Como proceder com queimaduras de caravela Portuguesa

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Na semana passada, dia 16 de janeiro, uma menina com menos de 2 anos foi queimada em várias partes do corpo por uma caravela portuguesa (Physalia physalis) na praia do Leblon, no Rio de Janeiro. Ela estava curtindo a espuminha das ondas com o pai, até que começou a gritar. A história se tornou pública esta semana, quando a mãe resolveu compartilhar em seu perfil no Facebook. Você saberia como proceder se isso estivesse acontecendo com uma pessoa perto de você? A toxina dessa espécie é muito dolorosa e em alguns casos a lesão pode ser fatal.

carabela portuguesa

A seguir, alguns procedimentos indicados pelo National Center for Biotechnology Information (NCBI), que reúne estudos de ciência e saúde:

– Todos os cnidários como as águas vivas possuem umas organelas chamadas cnidocistos, que secretam toxinas. Os cnidocistos ejetam um filamento que entra na pele humana ou em uma presa. Eles disparam esse filamento a partir de diferentes estímulos mecânicos e químicos. Alguns têm toxinas bem potentes. Após a queimadura o tratamento é voltado para aliviar os efeitos locais do veneno, com o intuito de evitar novas descargas de cnidocistos e controlar reações como choque anafilático. Nos casos mais graves, busca-se a estabilização e a manutenção das funções vitais.

– Apesar de haver diferenças entre as espécies, há consenso sobre os analgésicos orais e tópicos, uso de água quente ou compressa de gelo para aliviar a dor, além de passar vinagre de uso doméstico para evitar que outros cnidocistos dos tentáculos das caravelas, que por ventura ficaram grudados na pele do banhista, continuem a descarregar suas toxinas.

– Recomenda-se jamais passar álcool ou água doce sobre a pele, assim como pressionar com bandagem, porque isso aumentaria a descarga dos cnidocistos que ainda não dispararam..

– A caravela portuguesa Physalia physalis é conhecida popularmente em inglês como “portuguese man of war”. Ela tem um corpo que parece um barco com multitentáculos. Assim, flutua na superfície do oceano com o soprar dos ventos. Mesmo quando é encontrada na areia, como foi o caso da menina no Leblon, ainda é capaz de gerar queimaduras. Distribuída em todo o mundo, a espécie é responsável por um grande número de acidentes, com casos fatais. As espécies de Physalia são frequentemente encontradas em águas quentes e temperadas.

– Entre os sintomas da queimadura de Physalia physalis, estão: dor instantânea, edema intradérmico nas áreas que têm contato com os tentáculos. As lesões podem evoluir para necrose em 24 horas, com consequentes cicatrizes. Há ainda os sintomas sistêmicos, que são geralmente gastrointestinais (como dor abdominal, náuseas e vômitos) e/ou os musculares (espasmos e dor). O envenenamento pode gerar ainda: dor de cabeça, sonolência, desmaio, e síndromes cardiorespiratórias.

– Os primeiros socorros quando se é queimado por P. physalis ainda são controversos, mas o tratamento mais eficaz para aliviar a dor é a remoção de fragmentos de tentáculos que fiquem na vítima. Alguns estudos indicam que, após a remoção, deve-se fazer uma imersão da pele em água quente (45° C). Outro estudo confirmou isso quando conseguiu alívio mais rápido da dor das vítimas que tomaram banho quente em relação às que foram tratadas com compressas de gelo. Já um terceiro estudo sugere que as compressas de gelo são mais eficazes para aliviar a dor.

– Há consenso que o vinagre, além de estancar a descarga dos cnidocistos proporciona alívio da dor. Há também medicamentos que podem ser usados, que devem ser prescritos pela equipe médica.

Redação Projeto Coral Vivo, com informações do National Center for Biotechnology Information. Crédito da imagem: Nat Geo.

– See more at: http://coralvivo.org.br/noticias/como-proceder-com-queimaduras-de-caravela-portuguesa/#sthash.Hj6vg3Iv.dpuf

Sobre danipeternel

A mãe mais felizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz :) "Três coisas agradeço a Deus todos os dias de minha vida:o ter-me permitido o conhecimento de sua obra,o haver acendido a lâmpada da fé na minha treva material e o ter-me dado outra vida a esperar depois desta". (Frei Anselmo)

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