Arquivo mensal: julho 2014

Autismo – Sinais de Alerta!

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Cada criança é diferente e cada uma se desenvolve no seu próprio ritmo. No entanto, há metas específicas de desenvolvimento que todas as crianças devem ter atingindo em idades determinadas. Se o seu filho não está cumprindo os marcos, ou você está preocupado com seu desenvolvimento, não espere! Converse com o médico.

Autismo

Leia a seguir alguns sinais de alerta. Considere falar com o médico se seu filho:

– Aos 2 meses:
Não responde a sons altos
Não acompanha os objetos conforme se movem
Não sorri para as pessoas
Não leva suas mãos à boca

– Aos 4 meses:
Não acompanha os objetos conforme se movem
Não sorri para as pessoas
Não consegue segurar sua cabeça firme
Não faz sons
Não leva as coisas à boca
Não empurra para baixo as pernas quando os pés são colocados sobre uma superfície dura
Tem dificuldade para mover um ou ambos os olhos em todas as direções

– Aos 6 meses:
Não tenta pegar as coisas
Não mostra afeição por cuidadores
Não responde aos sons ao seu redor
Não faz sons de vogais (eh, ah, oh)
Não ri
Parece dura ou muito mole

– Aos 9 meses:
Não olha para onde você aponta
Não responde a seu próprio nome
Não balbucia (mama, papa)
Não parece reconhecer as pessoas familiarizadas
Não senta-se com a ajuda
Não suporta o peso sobre as pernas, com o apoio
Não transfere brinquedos de uma mão para a outra

– Aos 12 meses:
Não aponta para coisas
Não aprende gestos como acenar adeus, ou balançar a cabeça para sim ou não
Não procura coisas que ela vê você esconder
Não diz palavras simples, como mama, dada, suco, tchau
Não engatinha
Perde habilidades que ele já teve

– Aos 18 meses:
Não aponta para mostrar as coisas para os outros
Não sabe para o que as coisas familiares (copo, colher, telefone) são usadas
Não imita ou copia os outros
Não tem pelo menos seis palavras em seu vocabulário
Não aprende novas palavras
Não percebe ou reage quando um cuidador o deixa e retorna
Não ande
Perde habilidades que já teve

– Aos 2 anos
Não usa frases de 2 palavras (mãe colo, quero leite)
Não imite ações e palavras
Não siga instruções simples
Não caminhe firmemente
Perde habilidades que já teve

– Aos 3 anos
Não tem discurso claro ou baba muito
Não fala sentenças completas
Não segue instruções simples
Não consegue brincar com brinquedos simples (quebra-cabeças simples, por exemplo)
Mostra pouco interesse em brinquedos
Não quer brincar com outras crianças
Não brinca de “faz-de conta”
Não faz contato visual
Cai muitas vezes ou tem dificuldade em escadas
Perde habilidades que já teve

– Aos 4 anos:
Ignora as outras crianças
Não responde a pessoas de fora da família
Não mostra nenhum interesse em jogos de “faz-de-conta”
Não consegue recontar uma história favorita
Não segue as instruções
Não usa “você” e “eu” corretamente
Não entende o que é “igual” e “diferente”
Discurso confuso
Não rabisca ou tem dificuldade para rabiscar com um lápis
Perde habilidades que já teve

– Aos 5 anos:
Não mostra uma ampla gama de emoções
Mostra comportamentos extremos
É extraordinariamente não ativo em situações sociais
Facilmente se distrai e tem dificuldade para se concentrar em uma atividade por mais de cinco minutos
Não responde a pessoas ou responde apenas superficialmente
Não pode dizer a diferença entre o real e o faz de conta
Não participa de uma grande variedade de jogos e atividades
Não consegue dizer seu nome e sobrenome
Não usa plurais, pronomes ou passado corretamente
Não fala sobre as atividades diárias
Não pode fazer as atividades diárias sem ajuda (escovar os dentes, lavar e secar as mãos, ou se despir)

– Crianças mais velhas, adolescentes e adultos:
Habilidades sociais deficientes
Evita contato com os olhos
Aderência rígida às atividades diárias
Interesses incomuns ou comportamentos obsessivos/repetitivos
Sendo altamente sensível ou pouco responsivo ao som, luz ou toque

Original aqui (inglês)

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Aprendendo com as crianças!

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Alfabetizar é uma das coisas mais maravilhosas que existem!!! Aqueles que são da área sabem do que estou falando, pois quando a criança ganha o famoso “estalo” fica tão entusiasmada que nos transmite uma alegria inexplicável. Recebemos “doses de dopamina via contato com o aluno”, MARAVILHA!!!

Mas, na verdade, o tal “estalo” trata-se da transformação da informação em conhecimento.  Isso faz parte do plano de curso, tanto que o professor investe em várias estratégias que promovam este ato. Haja criatividade pois é jogo de bingo, música com determinadas palavras em destaque, caça palavras, jogo da palavra secreta, pular amarelinha sobre palavras estudadas e cada qual com suas cartas na manga. E é por isso que a aprendizagem se dá em espiral, o mesmo conteúdo tem que passar diversas vezes pelo aluno, porém de “forma camuflada”.

E tem aqueles que dizem que aprender não é repetir!!! Precisa repetir sim!!! Entretanto, cada indivíduo, num processo que só a ele compete, faz a junção daquilo que sabe (conhecimento prévio) com o que está sendo ofertado (interação com o meio) e a partir disso cria uma nova significação, um novo conhecimento. Uma nova ramificação nas espinhas dendríticas.  E no caso da alfabetização, uma decodificação do mundo letrado.

Uns por questões genéticas e ambientes mais privilegiados conseguem fazer esta decodificação mais cedo, começam a ler lá pelos 4, 5 anos, outros necessitam de mais estímulos e muitas vezes não se alfabetizam tão rapidamente assim, mas tudo é parte deste processo individual que acontece com o ser humano.

Das muitas cenas que acontecem no ambiente escolar, sempre há aquelas mais significativas, que nos causam impacto e por isso guardamos em nossas memórias. Lembro o caso de uma menina que precisou de muitos estímulos para que o tal “estalo” ocorresse. Hoje percebo que a ansiedade de aprender pode ser um fator que prejudica o aluno. Por exemplo: sabe aqueles filhos que os pais sonham em que passem em tal vestibular, em tal universidade, isso tudo vai criando uma ansiedade generalizada, uma expectativa do que ainda não aconteceu, mas ao mesmo tempo arremete subliminarmente o indivíduo a um estágio de tensão, uma ansiedade. E isso, pode acontecer no processo de alfabetização de algumas crianças, a expectativa da família é tanta que bloqueia a aprendizagem do indivíduo. Pois a ansiedade gera mais cortisol, um hormônio que desempenha papéis importantes no nosso organismo, porém em nível excessivo pode afetar o hipocampo, que é uma das áreas envolvidas no processo de aprendizagem.

Bem, mas no caso desta criança, quando a família baixou a tensão, ela se alfabetizou, o tal “estalo” aconteceu.  E a menina era uma gracinha, pequenina, sabem aquelas baixinhas invocadas, que não levam desaforo pra casa, pois é: numa segunda-feira qualquer, ela chegou eufórica com um caderninho na mão, repleto de palavras e disse: – Professora, eu acho que aprendi a ler!!!

Olhei pra ela, sentindo um orgulho muito grande pelo seu desempenho, pois quando temos amor pelo que fazemos, as conquistas de cada um que está no processo nos pertencem. É vibrar pelo bem estar do outro. Mas, antes que pudesse lhe dar aquele abraço caloroso e parabenizá-la, aconteceu algo que não consegui evitar, mas aconteceu…

Um colega, proficiente na leitura, leitor assíduo de várias revistas de destaque desde os 4 anos de idade (isso mesmo, ele tinha altas habilidades) olhou para ela e disse:

– Grande coisa você achar que aprendeu a ler, eu já faço isso desde os 4 anos de idade, sei ler tudo e sobre vários assuntos!!!

E não é que a baixinha era rápida na resposta:

– Aprendi a ler e agora posso ler tudo que você lê, posso saber tudo que você sabe, é só eu estudar todo dia!!!

Uiaaaaaa, e estas crianças precisam de professor pra quê??? Eu é quem aprendi!!!

Ahhh e nem pense que ficaram inimigos, muito pelo contrário, apenas externaram seus sentimentos e passou. Nós adultos é quem atribuímos juízo de valor aos fatos; crianças não, elas apenas dizem o que pensam no momento.

Mas esta pequena história foi por causa de uma reflexão que sempre faço nas aulas de pós: – Quem nos diz que somos ou não habilidosos em determinadas áreas?

E as conclusões sempre são pautadas em nós, nas exigências que fazemos para nossa pessoa, no esquecemos da valorização de pequenas conquistas que podem nos levar a grandes habilidades. Perdemos esta inocência de criança e esquecemos de nos vangloriar por cada pequeno passo conquistado, não no sentido de sermos exibicionistas, mas sim de reconhecer nosso valor, nosso esforço e principalmente nosso mérito por ter alcançado tal objetivo.

Como adultos traçamos metas, fazemos todo um arsenal de estratégias para conquistar certas habilidades, mas esquecemos de ser nosso próprio parâmetro, e essa foi a lição que a pequenina aluna recém alfabetizada nos mostra: – que através de nosso empenho podemos alcançar patamares tão altos quanto quaisquer outras pessoas! Tudo é uma questão de dedicação, de assumir um compromisso com sua própria pessoa.

POR ANA L. HENNEMANN DO BLOG: http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/

7 coisas que os pais precisam parar de fazer já…

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Mesmo sem perceber, você pode estar cometendo excessos que podem prejudicar a relação com o seu filho

Por Andressa Basilio – atualizada em 09/01/2014

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É claro que a gente sempre procura fazer o melhor para os nossos filhos. Só que, no meio do caminho, acabamos cometendo excessos que, muitas vezes, não são sequer percebidos a menos que seu filho chore ou reclame. Quer ver? Separamos sete coisas que você pode parar de fazer em 2014. E que tal começar já? É o que dizem: ano novo, vida nova. Para você e seu filho!

– Manter as mãos ocupadas
É muito legal postar os nossos momentos mais deliciosos das férias nas redes sociais. Ficar olhando o que os amigos estão fazendo, as últimas notícias, descobrir um app novo é igualmente interessante. Só não se esqueça de que, quando mais tempo você passa online, menos você consegue se dedicar à sua família. “É preciso se desconectar para se conectar com o que realmente importa. Os pais precisam dedicar horas do seu dia ao filho, não basta estar em casa. A convivência, as conversas, o jantar em família, os passeios marcam os bons momentos em família e, por isso, precisam ser priorizados”, acredita a psicóloga da USP Sylvia Van Enck, especialista em dependência tecnológica.

Por isso, procure usar a tecnologia ao seu favor e não contra você. Você pode acabar perdendo bons momentos do seu filho simplesmente porque não estava prestando atenção. Tenha as mãos livres para segurá-lo quando ele cair, ajudá-lo a andar de bicicleta sem rodinhas ou cozinhar junto com ele.

– Insistir na prática de esporte
Seu filho vive chorando para ir à natação? Não se dá bem com o futebol? Pediu para sair do tênis? Calma, não precisa ficar preocupada. Não é porque ele não está se adaptando bem que você precisa imediatamente achar outra atividade física. Pior ainda é forçá-lo a fazer o esporte, afinal, muito além da função de movimentar o corpo, atividades físicas devem trazer prazer a quem as pratica.

De acordo com o fisiologista do exercício Gerson Ferrari, da Unifesp, pressionar a criança à fazer atividade física pode gerar traumas e baixa autoestima. “Geralmente quando ela não gosta é porque não domina o esporte e, portanto, não está se desenvolvendo bem. Isso pode gerar vários problemas. Se a modalidade que ela pratica é feita em grupo, por exemplo, a criança com baixo desempenho corre o risco de ser julgada pelos amigos. Se for esporte individual, dificilmente ela encontrará motivação para superar os desafios”, conta o especialista.

Até os 10 anos, os especialistas defendem que as crianças devem experimentar vários tipos de atividades físicas, em vez de se ater a uma só. “Lembrando que pular corda, subir escada, dançar, brincar de esconde- esconde, tudo isso já conta como atividade física. Na infância, a melhor maneira de se movimentar é por meio de atividades lúdicas”, explica o fisiologista. Que tal levantar do e sofá e levar seu filho para dar um passeio no parque? Assim vocês dois se movimentam mais.

– Dar ordens e corrigir o tempo todo
“Arrume seu quarto”, “faça a lição”, “só uma colher de ervilha”… Crianças, como todas as outras pessoas, detestam ter alguém em seus pés. Como protesto, podem fazer caretas, manha ou, pior, começar a temer o pai de maneira a prejudicar sua espontaneidade.

“Muitos pais querem criar um filho à sua imagem e semelhança e acabam priorizando uma educação mais rígida. Nesses casos, as crianças podem ir para dois caminhos: ou ficam como robozinhos que fazem tudo o que os pais querem ou revoltam-se”, explica a psicopedagoga Ana Cássia Maturano.

A melhor maneira de evitar conflitos e pressões desnecessárias em casa é ensinando à criança a cooperar. Em vez de exigir que ele arrume tudo o que espalhou, você pode, por exemplo, explicar que teve um dia cansativo no trabalho e que qualquer ajuda seria ótima. Ensine também a importância das regras ao seu filho. Elas não existem para que você fique bravo com ele, e sim para que as relações entre todos sejam mais harmoniosas.

– Mentir quando achar necessário
“Como eu nasci?”, “Para onde se vai depois da morte?”, “Por que o céu é azul?”… é, pode ser que você se depare pela primeira vez com algumas questões difíceis como estas. Quando a hora chegar, lembre-se: diga sempre a verdade, como aconselha a psicopedagoga Ana Cássia Maturano: “Existem jeitos e jeitos de contar uma verdade. Você pode dizê-la, desde que respeite a capacidade de entendimento da criança. Uma pergunta como ‘para onde vai depois da morte’ pode ser respondida com ‘algumas religiões acreditam nisso, outras naquilo. Mas ninguém sabe essa resposta’”.

Lembre-se também que não é porque você é pai ou mãe que precisa saber de tudo, como as crianças costumam pensar. Por isso, não há motivo para constrangimento se não souber a resposta – e também você não precisa inventar alguma coisa rápida. Nesses casos, pai e filho podem pesquisar e aprender juntos.

– Culpar-se
Muitos pais se colocam nesse papel e acreditam que qualquer desvio de comportamento da criança (muitas vezes típicos da idade) aconteceram por falta de um olhar mais atencioso do cuidador. Pode até ser, mas jogar este peso nas costas pode fazer com que você abra exceções demais aos desejos do seu filho. “Muitos pais tentam recompensar sua ausência com bens materiais, o que pode resultar em crianças mimadas e com distorção do que é certo e errado. Nada pode substituir a convivência com os pais”, acredita o psicólogo Jorge Luís Ferreira Abraão, da Unesp.

A culpa deve servir apenas como gatilho para você repensar sua rotina e procurar fazer as coisas de uma maneira diferente. Se seu filho foi mal na escola, por exemplo, de nada adianta ficar apenas se lamentando. Em vez disso, tenha uma postura pró-ativa e veja maneiras de ajudá-lo a melhorar neste ano que está começando.

– Abastecer o armário de guloseimas
O médico pediu maior controle alimentar. Você decidiu esconder as delícias que estão na dispensa. Aí vai um aviso: isso não vai bastar para que os hábitos melhorem. Seu filho sabe muito bem que as bolachas recheadas que misteriosamente sumiram do armário de guloseimas estão pela casa, afinal, viu quando elas chegaram do supermercado. Isso significa que ele vai procurar pelo precioso pacote por todos os lugares da casa e, eventualmente quando encontrar, vai devorá-lo em menos de um minuto.

Para não correr esse risco, que tal evitar lotar a dispensa de industrializados? Em vez disso, procure abastecer a fruteira com diferentes e coloridos tipos de fruta. Assim, seu filho vai se sentir mais estimulado. Leve-o ao varejão ou supermercado para que se envolva na compra de alimentos mais saudável. Faça uma tarde de degustação. Todos esses novos hábitos vão ajudá-lo a ter vontade de experimentar mais.

– Pular o café da manhã
Se você é dessas pessoas que já começa o dia atrasado, joga qualquer coisinha para dentro do estômago e sai de casa, talvez seja a hora de repensar. Não se esqueça que as crianças aprendem o que veem. Será que elas estão fazendo uma refeição completa como dever ser a primeira do dia se elas só estão seguindo o seu exemplo?

“O café da manhã é importante para repor os nutrientes que foram absorvidos pelo organismo durante a noite e garantir que o corpo desempenhe suas funções adequadamente”, diz Paola B. Preusse, nutricionista infantil, pós-graduada pela Unifesp e autora do blog Maternidade Colorida. Além disso, criar o hábito nas crianças de fazer corretamente as refeições principais ao longo do dia, com as escolhas certas, minimiza a probabilidade de elas desenvolverem algum distúrbio alimentar.

Como elogiar seu filho?

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Ter uma boa autoestima é algo que todo pai deseja para seus filhos. Mas será que lhes dizer o tempo todo o quanto são bons ajuda realmente nisso?

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“Quando você fixa um padrão, dizendo que a criança é inteligente ou boa naquilo, ela se preocupa em manter esse lugar e prefere não assumir novos desafios. Não se arriscar em algo que ela não sabe se será boa”, conclui a psicóloga Carol Dweck

A psicóloga americana Carol Dweck estuda como as pessoas são afetadas pelo que é dito a elas sobre suas capacidades. Quando estava na Universidade de Columbia (agora ela dá aulas em Standford), Carol realizou um estudo com 400 alunos do sexto ano. Funcionava assim: um membro de sua equipe escolhia um aluno qualquer e lhe pedia para realizar alguns testes de conhecimento apropriados para sua idade.

Quando a criança terminava, o pesquisador falava para ela sua pontuação e uma única frase. A um grupo de crianças, foi dito: “Você é muito bom nisso!”. Ao outro: “Você deve ter trabalhado muito nisso!” Depois, os alunos eram convidados a solucionar uma segunda bateria de testes e problemas. Eles podiam escolher entre problemas do mesmo nível dos anteriores ou tentar solucionar problemas mais difíceis.

Entre as crianças elogiadas por seu esforço (“Você deve ter trabalhado muito nisso!”), 90 % escolheu fazer testes mais difíceis. Já a maioria das crianças elogiadas por sua capacidade ou inteligência (“Você é muito bom nisso!”) preferiu ficar no mesmo nível. “Quando você fixa um padrão, dizendo que a criança é inteligente ou boa naquilo, ela se preocupa em manter esse lugar e prefere não assumir novos desafios. Não se arriscar em algo que ela não sabe se será boa”, concluiu Carol. Já aqueles elogiados por seu esforço, acreditam que podem avançar e se aventuram com mais confiança.

“O elogio é de extrema importância para os filhos, em qualquer idade”, diz a psicóloga Rosana Augone. “Faz com que as crianças desenvolvam a autoestima e se sintam reconhecidas pelas pessoas que mais amam: seus pais.” Não há dúvidas quanto a isso. A questão é que atitudes elogiar – e de que maneira. A jornalista americana Pamela Druckerman foi morar em Paris e sua comparação entre a educação dada às crianças na França e nos Estados Unidos resultou no livro “Crianças Francesas Não Fazem Manha”, da editora Fontanar. Segundo ela, os franceses confiam na capacidade dos filhos, tentam ouvi-los atentamente e incentivá-los a descobrir as coisas por si mesmos, mas não passam o tempo todo pendentes de suas atividades ou elogiando-os sem parar. E isso faz com que as crianças francesas sejam mais tranquilas. “Uma criança que recebe elogios o tempo todo termina por se sentir o centro do mundo e acha que pode interromper a qualquer momento ou fica constantemente querendo atenção”, diz.

Segundo a terapeuta de casal e família Magdalena Ramos, autora do livro “E Agora, o que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos”, da editora Ágora, por vezes ocorre uma banalização do elogio. “Esse estímulo deveria ser utilizado para reforçar o amadurecimento e o empenho da criança. Um elogio soa verdadeiro quando é a reação a uma conquista. Mas se a criança faz uma coisa qualquer e a mãe fica dizendo para tudo “Que lindo!”, ele se torna vazio”, explica. Veja, a seguir, algumas dicas de Magdalena para acertar na dose

Especial Habilidades não-cognitivas 
Entenda o que são habilidades não-cognitivas e como estimular competências como sociabilidade, trabalho em equipe e a dedicação do seu filho.

http://educarparacrescer.abril.com.br/listas/nao-cognitivas-778538.shtml

FONTE: REVISTA CRESCER

7 coisas que você precisa saber sobre birra

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1. Qual é a idade da birra?
O tipo de birra clássica – aquela que a criança adora fazer no supermercado, batendo o pé, berrando, se jogando no chão e que deixa a gente morrendo de vergonha – acontece com mais frequência entre 2 e 5 anos, mas pode começar a partir dos 6 meses e só terminar aos 8! Muito depende do tipo de criação que a família vai dar e outro tanto da personalidade da criança. Caso seu filho ultrapasse os 6 anos ainda tendo ataques de birra constantes, é melhor procurar a ajuda de um especialista. Pode ser que ele esteja sofrendo com algum problema ou acontecimento recente. Mudança de casa, de escola, a morte de um parente querido ou de animal de estimação, a separação dos pais e até mesmo a falta de diálogo em casa podem atrasar o desenvolvimento da criança. Essa é uma das formas de ele pedir socorro.

2. Por que ela acontece?
Isso acontece porque as crianças ainda não têm maturidade suficiente para lidar com uma determinada frustração e acabam explodindo. Essa explosão vem em forma de choro incontrolável, gritos e aquela movimentação intensa difícil de conter. Na verdade, em algumas situações, as crianças estão testando o limite dos pais para descobrir até onde podem chegar. Outras vezes, a birra é apenas um pedido de ajuda inconsciente para lidar com um sentimento novo que é a frustração.

3. Dá para evitar?
Sim, porque o ataque de birra começa muito antes dos berros e do choro. É uma manha, um pedido que não pode ser realizado, um lugar muito agitado e cheio de gente ou sono, cansaço etc. Quando os primeiros sinais surgirem, é hora de negociar levando em conta a idade da criança. Se você precisa enfrentar um lugar tumultuado, converse com seu filho antes de sair de casa e deixe claro o que não será permitido. Se na hora H, uma situação fugir do controle, e a criança pedir um brinquedo, por exemplo, tente negociar.

• Até 2 anos: se vir que o não vai magoar a criança, em qualquer situação, mude de ambiente para distraí-lo e proponha uma brincadeira.

• Entre 2 e 5 anos: converse e prepare-o! Diga a ele para escolher para o aniversário ou para a próxima data festiva. Você também pode avisar que aquele brinquedo é muito caro e sugerir um mais barato. Se não puder comprar, é melhor falar a verdade. No caso de ter que levá-lo a um shopping ou mercado, peça a ajuda do seu filho. Pegar um produto na prateleira, segurar uma sacola bem leve, pergunte a opinião sobre uma cor de roupa. Ele precisa se sentir útil para não ficar irritado.

SEMPRE: Não esqueça que tudo deve ser dito na linguagem que a criança entenda. Usar tom “de adulto” é cansativo, difícil e chato. E, claro, sempre conversar com a criança baixando até a altura dela.

4. Como lidar com o ataque?
Infelizmente, não existe uma fórmula infalível. Tudo depende da criança, da idade e da situação. Mas, algumas dicas podem ajudar nesse desafio. Primeiro de tudo, pense se vale a pena entrar nessa batalha com seu filho. Ele realmente está exagerando? Está pedindo algo que já tem, ou está irritado, com sono ou fome, está calor demais? Muitas vezes, eles precisam de um lugar mais tranquilo para dormir ou se alimentar, ou simplesmente estar.

• Se a criança estiver em um lugar perigoso, retire-a de lá imediatamente, não importe a intensidade do berro dele.

• Mantenha a calma. Não esqueça que você serve de modelo para seu filho e quanto mais calmo ficar, mais rápido a situação vai se resolver.

• Não grite. Como é uma explosão dos pais, não há criança que suporte isso!

• Nunca, jamais, bata no seu filho.

• Desvie o foco da criança. Como ela está nervosa, evite conversar muito na hora. Melhor falar menos e agir mais. Até os 5 anos, a criança não consegue manter a concentração nas palavras por mais de 30 segundos.

• Quando perceber que ela se acalmou, dê um abraço bem gostoso para mostrar a ela que está tudo bem!

5. Espaço para a rotina
Criança precisa de rotina, gosta de saber o que vai acontecer, o que pode e não pode fazer. Dá segurança e é transmissão de afeto. Isso vale para as situações mais cotidianas, como tomar banho, jantar e ir para a escola. Para isso acontecer, a família toda precisa se organizar. É como confundir a criança quanto aos valores da família: consegue imaginar como seria caótico um lar em que o certo e o errado se misturam? Para manter as regras é fundamental também facilitar para que elas sejam cumpridas: se você quer que ele sempre se comporte em um lugar público, não vai deixá-lo horas sentado em um restaurante cheio ou esperar que ele fique calminho em uma fila de banco, não?

6. Valorize o não
OK, você já sabe a importância de falar não para que seu filho aprenda a amadurecer e perceba que não terá tudo sempre à mão quando pedir. “Crianças que nunca são contrariadas acabam se tornando adultos irritados, agressivos e até infelizes. Afinal o mundo não dará somente o sim incondicional que os pais sempre disseram”, explica a psicanalista infantil Anne Lise Scapaticci. E justamente por seus bons efeitos, a palavrinha não deve ser desperdiçada em situações completamente desnecessárias. Quando usado sem moderação, o não perde força e convida à desobediência.

7. Acerte no castigo
Não adianta punir crianças menores de 2 anos. Elas não têm maturidade suficiente para perceber que fizeram uma coisa errada, muito menos que estão pagando por isso. Mas, por exemplo, se ela joga um brinquedo no chão ou em alguém e você tira o brinquedo, já pode ser um castigo para ela. Quando a criança é maior, vale excluir algo importante para a criança, como o clássico “ficar sem TV”. “Castigos, quando bem aplicados, atendem ao senso de justiça que todas as crianças têm. A falta de punição, pelo contrário, as desorienta. Um olhar quieto e sério para um filho é um tipo de punição particularmente eficaz. O objetivo da punição é incomodar”, afirma o psicanalista Francisco Daudt da Veiga.

Para ser educativo, a criança precisa entender a relação entre o que fez e a consequência. A punição deve acontecer no mesmo momento, pois as crianças têm uma visão imediatista: ainda não aprenderam a pensar a longo prazo. Ou seja, depois de algum tempo, não sabem por que estão sendo castigados, esqueceram da birra e da importância que demos a ela.

E não é muito repetir: não estamos falando de palmada, beliscão ou tapa. Isso tudo está mesmo fora de cogitação.

Fontes: Anne Lise Scapaticci, psicanalista infantil (SP), Silvana Rabello, psicóloga, Simone Savaya, psicóloga infantil (SP), Guillermo Ballenato, psicólogo espanhol, José Martins Filho, professor de Pediatria da Unicamp (SP), Ivan Roberto Capelatto, psicólogo e psicoterapeuta (SP), Teresa Bonumá, psicoterapeuta familiar (SP)

10 coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse

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Oi, meninas!

Nos dias de hoje, é cada vez mais comum observarmos crianças com diagnósticos de autismo (em diversos graus).

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Sempre quis colocar algo relacionado a este tema aqui no blog, mas como não tenho conhecimento da área, fui atrás de quem estudou a fundo o tema. Ellen Notbohm é autora dos livros “Ten Things Every Child with Autism Wishes You Knew”, “Ten Things Your Student with Autism Wishes You Knew”, e “The Autism Trail Guide: Postcards from the Road Less Traveled”, todos finalistas do ForeWord Book of the Year. Ela também é coautora do premiado “1001 Great Ideas for Teaching and Raising Children with Autism Spectrum Disorders”, colunista do Autism Asperger’s Digest e Children’s Voice, e uma colaboradora de inúmeras publicações e websites ao redor do mundo. Enfim, entrei em contato com ela e com o site Inspirados pelo Autismo (que possui os direitos dos seus textos em português) e ambos nos autorizaram a publicar esta síntese do seu trabalho.

Portanto, as “10 coisas” de hoje foram escritas por uma pessoa que estuda muito o assunto!

Vamos ao texto:

Há certos dias nos quais a única coisa previsível é a imprevisibilidade. O único atributo consistente — a inconsistência. Em meio a tantas incertezas, concorda-se que o autismo é intrigante, mesmo para aqueles que passam suas vidas em torno dele. A criança que vive com autismo pode parecer “normal”, mas o seu comportamento pode ser perplexo e totalmente difícil.

O autismo já foi considerado uma “doença incurável”, mas essa ideia começa ser abalada frente aos conhecimentos e descobertas que surgem mesmo enquanto você lê este texto. Todos os dias, indivíduos com autismo têm nos mostrado que podem superar, compensar e remanejar muitas de suas características mais desafiadoras. Instruir aqueles próximos às nossas crianças com simples compreensões sobre os elementos básicos do autismo tem um enorme impacto no percurso delas para a produtividade e uma vida adulta independente.

Autismo é uma desordem extremamente complexa, mas para o propósito deste artigo podemos dissolver suas milhares de características em quatro áreas fundamentais: Dificuldades de processamento sensorial; atrasos e deficiências na fala/linguagem; ausência de habilidades sociais, e questões da criança como um todo/autoestima. Ainda que estes quatro elementos possam ser comuns para muitas crianças, tenha em mente o fato de que o autismo é um espectro: não há duas (dez, ou vinte) crianças com autismo completamente iguais. Cada criança estará em um ponto diferente do espectro. E, tão importante quanto, todos os pais, professores e cuidadores estarão também em um ponto diferente do espectro. Criança ou adulto, cada um terá o seu conjunto único de necessidades

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Aqui estão dez coisas que qualquer criança com autismo gostaria que você soubesse:

1. Mais importante e antes de tudo, eu sou uma criança.

Meu autismo é apenas um aspecto de toda minha personalidade. Ele não me define enquanto pessoa. Você é alguém com pensamentos, sentimentos e muitos talentos, ou alguém gordo (acima do peso), “míope” (usa óculos), ou “desastrado” (sem coordenação, não tão bom em esportes)? Estas podem ser características que eu percebo quando lhe vejo pela primeira vez, mas não necessariamente tudo que você é.

Sendo adulto, você tem certo controle sobre como define a si mesmo. Se você quiser ser conhecido por uma característica sua, você consegue fazê-la percebida. Em sendo criança, ainda estou me descobrindo. Nem eu ou você sabemos ainda do que sou capaz. Definir-me por uma de minhas características corre o perigo de se ter expectativas muito pequenas. E se eu perceber que você não acha que “sou capaz”, minha resposta natural será: “Para que tentar?”

2. Minhas percepções sensoriais estão desorganizadas.

Integração sensorial pode ser um dos aspectos mais difíceis para se entender no autismo, mas é sem dúvida o mais crítico. Significa que todas as visões, sons, cheiros, gostos e toques do dia a dia, que talvez você sequer note, podem ser extremamente dolorosos para mim. O próprio ambiente no qual tenho que viver se mostra frequentemente hostil. Eu posso aparentar estar ausente ou hostil com você, mas eu realmente estou apenas tentando me defender. Aqui está o porquê de uma “simples” ida ao mercado parecer um inferno para mim:

Minha audição pode ser hipersensível. Dúzias de pessoas falando ao mesmo tempo. O auto-falante anunciando as ofertas do dia. O sistema de som toca músicas de fundo. Maquinas fazem ruídos. Caixas registradores apitam e se abrem. O moedor de café se move com ruídos. Os açougueiros fatiam a carne, crianças em pranto, carrinhos rangem, a luz fluorescente fica zunindo! Meu cérebro não consegue filtrar todos estes estímulos e eu fico sobrecarregado.

Meu olfato também pode ser muito aguçado. Sinto o peixe no balcão que não está tão fresco, o homem próximo a nós não tomou banho hoje, o mercado oferece petiscos de salsicha, o bebe à nossa frente sujou a fralda, estão lavando picles com amônia no corredor 3… Não consigo organizar tudo isto! Tenho náuseas horríveis.

Porque sou visualmente orientado (veja mais sobre isto abaixo), este pode ser meu primeiro sentido a ser super estimulado. A luz fluorescente não apenas é clara demais, como chia e zune. O estabelecimento parece pulsar e machuca meus olhos. A luz oscilante bagunça e distorce tudo o que estou vendo – o lugar parece estar mudando constantemente. Há uma claridade na janela, muitas coisas dificultando meu foco (que eu consigo compensar com uma “visão exclusiva”, como um túnel), ventiladores de teto ligados, muitos corpos em constante movimento. Tudo isto afeta meu sistema vestibular e sentidos proprioceptivos, e agora eu nem consigo dizer onde meu corpo se encontra no espaço.

3. Por favor, lembre-se de distinguir “não quero” de “não consigo”.

Receptividade, linguagem expressiva e vocabulário podem ser grandes desafios para mim. Não é que eu não escute as instruções, é que eu não consigo entender você. Quando me chama do outro lado do quarto, é isto que escuto: “$%$#%#, Billy. %$#%@#$%…”. Em vez disto, fale diretamente comigo com palavras simples: Por favor, guarde seu livro na prateleira, Billy. É hora de você lanchar”. Assim você me diz o que fazer e o que acontecerá em seguida. Fica bem mais fácil para eu cooperar.

4. Eu penso concretamente. Isto significa que eu interpreto tudo literalmente.

É muito confuso quando você diz “Segura as pontas!” quando o que você quer dizer é “Espere até eu voltar”. Não diga que algo é “mamão com açúcar” quando não há nenhuma sobremesa à vista e o que você está realmente falando é “será fácil para você fazer”. Quando você diz “Jamie realmente queimou a pista”, eu imagino uma criança brincando com fósforos. Por favor, apenas diga “Jamie correu muito rápido”.

Gírias, trocadilhos, nuanças, duplo-sentidos, inferências, metáforas, alusões e sarcasmos não fazem sentido para mim.

5. Por favor, seja paciente com meu vocabulário limitado.

É difícil dizer para você o que preciso quando eu não conheço as palavras para descrever meus sentimentos. Posso estar com fome, frustrado, amedrontado ou confuso, mas por enquanto estas palavras estão além da minha habilidade de expressão. Fique atento para minha linguagem corporal, isolamento, agitação e outros sinais de que algo está errado.

Ou, tem o lado oposto: Posso me expressar como um “pequeno professor” ou estrela de cinema, despejando palavras ou scripts incomuns para meu nível de desenvolvimento. Estas mensagens eu memorizei do mundo ao meu redor para compensar meus déficits de linguagem, pois sei que esperam que eu responda quando falam comigo. Estes elementos podem vir dos livros, TV, fala de outras pessoas. É conhecido como “ecolalia”. Não necessariamente entendo o contexto ou os termos que estou usando, apenas sei que isto me tira de alguns incômodos por surgir com uma resposta.

6. Como linguagem é muito difícil para mim, eu me oriento muito pela visão.

Por favor, mostre-me como fazer alguma coisa mais do que apenas falar comigo. E, por favor, também peço que esteja preparado para me mostrar muitas vezes. Repetições insistentes me ajudam a aprender.

Uma “agenda visual” é de grande ajuda ao longo do meu dia. Assim como a sua rotina, ela me salva do stress de precisar lembrar o que vem depois, ajudando-me a transitar mais suavemente entre as atividades, controlar meu tempo e atingir suas expectativas.

Eu não perco a necessidade de algo assim quando ficar mais velho, mas meu “nível de representação” pode mudar. Antes de poder ler, eu preciso de orientações visuais com fotografias ou desenhos simples. Na medida em que envelheço, uma combinação de imagens e palavras pode funcionar, e depois só as palavras.

7. Por favor, priorize e procure construir a partir do que eu posso fazer mais do que aquilo que não posso fazer.

Como qualquer outro ser humano, eu não consigo aprender em um ambiente que constantemente me faz sentir que “eu não sou bom o bastante e preciso me corrigir”. Tentar qualquer coisa nova quando estou quase certo de que vou encontrar criticas, ainda que “construtivas”, se torna algo a ser evitado. Procure pelas minhas virtudes e você vai encontrá-las. Existe muito mais do que só um jeito “certo” para fazer a maioria das coisas.

8. Ajude-me nas interações sociais.

Pode parecer que eu não queira brincar com as outras crianças no parquinho, mas algumas vezes o caso é que eu simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar numa brincadeira. Se você encorajar as outras crianças a me convidar para brincar de chutar bola, ou basquete, pode ser que eu fique muito feliz em estar incluído.

Eu participo melhor em atividades estruturadas com começo e fim claros. Eu não sei como “ler” expressões faciais, linguagem corporal ou emoções de outros, e seria muito bom ter auxílio para respostas sociais adequadas. Por exemplo, se dou risada quando Emily cai no chão, não é porque achei isto engraçado, mas é que eu não sei a resposta apropriada. Ensine-me a perguntar “Você está bem?”.

9. Tente identificar o que inicia meus surtos.

Surtos, ataques, explosões, ou seja lá como você queira chamar, são ainda mais horríveis para mim do que parecem a você. Eles acontecem porque um ou mais dos meus sentidos se sobrecarregou. Se você conseguir descobrir o porquê de meus surtos acontecerem eles podem ser prevenidos. Faça anotações sobre as situações, horários, pessoas e atividades. Pode surgir um padrão.

Procure se lembrar que todo comportamento é uma forma de comunicação. Ele lhe mostra, quando minhas palavras não conseguem, como eu percebo algo que está acontecendo em meu ambiente.

Pais, mantenham isto em mente: Comportamentos que persistem podem ter uma causa médica associada. Alergia a comidas e sensibilidades, distúrbios do sono e problemas gastrointestinais podem ter profundos efeitos no comportamento.

10. Ama-me incondicionalmente.

Elimine pensamentos como “Se ele ao menos…” e “Por que ela não consegue…”. Você não conseguiu corresponder a todas expectativas de seus pais e você não gostaria de ser a todo momento lembrado disto. Não escolhi ter autismo, mas isto está acontecendo comigo e não com você. Sem a sua ajuda, minhas chances de sucesso e vida adulta independente são baixas. Com o seu apoio e orientação, as possibilidades são maiores do que imagina. Eu prometo a você, eu valho a pena.

E por último, três palavras: Paciência, paciência e paciência. Procure enxergar meu autismo mais como uma habilidade diferente do que uma deficiência. Reveja o que você compreende como limitações e descubra as qualidades que o autismo me trouxe. É verdade que tenho dificuldade com contato visual e conversações, mas já percebeu que eu não minto, trapaceio, zombo de meus colegas ou julgo os outros? Também é verdade que provavelmente não serei o próximo Michael Jordan, mas com a minha atenção a detalhes finos e capacidade de foco intenso, posso ser o próximo Einstein, Mozart ou Van Gogh.

Eles podem ter tido autismo também.

As soluções para Alzheimer, o enigma da vida extraterrestres – quais tipos de conquistas futuras as crianças com autismo, como eu, possuem à frente?

Tudo no que posso me transformar não acontecerá sem você como minha base. Seja meu defensor, meu amigo e veremos o quão longe eu consigo caminhar.

O artigo sobre autismo acima foi gentilmente cedido por Inspirados pelo Autismo para reprodução neste blog. Para mais informações e para adquirir o livro “As Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse”, de Ellen Notbohm, visitem www.inspirados pelo autismo.com.br

Como os meninos enxergam suas mães…

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O que a mãe representa para seu filho? Ela é o centro de seu universo, tudo gravita em torno dela. Ela é o seu apoio e aconchego e ele a ama mais que tudo.

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A figura da mãe, importante em todas as linhas de pensamento psicanalítico é, sem dúvida, a figura crucial do processo de humanização [do filho]. Para Lacan, ela é o “outro primordial”. E é indiscutível que a criança cria o mundo a partir de sua relação com a mãe, sendo fruto de projeções e identificações. (Glaucy Abdon)

Os meninos têm uma relação calorosa com a mãe. Os filhos homens são carinhosos e querem estar perto dela e protegê-la. É um comportamento natural. Para eles, somos as mulheres mais lindas, mais perfeitas e mais corretas do mundo! Os nossos defeitos são praticamente invisíveis. Nos protegerão com todas as forças, sempre que precisarmos! Acreditam em tudo que dizemos.

Embora algumas pesquisas apontem para uma menor interação física dos pais com os meninos do que com meninas, isso não muda a realidade das meninas não serem as únicas que precisam ser abraçadas e acariciadas! Os abraços da mãe e do pai ajudarão o menino a se sentir seguro e protegido.

O relacionamento entre uma mãe e seu filho

O pai representa o lado aventureiro, brincalhão, viril, com a possibilidade de brincadeiras mais arriscadas e de maior impacto físico. A figura paterna representa o afastamento do mundo materno, do conforto e segurança que o seio materno proporciona, dando ao menino equilíbrio e autonomia para crescer e amadurecer.

Ao passo que a mãe representa para o filho, o bem, a previdência, a lei, em uma palavra, a Divindade em uma forma acessível à infância. (Henry Fredéric Amiel)

O equilíbrio na relação mãe e filho é fundamental para o crescimento e desenvolvimento normal da personalidade da criança. O menino precisa sentir que é aceito e amado incondicionalmente, que pode se aproximar e buscar proteção a qualquer momento e será bem acolhido. Negar esse acolhimento é afastar irremediavelmente o filho de si. A mágoa adquirida na infância molda o caráter; os maus-tratos físicos e/ou psicológicos vindos da pessoa que o menino mais ama e confia, frustra, castra e o faz sentir que o mundo é hostil e ele deve responder à altura, com violência e autodefesa.

O que os filhos esperam de suas mães?

Amor

– Diga a seu filho o quanto você o ama, deixe isso bem claro e demonstre por seus gestos de aceitação e acolhimento incondicional. Assim ele refletirá esse amor a você e aos outros.

Ensino

– Ele quer e precisa ser ensinado. Ensine-o a fazer o bem, a diferença entre o certo e o errado, a ser autossuficiente, independente e capaz de realizar.

Experimentar

– Não ensine tudo, não mostre todos os caminhos. Instrua-o, dê-lhe bons exemplos e deixe-o experimentar por si e aprender à sua maneira.

Correção amorosa

– Dê a ele espaço para errar, corrija seus erros com firmeza, mas com bondade. Ele está aprendendo, é tempo de errar. A correção irritante ou humilhante produz efeito contrário.

Limites

– Se seu filho não tiver limites, ele não terá disciplina. Sentir-se-á sem confiança. Consequentemente terá dificuldades de realização e cumprimento de tarefas. Por outro lado, se seu filho sentir que você não pode controlar seu comportamento inadequado, ele pode sentir ser mais forte que você e tentará manipulá-la.

Realidade

– Seja direta e realista com seu filho. Não crie ilusões para que sejam destruídas mais tarde. Seja honesta, não tente ser infalível, não tente fazer tudo por ele. Seja você mesma e dê a ele o mesmo espaço de ser quem ele é. Não lhe dê tudo o que ele deseja. Não cubra seus erros. Deixe-o aprender que existem consequências.

Contato físico

– Abrace e beije seu filho, olhe em seus olhos, sorria para ele, brinque com ele. Deixe-o procurar sua mão quando precisar de apoio, deixe-o encontrar seus olhos de aprovação quando se sentir inseguro. Deixe que encontre seus braços quando estiver feliz ou precisar chorar.

E toda mulher que se torna mãe, seja de seus próprios filhos ou filhos gerados por outra, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

 

FONTE: SITE FAMILIA.COM.BR