Arquivo mensal: janeiro 2015

10 coisas que toda mãe deveria fazer para a rotina de volta às aulas…

Padrão

Ter uma rotina de volta às aulas pode ser o segredo de um ano letivo de sucesso para seus filhos.

girassois

Volta às aulas pode parecer um momento de muita alegria para as mães, mas se pensarmos na loucura que é fazer os filhos terem uma rotina pela manhã, chega a dar um mini desespero. Eu juro que estou tentando aplicar todas as dicas, mas não é mole não. Para lidar com as crianças ao acordar tem que ter disposição – e muita!

#1 calcular quanto tempo as crianças gastam em cada atividade para ver qual o melhor horário para acordá-las: Antes de as aulas começarem, cronometre quanto tempo seu filho gasta para despertar, se lavar, se trocar, tomar o café e se aprontar. Com base nesse cálculo, você vai saber quanto tempo seu filho precisa para ficar pronto. Assim, você evita atrasos e iniciar o dia sob pressão.

#2 dormir e acordar na hora da escola uma semana antes: Sabendo o melhor horário de seu filho acordar, o esquema agora é buscar acordá-lo no horário uma semana antes, que para o corpo se acostumar à rotina. É muito comum as crianças ficarem sonolentas na primeira semana de aula, e acabem achando tudo chato. Mas se já estiver desperta, acordada, ela pode aproveitar tudo desde o início, e a escola acaba ficando com outros ares.

#3 organizar material, mochila, uniforme e lancheira na noite anterior: Se vocês deixarem para arrumar tudo antes de sair, a correria será grande. Desta forma, na noite anterior, já separe o uniforme, deixe a mala em ordem, lição feita, e arrume a lancheira. Ter um lugar específico na casa para esses itens, facilita a organização. Um cantinho para o material, um cabide para o uniforme e um cesto ou caixa na cozinha com as coisas que podem ir para a lancheira. A única coisa que fica para a última hora é algum alimento que está na geladeira.

#4 criar uma tabela mostrando o que a criança deve fazer todas as manhãs: Muitas vezes as crianças se perdem porque não sabem o que devem fazer. Uma tabela, um desenho simples, com a sequência de coisas que a criança deve fazer ajuda-a a compreender a rotina. Com isso gravado, os atrasos perderão a vez.

#5 deixar a mesa de café no jeito: Acordar cedo e ainda ter que preparar o café parece coisa de propaganda de cereal matinal. Mas é mais questão de hábito do que sonho. Deixando a cozinha limpa, a mesa posta, os itens de café da manhã num mesmo armário ou bandeja na noite anterior, ajuda bastante. Se a pia estiver suja, com louça, você já vai começar seu dia com a sensação de que está tudo bagunçado. Com a cozinha em ordem e adiantada, a sensação é que o dia começou bem. E tem tudo para continuar assim.

#6 acordar e se arrumar antes das crianças: De nada adianta acordar as crianças com tempo, se você ainda precisar se arrumar. E começar o dia se arrumando na correria, com criança no pé, é péssimo. A roupa sai amassada, a maquiagem borrada, o pé de sapato trocado. Troque 20 minutos do seu sono por 20 minutos de paz para se ajeitar. Você não vai se arrepender.

#7 acordar as crianças carinhosamente: “Quenhé” que não fica de bom humor se acordado com beijinhos? Mas no corre-corre do dia a dia,  a gente vai no automático, e o beijinho vira um “levanta logo que estamos atrasado”. Uma música, uma fresta da janela aberta, o jeito que deixar seu filho mais feliz. Filho feliz resulta em mãe disposta.

#8 colocar as crianças mais cedo na cama: E não é preciso forçar ninguém a dormir. Só o fato de estar no quarto, lendo um livro, batendo papo, separando o uniforme, já vai dando recado para o corpo que é hora de dormir. Com tempo, seu filho acostuma e acaba caindo no sono mais cedo. Mas não tem lógica ir para o quarto ver tv, ficar no tablet, brincando. Atividades estimulantes devem ficar do lado de fora.

#9 depois de acordar, ir dando as ordem de uma em uma: Lembra-se da tabela? Além dela, é legal os pais irem “cantando a bola” do que deve ser feito. No início é uma frase, como “agora você deve escovar os dentes”, que vai se encurtando para “hora de escovar”, que vira um “agora é hora de…?”. Assim, a criança pega o jeito da rotina, cria autonomia, e você vai economizando saliva.

#10 evitar gritos e broncas: Não é legal se começar o dia de forma negativa. Se de manhã sua paciência estiver no limite, imagine no fim do dia? Por você, seu bem-estar, evite as energias negativas. Leve na brincadeira, ria. Seja firme, se precisar, sem ser rude. Seu dia vai começar melhor, você se sentirá bem ao lidar com os perrengues de outra forma.

Agora é só deixar a rotina de volta às aulas contagiar durante o ano todo!

FONTE: BLOG DIIIRCE

Como proceder com queimaduras de caravela Portuguesa

Padrão

Na semana passada, dia 16 de janeiro, uma menina com menos de 2 anos foi queimada em várias partes do corpo por uma caravela portuguesa (Physalia physalis) na praia do Leblon, no Rio de Janeiro. Ela estava curtindo a espuminha das ondas com o pai, até que começou a gritar. A história se tornou pública esta semana, quando a mãe resolveu compartilhar em seu perfil no Facebook. Você saberia como proceder se isso estivesse acontecendo com uma pessoa perto de você? A toxina dessa espécie é muito dolorosa e em alguns casos a lesão pode ser fatal.

carabela portuguesa

A seguir, alguns procedimentos indicados pelo National Center for Biotechnology Information (NCBI), que reúne estudos de ciência e saúde:

– Todos os cnidários como as águas vivas possuem umas organelas chamadas cnidocistos, que secretam toxinas. Os cnidocistos ejetam um filamento que entra na pele humana ou em uma presa. Eles disparam esse filamento a partir de diferentes estímulos mecânicos e químicos. Alguns têm toxinas bem potentes. Após a queimadura o tratamento é voltado para aliviar os efeitos locais do veneno, com o intuito de evitar novas descargas de cnidocistos e controlar reações como choque anafilático. Nos casos mais graves, busca-se a estabilização e a manutenção das funções vitais.

– Apesar de haver diferenças entre as espécies, há consenso sobre os analgésicos orais e tópicos, uso de água quente ou compressa de gelo para aliviar a dor, além de passar vinagre de uso doméstico para evitar que outros cnidocistos dos tentáculos das caravelas, que por ventura ficaram grudados na pele do banhista, continuem a descarregar suas toxinas.

– Recomenda-se jamais passar álcool ou água doce sobre a pele, assim como pressionar com bandagem, porque isso aumentaria a descarga dos cnidocistos que ainda não dispararam..

– A caravela portuguesa Physalia physalis é conhecida popularmente em inglês como “portuguese man of war”. Ela tem um corpo que parece um barco com multitentáculos. Assim, flutua na superfície do oceano com o soprar dos ventos. Mesmo quando é encontrada na areia, como foi o caso da menina no Leblon, ainda é capaz de gerar queimaduras. Distribuída em todo o mundo, a espécie é responsável por um grande número de acidentes, com casos fatais. As espécies de Physalia são frequentemente encontradas em águas quentes e temperadas.

– Entre os sintomas da queimadura de Physalia physalis, estão: dor instantânea, edema intradérmico nas áreas que têm contato com os tentáculos. As lesões podem evoluir para necrose em 24 horas, com consequentes cicatrizes. Há ainda os sintomas sistêmicos, que são geralmente gastrointestinais (como dor abdominal, náuseas e vômitos) e/ou os musculares (espasmos e dor). O envenenamento pode gerar ainda: dor de cabeça, sonolência, desmaio, e síndromes cardiorespiratórias.

– Os primeiros socorros quando se é queimado por P. physalis ainda são controversos, mas o tratamento mais eficaz para aliviar a dor é a remoção de fragmentos de tentáculos que fiquem na vítima. Alguns estudos indicam que, após a remoção, deve-se fazer uma imersão da pele em água quente (45° C). Outro estudo confirmou isso quando conseguiu alívio mais rápido da dor das vítimas que tomaram banho quente em relação às que foram tratadas com compressas de gelo. Já um terceiro estudo sugere que as compressas de gelo são mais eficazes para aliviar a dor.

– Há consenso que o vinagre, além de estancar a descarga dos cnidocistos proporciona alívio da dor. Há também medicamentos que podem ser usados, que devem ser prescritos pela equipe médica.

Redação Projeto Coral Vivo, com informações do National Center for Biotechnology Information. Crédito da imagem: Nat Geo.

– See more at: http://coralvivo.org.br/noticias/como-proceder-com-queimaduras-de-caravela-portuguesa/#sthash.Hj6vg3Iv.dpuf

NÃO É AUTISMO, É IPAD!

Padrão

A fonoaudióloga Maria Lúcia Novaes Menezes está preocupada com um fenômeno que tem percebido nos últimos tempos: o aumento do número de crianças muito novas – de dois ou três anos – usando tablets.

Profissional com mais de 30 anos de experiência, a doutora tem atendido, em seu consultório no Rio de Janeiro, inúmeros casos em que os pais chegam a suspeitar que os filhos são autistas, sem perceber que o uso prolongado de tablets, joguinhos eletrônicos e celulares é que está dificultando o desenvolvimento da comunicação das crianças.

crianca-tecnologia-tablet
Fiz uma breve entrevista com a doutora Maria Lúcia Novaes Menezes. Aqui vai a conversa:

A senhora disse estar assustada com o número de pais que deixam filhos pequenos – crianças de dois ou três anos – usarem tablets. Isso tem aumentado nos últimos tempos?

A cada ano percebe-se que aumenta o número de crianças com menos de três anos de idade fazendo uso de tablets. Podemos observar, nos shoppings, bebês com tablets pendurados nos carrinhos. Isso tem prejudicado o desenvolvimento da linguagem e, principalmente, da socialização.

Quais as consequências que a senhora tem percebido nas crianças?

Se considerarmos que, nos primeiros três anos de vida da criança o desenvolvimento da cognição social se dá através do desenvolvimento da intersubjetividade, ou seja, que as diferentes fases da interação da criança com seus pais e cuidadores se dão através de compartilhar experiências e do olhar da criança para o outro, a utilização do tablet impede estas ações.

O tablet, utilizado por longo tempo, retira do contexto da criança esse contato fundamental para a socialização, causando um prejuízo no desenvolvimento das habilidades humanas que dependem da socialização, do envolvimento com o outro, prejudicando o desenvolvimento da socialização e do aprendizado que depende de experiências com o mundo à sua volta.

A senhora mencionou que alguns pais a procuram para tratar de supostos problemas de comunicação das crianças, sem perceber que o uso do tablet é uma das principais razões para isso.

O que tenho observado, principalmente no último ano de clínica, é que o uso do tablet e outros eletrônicos está cada vez mais tomando o lugar da interação entre as crianças e seus pais e o brincar no contexto familiar. Os pais passam muito tempo no trabalho, chegam em casa cansados e, quando os filhos querem assistir desenhos e joguinhos no tablet, eles liberam, em vez de tentar conversar ou brincar.

Como conseqüência, se a criança tem alguma dificuldade para adquirir a linguagem e a socialização, essa pouca comunicação com os pais poderá desencadear esse déficit. Talvez, em um contexto familiar onde fosse mais estimulado a se comunicar e brincar, essa dificuldade não aparecesse de forma tão acentuada. Essa hipótese surgiu da minha prática clínica, onde na entrevista com os pais eles relatam o uso de tablets, jogos no celular e DVD. Tem acontecido com freqüência que a observação dos pais da forma que interagimos e brincamos com a criança no set terapêutico e como, aos poucos, seu filho vai começando ou expandindo a sua comunicação e o interesse em brincar, eles mudam a dinâmica com seus filhos no contexto familiar, a comunicação verbal e social da criança começa a expandir, os pais ficam mais tranqüilos e mais próximos dos filhos, e a criança, tendo a companhia do pai ou da mãe, passa a se interessar mais pelos brinquedos e em brincar e diminui o interesse pelo tablet, DVDs e joguinhos nos celular.

A senhora mencionou casos em que os pais suspeitavam ter um filho autista, mas o problema da criança se resumia a uso prolongado de novas tecnologias.

No ano de 2014 atendi crianças com idade em torno de dois anos, trazidas com queixa de comunicação social e desenvolvimento da fala, os pais suspeitando de autismo. Mas, ao mudar a dinâmica familiar, essas crianças apresentaram uma mudança muito grande na sua comunicação social e verbal.

O que os pais devem fazer para evitar problemas desse tipo, numa época em que os tablets estão em todos os lugares?

Sei que é difícil ir contra o sistema e penso que a criança deve ser cobrada pelos amiguinhos para ter e usar um tablet. O que talvez auxiliasse a romper com o hábito dos joguinhos eletrônicos e tablets seria restringir ao máximo possível o uso do tablet. Talvez a melhor forma de se conseguir é dando mais atenção ao filho através de conversas, do brincar, e utilizar mais jogos não eletrônicos e mais interativos.

Currículo de Maria Lúcia Novaes Menezes

Fonoaudióloga formada em 1984 pela Faculdades Integradas Estácio de Sá, mestre em Distúrbios da Comunicação, em 1993, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com cursos na New York University reconhecidos e creditados neste mestrado e doutora em Saúde da Criança e da Mulher pela Fundação Oswaldo Cruz (2003). Aposentada da FIOCRUZ em 2014, mas ainda permanecendo como orientadora do projeto de pesquisa do Ambulatório de Fonoaudiologia Especializado em Linguagem / AFEL. Atua como fonoaudióloga na clínica em avaliação e diagnóstico dos distúrbios da linguagem e orientação aos pais. Autora da escala de Avaliação do Desenvolvimento da Linguagem, idealizado, padronizado e validado no Brasil para avaliar o desenvolvimento da linguagem da criança brasileira.