Arquivo mensal: fevereiro 2015

Pedras da infância…

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Por Gustl Rosenkranz

Veja como as coisas vividas na infância atrapalham nossa felicidade

Bom, você com certeza leu o título e se pergunta agora: o que ele quer dizer com “pedras da infância”?

Chamo de “pedras da infância” tudo aquilo que foi colocado em nossa “mochila” quando ainda éramos pequenos e à medida que fomos crescendo, coisas que nos foram dadas ou mesmo impostas como condição para sobreviver e para ser aceito no seio da família e da sociedade. Essas pedras não são boas, mas foram necessárias, pois precisamos delas na infância para que possamos crescer, ficar fortes e adultos e caminhar com as próprias pernas.

Acredito que todo ser humano nasce com um espírito livre, mas um corpo frágil, pequeno, indefeso e dependente (em primeira linha dos pais). E nosso espírito sabe que é preciso proteger esse corpo para que ele um dia se torne robusto o suficiente para finalmente ser igualmente livre, como nosso espírito. E assim aceitamos as regras, tropeçamos nas pedras colocadas em nossos caminhos e carregamos nas costas aquelas depositadas em nossa “mochila”. Essas pedras são praticamente as estratégias que desenvolvemos para que possamos sobreviver, como, por exemplo, aquela pedra que uma criança recebe do pai colérico, que não gosta que a criança fale alto e dá bronca gratuita quando isso acontece. Assim, a criança aceita a pedra “fale baixo para não levar bronca do pai”, se tornando então alguém que fala baixo e que estremece só de ouvir alguém falando alto. Ou mesmo a pedra que uma criança recebe dos pais quando conta uma história fictícia, fruto da fantasia inerente à infância, mas é repreendida por estar “mentindo”. Assim a criança recebe a pedra “fantasia é mentira!”. Ou mesmo quando uma criança chega em casa com o boletim da escola com notas boas. Essa criança vê então a alegria dos pais, que saem mostrando o boletim a todo mundo, aos parentes, aos vizinhos, para que todos vejam o quanto seu filho ou sua filha é inteligente. Assim, sem que se perceba e mesmo que a intenção dos pais seja boa, a criança recebe a pedra “seja boa na escola para ver seus pais felizes!”.

Fico no exemplo da criança com boas notas na escola. Poderíamos pensar que esse elogio dos pais seria uma coisa boa e, em princípio, isso é verdade. Mas o que acontece então quando a criança não consegue manter suas notas boas e termina “fracassando” em uma ou outra matéria? Bom, depende então do tamanho assumido pela pedra do elogio dos pais: se ela for pequena, a criança pode até sentir um pouco de vergonha, mas sem maiores complicações. Mas se o elogio dos pais tiver se tornado para a criança uma pedra grande e pesada, a vergonha será enorme e a criança fará de tudo para esconder a nota ruim dos pais, mentindo, disfarçando e fugindo da realidade, sem perceber que com isso a pedra só fica ainda maior e mais pesada. E é esse crescimento que é problemático, pois, a depender do meio no qual vivemos quando crianças e do nível de maturidade de nossos pais e das pessoas à nossa volta, ele pode se tornar um crescimento selvagem, uma excrescência, fazendo com que uma pedra (ou mesmo várias) cresça tanto que um dia, mesmo já adultos, nos encontremos praticamente embaixo dela, tendo então muita dificuldade de se livrar novamente desse peso.

Quero dizer que nosso sofrimento como pessoas adultas tem muitas vezes sua origem nessas pedras da infância, que recebemos e que tivemos que carregar conosco durante muitos anos, na verdade décadas, na verdade nossa vida inteira até aqui, sem que muitas vezes percebamos que nosso corpo já cresceu, não é mais tão frágil, que já nos tornamos adultos e, ao invés de finalmente juntar essa liberdade do corpo à liberdade do espírito do momento em que nascemos e sermos finalmente livres em plenitude, mantemos nosso corpo preso a essas pedras, prendendo assim igualmente o espírito, e aquele ser humano que nasceu “meio livre”, com espírito livre e corpo dependente, se torna um prisioneiro completo, encarcerado em sua infância, detido por suas próprias pedras. A solução para muitos de nossos problemas atuais seria então reconhecer que estamos carregando essas “pedras da infância”, que não são mais necessárias, pois já ficamos adultos, abrindo a mochila, esvaziando-a e continuando a caminhar, ou melhor ainda: voando, livre, leve e solto, começando finalmente a ser feliz.

Há pedras de todas as cores, formas e tamanhos. Umas são pequenas e fáceis de carregar, outras são grandes e são carregadas com muito sacrifício. Umas são tão pequenas que passamos sem problemas por cima delas, outras são tão enormes que bloqueiam nosso caminho. Umas são feias, outras são brilhantes e lindas e já outras são muito feias, mas parecem bonitas porque queremos vê-las assim. Mas todas elas têm algo em comum: elas pesam e, como tudo que pesa, elas atrapalham nossa andança neste mundo.

Há vários tipos de “pedras da infância” que costumamos carregar conosco, umas menos, outras extremamente pesadas, umas lisas, outras extremamente ásperas. Aqui apenas algumas delas:

– É aquela pedra que uma menina recebe da mãe, que mesmo mal casada e sofrendo, defende a tese de que casamento não pode ser desmanchado de forma alguma. A criança cresce então com essa pedra, casa-se mais tarde com o homem errado, mas não se separa por causa da pedra “casamento é eterno, mesmo que se sofra” recebida da mãe;

– É aquela pedra que um garoto sensível recebe do pai quando esse diz que “homem não chora”, fazendo com que o menino perca realmente essa capacidade ou passe a chorar escondido, mesmo mais tarde, como homem adulto;

– É aquela criança que cresce em um ambiente violento e recebe a pedra “violência é normal”;

– É aquela pedra que uma menina recebe da mãe frustrada quando essa diz que “todo homem não presta!”;

– É aquela “pedra da decepção” e a “pedra da perda de confiança” enorme que uma criança recebe quando confia em uma pessoa adulta de sua família, mas é abusada sexualmente;

– É aquela “pedra do medo” que uma criança recebe quando tem um pai ou mãe altamente cuidadosa, que nunca a deixa brincar do lado de fora;

– É aquela “pedra da rejeição” dada pela mãe ou pelo pai quando a criança se comporta de uma forma diferente da esperada e o pai ou a mãe diz então que “preferia não ter um filho (ou filha)”;

– É aquela “pedra da fofoca e da inveja” recebida pela criança que cresce em uma família fofoqueira e invejosa;

– É a “pedra do racismo” quando uma criança escuta constantemente em casa que pessoas com outra cor de pele não têm o mesmo valor;

– É a pedra “não vale a pena ser honesto” quando uma criança rouba e os pais passam a mão pela cabeça, deixando valer a desonestidade;

– É a pedra “não há justiça no mundo” quando pais tratam filhos de forma diferente, favorecendo uns, prejudicando outros.

Essas pedras são nossos medos, nossa solidão, nossa insegurança. nossos conceitos errados, nossa frustação, enfim, todas essas coisas que adquirimos na infância.

Exemplos não faltam. Mas prefiro contar uma história concreta, que ilustra bem como as pedras de nossa infância podem nos fazer sofrer como adultos:

Conheci uma mulher muito inteligente, com um coração do tamanho do mundo, uma pessoa muito agradável e que teria de tudo para ser feliz. Mas não era. Ela tinha problemas sérios de saúde e sofria de muito de problemas físicos, sem que nenhum médico descobrisse o que ela tinha, restando somente a possibilidade dela sofrer de um mal psicossomático. Bom, como ela tentava de tudo para parar de sofrer, ela aceitou esse diagnóstico e iniciou uma psicoterapia. Muitos meses depois, após passar por uma fase difícil de autoconhecimento e reflexão com ajuda do psicoterapeuta, ela descobriu o que a fazia sofrer:

Quando criança, ela sentia muita falta de receber carinho do pai, que era uma pessoa extremamente intelectual, distante emocionalmente e muito severa com os filhos. Ainda pequena, ela colocou na cabeça que queria escutar do pai que ele a amava e fazia de tudo para agradá-lo, sem sucesso, pois o pai se mantinha reservado nesse sentido. Pois bem, ela foi tentando, tentando, tentando… E a “pedra” foi crescendo… Um dia ela se tornou uma mulher adulta, mas o comportamento era o mesmo, pois ela continuava tentando agradar ao pai e pior ainda: também ao marido, ao chefe e a todas as figuras masculinas em sua vida (até mesmo ao filho!) – aqui vemos como a pedra cresceu! Mas nada adiantou: um belo dia, o pai faleceu sem dizer à filha que a amava e, como ela então sabia inconscientemente que jamais escutaria o que esperava, ela adoeceu, teve uma forte depressão e seus problemas físicos pioraram. Hoje, essa mulher tem 45 anos de idade e continuava sofrendo com isso, sem entender direito por que. Com ajuda da terapia, ela descobriu que estava tão agarrada a essa “pedra da infância” que não conseguia ser feliz. E essa infelicidade fez com que ela terminasse adoecendo, já que a pedra a prendia e evitava que ela fosse livre, tanto no nível espiritual como no nível físico. Somente após reconhecer isso é que ela teve a coragem e a força de simplesmente largar a pedra que recebera do pai (através de sua incapacidade de dizer que a amava!), percebendo que era uma “pedra da infância” não mais necessária na vida adulta, que a segurava em sua caminhada, evitando que ela pudesse ser realmente feliz. Foi um processo difícil e doloroso, mas que valeu a pena, pois hoje ela está bem, mais feliz, mesmo que a “pedra” do pai tenha deixado marcas, mesmo que a tristeza de nunca ter escutado do pai o que tanto queria escutar ainda exista. Largar uma pedra não significa esquecer o motivo de sua existência, mas sim aceitar que ela existe, fazendo parte,porém, do passado e não tem mais importância no presente e muito menos no futuro. Sua decisão de largar essa pedra (= aceitar que teve um pai que nunca disse que a amava!) permitiu que ela finalmente conseguisse deixar de carregar consigo um sofrimento do passado, voltando a sentir a liberdade de seu espírito e assim voltando também a se sentir saudável, livre fisicamente, e feliz.

Pode ser você prefira insistir em carregar as suas “pedras da infância”, talvez por costume ou medo. Não haveria nada de errado nisso, pois cada um tem o direito de carregar suas pedras pelo tempo que quiser ou precisar, mas talvez valesse a pena refletir que sentido faz carregar uma mochila pesada, cheia de coisas (pedras) que não lhe têm (mais) qualquer utilidade. Assim, lhe peço: dê uma parada você também. Verifique em você e em sua vida quais as “pedras” que você ainda carrega consigo e perceba quais delas lhe fazem mal e lhe impedem de caminhar e quais as que não atrapalham. Depois, abra a “mochila” e tire uma por uma, livrando-se do que lhe prende, evitando que você seja feliz. Vou até mais longe e proponho um exercício prático: pegue realmente uma mochila, procure pedras e coloque-as dentro da mochila, dando a cada uma delas um nome: esta pedra é a “pedra do medo” que eu sentia quando era criança, esta outra é a “pedra da solidão”, já que me senti muito só na infância, já esta outra é a “pedra da expectativa de minha mãe”, que fez com que eu vivesse minha vida de acordo com o que ela esperava e não conforme meus sonhos e desejos, e assim por diante. Depois, escolha um lugar especial, o lugar da despedida, vá até lá com a mochila e se livre das pedras, uma por uma, deixando-as lá e voltando para casa com a mochila vazia. Isso não vai resolver seus problemas completamente, já que é preciso tempo para consertar o que foi quebrado por uma vida inteira, mas será um bom começo para seu crescimento e para sua libertação pessoal.

É virose!

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Tudo sobre o diagnóstico mais comum da infância!

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Febre, coriza, falta de apetite, irritabilidade. O pediatra diz, sem titubear: é virose! Prepare-se para ouvir esse diagnóstico com frequência nos primeiros anos de vida do seu filho. “O problema é que existem inúmeros vírus e os sintomas são semelhantes”, explica a pediatra Milena de Paulis, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Além disso, o sistema imunológico dos bebês está em desenvolvimento, o que significa que nessa fase eles estão mais suscetíveis a infecções. Por isso, é normal uma criança saudável ter de oito a dez viroses por ano, segundo a especialista. E as que frequentam creches ou berçários, por causa do contato com outras crianças, ficam doentes com mais assiduidade.

As viroses que atacam o sistema respiratório, como a gripe, são bastante comuns nas estações frias. Isso porque a tendência é que os ambientes fiquem fechados, o que favorece a proliferação desses tipos de vírus. Além disso, o clima seco típico do inverno no Brasil faz com que a mucosa nasal fique ressecada e, assim, os agentes infecciosos entram no organismo com mais facilidade. Os sintomas característicos são nariz entupido, febre, tosse e coriza.

Já as viroses gastrointestinais costumam surgir no verão e são causadas principalmente por coliformes fecais encontrados na água (mar, piscina, etc.) e em comidas expostas ao calor. Em consequência, a criança pode sofrer vômito, náusea, diarreia, febre e cólicas abdominais.

Como tratar

Como não existem medicamentos que eliminem a maioria do vírus, o tratamento consiste em amenizar o desconforto da criança. No caso da diarreia, por exemplo, é necessário oferecer bastante líquido à criança, assim como hidratá-la com soluções orais específicas. “Nos quadros respiratórios, o mais importante é fazer inalação e lavagem nasal com soro fisiológico. A medida evita que os fluidos se acumulem nas vias aéreas e na região do ouvido, formando ali um ambiente propício para a proliferação de bactérias”, afirma a pediatra. Outros sintomas como febre e dores no corpo podem ser tratados com analgésicos e antitérmicos indicados pelo pediatra.

Por último, o paciente tem de repousar – o que nem sempre é fácil para as crianças. Vale reforçar que, se o seu filho estiver com virose, ele não deve ir ao berçário ou à escola. Isso porque, além de transmitir o vírus aos colegas, como o organismo está debilitado, ela pode se contaminar com outras doenças.

Em geral, o vírus cumpre o seu ciclo em até cinco dias e os sintomas desaparecem espontaneamente. O risco é a família se precipitar e medicar a criança sem necessidade ou, pior ainda, com o remédio inadequado. “Não adianta tratar a criança com antibiótico, que combate bactérias, se o quadro infeccioso for provocado por um vírus”, exemplifica Milena.

Quando levar ao pediatra

Não é necessário correr ao pronto-socorro sempre que o seu filho tiver alguma virose. Se a criança tem febre, mas, quando medicada, apresenta-se disposta, tudo bem. Apenas comunique o pediatra, que vai monitorar o quadro e solicitar uma consulta, caso julgue necessário. No entanto, se mesmo sem febre, ela ficar prostrada ou tiver dificuldade para respirar, deve ser avaliada por um médico o quanto antes. Vômitos frequentes e diarreia também merecem atenção, principalmente se o seu filho não aceitar nenhum líquido, pois há risco de desidratação.

É possível evitar?

Existem vacinas que combatem certos vírus, como alguns tipos de gripe, rotavírus (que causa diarreia) e o da catapora. Nesse caso, vacinar o seu filho é a melhor forma de prevenção. Os pais e cuidadores também devem ter a carteira de vacinação em dia. Mantenha a casa arejada, mesmo em dias frios. Além disso, evite o contato com pessoas doentes e lave as mãos antes de pegar o bebê (assim como antes e após a troca de fraldas). Nos maiores, incentive o hábito de lavar as mãos com frequência. A amamentação também tem um papel importante aqui, já que os anticorpos maternos são transmitidos ao bebê por meio do aleitamento até o sexto mês de vida.

FONTE: REVISTA CRESCER

Comidinha…

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…Os novos pais só alimentam os filhos com o diminutivo…

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Sara Villas nos anos 80, aprendendo a comer de tudo.

– Quer um purezinho?

– Quer um bifinho?

– Quer um arrozinho com feijãozinho?

Minha mãe, mãe de cinco, era uma dona de casa que todos os dias por volta das nove e pouco da manhã, parava tudo para fazer o nosso almoço. Começava catando os marinheiros do arroz e depois retirando as pedras do feijão. Arroz com feijão era sagrado naquela casa.

Depois, ela picava e refogava a verdura, os legumes: Um dia era quiabo, outro chuchu, outro jiló. Tinha vagem torta, taioba, couve e mostarda, essas coisas bem brasileiras.

Minha mãe fazia angu todos os dias. Em Minas,  ninguém dizia polenta naqueles anos 60 e comia angu de segunda a sexta. Por fim, ela passava o bife. Pois é, lá na minha terra ninguém fritava o bife, passava.

Tudo pronto, ela chegava na porta da cozinha e dava um grito de guerra para o terreiro inteiro ouvir. Em Minas, quintal é terreiro.

– Tá na mesa!

Vinha filho de tudo quanto é lado. Aquele que estava lavando a gaiola do porquinho-da-índia, aquele que estava consertando a roda do velocípede, aquela que estava brincando de casinha, pulando corda ou jogando Ludo Real. Isso, na época de férias, porque nos dias de aula, a história era outra.

Minha mãe colocava a comida na mesa e os cinco filhos sentavam-se em volta. A gente dava uma espiada nas travessas e ia enchendo o prato. Claro que no dia de jiló eu colocava só um tiquinho. Quiabo, a mesma coisa. Lembro bem que era um bife pra cada um e acabou.

Enchíamos e raspávamos os prato para enfrentar a tarde de mais brincadeiras. De sobremesa, sempre tinha uma goiabada, uma pessegada, uma figada, uma marmelada ou tudo junto numa lata de 4 em 1 da Cica.

Minha mãe nunca perguntou a filho nenhum se queria ou não queria um jilozinho, um quiabinho ou uma abobrinha. Nem nunca obrigou ninguém a comer nada. Ela simplesmente colocava na mesa e pronto. E foi assim que hoje, os cinco filhos, todos adultos, comem de tudo, inclusive jiló.

Nesses tempos modernos em que vivemos, dar comida aos filhos virou uma verdadeira cerimônia. Como diz o meu irmão, além de perguntar se quer comer, pergunta-se no diminutivo.

– Você quer uma carninha moidinha?

– Quer tomar um leitinho?

Minha mãe colocava leite em garrafas de vidro de Coca-Cola, jogava lá dentro uma colherada de Toddy, punha uma chupeta de borracha vermelha, sacudia bem e ia dando pra cada um dos filhos. Como era gostoso aquele Toddynho morno antes de dormir…

Hoje a história é outra.

– Filhinho, você quer uma sopinha de mandioquinha?

– Você quer uma batatinha?

– Você quer um brocolizinho na manteiguinha?

Quando o meu irmão chamou a minha atenção para essa avalanche de diminutivos, eu achei que era moda de pai moderno mas, no final de semana, estava eu na fila do caixa de uma drugstore aqui no meu bairro, quando bati os olhos naqueles potinhos de comida pronta pra bebês e não é que eu vi escrito nas embalagens: Strogonofinho de franguinho, sopinha de mandioquinha, spaguetinho com carninha?

Não é mesmo uma gracinha?

Em tempo: Meus quatro filhos comem de tudo!

FONTE: CARTA CAPITAL

Seu filho não sabe o que é melhor para ele!

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Quantas vezes você já ouviu: “Meu filho não gosta de dormir cedo.” “Meu filho só come porcaria.” “Ele quer ir pra escolinha.” (mesmo tendo 11 meses e nem sabendo falar) “Ele adora Coca Cola” (porque olha quando alguém abre aquela garrafa vermelha, preta e branca, que solta aquele líquido marrom com bolinhas espumantes e que fazem barulho)

Essas e muitas outras frases são comuns, tão comuns que eu diria que são a regra da relação entre pais e filhos hoje em dia. O pai e a mãe sendo presentes ou não, estando focados na criação dos filhos ou não – perderam a voz e a razão. Quem está decidindo hoje em dia são as crianças. E será que elas sabem o que estão fazendo?

Semana passada assisti um seriado (sobre família e relações humanas) chamado Transparent da Amazon – ganhador do Globo de Outro. O protagonista é um pai divorciado de 70 anos de idade, que decide dividir seu segredo com a família: ele é transexual e se chama Maura. Os três filhos são pessoas completamente egoístas e imaturas, com vidas bagunçadas mas ao mesmo tempo muito humanas. (Todas as histórias são possíveis) A mensagem que percorre os capítulos é de que na verdade só passamos a conhecer nossos pais quando somos adultos e então percebemos como aquelas características nos são familiares e assim conhecemos melhor a nós mesmos.

Eu não gosto muito de assistir televisão. Mas dessa vez fiquei viciada e vi tudo, do começo ao fim. A história, os personagens, os diálogos, tudo é perfeito, tudo é verdadeiro. Para citar duas situações marcantes:

A jovem pergunta aos pais:(faixa de 30 anos, que vive perdida na vida: não sabe se é homem ou mulher, se trabalha, se estuda e entre uma dúvida e outra, bebe muito e usa drogas)

Por que eu não tive Bar Mitzvá (cerimônia judaica)?

Os pais respondem: Porque você não queria.

A jovem: Eu tinha 13 anos!!! Como eu poderia decidir isso?

E na cena final, a família jantando pegando a comida direto da colher na panela e levando a boca, todos falando ao mesmo tempo (sempre cada um só fala de si mesmo). Chega um adolescente (que não foi criado nessa família) e pergunta: “Vocês não fazem oração antes das refeições? Vamos fazer todos de mãos dadas porque assim fica mais forte.” Eles fazem. E pela primeira vez, em todo o seriado, aquela família está em comunhão, está unida.

As famílias mudaram, as mulheres mudaram, os homens mudaram. Mas não vamos esquecer que as crianças ainda precisam das mesmas coisas: precisam de adultos para educá-las. Se engana quem acha que porque tem filho, tem marido, logo tem família. Não. Como tudo na vida que é grande e bonito, ter família dá trabalho. A “família” precisa ser criada: plantada, cuidada, regada para então existir. Nunca perfeita, mas nos limites da existência: existir.

Eu não sei de nada, mas desconfio que para caprichar no arroz e feijão da vida é preciso colocar uma bela pitada de fé, ordem e amor.

Por Cris Leão

4 receitas de sorvetes para fazer em casa…

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De picolé com pedaços de frutas a paleta mexicana, veja receitas fáceis e que refrescam para fazer nesse verão…

Picolé de salada de frutas

Você vai precisar de:
– Forminha de picolé
– Frutas que preferir
– Água de Coco
– Forma para picolé

Modo de preparo:
1. Picar as frutas de sua preferência;
2. Distribuí-las dentro da forma de picolé;
3. Preencha a forma com água de coco; você pode substituir a água de coco por suco de limão, laranja ou o suco que preferir;
4. Coloque o pauzinho do picolé na forma;
5. Leve ao cogelador;
6. Deixe lá até ficar supergelado e estar prontinho pra comer!

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Fonte: Ana Maria Brogui

Sorvete de Morango e Banana 

Você vai precisar de:
– 1 xícara de morangos congelados
– 1 xícara de banana congelada
– 2 colheres de sopa de creme de leite light
– Açúcar é opcional

Modo de preparo:
1. Corte as bananas em fatias grossas;
2. Coloque um saquinho e leve-as ao freezer até que congelem;
3. Faça o mesmo com os morangos;
4. No processador ou liquidificador, coloque todos os ingredientes e bata. Uma dica: como as frutas estarão congeladas, escolha primeiro  a opção “pulsar” do seu aparelho para não danificá-lo. Quando perceber que não há mais frutas congeladas inteiras, bata até virar uma massa;
5. Para complementar, você pode colocar gotas de chocolate ou então picar algumas frutas no meio do sorvete quando for servir.

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Fonte: Receita Monta Encanta

Picolé de iogurte Grego com frutas vermelhas

Você vai precisar de:

– 1 xícara de morango
– 1 xícara de amora
– Açúcar
– 1 pote de iogurte Grego
– Forma de picolé

Modo de preparo:
1. Pique o morango;
2. Adicione uma colher de açúcar;
3. Misture ou amasse até ficar parecido com uma geleia;
4. Reserve. Faça o mesmo com as amoras.
5. Coloque um pouco de cada uma dessas “geléias”  e do iogurte na forma de picolé, alternando os sabores, até preenchê-la;
6. Leve ao congelador até congelar.

Paleta Mexicana de Morango com Leite Condensado usando copos descartáveis – Rende 4 porções

Você vai precisar de:
– 1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro
– 1 caixa de morangos
– Suco de 1 limão
– ½ xícara de café de água
– Leite condensado
– 4 palitos de madeira
– 4 copinhos descartáveis de 180 ml
– 32 copinhos de 50 ml
– Rolo de papel filme

Modo de Preparo:
1. Misture os morangos, o açúcar de confeiteiro, o suco do limão e a água e bata no liquidificador até criar um líquido homogêneo. Reserve;
2. Pegue um copinho descartável de 180ml – que será nossa forma – e despeje 1/3 do líquido nele. O restante do líquido será usado mais tarde;
3. Para que a paleta possa receber o recheio, você deve fazer uma pilha de 8 copinhos de 50 ml e colocá-la dentro do copinho de 180 ml de forma que os copinhos menores tenham seu redor preenchido com o líquido;
4. Esse copinho deve ser tampado com um pedaço de papel filme e levado ao congelador;
5. Após congelado, retire o papel filme, tire os copinhos plásticos de dentro da forma e no espaço vazio coloque o leite condensado. Preencha o copo com o restante do líquido de morango reservado no início do preparo, lembra?
6. Leve ao congelador novamente até estar totalmente congelado;
7. Corte o copinho que foi usado como forma e sua paleta está pronta!

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Fonte: Gabriela Rossi

Que lindo seria se nós pudéssemos ensinar a nossas crianças que é preciso esperar…

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Criança não espera. Elas enlouquecem a gente até que cedemos e damos algo, literalmente, pra que fiquem quietas. Mas nós adultos já aprendemos a esperar (e aprendemos quando criança). Hoje, nossa espera é vivida. A deles é com o iPad ou a TV na cara ligada – e com som ainda. Pais não sentam mais a mesa num restaurante sem que antes já liguem o desenho para a criança. Muitas vezes colocam o iPad dentro do prato.

Simbolicamente, estão trocando os alimentos. Alimentar uma criança com comida é alimentá-la com amor e de amor. Alimentá-la com imagens e sons de iPad é alimentá-las de impaciência, falta de respeito, falta de dialogo, falta de interação e principalmente, falta de tédio. Porque pode ser extremamente tedioso ficar a mesa “sem fazer nada” esperando a comida chegar. Mas é nessa espera que aprendemos a transformar tédio em algo maior como a conversa com os pais.

Recentemente saiu uma entrevista muito interessante no R7 (que repercutiu pacas em sites e blogs), onde a médica fonoaudióloga carioca Maria Lúcia Novaes Menezes fala da quantidade assustadora de crianças que têm recebido em seu consultório com a queixa de não se comunicarem por volta dos 2/3 anos de idade. Ela diz que em 80% dos casos a criança simplesmente não fala porque não recebe estímulos dos pais. Porque não existe dialogo, não existe troca. Existem ipads nas mesas dos restaurantes e com isso crianças que crescem mudas e sem a capacidade de aprender a esperar.

Aparentemente, tentar agradar toda hora (ou muitas vezes temer o próprio filho) é o primeiro passo pra rejeição. Você tira dele a possiblidade de fazer ninhos, fazer laços. A criança se isola primeiro dos pais e logo mais do restante da família e até mesmo dos amigos. Ela perde, aos poucos, a capacidade de se relacionar e se comunicar. Acredite se quiser, tudo isso porque interrompemos o processo da espera. Porque estamos sempre ansiosos para preencher o tempo de nossos filhos e não deixa-los entediados. Etimologicamente, o verbo “esperar” vem de “esperança” que significa contar com, confiar em. Quando a criança espera e tem pais ao lado dela reafirmando a necessidade da espera, ela ganha confiança. E um pouquinho de tédio não mata ninguém 😉

Ah, a espera…. Que lindo seria se nós pudéssemos ensinar a nossas crianças que é preciso esperar as pessoas saírem do elevador antes de nós entrarmos, que é preciso esperar os que estão na nossa frente para chegar nossa vez, que é preciso esperar todos terminarem na mesa para poder levantar, que é preciso esperar crescer para ter o que se quer… Que é preciso aprender a esperar para respeitar o próximo, para convivermos, minimamente, melhor num mundo onde não existe mais o outro porque o “eu” é tão imediatista que se eu não suprir minhas vontades já eu morro. Daí ensinamos nossas crianças que o outro não importa, que conseguimos fácil e rápido tudo que queremos com um gritar, com um chilique. Tiramos a espera e junto tiramos a possibilidade da conquista. Ganhar de mão beijada não tem graça. Logo a criança encosta e pede outro e a insatisfação vai crescer. E para suprir será cada mais difícil.

A espera gera expectativa do que está por vir. Espera gera respeito, gera noção do próximo, gera dialogo, gera estímulos, gera confiança, gera amizades e, com certeza, gera um mundo melhor. Desculpem a frase feita, mas é isso mesmo: crianças que aprenderem a esperar vão aprender a viver em sociedade e na sociedade. Como parte dela e não no centro dela. Requisito básico para um futuro que todos queremos. ❤

FONTE: BRASIL POST

Suco para bebês?

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Vou falar sobre um assunto que sei que gera polêmicas, mas é super importante.

SUCO, devo oferecer na introdução alimentar ? Não
Isso não sou eu falando e sim a Sociedade Brasileira e Americana de Pediatria.

No suco a frutose está mais concentrada e piora quando coamos, pois as fibras vão embora e quando a frutose está concentrada ela pode ser toxica para o fígado.

Outro ponto importante é a capacidade gástrica da criança que já é pequena e tomando suco ela pode deixar de comer, suco não pode ser considerado refeição. E vamos combinar que é muito mais fácil tomar suco do comer fruta, não estimulando a mastigação.

A criança precisa aprender a tomar água e comer a fruta.

Por isso, antes de 1 ano, opte pela fruta in natura e estimule seu filho a beber água. E quando for dar o suco algumas dicas são importantes, nada de coar e prefira sucos que não precise de muitas frutas como melancia, melão…

FONTE: FACEBOOK “AS COMIDINHAS DO BÊ”

11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho!

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Contar histórias, deixar bilhetinhos na geladeira, fazer lista de compras em voz alta – essas são apenas algumas ações que ajudam na alfabetização das crianças.

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Você sabia que os pais também podem ajudar na alfabetização de seus filhos? Isso mesmo! Mas não se preocupe, pois não se trata de ter de ensinar formalmente a criança a ler e a escrever, função esta do professor. Você pode, isso sim, tornar o ambiente de convivência da criança repleto de atos de leitura e escrita, de forma a inseri-la desde cedo no mundo das letras. Em suma, deixar o ambiente doméstico mais alfabetizador. “Isso acontece quando, por exemplo, a mãe deixa bilhetinhos na porta da geladeira, apontando a finalidade do ato para a criança: ‘vamos deixar esse recadinho para o papai avisando-o que iremos nos atrasar para o jantar’. Ou quando, antes de começar um novo jogo (de tabuleiro, por exemplo), ela propõe ao filho que eles leiam as regras juntos”, exemplifica a educadora Cida Sarraf, que leciona no curso de pedagogia do Centro Universitário Salesiano e da Faculdade Mozarteum, ambos em São Paulo.

Maria Claudia Sondahl Rebellato, assessora pedagógica na produção de material didático em Curitiba-PR, acredita que, quando a criança é inserida nessas atividades rotineiras, ela acaba percebendo a função real da escrita e da leitura, e como elas são importantes para a nossa vida. E, dada sua curiosidade nata, ela vai querer participar cada vez mais e buscar o conhecimento dos pais.

A criança que cresce em constante contato com a leitura e a escrita acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiências que vão fazer a diferença na hora de ela aprender a ler e a escrever efetivamente. “Isso explica o fato de, numa mesma sala de 1º ano, professores se depararem com algumas crianças praticamente alfabetizadas e outras que sequer entendem a função do bilhetinho na porta da geladeira ou que a linguagem escrita se relaciona com a oral, porque viveram experiências muito discrepantes em casa”, argumenta Cida Sarraf.

Leia abaixo as 11 maneiras de deixar o ambiente de sua casa mais alfabetizador, ajudando seu filho a passar com tranquilidade pela alfabetização o que, aliás, é fundamental para ele ter sucesso nas etapas futuras do aprendizado e do conhecimento, e as reportagens relacionadas:

1. Deixar bilhetes ou escrever cartas: Que outra função tão importante tem a escrita que não a de comunicar? Pois desde bem cedo a criança pode perceber isso, pelas atitudes dos pais. Deixe recadinhos na porta da geladeira, escreva cartas e estimule-a a fazer o mesmo (mesmo que saiam apenas rabiscos. Lembre-se: nessa fase do desenvolvimento, não se erra, se tenta acertar). ‘Vou escrever uma carta para a vovó contando como estamos. O que você quer que eu conte para ela?’. Recebeu uma carta ou encontrou um recadinho em casa? Leia em voz alta. “Procure incluir a criança sempre que uma situação de comunicação escrita se apresentar na casa”, aconselha a educadora Maria Claudia.

2. Preparar receitas culinárias na presença da criança: Num ambiente alfabetizador, é importante que a família chame a criança, desde muito cedo, para participar de algumas ações, de forma que ela presencie o contato com a língua escrita, percebendo suas várias funções. Na culinária isso pode acontecer de maneira descontraída e divertida. Durante a receita de um bolo, por exemplo, vá perguntando para a criança: “Vamos ver o que falta colocar? Ah, ainda preciso colocar 3 ovos, está escrito aqui”.

3. Ler histórias: Ler para a criança pequena tem muitos benefícios e, num ambiente alfabetizador, é a primeira exigência a ser feita, pois é por meio de pais e professores que a criança passa a ter contato com a língua escrita. “Quando a mãe lê uma história para a criança, ela é leitora junto com a mãe”, acredita Maria Claudia Rebellato. Leia com frequência para seu filho: gibis, revistas, contos de fadas… Leia mais de uma vez o mesmo livro, pois isso é importante para a criança começar a recontar aquela história depois, no papel de leitora, inclusive passando as páginas do livro corretamente.

O que pouca gente lembra é que o ato de leitura deve começar muito cedo, com crianças que ainda estão longe de serem alfabetizadas. “É assim que os pequenos vão percebendo a relação entre as linguagens oral e falada; vão identificando as várias funções da escrita, para que serve cada gênero textual; e vão se tornando leitores e escritores”, coloca a especialista. Ao ouvir histórias, a criança acaba percebendo que a leitura é feita da esquerda para a direita (importante para o momento em que ela vai começar a riscar), consegue diferenciar o que é texto do que é desenho, começa a notar que as palavras são escritas separadamente formando frases que fazem sentido e a adquirir noção de volume de texto. “É comum, por exemplo, a criança perceber quando a mãe está pulando trechos da história (geralmente porque ela já está cansada e quer dar uma resumida na historinha). A criança vira e fala ‘tem mais coisa aí, mamãe’. Isso mostra que ela está já está amadurecendo como leitora e, embora ainda não leia, já faz o que chamamos de pseudoleitura”, observa a Maria Claudia.

4. Ser um modelo de leitor: Essa é a premissa mais básica de qualquer ambiente alfabetizador. A criança forma valores a partir de bons modelos e, assim, ter pais leitores é fundamental para ela aderir à leitura. “Estante de livro não pode parecer santuário. As crianças têm de observar que os pais estão sempre mexendo ali, escolhendo um livro, lendo-o e comentando-o com a família”, acredita Cida Sarraf. E não apenas os livros. A leitura de revistas e jornais também tem de ser um hábito dos pais.

Os pais também têm de prestar atenção ao ambiente em que fazem sua leitura, passando a impressão de que ler é prazeroso, mas também é coisa séria. O ambiente deve ser tranquilo, sem muitos ruídos, com boa iluminação, e deve-se sentar com a postura corporal correta, para não se cansar rapidamente.

5. Explorar rótulos de embalagens: Alguns produtos são recorrentes na dispensa de nossas casas e as crianças acabam se acostumando com a presença deles. Aproveite momentos de descontração, como durante as refeições, para ler os rótulos junto com seu filho. “Com o tempo, ele começa a ler por imagem, por associação. Ele pode ainda não estar alfabetizado, mas já sabe o que está escrito naquela embalagem”, explica a especialista Maria Claudia Rebellato. Segundo ela, os rótulos são interessantes de serem lidos porque, na maioria dos casos, são escritos em letra CAIXA ALTA, que é a qual a criança assimila antes da letra cursiva.

6. Fazer listas de compras com seu filho: Esta aí uma tarefa pra lá de corriqueira: fazer a lista de compras do supermercado. Num ambiente alfabetizador, o momento pode ser aproveitado: chame a criança para preencher a lista com você e faça com que ela perceba que você anota no papel as coisas que irá comprar, para consultar lá no mercado (uma forma de ela relacionar a linguagem oral com a escrita). Vá conversando com ela: “Vamos anotar para não esquecer. O que mais vamos ter de comprar? Então, vamos escrever aqui”. Deixe que ela acompanhe com os olhos o que você está escrevendo e vá falando em voz alta.

7. Aproveitar as situações da rua: Placas de trânsito, destino de ônibus, outdoors, letreiros, panfletos, faixas… onde quer que frequentemos estaremos sempre em contato com o mundo letrado e é ótimo que os diferentes elementos sejam aproveitados com a criança. “Dá para levar em forma de brincadeira. ‘Olha filho, tem uma placa igual a essa em frente à nossa casa. Sabe o que está escrito nela?’’ ou ainda ‘Olha, filho, esse ônibus vai para Cajuru. Cajuru também começa com Ca, igual o nome da mamãe, Carolina’. É por meio dessas situações que a criança vai percebendo as diferentes funções da escrita e fazendo associações”, acredita Maria Claudia. Segundo ela, é uma forma não de ensinar/aprender, mas de brincar com as letras, com as palavras, com a escrita e a leitura.

8. Fazer os convites de aniversário com a criança: Escrever nos convitinhos de aniversário é uma etapa da festa da qual a criança precisa participar. Pergunte a ela: “o que teremos de escrever nos convites? Precisamos dizer onde vai ser e a que horas”. Isso pode ser feito desde o primeiro aniversário da criança, repetindo nos anos seguintes, até chegar a vez em que ela própria irá querer escrever sozinha, com sua letrinha.

Outra atitude interessante é escrever cartões de aniversário ou de casamento na frente da criança. “Esses nossos amigos irão se casar. Vamos escrever uma mensagem a eles para enviar junto com o presente?”. A situação pode ser corriqueira para você, mas para a criança tudo é novidade. Participe-a desses momentos. Nos aniversários das pessoas da família, incentive-a a escrever algum cartão, mesmo que ela faça apenas desenhos. Pergunte que mensagem ela quis passar e em seguida faça um elogio ao seu trabalho.

9. Montar uma agenda telefônica: A agenda telefônica é um bom objeto a ser explorado com as crianças. Ela mostra, claramente, o que é texto e o que é número, com a função de cada um deles. O texto é usado para escrever o nome das pessoas ou dos lugares, enquanto o número é utilizado para informar o telefone. No dia a dia, chame a criança para observar essa diferença. “Olha filho, deste lado ficam os nomes das pessoas e deste o número do telefone delas. Vamos ver qual o número da casa da titia?”.

10. Apontar outros materiais escritos: Brinquedinhos com palavras e números, calendários, jogos de computador, álbum de fotografia com legendas, scrapbook, tudo isso pode estar no ambiente de convivência da criança, mas… desde que realmente sejam usados por ela, e não funcionem como meros enfeites do seu quarto. “A criança tem de perceber a função de cada um dos elementos que é posto para ela”, reitera Cida Sarraf. Houve um tempo em que pais e professores acreditavam que bastava etiquetar os objetos (etiqueta com a palavra cama na cama, com a palavra armário no armário) para as crianças se familiarizarem com a língua. Mas as pesquisas mais atuais mostraram que os diversos gêneros textuais precisam estar presentes e serem usados dentro de uma função comunicativa. Portanto, quando for montar um álbum com fotos de uma viagem, chame a criança para legendar cada foto com você. “Você lembra como se chamava este lugar? Vamos escrever aqui para sabermos daqui a um tempo”.

11. Respeitar o ritmo da criança: Sabe o que mais pode ajudar na alfabetização de seu filho? Compreender o seu ritmo! Isso mesmo. Investir no ambiente alfabetizador é importante para que as crianças ganhem mais intimidade com a língua escrita (e dessa forma encontrem menos dificuldade quando estiverem aprendendo a ler a escrever), mas isso não quer dizer que o processo será, necessariamente, acelerado, e é importante que os pais tenham isso em mente. Lembre-se: começar a ler e a escrever mais tardiamente não representa problema de aprendizagem ou falta de inteligência. Na maioria dos casos, significa apenas que a criança ainda não atingiu um nível necessário de maturidade. Segundo Maria Claudia, a criança fica um tempo absorvendo muita informação e de repente dá uma decolada, mostrando que conseguiu entender o processo. “É literalmente um ‘click’, mas que acontece em momentos diferentes para cada criança”, ela sintetiza.

Entenda o conceito de ambiente alfabetizador:

A partir das investigações das educadoras Emília Ferreiro e Ana Teberosky, apresentadas no livro Psicogênese da Língua Escrita, vários pesquisadores da área começaram a construir uma nova didática da alfabetização, chegando ao conceito de ambiente alfabetizador. No começo, houve interpretações errôneas, e professores começaram a colocar nomes nas coisas, como etiqueta com a palavra lousa na lousa, etiqueta com a palavra mesa na mesa, supondo ser assim um ambiente alfabetizador. Com as pesquisas que se seguiram, concluiu-se que um ambiente alfabetizador não somente é aquele que contem material escrito, mas aquele em que diversos gêneros textuais estão presentes e sendo usados, dentro de uma função comunicativa. Ou seja, o uso tem de ser efetivo.

FONTE: REVISTA CRESCER

Elogie seu filho do jeito certo!

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“Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim…”

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“Na vida não há prêmios nem castigos. Somente consequência”
Elogie o esforço, não a inteligência.
Elogie do jeito certo.

Recentemente, um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência.. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”, e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa… As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “Isso mesmo, filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “Acho você muito esperto, meu filho”, “Como você é charmoso”, “Que cabelo lindo”, “Seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, de copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

POR MARCOS MEIER

Fonte: http://www.justrealmoms.com.br – clique e conheça