Arquivo mensal: setembro 2014

Qual é a quantidade certa de nutrientes que as crianças precisam?

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Aprenda, de maneira simples, a distribuir os alimentos essenciais nas refeições do seu filho. Confiram a tabela:

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* Quantidade por dia / ** Quantidade por refeição
Fonte: Adaptado de Vítolo 2008; SBP 2009

Alimento
Pré-escolar
(2 a 5 anos)
Escolar
(6 a 10 anos)
Leite * 450 a 600 ml 450 a 600 ml
Cereais 3 x dia: pão francês ou biscoito** 1/2 a 1 unidade ou 2 a 4 unidades 1 unidade ou 4 a 6 unidades
Fruta * 3 porções pequenas 3 porções médias
Suco de fruta * 1 a 2 copos pequenos 1 a 2 copos pequenos
Arroz ** 2 a 3 colheres de sopa 4 a 6 colheres de sopa
Leguminosas ** 1 concha pequena 1 concha grande
Carne ** 2 a 3 colheres de sopa 5 colheres de sopa ou 1 bife
Legumes ** 2 colheres de sopa 3 a 4 colheres de sopa
Legume ou verdura crua ou cozida ** 1 a 2 folhas ou 1 a 2 colheres de sopa 4 folhas ou 2 colheres de sopa
Ovo 2 a 3 unidades por semana 2 a 3 unidades por semana
Achocolatado ou açúcar de adição * 1 colher de sopa 1 colher de sopa
Água * 1/2 a 1 litro 1 a 1/2 litros

FONTE: REVISTA CRESCER

Slow Parenting – é hora de desacelerar a criação dos filhos!

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Vira e mexe surgem umas “modas”, movimentos, tendências, e em se tratando de criar filhos não poderia ser diferente. De uns tempo para cá, um termo que tenho ouvido cada vez mais e que, também, tem chamado cada vez mais a minha atenção é o Slow Parenting. Inicialmente, ouvia e não sabia do que se tratava, mas aí li uma matéria bem bacana e completa na Revista Crescer (pena que não guardei o número da edição!) e aí fiquei mais interessada ainda pelo assunto.

Basicamente, colocando as coisas de forma bem simples, o Slow Parenting prega que não devemos apressar as coisas em se tratando de criação e educação dos filhos, que temos que desacelerar a sua rotina e permitir que as coisas aconteçam no seu tempo e que isso, inclusive,  segundo especialistas, resulta em crianças com mais iniciativa.

A verdade é que vivemos uma “onda” na qual os pais querem, a todo custo, criar, desde muito cedo, crianças “super poderosas”, inteligentes, desenvolvidas e preparadas para a vida e até para os desafios profissionais. Então, ainda bem bebezucos, eles são estimulados (quase forçados, em alguns casos) a sentar, engatinhar, andar, falar e, logo depois, um pouquinho mais velhos, já são colocados em aula de Inglês, Mandarim, esportes e até programação (sim, aula em que crianças muito muito novinhas aprendem a linguagem da programação de computadores. Não lembro onde vi isso, mas tem um país onde isso já entrou até na grade curricular).

E tudo isso para quê? Para preparar os pequenos para esse mundo super competitivo no qual a gente vive, que parece sempre uma eterna luta e corrida, e no qual os nossos filhos não podem ficar para trás.

Mas, antes de mais nada, criança é criança. Ponto! Criança tem que brincar, se divertir, não ter cargas e cobranças em cima dela. Ela tem que ter espaço e incentivo para se desenvolver, mas no tempo dela, sem pressa, sem pressão, sem obrigação, se não, a infância, talvez o único período da vida em que não somos mortalmente cobrados (ou não deveríamos ser) acaba sendo jogada no lixo.

Sou contra estimular a criança a desenvolver seu potencial? Não, claro que não. Pelo contrário, acho que todas as crianças devem receber incentivos para isso, mas aqui falo de ajudar a criança a desenvolver aquilo que é natural para ela, que está dentro do seu “timing” próprio, sem correria, sem pressa, sem pressão, sem colocar o carro na frente dos bois. E no meu entendimento, é exatamente isso que o Slow Parenting prega.

Quando o Leo era bem bebezinho, tinha um mês, mais ou menos, eu perguntei, num grupo de discussão do qual participava, que brincadeiras eu poderia fazer com ele para ajudar no seu desenvolvimento. Nessa fase, de recém mãe, eu ainda sentia que fazia parte do meu papel (quase uma obrigação) estimular o Leo, ajudá-lo a se desenvolver, aprender, crescer, partir o quanto antes para a próxima fase. Mas gente do céu! Ele tinha um mês! Como assim eu estava preocupada com estítulos e desenvolvimento/aprendizado? Doidinha!

Depois, com o passar dos meses, eu fui relaxando, achando/sentindo que não precisava, a toda hora, fazer algo para estimular ou ensinar o meu bebê. E lembro que quando ele estava na fase de engatinhar e andar, ouvi milhares de questionamentos, dicas e pitacos, de gente que achava que eu devia começar a estimular o Leo nesses aprendizados, já que ele estava “atrasadinho”. Ouvi coisas como: você deve colocar uma toalha sob os bracinhos dele e segurar as pontas, assim ele anda mais fácil; você deve colocar os pezinhos dele sobre os seus, segurar nas nãos, e aí andar para ele ver como é; você deve usar andador; e por aí foi (e isso só para andar, fora o resto!).

Quando eu ouvia tudo isso e não fazia nada, porque simplesmente eu achava que não tinha que fazer (era mais que achar, era como se eu sentisse que aquilo era desnecessário), eu até me questionava se não estava dando uma de mãe preguiçosa e acomodada enquanto outras mães eram super mães e “ajudavam” seus filhos nesses desafios. Mas essa dúvida só perdurou até eu ler essa matéria da Crescer, sobre Slow Parenting, que justamente diz “no rush”, sem pressão, sem cobranças, sem estímulos exacerbados. A criança vai fazer as coisas no seu tempo e precisa de espaço e liberdade para atingir os marcos quando for a hora DELA atingir esses marcos.

Depois disso, relaxei. Vi que, sem saber, eu já era uma adepta do tal do Slow Parenting e me sentia muito confortável com ele. Afinal, eu achava que não cabia eu passar o dia pensando em coisas para desenvolver meu filho, estimulá-lo, ensiná-lo. Cabia eu estar ao lado dele para brincar, conversar, cantar e me divertir. Assim como ele se divertia também. E, claro, propiciar as condições naturais para que ele se desenvolvesse por si só, fazer coisas como, por exemplo, deixá-lo solto no chão para engatinhar ou andar quando assim estivesse pronto (e manter o ambiente seguro para isso).

Sei que o Leo terá bastante tempo para aprender tudo que a vida irá cobrar dele. Assim como o Caê também terá. E que agora é hora de relaxar e ser feliz. Afinal, a gente só é criança uma vez na vida. E por pouco tempo. Muito pouco tempo.

FONTE DO BLOG – MACETES DE MÃE

Sujeira durante brincadeira é benéfica à saúde

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Alguns pais não suportam observar as crianças brincando na areia, descalças, levando objetos que caíram no chão à boca, enfim, temem que a sujeira possa gerar uma série de doenças. Pesquisas, porém, colocam em cheque esses temores.

Segundo a pediatra e imunologista Fátima Rodrigues Fernandes, do Hospital Infantil Sabará, o contato com alguns microorganismos é importante porque ensina o sistema imunológico, ainda em fase de desenvolvimento, a funcionar corretamente. “É dessa forma que o organismo cria anticorpos e melhora a sua resistência para quando tiver de enfrentar uma infecção mais complexa. Além disso, o organismo tem capacidade para lidar com germes, bactérias e microorganismos presentes no meio ambiente. Não devemos subestimá-lo”, esclarece a especialista.

Apresentada pelo médico inglês David Strachan, em 1989, a Teoria da Higiene também sugere a hipótese de que crianças que vivem em ambientes extremamente limpos e estéreis são mais propensas a desenvolver algumas doenças, como as alergias, por exemplo.

De acordo com a pediatra do Hospital Infantil Sabará,  no momento do nascimento, o bebê conta principalmente com os anticorpos que recebeu de sua mãe durante a gestação. “Com o passar dos meses, ele progressivamente perde esses anticorpos, e por volta do nono mês de vida já não pode contar com esta proteção”, detalha.

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Por outro lado, progressivamente o bebê começa a ter contato com os diferentes agentes infecciosos presentes no meio ambiente e passa a formar seus próprios anticorpos. Os pais devem saber que neste período as crianças podem desenvolver infecções recorrentes, principalmente as viroses que comprometem o sistema respiratório. Mas com o amadurecimento das diversas funções do sistema imunológico, estas infecções ficam menos frequentes.

Mas será que existe uma forma de fortalecer a imunidade das crianças? Além do leite materno, uma alimentação saudável é essencial para prover as necessidades de ferro, vitaminas e oligoelementos que são necessários para o bom funcionamento do sistema imunológico. As vacinas também propiciam a imunidade para diversos agentes infecciosos sem os riscos da doença e devem ser administradas nas idades recomendadas.

Por outro lado, o desenvolvimento natural e progressivo do sistema imunológico faz com que paulatinamente as crianças fiquem mais resistentes às infecções. O importante, segundo os pediatras, é criar condições para que este desenvolvimento aconteça. Por isso, as crianças devem ter contato com a natureza desde que aprendam a importância de se lavar as mãos após essas atividades, antes de comer, após usar o banheiro, quando chegar em casa.

MÃES MÁS!

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Um dia quando o meu filho for crescido o suficiente para entender a lógica que motiva um pai, eu hei de dizer-lhe:

Eu te amei o suficiente para ter perguntado: onde vais, com quem vais, e a que horas regressarás a casa.

Eu te amei o suficiente para ter insistido que juntasses o teu dinheiro e comprasses uma bicicleta para ti, mesmo que eu tenha tido hipótese de comprá-la para ti.

Eu te amei o suficiente para ter ficado em silêncio e deixar-te descobrir que o teu novo amigo não era boa companhia.

Eu te amei o suficiente para te fazer pagar a bala que tiraste da mercearia, e dizeres ao senhor: “Eu peguei isto ontem e queria pagar”.

Eu te amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de ti 2 horas, enquanto limpavas o teu quarto; tarefa que eu teria realizado em 15 minutos.

Eu te amei o suficiente para te deixar ver: fúria, desapontamento e lágrimas nos meus olhos.

Eu te amei o suficiente para te deixar assumir a responsabilidade das tuas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo eu te amei o suficiente para te dizer não quando eu sabia que me irias odiar por isso. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci, porque no final vocês venceram também.

E qualquer dia, quando os teus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais, tu vais lhes dizer quando eles te perguntarem se a tua mãe era má… “que sim, era má, era a mãe mais má do mundo”.

As outras crianças comiam doces pela manhã,mas nós tinhamos de comer cereais, ovos e torradas.

As outras crianças ao almoço bebiam Pepsi e comiam batatas fritas, mas nós tínhamos de comer carne, legumes e frutas.

E, não vais acreditar, a nossa mãe obrigava-nos a jantar à mesa, bem diferente das outras mães também.

A nossa mãe insistia em saber onde nós estávamos a todas as horas. Era quase uma prisão.

Ela tinha de saber quem eram os nossos amigos, e o que nós fazíamos com eles.

Ela insistia que lhe disséssemos que íamos sair por uma hora, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.

Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violou as leis de trabalho infantil. Nós tínhamos de lavar a louça, fazer nossas camas, lavar nossa roupa, aprender a cozinhar, aspirar o chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis.

Eu acho que ela nem dormia à noite a pensar em coisas para nos mandar fazer.

Ela insistia sempre conosco para lhe dizermos a verdade, e apenas a verdade. Na altura em que éramos adolescentes, ela conseguia ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata.

A mãe não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para nós descermos.Tinham de subir, bater à porta para ela os conhecer.

Enquanto toda a gente podia sair à noite com 12, 13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16.

Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência. Nenhum de nós, nenhuma vez esteve envolvido em roubos, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos ou advertidos por crime nenhum. Foi tudo por causa dela.

Agora que já saímos de casa, nós somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor, para sermos “maus pais”, tal como a nossa mãe foi.

Eu acho que este é um das males do mundo de hoje:

Não há suficientes Mães Más.

(Por Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra)

25 maneiras de perguntar à seus filhos “Como foi a escola hoje?” e obter respostas!

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Oi, meninas!

Esses dias, conversando com uma amiga, ela me perguntou se meus filhos contavam o que havia acontecido na escola, porque a filha dela não contava nada! Parei para pensar e, realmente, quando pergunto “Como foi a escola hoje?”, o máximo que eles me falam é “legal”!

Essa mesma amiga me mandou um artigo do site Huffington Post e não pude deixar de compartilhá-lo com vocês (fiz uma tradução livre). São perguntas simples e que podem ser muito melhores e eficazes do que um simples “Como foi a escola hoje”!

A autora, Liz Evans, também sentia essa dificuldade de obter respostas e ela fez esta lista de perguntas, e a cada dia faz algumas delas. Claro que vocês não vão fazer 25 perguntas para os seus filhos no mesmo dia, senão eles vão ficar exaustos! Rsrs! Mas achei super bacana e as perguntas fáceis de responder!

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Vamos à lista:

1) Qual foi a melhor coisa que aconteceu na escola hoje? (Qual foi a pior coisa que aconteceu na escolahoje?)

2) Me conte algo que fez você rir hoje.

3) Se você pudesse escolher, com quem você gostaria de se sentar junto na sala de aula? (E com quem você não quer se sentar na sala de aula e por quê?)

4) Qual é o lugar mais legal da escola?

5) Diga-me uma palavra estranha que você ouviu hoje. (Ou algo estranho que alguém disse.)

6) Se eu ligasse para o(a) seu(sua) professor(a) hoje à noite, o que ele(a) me contaria sobre você?

7) Você ajudou alguém hoje? Como?

8) Alguém ajudou você hoje? Como?

9) Me conte uma coisa que você aprendeu hoje.

10) Em que momento você ficou mais feliz na escola?

11) Em que momento você ficou mais entediado na escola?

12) Se uma nave alienígena fosse até sua classe e puxasse alguém pra cima, quem você gostaria que fosse escolhido?

13) Com quem você gostaria de brincar no recreio que nunca brincou antes?

14) Diga-me uma coisa boa que aconteceu hoje.

15) Qual palavra o(a) professor(a) mais falou hoje?

16) O que você acha que deve fazer/aprender mais na escola?

17) O que você acha que deve fazer/aprender menos na escola?

18) Quem na sua classe que você acha que poderia ser melhor?

19) Onde você brinca menos no recreio?

20) Quem é a pessoa mais engraçada de sua classe? Por que é que ele(a) é tão engraçado(a)?

21) Qual foi a sua parte favorita do almoço?

22) Se você tiver que ser o(a) seu(sua) professor(a) amanhã, o que você faria?

23) Existe alguém na sua classe que precisa de um castigo?

24) Se você pudesse trocar de lugar com qualquer pessoa da sua classe, com quem você trocaria? Por quê?

25) Diga-me mais ou menos três vezes diferentes que você usou seu lápis hoje na escola.

Ela conta no artigo, que as respostas têm sido surpreendentes, principalmente nos itens, 12, 15 e 21. Na pergunta 3, ela se admirou ao saber que, muitas vezes, eles não querem sentar-se ao lado do “melhor amigo”.

Testem essas perguntas na casa de vocês e depois volte para nos contar os resultados!

FONTE: BLOG JUST REAL MOMS