortisol aumenta ou reduz, ainda, os movimentos intestinais agravando a síndrome do intestino irritável, gastrite ou úlcera.
Um estudo da Organização Mundial da Saúde realizada com 26 mil pessoas de diferentes países mostrou que os latinos costumam manifestar suas aflições emocionais sob a forma de sintomas gastrointestinais. Entre os brasileiros a pesquisa comprovou que 32% dos participantes afirmaram ter problemas gastrointestinais quando se encontram em uma situação de estresse

A relação entre problemas digestivos e estresse
Para entender a relação entre o estresse e os problemas nos órgãos do aparelho digestório é preciso saber que há uma ligação direta entre o cérebro e estes órgãos. O que um sente será sentido quase que automaticamente pelo outro, pois há um nervo que faz a ligação direta entre o hipotálomo, área do cérebro responsável pelas emoções, e o estômago e o intestino.
O intestino é considerado na medicina como um cérebro primitivo, ou um segundo cérebro. Ele tem um sistema nervoso próprio que produz e libera hormônios que até então se acreditava estar presentes apenas no cérebro como a serotonina. Segundo o gastroenterologista Flávio Steinwurz, “o intestino parece que tem vida própria do ponto de vista de enervação e sentimentos”, tamanha a complexidade deste órgão.

A SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL
A Síndrome do Intestino irritável é um tipo de desordem funcional do intestino caracterizada por dor abdominal e alteração do hábito intestinal, para mais (diarréia) ou para menos, (constipação).
A hipersensibilidade visceral (em que o intestino torna-se muito sensível às alterações e reage de forma exagerada) e dismotilidade (perda da função motora fazendo com que o órgão fique “destrambelhado”) são os principais sintomas da SII.
De acordo com Dr. Steinwurz, a Síndrome do Intestino Irritável é causada principalmente por problemas emocionais, mas também pode ser acionada por certos alimentos que vão desencadear a diarréia, excesso de gases, ou prisão de ventre.
Existe uma ligação direta entre o cérebro e o intestino que faz com que as emoções processadas pelo cérebro sejam sentidas diretamente no intestino e vice versa. O intestino é chamado de segundo cérebro, devido a esta ligação a certos neurônios presentes no órgão.

O diagnóstico da Síndrome do Intestino irritável é feito após afastar a possibilidade de outros problemas orgânicos que tem lesões detectáveis, como: inflamações, doença de crohn, tumores, entre outros.

Sinais e sintomas
Os sintomas da SII, de acordo com os médicos são variáveis, mas devem perdurar por pelo menos três dias no mês, nos últimos três meses, e tem que estar associados a dois ou mais sintomas relacionados à síndrome.
Ao contrário da definição de doença em que há uma lesão definida, a síndrome é um conjunto de sinais e sintomas sem uma lesão específica. Os principais sinais e sintomas da SII são:

  • Barriga sempre cheia
  • Abdômen dolorido
  • Dor e desconforto abdominal
  • Alívio ao evacuar e soltar gases
  • Estufamento
  • Cólicas
  • Flatulências
  • Diarréia
  • Prisão de ventre
  • Alteração nos hábitos intestinais à maioria das vezes para mais, causando diarréia, algumas vezes para menos, levando a prisão de ventre e algumas vezes alternância.

A dor geralmente é do tipo cólica intermitente e mais localizada na porção inferior do abdômen.
A Síndrome costuma melhorar com a evacuação e piorar com estresse ou nas primeiras horas após as refeições.

As fezes, na maioria dos pacientes, são diarréicas (amolecidas ou aquosas) podendo conter muco. Outros pacientes queixam-se de constipação (evacuam menos do que seu habitual ou menos de uma vez por semana).

TRATAMENTO
Não existe cura para esta síndrome, mas existe tratamento para os momentos de crise. Os remédios são para segurar o intestino, nos casos de diarréia, aliviar os sintomas dolorosos, diminuir os espasmos e as contrações intestinais, diminuir a ansiedade, aliviar os gases.
A restrição alimentar também pode ser adotada num período de crise. A Psicoterapia, meditação e acupuntura e a ingestão de drogas prebióticas (que recompõem a flora intestinal) podem ajudar a aliviar os sintomas nos períodos de crise.

ALIMENTOS QUE DEVEM SER EVITADOS PARA QUEM TEM SII
Cafeína, pois aumenta a motilidade, e alimentos e bebidas que promovam gases como: feijão, lentilha, repolho, brócolis, couve, refrigerante, cerveja, vinho e champagne. Carnes vermelhas e frituras também devem ser evitadas principalmente durante a crise.

PREVENÇÃO:
Falar em prevenção da Síndrome do Intestino Irritável não é fácil, pois não se sabe ainda a causa ao certo do problema. Porém como ela está associada ao estresse a mudança de hábitos pode ajudar. A prática de atividades como yoga, meditação ou alguma atividade que dê prazer e diminua o estresse podem ajudar a prevenir as crises

DADOS:

  • Estima-se que 40% da população mundial tenha em algum momento de sua vida um quadro da síndrome do intestino irritável. Esta é uma das doenças mais prevalentes no mundo.
  • Na síndrome do intestino irritável, cerca de 70% dos casos tem tendência à diarréia, 20% a constipação (prisão de ventre) e 10% ou alternância entre prisão de ventre e diarréia
  • A Síndrome do Intestino irritável acomete muito mais mulheres do que homens, são cerca de 4 mulheres para cada homem.
  • Ela é mais comum entre adolescentes e mulheres jovens.

III – Dúvidas comuns:

1.  Uma pessoa que sofre de prisão de ventre em situação de estresse deve se alimentar como?

Esta pessoa deve consumir mais água do que o habitual, pois se estiver desidratada o corpo por um mecanismo de defesa reabsorve água das fezes para se manter hidratado e isso prejudica a evacuação por ressecar as fezes e dificultar a sua passagem pelo intestino.
Também é importante consumir mais frutas, verduras e legumes, pois a fibra ajuda a manter a microflora bacteriana do intestino saudável além se sua característica de higroscopia (se ligar com a água) proporciona que estas fezes fiquem mais macias e volumosas facilitando o transito intestinal e promovendo melhora do peristaltismo (movimentação do intestino). O uso de iogurtes com lactobacilos também ajuda a manter a flora intestinal saudável.
Além do exercício físico que ajuda a aliviar o estresse e ao funcionamento do intestino.

2. Quais alimentos devem ser consumidos e evitados  para quem apresenta problemas no intestino?

Má digestão
Evitar:  gorduras
Consumir:  suco de mamão e abacaxi que possuem enzimas digestivas, e suco de aloe vera para melhorar o ph do estômago.

Constipação, prisão de ventre
Consumir:  farinha ou óleo de linhaça, mamão (sem a semente), ameixa e iogurtes probióticos. É importante comer verduras, legumes, frutas e alimentos integrais, e principalmente  ter uma boa hidratação.
Evitar:  maçã e goiaba, que prendem o intestino, e também pães brancos e outros alimentos feitos de farinha refinada.

Diarréia
Consumir: alimentos de rápida digestão para garantir a absorção, ou seja batata, mandioca, mandioquinha, cará, inhame, arroz, quinoa, pães, clara de ovo, peixe, azeite, suco de frutas (coado) principalmente de melão, banana, goiaba, água de coco pois favorecem o equilíbrio eletrolitico uma vez que com o aumento da frequência de evacuação é possível haver grande perda de minerais como sódio e potássio.
Evitar:  leite, açúcar e doces concentrados e fibras insolúveis, principalmente as encontradas em verduras, legumes, casca e bagaço de frutas.

3. Quais alimentos são “amigos” do sistema digestório e que devem ser ingeridos com regularidade por todos?
Legumes, verduras e frutas, água, iogurtes probióticos, laticínios desnatados, água de coco, azeite, proteínas magras como ovo, peixe, texturizada de soja e quinoa.

4. Outras dicas
Evite frituras, massas folhadas, podres, milanesas e empanados, carnes gordas e embutidos, sucos, molhos e refeições prontas, doces concentrados, pães feitos de farinha branca e massas, creme de leite, leite e derivados integrais, todos os alimentos que tenham corantes, conservantes adoçantes (edulcorantes) e estabilizantes.
Coma mais alimentos naturais;
Tenha uma boa hidratação;
Faça atividade física;
Mantenha uma boa qualidade de sono.

IV – Hemorroidas
Dados:
50% das pessoas com mais de 50 anos são portadoras de hemorroidas.

O que é hemorroida:
É um problema de vascularização no reto, no canal anal ou no ânus.  Hemorroidas são vasos sangüíneos dilatados e salientes (semelhantes às varizes das pernas), é uma doença benigna.

Podem ser de dois tipos:
Hemorroidas internas se formam na transição entre o reto e ânus são assintomáticas, não causam dor
Hemorroidas externas se formam na pele do ânus, causam geralmente dor intensa e súbita, acompanhada de um tufo, conhecido como mamilo.

Causas:
– fatores genéticos e hereditários. A pessoa nasce com um enfraquecimento do sistema venoso e tem uma predisposição a desenvolver a doença.
– Constipação intestinal. A força ao evacuar aumenta a pressão na veia e progressivamente ela vai se dilatando.
– A diarréia também aumenta a pressão e pode desencadear a hemorroida.
– Gravidez. No primeiro trimestre da gravidez ocorre uma dilatação vascular da região pélvica que pode levar a hemorroida. Isso acontece durante a gestação e se agrava no final, pois o peso da criança pressiona as veias da região e aumenta e pressão.
–  Excesso de musculação, principalmente os exercícios de peso nas pernas
–  carregamento de peso
– ficar muito tempo sentado no vaso sanitário

Hemorroida interna:

Sinais e sintomas
o principal sinal é a presença de sangue vivo e limpo nas fezes que sai no final da evacuação, ele pode aparecer também no papel higiênico durante a limpeza.

Tratamento:
1) Uso de supositórios e pomadas que vão lubrificar a região e diminuir a ardência e o sangramento.

2) banho de assento com água morna ou sentar em uma bolsa de água quente, nos casos de exteriorização da hemorróida
3) cirurgia

Hemorroida externa
Sinais e sintomas

1) A hemorroida externa forma um mamilo externo ou um caroço e causa muita dor.
2) Só vai haver sangue se houver o rompimento de um dos caroços.
3) apresenta uma papada, chamado de plicoma que vai aparecer quando o mamilo regrediu.

Tratamento:
1) As hemorroidas externas devem ser operadas, pois na maioria dos casos o procedimento é eficaz e resolve o problema.  As técnicas cirúrgicas são efetivas. A dor do pós-operatório é grande, mas dura de 7 a 10 dias e depois resolve o problema.
2) O uso de antiflamatórios alivia os sintomas

Prevenção:
Para prevenir o aparecimento das hemorroidas deve-se investir em uma alimentação saudável, rica em fibras, e com muita ingestão de líquidos.

Mitos:
1)A ingestão de pimenta, alimentos condimentados e o álcool não causam hemorroida. Estas substâncias são vasodilatadoras e pioram os casos de pessoas que tem hemorroidas sintomáticas.

2) A hemorroida não se transforma em câncer de reto, porém ela pode retardar o diagnóstico do câncer, por causa da semelhança de alguns sintomas

Guia da tosse.

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Conheça características, causas, diferenças e possíveis tratamentos para este incômodo comum nesta época do ano.
A tosse é uma maneira que o corpo tem de proteger as vias aéreas, protegendo-se contra a entrada de substâncias estranhas
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Muitas pessoas reclamam do tempo seco e dos males à saúde que vêm junto com a qualidade do ar. Uma das principais consequências é a tosse, mais comum em tempos secos pela facilidade que vírus e bactérias se transmitem nessas condições.

O que é a tosse?

A tosse é o sintoma mais comum de uma variedade de doenças. Funcionando como um mecanismo de autolimpeza do sistema respiratório, é uma resposta do organismo contra algum fator ou agente irritante acumulado na garganta, nas cordas vocais, na traqueia ou nos pulmões. Esses agentes podem ser de natureza mecânica, física ou química, tais como poeira, tabaco, muco, sangue, gases e outros.

Reflexo de defesa, a tosse é uma reação motora involuntária a algum estímulo específico, que elimina o muco e os resíduos acumulados no revestimento das passagens de ar no sistema respiratório.

Qual a função da tosse? 

A tosse é um processo vital de nosso corpo e age como um reflexo repentino de impulsão do ar, com o objetivo de eliminar materiais presentes nas vias aéreas (como as secreções). É uma maneira que o corpo tem de protegê-las contra a entrada de substâncias estranhas.

Como se processa a tosse? 

O ato de tossir compreende quatro fases distintas:

1- Estímulo: algo provoca a irritação local.

2- Inspiração profunda: o ar inalado aumenta o volume torácico e dilata os brônquios.

3- Expiração: a abertura súbita da glote provoca a saída do ar em alta velocidade (até 160 Km/h) e grande volume (até 12 L/s).

4- Expulsão: a glote se abre e o palato mole se eleva, fechando a nasofaringe, de forma a expelir qualquer material estranho para o exterior.

Quais as causas da tosse?

Entre as principais causas da tosse estão doenças respiratórias, tanto as relacionadas a infecções das vias aéreas superiores – gripes, resfriados, rinites, sinusites etc–, como as associadas às patologias das vias aéreas inferiores, como bronquite, asma, pneumonia e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

Outros fatores também podem desencadear a tosse, são eles:

Tabagismo: O fumo é a principal causa de tosse, porque aumenta o volume de muco produzido pelos brônquios; causa irritação física e química das mucosas; destrói os cílios que cobrem o revestimento interno dos brônquios; facilita o acúmulo de material estranho às vias aéreas.

Gotejamento nasal: Ocorre devido à obstrução nasal ou à rinorreia (nariz escorrendo) e provoca a sensação de algo presente na garganta (pigarro);

Refluxo gastroesofágico: Surge quando o conteúdo do estômago sobe para o esôfago, chegando às vezes até a traqueia;

Medicamentos: Alguns anti-hipertensivos podem provocar a tosse como efeito colateral;

Hiper-reatividade brônquica: Comum nos pacientes asmáticos, ocorre quando os brônquios respondem de forma exagerada a estímulos diversos.

Quais os tipos de tosse?

Existem três tipos básicos, diferenciados pela presença de muco:

Tosse produtiva – é caracterizada pela expectoração mais ou menos abundante. O muco pode ser claro, como ocorre nos casos de asma e resfriados, ou mucopurulento (com pus ou sangue), nos casos de pneumonia, tuberculose e crise de bronquite crônica. A secreção é eliminada normalmente após um acesso de tosse, que pode ser frequente ou esporádico, não havendo relação entre a intensidade e o grau de lesão.

Tosse seca ou improdutiva – não é associada ao excesso de produção de catarro, mas muitas vezes ocorre uma sensação de prurido na garganta. Pode ser desencadeada por alergias ou fatores químicos e ambientais, inclusive fumaça de cigarro, poeira ou ar extremamente seco. Também pode ocorrer em razão de infecções agudas, como as viroses do trato respiratório superior e as pneumonias em fase inicial. A tosse seca pode evoluir para tosse com catarro, à medida que a doença subjacente avança.

Tosse reflexa – é decorrente de alterações em outras partes  do corpo, como ouvido ou estômago.

As tosses e seus timbres

A tosse também se diferencia por seu timbre. Ela pode ser rouca, quando há comprometimento das cordas vocais (câncer, tuberculose, difteria etc.) ou afônica, quando há destruição das cordas vocais, paralisia dos músculos da glote e da laringe. Há também a tosse canina, de caráter rouco e tonalidade grave, que ocorre nas compressões traqueobrônquicas, tais como as causadas por tumores.

Diagnóstico

O diagnóstico é extremamente importante. Somente com ele, podemos estabelecer seu diferencial e sua causa. Isto pode ser feito com o exame clínico e laboratorial e o levantamento do histórico do paciente.

O aspecto da secreção expelida na tosse é essencial para um futuro diagnóstico. Quando é aquosa e clara, está geralmente associada a alergias, infecções virais das vias respiratórias superiores, asma ou irritações provocadas pelo fumo. Secreção mais espessa, de coloração amarelada ou esverdeada, pode indicar bronquite, sinusite ou pneumonia. Quando a secreção possui uma cor marrom e/ou vermelha pode ser indicação de sangue ou irritações graves, como pneumonia, tuberculose ou câncer de pulmão.

Tratamentos

A tosse pode trazer alguns prejuízos, quando persistente. Quando não tratada, acarreta prejuízo à qualidade do sono, podendo levar à queda do rendimento na escola ou no trabalho e até a falta de apetite, especialmente em crianças. Além do desconforto, a tosse lança vírus e bactérias no ar, transmitindo diversas doenças. “É por isso que autoridades sanitárias recomendam aos pacientes com tosse persistente investigarem sua causa para tratá-la corretamente, evitando a transmissão de doenças como tuberculose e coqueluche”, afirma o pediatra Sílvio Luiz Zuquim, chefe do Pronto-Socorro Infantil da Santa Casa de São Paulo.

Como coadjuvantes do tratamento principal, os expectorantes podem aliviar o sintoma até a resolverem a tosse. “Esses medicamentos ajudam a fluidificar o muco, facilitando a expectoração e proporcionando a desobstrução das vias aéreas, o que elimina o desconforto e o mal-estar, sem mascarar qualquer doença”, esclarece o especialista.

Mas, há tratamentos mais caseiros que podem ajudar a tratar a tosse (lembramos que é sempre muito importante o diagnóstico de um médico e as devidas orientações deste). Aí vão algumas dessas dicas:

Beba bastante água. A água é o melhor antitussígeno que se conhece, pois facilita a movimentação do muco sobre a camada de cílios;

Dê preferência aos líquidos quentes, que costumam trazer alívio sintomático. Dê preferência aos chás de nossas avós: chá com limão e mel, de camomila, erva cidreira, erva doce, entre outros. Chá preto e chá mate devem ser evitados por causa do alto teor de cafeína;

Mantenha a cabeça elevada, à noite, usando travesseiros extras ou levantando a cabeceira da cama com calços;

Mantenha os ambientes bem ventilados.

Aumente o teor de umidade do ar com umidificadores ou vaporizadores. Tome banhos quentes prolongados para respirar bastante vapor.

Não tome remédios por conta própria. Procure assistência médica para diagnóstico e tratamento da tosse.

FONTE: REVISTA PAIS E FILHOS

mães x filhos

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O “x” do título não é à toa.

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Esse assunto começou a martelar a minha cabeça quando um amigo comentou que ele e a mãe não se dão bem. E aí lembrei também de outra história que conheço de um filho que não fala com a mãe nada além do essencial para a convivência dela com os filhos dele. E essas imagens da mãe batendo na filha no elevador e hall de um prédio no Rio que vi hoje só reforçam o que já vinha pensando: essa relação às vezes se torna uma batalha mesmo.

Sempre pensei o que levaria uma mãe a brigar com o próprio filho, ou um filho não querer mais ver a mãe. Essa relação é a única que não poderia ser quebrada, na minha cabeça. Mas vejo que, como todas as outras, ela precisa ser cuidada.

Sempre tive uma excelente relação de amor com minha mãe. Sempre criou meu irmão e eu como mãe solteira, praticamente sozinha, e mesmo assim sempre esteve presente em todos os nossos momentos. Tenho ótimas recordações da nossa infância, adolescência e até das minhas brigas com meu irmão, em que ela intervinha pelo telefone mesmo, presa na redação de um jornal.

Tivemos brigas, discordâncias, mas, mesmo no meio disso tudo, nunca perdemos o elo “mãe e filha”.

Ainda não tenho filho adolescente, mas aquele meu pitoco de gente de 3 anos já conseguiu me deixar fora de sério algumas vezes. Não é fácil ouvir um “chata” vindo de quem você ama e para quem você dedica a vida. Mas sou eu a mãe dessa relação e é de mim que é esperada a maturidade para passar pelo “chata” como um adulto.

Só que às vezes o buraco é mais embaixo. Não é qualquer pessoa que pode ser mãe. Não é “só” ter a foto do filho na mesa do trabalho. Também precisa manter o afeto. O amor dos filhos pelos pais é automático ao nascer, mas pode não ser vitalício. Depende das mães manter esse vínculo, mesmo se o filho não quiser. E você pode se conectar com seu filho ou deixar ele se desconectar de você.

POR PATRICIA KAPPEN