Arquivo mensal: março 2015

Remédios caseiros que funcionam para a saúde das crianças!

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Canja de galinha ajuda a tratar resfriado? Abacaxi é bom contra má digestão? Você já deve ter ouvido dicas como essas e outras tantas que passam de geração para geração. A boa notícia é que muitas já têm o aval da medicina…

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1. Cenoura faz bem para os olhos
Esse alimento é rico em betacaroteno, que se transforma em vitamina A no organismo, uma das substâncias que ajudam na formação dos olhos e das funções visuais – ela estimula a produção da púrpura visual, por exemplo, que auxilia na percepção de cores e formas. Fazê-la cozida ou assada é ainda melhor, uma vez que o calor aumenta a absorção dessa vitamina. Mas é importante lembrar que isso não significa que se seu filho comer cenoura todo dia não vá ter problemas de visão no futuro, como miopia, por exemplo, de origem genética. E também você não precisa (nem deve) oferecer cenoura em todas as refeições. Afinal, outros alimentos de tons alaranjados, como mamão e abóbora, são fontes dessa vitamina também.

2. Farelo de aveia controla o colesterol
Funciona assim: as fibras presentes no farelo “sequestram” o colesterol, e depois tudo é descartado nas fezes. Uma pesquisa feita em Chicago (EUA) mostrou esse benefício em adultos, mas os especialistas garantem que a dica vale para crianças. Você pode dar diariamente para o seu filho, uma vez que as fibras também ajudam o intestino a funcionar. Acrescente três colheres de sopa rasas por dia às refeições – mas não pode aquecer a aveia, porque aí ela perde um pouco dessa função.

3. Vinagre acaba com as lêndeas
E não é que funciona mesmo! A diluição de vinagre na água (uma parte do produto para a mesma quantidade de água) cria um meio ácido, dissolvendo a gordura que prende a lêndea (o ovo do piolho) ao cabelo – cada piolho pode viver até dois meses na cabeça e botar 300 ovos nesse período. Uma opção prática é passar a solução à noite na cabeça do seu filho, colocar uma touca de plástico para que o cheiro não incomode tanto e, pela manhã, usar um pente fino para retirá-las. O ideal é aliar esse método aos tratamentos convencionais, feitos com produtos específicos contra piolhos, que o pediatra pode indicar. Atenção: nem pense em utilizar inseticida. Eles são altamente perigosos e tóxicos, podendo causar lesão no couro cabeludo, alergia e dermatite, entre outros.

4. Bandana com gelo alivia a dor de cabeça
Um estudo brasileiro realizado ano passado pela Sociedade Brasileira de Cefaleia mostrou que mais de 80% das crianças e adolescentes já tiveram, pelo menos uma vez, dor de cabeça. E uma das maneiras de aliviar o incômodo é colocando gelo na cabeça. Isso porque, quando a dor aparece, os vasos sanguíneos se dilatam, aumentando a dor. Quando você refrigera, reduz essa sensação de incômodo.

5. Assoprar machucado reduz a dor
Incrível, não é? Quando você assopra, é como se fizesse com que o cérebro se desligasse um pouco do incômodo causado pela dor. Sempre procure abanar em vez de assoprar, porque as bactérias presentes na boca e na saliva podem infeccionar o local. Outra boa opção para aliviar o desconforto é resfriar a região, uma vez que o local do machucado fica com a temperatura elevada. E vamos combinar: o carinho que a criança recebe depois do susto também acalma.

6. Beber água faz passar o soluço
Pode ser água ou qualquer outro líquido: vai funcionar. Mas primeiro é preciso explicar por que o soluço acontece. A causa mais comum é uma irritação do chamado nervo frênico, que aciona os movimentos do diafragma. Quando seu filho engole o líquido, passa a estimular um padrão de normalidade na respiração, e a tendência é que o soluço regrida até sumir.

7. Machucado cura mais rápido se não for tampado
Joelho ralado. Essa é a máxima da infância – todo mundo já se machucou alguma vez, e com seu filho não vai ser diferente. Quando for superficial, lave com água e sabão e deixe secar naturalmente (seque ao redor, apenas), sem fazer curativo. Isso acelera o processo de cicatrização. Se ficar mais avermelhado, dolorido, se sair secreção ou se aumentar a temperatura ao redor do machucado, ligue para o pediatra.

8. Café deixa a criança mais agitada
É verdade, e você precisa, mesmo, controlar a quantidade de cafeína que seu filho consome por dia, porque ela estimula o sistema nervoso central – e isso até ele chegar na adolescência. Tudo bem colocar um pouco no leite a partir de 2 anos, mas puro deve ser evitado. O excesso, além de deixar a criança mais elétrica, causa irritação, dificuldade de concentração e até insônia. Qual é a quantidade ideal? A recomendação americana e canadense é 45 miligramas por dia de cafeína para crianças, e entram nessa conta refrigerantes e chocolates (um copo de refrigerante ou dois tabletes de chocolate já têm essa quantia). Uma xícara pequena de café tem cerca de 70 miligramas.

9. Chá de erva-cidreira acalma o bebê
Isso acontece porque essa erva tem, de fato, efeito calmante, mas nada de chá antes do bebê completar 6 meses. E não precisa acrescentar açúcar – aliás, o ideal é que você não ponha.

10. Peixe acelera o raciocínio
Você já deve ter ouvido falar nele: o ômega 3, um nutriente presente nos peixes que ajuda no desenvolvimento do sistema nervoso central. Pesquisas mostram que ele estimula as sinapses entre os neurônios, que atuam na capacidade de transmissão de informações. Em outras palavras, o raciocínio fica mais rápido. E não para por aí. Estudos já revelaram que ele tem um efeito protetor contra a asma e evita até o acúmulo de gordura nas paredes das artérias. O baixo consumo estaria associado a problemas de comportamento, como dificuldade para se concentrar. Ofereça pelo menos três vezes por semana – os peixes de água fria (sardinha, atum e salmão) são os mais ricos com esse nutriente.

11. Maisena para tratar assadura
O calor e a umidade presentes na fralda podem provocar assaduras no seu bebê. Quando perceber que a pele vai começar a ficar vermelhinha (e o suor é o grande vilão), ponha um pouco de maisena no bumbum toda vez que for trocá-lo. Fique tranquila: ela não tem o mesmo prejuízo do talco – que pode causar crises respiratórias na criança – porque o pó não é tão fino e não tem perfume. Na hora de higienizar, use água morna e seque bem. Se perceber que a situação não melhorou, converse com o pediatra.

12. Canja de galinha ajuda a tratar gripe

Diferentemente do que você deve ter ouvido por aí, canja de galinha não vai curar a virose. Mas é certo que vai fazer com que seu filho se sinta melhor porque a composição dessa receita repõe vitaminas, minerais, carboidratos e proteínas, que favorecem a recuperação em casos de doenças virais e inflamatórias – e o calor ainda ajuda a expectoração. Isso, combinado com repouso, é sucesso garantido. Outro conhecido aliado contra a gripe é a vitamina C, presente no suco de laranja. Mas, para conseguir essa proteção, seu filho teria de consumir até cinco unidades dessa fruta por dia – e isso soma muitas calorias.

13. Alho faz a picada de inseto parar de coçar
O cheiro não é convidativo, mas passar alho descascado logo depois que seu filho tomou uma picadinha vai reduzir a coceira, uma vez que ele tem propriedades anti-inflamatórias. Apesar de ser fonte de zinco e selênio, que dão uma ajuda para o sistema imunológico, o alho não vai curar a mordida. Mas ele vai tratar do incômodo. Converse com o pediatra e veja qual medicamento você pode usar.

14. Gengibre melhora dor de garganta e enjoo
Sim, ele tem essas duas propriedades (além de dar um toque especial em várias receitas): é antiermético (reduz a liberação da bile, que aumenta a sensação de náusea), e tem ação anti-inflamatória, que contribui para melhorar a dor de garganta. Uma opção bem prática é descascá-lo e fazer infusão com água. No caso de enjoo, sirva o chá em temperatura ambiente ou frio, porque o calor faz a bile ser liberada, aumentando o desconforto. Outra dica é ralar e colocar no preparo de alguma carne ou na salada.

15. Linhaça, abacaxi e ameixa ajudam o intestino a funcionar
Não é difícil encontrar um produto nas gôndolas do supermercado que tenha linhaça. Considerada um alimento funcional, é rica em fibras, que auxiliam para o intestino trabalhar melhor. Prefira a linhaça dourada já moída, porque aí você tem um aproveitamento melhor da fibra. Vale misturar no leite, colocar nas frutas e até em bolos. Ameixa preta também atua no mesmo esquemaque a linhaça – uma boa sugestão é batê-la no liquidificador com iogurte. Já o abacaxi possui uma substância, a bromelina, que auxilia na quebra das moléculas de gordura que vão ser absorvidas pelo organismo, facilitando o processo de digestão e o trabalho do intestino. Mas não se esqueça: para o intestino do seu filho funcionar bem, ele precisa ter uma dieta saudável, comer frutas, legumes e verduras e consumir líquidos também, que ajudam na formação do bolo fecal.

16. Água com açúcar dá sensação de bem-estar
Caiu, se machucou, e lá vinha alguém trazendo logo um copo de água com açúcar. Quantas vezes você tomou quando era criança? As pesquisas mostram que o açúcar, assim como o chocolate, libera serotonina, que dá sensação de prazer e bem-estar. Mas o açúcar, por si só, não tem propriedade calmante. Não se pode esquecer também que, quando chega a água com açúcar, a criança já está recebendo afeto e atenção, que ajuda (e muito) a deixar qualquer um mais tranquilo.

17. Maçã e frutas vermelhas fortalecem o sistema imunológico 
Sim, todas elas têm essa mesma propriedade: de se aliar ao nosso sistema de defesa, uma vez que são antioxidantes potentes, evitando o envelhecimento das células (por isso garantem uma pele bonita). O adulto, que, quando criança, consumiu mais desses alimentos, vai estar protegido contra agentes invasores.

18. Mel funciona contra a tosse
O mel melhora a tosse porque inibe a proliferação de bactérias e reduz desconfortos da deglutição. Mas só pode ser dado para maiores de 1 ano e sabendo qual a procedência do mel. Dê duas a três colheres por dia puro, ou misturado com chá.

19. Chá verde reduz a diarreia
Sabe aquela história “comi alguma coisa que não me fez bem?” Pois é, também acontece com as crianças, e esse chá é indicado para essas situações. Não se trata de cura, mas com ele você consegue aquela brechinha para sair correndo de casa e levá-lo até o hospital sem acidentes no percurso. Por ser fonte de cafeína, deve ser dado para crianças a partir de 2 anos.

20. Banho morno baixa a febre
Se a criança estiver com febre, primeiro ligue para o pediatra para ver se é pertinente o uso de alguma medicação. Até que o remédio comece a agir, o que pode levar até 40 minutos, dê um banho morno mais para frio, de imersão ou no chuveiro, de cinco a dez minutos. Assim, o corpo perde calor para a água. É um paliativo enquanto a medicação não funciona.

Para tomar Cuidado
Assim como existem muitos tratamentos caseiros que são eficazes, há aqueles que não funcionam ou até que podem fazer mal ao seu filho. Colocar café para estancar o sangramento é um deles. Além desse alimento não ter essa propriedade, ou seja, não vai funcionar, há o risco de irritar ainda mais o local, prejudicando um futuro tratamento. Usar azeite quente para tratar dor de ouvido também é lenda, e pode piorar alguma lesão existente. O melhor é fazer compressa quente, com uma fralda de pano, por exemplo, e ligar para o pediatra. Outra dica que passa de geração para geração é tratar queimaduras com pasta de dente ou pomadas. Há um risco de a situação ficar ainda pior ou de infeccionar o local. Se a queimadura for leve, lave a região com água fria e ligue para o pediatra. Se for grave, fale com o médico a caminho do pronto-socorro.

Fontes: Carlos Brunini, pediatra, médico homeopata, professor da Faculdade de Ciências da Saúde (SP); João Ernesto de Carvalho, biomédico, coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA da Universidade Estadual de Campinas (SP); José Gabel, pediatra, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria; Gilberto Simeone Henriques, nutricionista, professor da Universidade Federal de Minas Gerais; Marcelo Reibscheid, pediatra e neonatologista do Hospital São Luiz (SP); Renata Lamonica, homeopata, da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (SP) ; Roberto Mario Issler, pediatra, professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

A importância de ensinar seu filho a perder…

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Aceitar as frustrações é um exercício de tolerância!

Por Malu Echeverria

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Nenhum pai ou mãe quer que o filho sofra: e, sim, muitas vezes é difícil dizer “não” e testemunhar a frustração da criança. Acontece que esse gesto simples é o primeiro passo para criar um indivíduo tolerante e que saiba lidar com as decepções da vida. “As perdas do dia a dia são uma oportunidade que ela aprenda em um ambiente protegido antes de enfrentar o mundo”, ensina a psicóloga infantil Silvana Rabello, da PUC-SP.

Por isso, nada de deixar o filho ganhar toda vez que for jogar com ele, seja no futebol ou no videogame. Para a terapeuta familiar Roberta Palermo, de São Paulo, os pais devem aproveitar esse momento, inclusive, para observar como o filho se comporta. Assim podem ajudá-lo, caso ele esteja com dificuldade para aceitar as derrotas. E qual a melhor maneira de ensiná-lo a perder? Explicando, por exemplo, que errar faz parte do aprendizado e que ele pode se empenhar mais para acertar da próxima vez. “As frustrações, entretanto, precisam ser compatíveis com a idade da criança”, alerta a terapeuta. Em outras palavras, você não precisa esconder do seu filho a morte do bicho de estimação, mas talvez seja uma boa ideia poupá-lo dos problemas financeiros da família.

Perder é bom
Isso mesmo. Embora o erro e o fracasso sejam mal vistos na sociedade atualmente, os especialistas apontam que a recusa em aceitá-los pode gerar angústia. Afinal, a vida é feita de perdas e ganhos, e é papel dos pais preparar o filho para essa realidade. “Comprar a ideia de que a felicidade está em sempre conseguir tudo o que queremos é um equívoco, que pode até mesmo levar à depressão”, acredita Silvana Rabello. Ela defende que vale a pena mostrar à criança o prazer do processo – e não apenas do resultado. “Aí, tanto faz se você ganha ou perde: o que importa é a jornada”, conclui. Pense nisso.

Você quer ser mãe ou apenas ter um bebê?

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Reflita antes de engravidar e conheça a diferença entre ter um bebê e criar um filho.

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Há aproximadamente cinco anos escrevi um texto para a Revista do jornal O Globo chamado “Filho é para quem pode”. No texto, eu não fazia nenhum tipo de apologia contra a maternidade, apenas falava sobre a minha opção de não ter filhos, apesar de ser biologicamente saudável e do imenso amor que sinto pelas crianças.

Não imaginava que o assunto fosse um tremendo tabu e pudesse gerar tanta polêmica.

Em dois dias, mais de duzentos e-mails entupiram minha caixa de entrada. A grande maioria deles era de mulheres me agradecendo por ter tomado a iniciativa de falar abertamente sobre o tema – muitas delas relatavam que estavam levando o texto dentro de suas bolsas para ler para amigos e familiares quando se sentiam pressionadas. Já outras preferiram me agredir, dizendo que eu devia ser mal comida, mal amada, que devia ter o útero seco, que devia ter uma péssima mãe, que devia ser proibida de escrever essas bobagens num grande veículo, etc, etc, etc.

Eu poderia ter me dado ao trabalho de dizer que nenhuma das afirmações era correta, que minha mãe é maravilhosa, que tenho um homem incrível ao meu lado há mais de dez anos que me devota amor e me come deliciosamente, que sou plenamente saudável e questioná-las sobre a liberdade de escolha, mas para quê?

Acabei sendo convidada a participar de programas de TV como Fantástico, Sem Censura e Happy Hour e, anos depois, quando a revista Veja fez uma matéria sobre uma pesquisa do IBGE que apontava a queda da natalidade no Brasil entre mulheres com nível universitário, fui convidada a dar minha opinião na matéria, mas declinei.

Declinei porque não levanto bandeiras, não sou contra a maternidade e acho que cada pessoa tem o direito de viver de acordo com seus sonhos e necessidades. Meu texto falava sobre a minha opção pessoal e convidava o leitor a refletir sobre alguns pontos, como:

“Filhos não são pílulas contra a monotonia, pílulas da salvação de uma vida vazia e sem sentido, pílulas “trago seu marido de volta em nove meses”. Penso que antes de cogitar a possibilidade de engravidar, toda mulher deveria se perguntar: eu sou capaz de aceitar que, apesar de dar a luz a um ser, ele não será um pedaço de mim e, portanto, não deverá ser igual a mim? Eu sou capaz de me fazer feliz sem ter alguém ao meu lado? Eu sou capaz de abrir mão de determinadas coisas em minha vida sem depois cobrar? Eu sou capaz de dizer ‘não’? Eu quero mesmo ter um filho ou simplesmente aprendi que é para isso que nascemos: para constituir família?” O texto está no meu livro A Louca do Castelo, mas pode ser lido na íntegra aqui.

Pois bem, esta semana deparei-me com um vídeo de humor no Facebook, do tipo jornalismo fake, que conta com mais de 35.000 compartilhamentos. Conteúdo do vídeo: uma mulher casada há mais de 12 anos, com três filhos e dois empregos, resolve roubar uma loja e acaba sendo presa. O marido envia um advogado, mas ela se nega a sair da prisão porque se sente feliz atrás das grades e alega: “pela primeira vez na vida estou tendo tempo, vou colocar toda a minha leitura em dia e ouvir todos os discos que tenho vontade, estou amando esse silêncio”.

Não consegui rir. Senti um profundo desalento assistindo ao vídeo. Apesar de saber que se tratava de ficção não pude deixar de fazer a pergunta: por que, ou para quê, essa mulher teve filhos?

Tenho observado que apenas 20% das mulheres que conheço e que tiveram filhos nos últimos tempos parecem felizes. A grande e esmagadora maioria, se pudesse, faria como a atriz do vídeo: fugia, ainda que fosse para a prisão. Mulheres que detestam suas novas rotinas que incluem cuidar da alimentação diária, higiene e da boa educação das crianças, levar e buscar em escola, natação, médico; passar noites sem dormir. Reclamam constantemente de suas aparências, não apenas do ganho de peso que não conseguiram se livrar após o nascimento da criança, mas também de olheiras, flacidez, unhas por fazer, cabelo por cuidar. Queixam-se de falta de envolvimento, romance e apetite sexual do parceiro (ou delas próprias).

As que abriram mão da vida profissional para cuidar dos filhos, cedo ou tarde se sentem insatisfeitas (para não dizer deprimidas) com a vida doméstica. As que tentam conciliar filho e trabalho, em geral, parecem bombas-relógios prestes a explodirem e cobram paulatinamente um envolvimento maior dos pais, o que gera muitas discussões e desgasta bastante os relacionamentos.

Ok, os pais deviam (devem!) participar ativamente da criação dos filhos, mas não tem jeito: na hora que o bicho pega a criança grita pela mãe, quer a mãe. Portanto, por mais que os pais sejam presentes e ativos, infelizmente o trabalho da mãe será sempre dobrado.

Assistindo ao vídeo e pensando nas mamães aparentemente infelizes que conheço, penso: elas não sabiam que seria assim? Elas não sabiam que suas vidas mudariam completamente?

Impossível acreditar que, em plena era da informação e da tecnologia, com milhares de revistas e blogs sobre o assunto, algumas mulheres não tenham ciência do quão trabalhoso é criar um filho. É como digo no texto “Filho é para quem pode”: “Dar a luz a um bebê é fácil, difícil é ser mãe da própria vida e iluminar as próprias escuridões”.

Conheço mulheres que detestam crianças, não têm paciência para crianças, mas dizem que querem ter filhos. Confesso que não compreendo isso. Fico me perguntando: elas querem ter um filho ou um bebê?

Sim, porque existe uma diferença enorme entre uma coisa e outra. Bebês são fofos, dengosos, cheirosos. Quem resiste ao sorriso de um bebê e a um quartinho todo decorado com girafinhas e frufrus? E os sapatinhos mimosos? Uma delícia tudo isso, não? Finalmente uma boneca de verdade. Ocorre que a boneca cresce. Torna-se um ser humano com vontades próprias. Desobedece, faz pirraça, adoece, chora, briga na escola, quer a mochila da Pepa, o tênis do Ben10. Cresce e torna-se adolescente. E na adolescência, como sabemos, o trabalho (e as preocupações) triplica. Sem esquecer os gastos que a criação de uma criança implica e lembrando que, para aquele bebê cheiroso e dengoso se tornar um ser humano digno, amável, respeitável, bem educado e de bom caráter, é preciso muito empenho, amor, carinho e dedicação integral. É preciso vigília constante, sobretudo dar bons exemplos, abrir mão de muita coisa.

Não sei, mas tenho pensado a cada dia que passa que, como tudo na vida, a maternidade pode ser uma questão de aptidão. Existem mães plenamente felizes e realizadas com suas escolhas, responsáveis, que criam seres saudáveis para a vida adulta, cercando-os de amor, carinho e compreensão; que não enxergam a dedicação diária como um peso.

Por que isso não acontece com todas as mães? Talvez porque algumas não tenham aptidão! Engravidam somente para atender a cobranças sociais, constituírem família por acreditar que não tiveram uma suficientemente boa e/ou, pior, para ter quem cuide delas na velhice – o que, convenhamos é no mínimo egoísta.

Como tudo na vida, quando estamos cientes de nossas escolhas (e motivações) e de suas consequências, a jornada se torna mais agradável. Portanto, gurias, não deixem de se perguntar nunca: quero ter um filho ou um bebê para fazer fotos engraçadinhas e postar nas redes sociais? E boa viagem, seja lá para que lado for…

Autora: Mônica Montone

O papel dos pais na lição de casa dos filhos…

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Um longo estudo realizado na Universidade do Texas (EUA) observou os efeitos do envolvimento dos pais na vida acadêmica dos filhos. Após três décadas de pesquisa e rastreamento de mais de 60 tipos de relação parental na educação, de ajuda com o dever de casa até a realização de trabalho voluntário na escola, cientistas descobriram que – sim, acredite! – alguns tipos de participação, incluindo ajudar com a lição, na verdade puxam o desempenho para baixo. Para a autora do estudo, Keith Robinson, isso está relacionado ao fato de que muitos pais se esquecem – ou nunca entendem completamente – aquilo que a criança está aprendendo e acabam confundindo a cabeça do filho. Abaixo, você confere alguns conselhos para não cair no mesmo erro:

Cuidado com o que fala
A forma como o adulto percebe a lição de casa pode influenciar a relação da criança com a tarefa. Se você fala algo do tipo “termine logo esse dever para a gente sair”, a criança vai introjetar a informação de que aquilo é uma obrigação chata. Perceba como o seu filho enxerga aquela tarefa, se tem dificuldades ou dúvidas, se está se esforçando para terminar. A partir daí, tente ajudá-lo em seus pontos fortes, sempre explicando que a lição de casa é muito importante para ajudá-lo a entender o conteúdo aprendido.

Fique com ela, mas não o tempo todo
Demonstrar interesse pelo dia a dia escolar da criança e apoiá-la no momento da lição dará mais segurança para que ela realize as atividades. A ajuda, porém, deve ser dosada. Ficar o tempo todo ao lado dela pode fazer com que se sinta pressionada. Sente-se ao lado do seu filho, leia o enunciado e veja se ele está confiante para fazer a lição. Depois disso, saia de perto para que ele possa fazer com calma. Só não deixe de ficar próximo o suficiente para que ele encontre você no caso de alguma dúvida.

Não faça nada no lugar dela
Por mais ajuda que você queira dar, tome cuidado para não impedir que a criança se apodere de seu papel de estudante. Caso contrário, ela vai aprender que os pais sempre podem resolver as coisas por ela. Além disso, a professora não vai ter noção da evolução da criança.

Cuidado com as cobranças
Um pai que assume postura exigente pode criar traumas, frustração e ansiedade. Respeite o ritmo do seu filho e não se esqueça de que você está no papel de pai e não de professor. Uma atitude intransigente em relação à lição de casa pode fazer com que ele tenha dificuldade de distinguir esses dois papéis.

Erro? Não corrija
Já diz o ditado que é por meio dos erros que se chega ao acerto. Isso quer dizer que, se você perceber que seu filho errou uma palavra ou a resposta do exercício, o melhor que pode fazer por ele é dar elementos para a reflexão. Qual você acha que é a resposta certa? Você pesquisou em seu material? Acha que o que você fez está correto? Esses são alguns exemplos de frases que podem ser usadas nesse momento. Se o seu filho não conseguir perceber o erro, fique tranquilo. É papel do professor auxiliá-lo com a correção.

FONTE:REVISTA CRESCER

50 brincadeiras para o seu filho!

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Brincadeiras que não exigem brinquedos elaborados e fazem seu filho por a cabeça pra pensar
Por Nivia de Souza, filha de Tânia e Renato, e Samantha Melo, filha de Sandra e Tião.

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1 – Carrinho de mão

Idade: a partir de 4 anos
Número de participantes: 2
Enquanto a criança coloca as mãos no chão, com os braços estendidos, o adulto (ou outra criança) levanta suas pernas e empurra, como se fosse um carrinho de mão.
2 – Cinco Marias
Idade: a partir de 7 anos
Número de participantes: a partir de 1
Pegue cinco saquinhos de tecido e encha-os com areia ou arroz. Jogue as cinco marias no chão. Escolha uma, jogue para cima e pegue outra do chão, a tempo de pegar a primeira antes de cair. Na próxima rodada, jogue um saquinho para cima enquanto pega dois no chão e volta a recolher a primeira antes de cair. E assim sucessivamente.

3 – Telefone sem fio
Idade: a partir de 4 anos
Número de participantes: a partir de 4
As crianças devem ficar em círculo ou enfileiradas. A primeira cria uma mensagem e fala no ouvido da próxima. A mensagem vai passando adiante, cada um dizendo aquilo que entendeu. O último participante deve dizer, em voz alta, o que ouviu. Se estiver correto, o criador da mensagem vai para o fim.
4 – Mímica
Idade: a partir de 5 anos
Número de participantes: a partir de 4
Divida as crianças em dois times. Um participante deve se dirigir ao grupo adversário, que irá falar alguma palavra. A criança tem três minutos para representar, apenas com gestos, e o time deve adivinhar. O time que acertar mais, ganha.
5 – Boliche
Idade: a partir de 3 anos
Número de participantes: a partir de 2
Faça os pinos com garrafas pet, cheias até a metade. Depois, com uma bola, o jogador deve tentar derrubá-las. Em cada rodada, o participante pode tentar duas vezes.
6 – Morto-vivo
Idade: a partir de 4 anos
Número de participantes:a partir de 4
Coloque as crianças em uma fila. Uma delas (que precisa estar fora da fila) ou você mesmo, fica de frente. Quando disser “morto”, elas devem se abaixar. E quando for “vivo”, elas precisam estar de pé. O condutor deve ir alternando as palavras e a velocidade. Quem errar, está fora da brincadeira.
7 – Bolhas de sabão
Idade: a partir de 2 anos
Número de participantes: a partir de 1
Misture duas colheres de sopa de detergente em um copo de água. Mexa bem e com um canudinho assopre. Quanto mais devagar a criança assoprar, maior ficará o bolha.
8 – Amarelinha
Idade: de 7 a 10 anos
Número de participantes: a partir de 1
Faça o desenho da amarelinha no chão e enumere os quadrados de 1 a 10. A criança joga uma pedra na primeira casa e, em um pé só, a pula e vai até a última. Na volta, pega a pedra do chão. Na próxima rodada, joga a pedra na casa 2 e vai até o fim em um pé só. E assim sucessivamente. Não pode colocar o segundo pé no chão, nem errar a casa.
9 – Estátua
Idade: a partir de 2 anos
Número de participantes: a partir de 3
Uma das crianças é escolhida como o chefe e as outras devem estar posicionadas de frente para ele. O chefe designa qual será a estátua. Pode ser de cachorro, passarinho, gato, cobra… Então, quem está no comando escolhe a estátua mais bonita, mais feia ou mais engraçada. Pode-se também colocar uma música para tocar e quando o chefe aperta o stop, todos param! O chefe vai a cada jogador e os provoca. Quem se mexer, perde!
10 – Balão fujão
Idade: de 6 a 10 anos
Número de participantes: a partir de 2
Trace uma linha de partida e uma de chegada. Cada jogador segura uma bexiga e um pedaço grande de papelão. Ao seu sinal, cada criança coloca sua bexiga no chão e a abana com o papelão, na direção da linha de chegada, e a traz de volta da mesma forma. O primeiro que terminar o percurso, ganha a corrida.
11 – Pular corda
Idade: a partir de 6 anos
Número de participantes: de 1 a 5
Duas crianças seguram a corda, uma em cada ponta, e fazem com que ela gire. Os outros participantes precisam pular a corda, que está em movimento. Isso pode ser feito com batidas lentas ou muito rápidas. Sai do jogo quem tropeça na corda. Também dá para pular em grupo, entrando um de cada vez ou todos juntos. Se a criança estiver sozinha, ela pode girar a corda com as duas mãos e pular!

12 – Casa de cartas
Idade: de 7 a 12 anos
Número de participantes: a partir de 2
As crianças devem juntar duas cartas e equilibrá-las de modo a criar um formato piramidal. Ao fazer vários “triângulos” dessa forma, é possível colocar uma carta na horizontal acima de dois triângulos e, assim, formar a base para o segundo andar. A ideia é formar um castelo, tomando muito cuidado para não derrubar tudo.
13 – Corrente infinita
Idade: a partir de 7 anos
Número de participantes: a partir de 4
Conforme o pegador capturar os outros jogadores, eles vão dando as mãos e formando uma corrente em que apenas as pontas podem pegar.
14 – Não me faça rir
Idade: a partir de 3 anos
Número de participantes: a partir de 2
Uma criança tenta fazer a outra rir, enquanto ela tenta desesperadamente segurar a risada. Quem rir primeiro, perde.

15 – Troca-letra
Idade: de 10 a 12 anos
Número de participantes: 4 a 8
Uma das crianças propõe uma palavra de quatro letras. O primeiro jogador deve, formar uma palavra nova a partir daquela, mudando apenas uma letra, e assim sucessivamente. Exemplo: lata – pata – mata – mala – tala. Quem não bolar uma palavra em 30 segundos, ou repetir uma que já foi, é eliminado.
16 – Futebol de botão
Idade: a partir de 6 anos
Número de participantes: a partir de 2
Este jogo tem as regras similares ao futebol de campo, mas é possível criar suas próprias regras a cada partida. Com botões ou tampinhas de garrafas, é preciso chegar ao objetivo, o gol.
17 – Quem sou eu?
Idade: a partir de 6 anos
Número de participantes: a partir de 3
Os jogadores devem ficar numa roda, e cada um escolhe o nome de uma celebridade, personagem de filme ou desenho, ou mesmo do convívio delas, escreve num papel e gruda na testa do participante da direita, sem que ele veja. Cada criança faz perguntas para os outros jogadores sobre o que ela é. Por exemplo: eu sou uma mulher? E os jogadores só podem responder sim ou não. A criança então tem uma chance de dar um palpite. Ganha quem acertar primeiro.
18 – Desfazendo o nó
Idade: de 8 a 12 anos
Número de participantes: a partir de 4
Um dos participantes se afasta dos demais. Enquanto isso, o grupo faz uma roda, de mãos dadas. Depois, devem se enlaçar, sem largarem as mãos, com acrobacia, passando por baixo ou por cima das pernas e braços, de modo a formar um nó. O escolhido volta e tem de desfazer o nó até que as crianças voltem à posição original em roda, sem soltar as mãos.
19 – Dança das cadeiras
Idade: a partir de 6 anos
Número de participantes: a partir de 5
Separe algumas cadeiras, de acordo com o número de pessoas, menos um. Em uma fila indiana, os participantes devem circular pelas cadeiras, com as mãos para trás e ao som de uma música. Quando a música parar, elas devem se sentar na cadeira mais próxima. Quem ficou de pé é eliminado e uma cadeira deve ser retirada. Vence quem sentar na única cadeira que restar.
20 – Pipa
Idade: a partir de 7 anos
Número de participantes: a partir de 1
Segurando a linha da pipa (atenção: brinque em uma região distante de fios de eletricidade), a criança deve ir soltando-a de acordo com a distância que se pretende alcançar e conforme a velocidade e direção contrária ao vento.
21 – Detetive
Idade: a partir de 6 anos
Número de participantes: a partir de 5
Para essa brincadeira, você vai precisar escrever num papel a inicial A (de assassino), em outro D (de detetive) e os outros com o V (de vítima) – some todos os participantes e subtraia dois para saber quantas vítimas o jogo terá. Misture e deixe cada criança pegar um papel sem saber o que é. O assassino precisa “matar” o maior número de vítimas e, para isso, ele deve piscar discretamente para as pessoas. Quando as vítimas forem atingidas, elas devem dizer “morri” e abaixar a cabeça. Caso o detetive perceba as piscadas, ele deve dizer ao assassino: “Preso em nome da lei”.
22 – Corre-cutia
Idade: a partir de 3 anos
Número de participantes: a partir de 4
Os participantes devem sentar em uma roda e um participante fica de pé, com um lenço na mão. Enquanto todos cantam a canção “Corre cutia na casa da tia”, o participante dá voltas por trás dos que estão sentados. No fim da música, ele coloca o lencinho atrás de alguém, que deve sair correndo atrás do primeiro. Ou o pegador pega o fugitivo ou o fugitivo se senta no lugar dele, o que vai transformar o pegador no próximo a dar voltas com o lencinho.
23 – Pega-varetas
Idade: a partir de 6 anos
Número de participantes: de 2 a 6
Pegue várias varetas coloridas e uma preta. Jogue-as em uma mesa, de uma só vez. Cada jogador precisa retirar as varetas, uma de cada vez, sem que as outras se movam. Se elas se mexerem, o participante passa a vez. Em geral, cada cor tem uma pontuação. Quando acabarem as varetas, ganha quem alcançar a maior pontuação.

24 – Casinha
Idade: a partir de 2 anos
Número de participantes: a partir de 1
Essa brincadeira pode ser feita em qualquer espaço e com diversos tipos de brinquedos, como bonecas e bichos de pano. As crianças representam os papéis sociais e podem invertê-los, por exemplo, cada hora uma é mãe e a outra a filha.

25 – Código secreto
Idade: de 8 a 12 anos
Número de participantes: a partir de 2
Aqui, a imaginação é o único material necessário. A ideia é que as crianças criem uma nova língua, como a do p, em que se coloca a letra p na frente de cada sílaba da palavra.
26 – O objeto oculto
Idade: de 8 a 10 anos
Número de participantes: de 4 a 12
Uma das crianças escolhe um objeto que está à vista no ambiente, diz a cor dele e espera que os outros jogadores o encontrem. Ela também pode dar outras dicas. O primeiro que achar o objeto escolherá o próximo, na próxima rodada.
27 – Upa, upa, cavalinho
Idade: de 6 a 9 meses
Número de participantes: 2 (um adulto e um bebê)
Sente-se numa cadeira. Cruze as pernas e sente a criança em cima de seus tornozelos. Segure suas mãos enquanto move suas pernas para cima e para baixo, cantando “upa, upa, cavalinho”.
28 – Os cinco pulos
Idade: de 6 a 7 anos
Número de participantes: de 4 a 8
Os participantes devem se colocar lado a lado numa linha imaginária. Dado o sinal, todas dão cinco pulos para a frente. Ganha quem parar mais longe.
29 – Repórter por um dia
Idade: de 6 a 12 anos
Número de participantes: a partir de 2
A criança que será a “entrevistadora” pega um gravador, ou mesmo uma escova de cabelo, para fingir que é o microfone. Se tiver mais de uma criança, sugira que uma seja a repórter da bancada e a outra a repórter da rua. As crianças podem separar assuntos antes da brincadeira para debatê-los.

30 – Dicionário
Idade: de 8 a 12 anos
Número de participantes: de 4 a 12
Pegue um dicionário, abra numa página qualquer e leia em voz alta para as crianças a definição de uma palavra aleatória. O primeiro jogador que adivinhar a palavra marca um ponto. O vencedor será o primeiro que marcar 10 pontos.
31 – Batata quente
Idade: a partir de 4 anos
Número de participantes: a partir de 4
Com uma bola em mãos, as crianças devem estar dispostas em um círculo. Elas podem estar de pé ou sentadas, tanto faz. Uma delas deve estar fora da roda e com os olhos tampados. Ela deve cantar “Batata quente, quente, quente, quente…” em diferentes velocidades para que as outras passem a bola. Quando ela disser “queimou”, quem estiver com a bola em mãos é eliminado.
32 – Desenho maluco
Idade: a partir de 5 anos
Número de participantes: de 3 a 4
Dê uma folha em branco para cada participante. No alto da folha, cada um deve desenhar uma cabeça. Depois, dobram-se os papéis para esconder o que foi feito. Trocam-se as folhas e, então, cada um desenha o corpo. Repita as instruções, até que cada criança desenhe uma parte do corpo, sem ver a anterior. No fim, abra os papéis e veja os desenhos que se formaram.
33 – Desenhando nas costas
Idade: de 6 a 10 anos
Número de participantes: a partir de 2
Uma das crianças escolhe “desenho” ou “palavra” e então com o dedo indicador faz uma representação nas costas de outra criança. O jogador que está tendo as costas desenhadas tem três chances de acertar. O desenhista pode dar dicas também.
34 – Stop
Idade: de 8 a 12 anos
Número de participantes: a partir de 4
Cada participante pega uma folha sulfite e divide em 5 colunas denominadas: nome, cidade, país, animal e vegetal. A cada rodada, um participante escolhe uma letra. Quem preencher primeiro todos os campos, com uma palavra para cada coluna, começando com a letra determinada, deve dizer Stop e todos os outros param de escrever. A cada resposta igual, os participantes levam 5 pontos. Se forem diferentes, 10 pontos. E se os outros não tiverem colocado nada, 15 pontos.
35 – Montar nos ombros
Idade: de 9 a 12 meses
Número de participantes: 2 (um adulto e uma criança)
Ajeite o bebê sobre os ombros de forma que a pernas pendam ao redor de seu pescoço, apontando para a frente. Segure-o pelas mãos enquanto anda por aí. Varie os movimentos: pule num pé só, marche, gire…
36 – Passa anel
Idade: a partir de 4 anos
Número de participantes: a partir de 4
Um dos jogadores será o passador do anel. Com o objeto entre as palmas da mão, a criança deve passar suas mãos entre as dos participantes, que devem estar posicionados lado a lado ou em círculo. O passador deve fazer isso quantas vezes quiser, mas em uma delas deve deixar o anel. Quando acabar, ele pergunta a outro jogador com quem ficou o objeto. Se a pessoa acertar, os papéis são invertidos. Se não, tudo continua igual.
37 – Pular elástico
Idade: de 7 a 12 anos
Número de participantes: a partir de 3
Separe por volta de 2 metros de elástico de roupa e dê um nó unindo as pontas. Duas crianças devem ficar de pé, frente a frente, com o elástico em volta dos tornozelos, formando visualmente um retângulo. Uma terceira criança tem de fazer uma sequência de saltos, começando de um lado do retângulo, indo para o outro, e pisando sobre o elástico. Depois do término de cada sequência, a altura do elástico vai aumentando gradativamente.
38 – Jogo dos pontinhos
Idade: a partir de 6 anos
Número de participantes: a partir de 2
Em um papel sulfite, coloque vários pontinhos, cada quatro formando um quadrado. O jogador deve ligar dois pontos em cada jogada, formando retas. Quem fechar um quadradinho, deve colocar a sua letra inicial dentro dele. O jogo termina quando todos os quadrados estiverem fechados e ganha quem tiver o maior número de letras.

39 –  Escolinha
Idade: de 6 a 10 anos
Número de participantes: a partir de 2
A clássica brincadeira em que uma criança é a professora e as outras ficam sentadas copiando da lousa, pode ser reinventada e tornar-se mais dinâmica. O “professor” faz uma lista de perguntas. Os outros jogadores ficam no degrau de uma escada. A cada resposta certa, o jogador sobe um degrau.
40 – Pula-rio
Idade: de 6 a 12 anos
Número de participantes: de 4 a 8
Estique duas cordas no chão, paralelamente, com intervalo de 50 centímetros entre elas. Esse espaço representará o rio. Os participantes devem fazer uma fila de um lado do rio, e um por vez, saltarem para o outro lado. A cada rodada, aumente a largura do rio. São eliminadas as crianças que “caírem na água”. O que sobrar, vence.
41 – Bola na moeda
Idade: de 7 a 11 anos
Número de participantes: a partir de 2
Dois jogadores se posicionam frente a frente, de pé. No chão, no meio dos dois, coloca-se uma moeda. As crianças jogam a bola uma para a outra, quicando no chão para tentar acertar a moeda.

42 – Pescaria de clipes
Idade: de 5 a 11 anos
Número de participantes: a partir de 2
Esvazie uma caixa de clipes em uma tigela grande. Entregue a cada criança um cabide de arame cuja ponta tenha a forma de gancho. Os participantes devem pescar os clipes com o gancho. O jogador que tiver pescado mais é o vencedor.

43 – Achou!
Idade: de 6 a 9 meses
Número de participantes: 2 (um adulto e um bebê)
Sente o bebê no chão ou numa cadeira de frente para você. Pegue uma toalha e cubra o rosto com ela. Tire a toalha e mostre o seu rosto enquanto diz “achou”. Experimente também colocar a toalha na cabeça do bebê e tirá-la.
44 – Cabo de guerra
Idade: a partir de 5 anos
Número de participantes: de 4 a 10
Divida as crianças em dois times. Cada um ficará de um lado do campo e segurando um lado da corda. Ao sinal, cada time puxa para o seu lado, com toda força. Ganha a equipe que ficar por pelo menos um minuto com a maior parte da corda.

45 – A letra mágica
Idade: de 10 a 12 anos
Número de participantes: de 4 a 8
Todos os participantes escolhem uma letra do alfabeto. Na sua vez, a criança recita uma frase em que todas as palavras comecem pela letra escolhida. Quem se enganar, ou não falar nada, é eliminado. A frase mais engraçada ou inteligente marca um ponto. O vencedor é quem obtiver mais pontos.
46 – Corrida de três pernas
Idade: de 8 a 12 anos
Número de participantes: de 12 a 40
As crianças devem se dividir em dois times, e dentro dos times em pares, em que um amarra sua perna direita à perna esquerda do outro. A um sinal, os primeiros têm que correr, cruzar a linha de chegada, voltar e tocar a próxima dupla, e assim por diante.

47 – Corrida de canguru
Idade: de 6 a 10 anos
Número de participantes: a partir de 8
Os jogadores se dividem em duas equipes e formam filas indianas. Dado o sinal da largada, a criança do início da fila coloca uma bola entre os joelhos e avança aos saltos até a linha de chegada; depois retorna e entrega a bola ao participante seguinte. O time vencedor será aquele em que todos os jogadores completarem o percurso primeiro.
48 – Tudo o que o seu mestre mandar…
Idade: de 6 a 10 anos
Número de participantes: a partir de 2
Um participante deve ser nomeado o mestre, que fica em frente aos demais, e ordena que imitem os seus gestos, dizendo: “O mestre mandou…”. Porém, as crianças só devem imitar se o mestre disser essa frase antes de indicar o gesto. O jogador que imitar sem ouvir “o mestre mandou”, é eliminado.
49 – Costas com costas
Idade: de 7 a 10 anos
Número de participantes: a partir de 9
Uma das crianças é escolhida como perseguidor. As demais devem se dividir em duplas, e ficar um de costas para o outro e com os braços enganchados. A um sinal do perseguidor, todas as duplas se desfazem e devem procurar novos parceiros. O jogador que sobrar é o novo perseguidor.
50 – Caçada ao tesouro
Idade: a partir de 6 anos
Número de participantes: a partir de 2
Deixe uma prenda escondida em algum lugar do ambiente. Em locais diferentes, coloque papéis que contenham as pistas que levarão ao tesouro. A primeira deve levar os participantes à segunda e assim sucessivamente até chegar na última, que será o prêmio. Esse jogo pode ser individual ou em equipe.

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A nova geração de pais que mimam…

Padrão

Se observamos há algum tempo uma geração criada à base de leite e pêra, cercada de mimos, já era de se esperar que estes homens mimados uma hora se tornassem pais.

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Frutos de uma classe média zelosa e protetora, estes pais (e aqui me refiro também às mães) agora exercem suas facetas mimadas no cuidado com os filhos. Este comportamento egoísta e mesquinho passa a ser exacerbado e levado ao extremo quando envolve crianças ditas inocentes, doces, meigas e suaves.

Para os pais mimados que mimam será parte de sua missão aqui na terra livrar seu filho de qualquer empecilho e obstáculo natural e necessário, tal qual como tédio, bagunça, tio chato, normas da sociedade, rituais da nossa cultura etc. Para um pai mimado, a vontade do filho não precisa ter limites.

A seguir alguns dos principais comportamentos na relação que os pais mimados estabelecem com seus filhos.
Eles fazem da criança o centro da casa

Talvez uma das principais características dos pais que mimam seja o fato de a rotina da casa ser adequada de acordo com as vontades da criança. Cadeirão da comida na frente da televisão, horários não determinados, cadeira distrativa para entreter o bebê, produtos, acessórios, engenhocas específicas, tudo essencialmente voltado para ele. E para a loucura da casa.

Em French Children Don’t Throw Food, Pamela Druckerman conta o que faz das crianças francesas mais comportadas. Entre pesquisas, entrevistas e exemplos, a autora mostra que o fato dos pais franceses não tratarem as crianças como centro da casa é essencial para que elas entendam que se adequarão a um modelo já existente – e não o contrário! Tratar a criança como o centro da rotina de toda a casa é a base de uma educação de mimados para mimados.

“Para a geração de meus avós e de meus pais, a vida dos adultos não devia ser decidida em função do interesse das crianças, até porque o principal interesse das crianças era sua transformação em adulto” –Contardo Calligaris

Eles acreditam que criança só come bife e batata frita

Com certeza ele já tem idade para saber o que é mais saudável e com certeza o que é mais saudável estará nesse cardápio. Por terem suas vontades tomadas como verdade absoluta, é claro que estas crianças não comeriam o que os pais comem. Ou porque é temperado demais, ou porque tem vegetais e uma vez ele recusou ou porque, veja só, Pedrinho só come macarrão com manteiga, não aceita outra coisa.

Cada vez mais comum nos restaurantes, o cardápio kids fica sempre entre opções não muito criativas: macarrão, bife, batata frita. E se mesmo assim a criança recusa o almoço, existe um leque de industrializados que será oferecido em pouco tempo para que o pimpolho não passe fome: bolacha, salgadinho, achocolatado, sucos açucarados…

Além de nada saudável, isto é um alerta de mimo: criança come o que você ensina a comer. É muito mais simples achar sabor num macarrão do que, de cara, numa couve-flor.

Lição de casa para os pais que tendem a mimar: ler os escritos de Pat Feldman a respeito dos pequenos e entender que o gosto pela comida é construído. Conjuntamente, na mesa de refeição, estimulando que experimentem, entendendo o apetite da criança e respeitando seu gosto. Sempre ensinando que parte importante da refeição é o convívio com os outros e demonstrando respeito pela comida que foi feita em casa e que será a base da refeição de todos que por ali moram.

Eles não conversam, distraem

É comum olhar para o lado no restaurante e encontrar uma criança hipnotizada por um iPad. Ou no carro com iPod e fones, alheia às interações do ambiente ou à ausência delas. Aliados dos pais mimados, as engenhocas tecnológicas ajudam a criança a não se frustrar, não lidar com o tédio de um restaurante repleto de adultos, de um carro sem atrativos, de uma vida inteira que às vezes não tem grandes aventuras mesmo.

Mas, ora, por mais que pais se esforcem para preencher este vazio intrínseco aos filhos, ele não será preenchido. Proteger um filho é uma missão fadada ao fracasso, já atestou Eliane Brum.

Eles não confiam na escola

Julio Groppa Aquino diz que nós, educadores destes tempos modernos, nada mais somos do que babás. “Babás+”, foi o termo engraçadinho sugerido por ele para colocar em pauta esta realidade de pais que não querem saber das relações, dos aprendizados, do ensino, das evoluções de suas crianças. Exigem em primeiro lugar que sua cria seja mimada pela escola, aplaudida a todo momento, nunca confrontada.

Não confiar em quem se confiou a educação dos filhos é uma grande insegurança, certamente um sinal de pais mimados. Nota baixa é culpa do professor, comportamento ruim é culpa da escola e a comunidade é cruel e não ideal para ensinar seu filho a lidar com a vida.

Antes a criança respondia à escola, agora é a escola que responde à criança.

Eles elogiam muito a cria

Prática comum entre os pais zelosos, elogiar a criança faz bem, aumenta sua autoestima, favorece o desenvolvimento da criança, dá segurança, correto? Errado.

No livro Filhos: novas ideias sobre educação, Po Bronson e Ashley Merryman contam de recentes pesquisas que mostram, entre outras coisas, o poder inverso do elogio.

A explicação é muito simples: assegurar a todo momento que seu filho é inteligente faz com que a criança se torne insegura desta sua condição. E, por medo de errar e perder o título da inteligência, a criança passa a arriscar menos e a se esconder atrás desta máscara. Cheia de inseguranças e com um batalhão de elogios vazios (que recebeu sem perceber seus esforços), está aí um bom início de frustração para o pimpolho.

Em comum, o que todos estes tópicos têm é que tratam a criança como um frágil cristal. Delicada, fruto de uma imaginação romântica de pureza, incapaz de lidar com qualquer obstáculo. Sabemos que frustração é algo que ninguém quer para sua cria. Mas é só o que a vida garante.

Que tal começar a criar seu filho para o mundo?

FONTE: Isabella Ianelli
Pedagoga interessada em arte e educação. Escreve no blog Isabellices e responde por @isabellaianelli no Twitter.