A criança terceirizada: as confissões das babás!

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Nem preciso dizer que o maravilhoso – e indevassável – mundo das pracinhas e parquinhos vira uma árdua rotina de quem se torna mãe ou pai. Faz parte do pacote. O que ninguém conta é que qualquer observador um pouco mais atento repara que este mundo mostra um retrato fiel de como as futuras gerações estão se formando.

Confesso que no início me sentia meio acuada nesses locais – não que agora esta situação tenha mudado, simplesmente me acostumei a ela. Era como se houvesse um Exército dos Clones, aquele do filme Guerra nas Estrelas, só que encarnado em dezenas de mulheres vestidas de branco, todas vindo na minha direção. A maioria me olhava com olhos de indignação, do tipo “o que você está fazendo aqui?”. Até que, certo dia, uma delas veio falar comigo:

“Quem cuida dele?”, disse a babá, apontando para meu filho.

“Eu. Sou a mãe dele”, respondi, meio sem jeito.

“Ele parece bem cuidado, quem diria, hein… A senhora não tem ajuda? Não acredito que cuida dele sozinha…”

Fiz cara de quem não entendeu nada. A babá estava indignada, veja você, como uma mãe poderia cuidar bem do filho. Ela começou a me contar, então, o que já havia presenciado nas casas em que trabalhou – todas de classe média alta, na zona sul do Rio de Janeiro. Histórias de arrepiar os cabelos. Crianças totalmente abandonadas nas mãos das babás desde recém-nascidas, quando já saem desmamadas da maternidade. Pais que nunca deram um banho nos filhos, não dão remédio, nem comida. Descobri, literalmente, um universo de crianças ricas, órfãs de pais vivos. E que tinham atenção, afeto, e seus cuidados básicos garantidos por aquelas mulheres, capazes de amar os filhos dos outros como se fossem os seus. Muitas, aliás, deixam seus próprios filhos pequenos abandonados nas mãos de terceiros para cuidar das crianças dos patrões. Perdem até seus nomes: respondem apenas pela alcunha de “babá”. Verdade seja dita: existem aquelas que não são tão caprichosas; algumas são rudes e tem atitudes questionáveis com as crianças. Mas é assim que se comportam nas suas casas. Foi assim que aprenderam a educar. E quem delega seu filho, deveria saber disso.

Passei a entrevistar várias delas. Fiz das minhas idas às praças uma espécie de trabalho investigativo. Abaixo, selecionei algumas frases que ouvi (os nomes foram trocados para preservar a identidade das babás e das crianças). Leia com calma antes de julgar esta ou aquela babá. E questione, principalmente, de que maneira estão agindo os pais destas crianças. Apontar o dedo para uma babá é fácil – difícil é descobrir onde está a responsabilidade das pessoas que colocaram aquela criança neste mundo.

“Pedrinho, a babá aqui vai tirar uns dias de folga. Por favor, querido, não dê trabalho aos seus pais. Vou rezar muito para eles não brigarem nem baterem em você. Tchau, te amo.”, Maria, babá de Pedro, 2 anos.

“Caio não come há uma semana. É que a babá dele tirou férias e ele só come com ela.”, Carla, babá-folguista de Caio, 5 anos.

“Segunda-feira é sempre assim: pego a Erika toda assada, em carne viva. Os pais dela não trocam muito a fralda no final de semana, sabe como é, têm preguiça ou esquecem. E a bichinha fica assim, toda machucada. Coitadinha”, Paula, babá de Erika, 1 ano.

“Pois é menina, já tive que levar o Eduardo para a emergência do hospital por causa dessas assaduras, acredita? A mãe dele até hoje não entendeu o que houve”, Josefa, babá de Eduardo, 1 ano.

“Preciso correr, pois hoje tenho reunião na escola da Paula e depois tenho que levá-la ao pediatra. A mãe dela? Ah, ela é muito ocupada e não tem tempo. Eu cuido dela muito direitinho, viu?”, Irani, babá de Paula, de 3 anos.

“Neste fim de semana, levei o Antônio lá para minha casa, no morro. Teve tiroteio, ficamos trancados no quarto. Já cansei de ter que levar criança de patrão para a favela, mas não tem jeito, os pais mandam. A mãe do Antônio disse para eu levar o menino, pois ela iria sair e não tinha quem ficasse com ele.”, Fernanda, babá de Antônio, 4 anos.

“Ontem eu estava indo embora e, antes de pegar o trem, meu coração apertou. Resolvi voltar e peguei Francisco sozinho, vendo televisão no apartamento, acredita? A mãe dele foi comprar pão e deixou o menino lá. E a janela nem tem grade!”, Marlene, babá de Fracisco, 5 anos.

“Não, Luana, querida, a babá não pode entrar na piscina com você, muito menos usar roupas de banho. Aqui no condomínio, é proibido. Tenho que ficar do lado de fora, só olhando.”, Cristina, babá de Luana, de 3 anos.

Para reflexão, deixo aqui um trecho do livro A Criança Terceirizada, do pediatra José Martins Filho:

“Em nossa sociedade já não se pode falar em patriarcado e matriarcado. O que temos realmente, salvo exceções interessantes, é a ausência de definições de papéis, de quem assume o que em relação à família ou aos filhos. As pessoas vivem com medo de ser criticadas, de assumir que tiveram a coragem de fazer uma opção pela família. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa e rainha do lar? Claro que não, o que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. Crianças choram a noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até idade adulta. Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e, principalmente, presença constante.”

  • Mariana Sgarioni

É jornalista e já passou por veículos como Superintessante, Folha de São Paulo e Cláudia, entre outros. Paulista, atualmente mora no Rio de Janeiro e divide-se entre as reportagens, a criação de Benjamin, de 3 anos, e a gravidez da pequena Stella, que deve chegar em julho.

 

Sobre danipeternel

A mãe mais felizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz :) "Três coisas agradeço a Deus todos os dias de minha vida:o ter-me permitido o conhecimento de sua obra,o haver acendido a lâmpada da fé na minha treva material e o ter-me dado outra vida a esperar depois desta". (Frei Anselmo)

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  1. Sem palavras… simplesmente em lágrimas! Bom, meu filho hoje tem 3 anos e 9 meses, desde o início, do primeiro dia na maternidade, eu queria que ele ficasse pertinho de mim. E, apesar de todo o trabalho que tive e continuo tendo em criá-lo sem ajuda de babás ou empregadas domésticas – e confesso que algumas vezes já chorei por achar um trabalho árduo demais – não me arrependo nem um pouco de ter abandonado a minha profissão (por um tempo) para tentar colocar dentro da cabecinha dele os valores os quais eu acho essenciais para que ele se torne um ser humano admirável. E essa tarefa, na minha opinião, é dos pais e não de terceiros.

    • Educar da trabalho!!!! Eu criei meu filho, hoje esta com 31 anos.Bem educado, não bebe, não cheira, honesto,trabalhador.Uma pessoa de bom caráter.

  2. Mariana, concordo com você no que diz respeito aos pessoas que não devem ser pais ou mães só por conveniência ou para a família sair do pé, quem vai criar, educar e sustentar é quem deve tomar essa decisão e não quem só veio dar palpite! Eu trabalho e meu marido também nossa filha desde os 4 meses fica em escolinha, apesar de trabalhar, assim como você faz, não me sinto delegando minha responsabilidade! Eu sei que minha filha tem necessidades, e eu e meu marido fazemos de tudo para suprir essas as mesmas, infelizmente nem todos os pais são assim! Quando se fala em “terceirizar” os filhos (termo que eu odeio por sinal) se generaliza demais e se olha pra aquela mãe como se ela estivesse cometendo um crime e fosse uma desalmada que odeia ser mãe, assim como se olha para a mãe que opta por ficar em casa como uma relaxada preguiçosa que preferiu ficar em casa a sair e ralar aí fora, resumindo, sempre vão te julgar e se sentir no direito de se meter, portanto faça o melhor que pode fazer, apenas isso, o melhor!
    Abraços

      • acho que vc não entendeu o espírito do comentário… as pessoas sempre vão julgar… não tem certo e errado, cada um deve agir de acordo com a sua consciência.

      • Marília, a Vanessa não disse que as chamadas donas-de-casa são relaxadas! Ela apenas destacou que existem preconceitos tanto de um lado quanto do outro!
        Não se pode julgar uma mãe que trabalha fora por ela ter que contratar babá ou pagar escolinha, assim como não podemos julgar uma mãe que não trabalha fora por não ter carteira assinada.

    • Concordo plenamente, muitas mães não podem se dar ao luxo de parar de trabalhar, outras além de ser mãe querem ser profissionais, e não julgo a decisão de nenhuma delas, cada um sabe o que é melhor pra si e para seu filho. Afinal de contas não existe nenhuma regra ou manual de instruções para ser uma ótima mãe e ter um filho perfeito!!! Sem contar que eu, admiro a mãe que larga tudo e fica 100% do seu tempo com seu filho, isso sim é para poucas!!

      • A questão não é parar de trabalhar.
        Vamos interpretar melhor.Existem mães que não trabalham e ”terceirizam” seus filhos da mesma forma.
        O que foi colocado é que mãe precisa ser presente na vida do filho,trabalhando fora ou não.E não abrir mão dos momentos que deveria estar com ele,e deixá-lo o tempo todo com babá,aos finais de semana,feriados,etc…
        É possível trabalhar e educar o filho,ainda que isso exija uma ajuda de babá ou escolinha.É bastante cansativo?Claro!Mas é necessário estar ali,caminhando junto,EDUCANDO.
        O que foi colocado em questão foi a ausência das mães na vida dos filhos,e em momento nenhum se crucificou as mães que precisam de babá ou escolinha como auxílio.

  3. Ta meio forçado esse estereótipo de “mãe da zona sul”, não tá Mariana?
    Moça, The Help já foi escrito, ta querendo um Oscar de roteiro adaptado?? Rs

    Sou contra a terceirizacao gratuita (paradox, já que a mão de obra está cada vez mais cara) mas nem todo mundo (pais e mães) podes e dar ao luxo de trabalhar de casa ou interromper a carreira para criar os filhos.

      • Concordo plenamente. Se a pessoa nao tem condicoes de dar atencao a uma crianca, eh melhor nao te-la. E se agora eh tarde demais mudar a forma de pensar seria a forma inteligente de um ser humano demonstrar progresso humano e espiritual. Se seu filho nao pode estar com voce, de de adocaoe a um familiar que podera cuidar dele ou encontre um trabalho onde voce possa encontrar equilibrio entre estar com seu filho e suas obrigacoes do dia dia. Se nada disso nao for opcoes pra voce, so te desejo boa sorte pra que seu filho nao seja otro marginal, ou outra pessoa desequilibrada ou deprimida na sociedade. E pra sua informacao, seria totalmente a sua culpa. 100%. Pessoas assim nao sao pais, sao monstros.

      • Filhos não são uma imposição, ninguém é obrigado a ter filhos. Tem filhos quem quer, e quem não tem tempo para se dedicar, ou não quer interromper a carreira por causa dos filhos, simplesmente não os tenha!!!!

    • Carlos, eu entendo você!
      Muitas mulheres aqui afirmam que é “só não ter filhos” quando você não tem tempo, mas se esquecem que toda mulher tem o direito de ser mãe SE ela desejar!
      Se a mãe deseja continuar trabalhando, qual o problema?
      Imaginem se o pai e a mãe resolvem parar de trabalhar na tentativa de serem pais mais participativos! Vão sobreviver como??

      Mulheres! Não vamos passar TODA a responsabilidade para nós!!! Mulher que para de trabalhar para criar os filhos precisa ser sustentada por alguém! E se não tiver alguém???? Qual o problema de mesmo assim terem filhos? Essa frase: “é simples! Só não ter!” Me soa muiiito preconceituosa!

      • Mas eu acho que a questão do post não é essa. Não é: tenha filhos = viva pra eles, esqueça que tem vida (mesmo porque um dia eles crescem e você, mãe e pai, precisa continuar tendo vida). A questão é, se você os tem, independente se trabalha fora ou não (tem mãe que não trabalha, fica com os filhos em casa, e está pouco se importando com as crianças), precisamos, pais e mães, entender que o fato de optar por ter um filho significa se dispôr a educa-lo, acompanhar seu crescimento, suas conquistas, ampara-lo, ser, de fato, pais e mães. E isso inclui abrir mão de coisas. Seja do trabalho, dos finais de semana, de noites de sono, de alguma coisa que possa suprir a ausência deles em outros momentos da vida da criança.

      • gente…esse luxo de o homem sustentar a casa para a mulher cuidar dos filhos já teve seu tempo..hj em dia raramente se tem essa chance…e nem por isso a mulher deve ser impedida de ter filhos…fala serio…ou tem filho ou trabalha?!…dá mto bem para conciliar as coisas…eu mesma trabalho fora e tenho trigemeos q hj estao com 2 anos…e posso dizer q curto e cuido plenamente minhas crianças!

  4. Lindo texto e reflexao, porem no mundo atual e dependendo da profissao seria impossivel trabalhar e cuidar sozinha dos filhos, por este fato varias mulheres acabam recorrendo ao uso de babas ou creches, e nem por isso sao menos maes, pelo contrario, muitas saem de casa com o coracao apertado pois justamente nao pode levar seu filho pra praca e ficar a tarde toda com ele deitada. Eh bem facil generalizar, dificil eh sentir na pele.

    • Isso aí, Samara. Quando você tem esses profissionais para te dar um auxílio, tá beleza, ok! Mas o problema é a delegação total de responsabilidade, principalmente na educação.

    • “ficar a tarde toda com ele deitada”, Samara?! Olha, vc generalizou! Nunca dei essa “sorte” com nenhum dos meus três…
      E, Mariana, quem frequenta pracinha sabe que, infelizmente, não é exagero ou invenção de babá. Tem coisas bem difíceis de acreditar.

      • E complementando: é evidente que a questão não é ter babá, não é contar com alguém pra poder trabalhar. O ponto é não querer assumir NENHUMA responsabilidade.

      • Queria poder responder ao teu complemento!

        Acho que o ponto retratado aqui é justamente esse: responsabilidade!

        Fico triste ao ler sobre crianças órfãos de pais vivos! Essa semana decidi “abandonar” minha carreira para ser mãe! Não que eu possa me dar a esse luxo, afinal, como alguns gostam de rotular é “produção independente”. Porém, quero dispor mais tempo para olhar minha filha! E como diz uma amiga terapeuta “priorize momentos de qualidade com a sua filha. Quando estiver presente, se faça presente.”.

      • Concordo contigo Mariana, cuido do meu filho e nesses três anos nunca fiquei a tarde inteira deitada….Nós mães que ficamos em casa trabalhamos muito…Eu não paro um minuto…E até para estar na internet tem um tempo certo, no máximo meia hora, porque uma criança pequena requer muita atenção. Também parei de trabalhar para cuidar do meu filho. Creio que os primeiros anos de vida são muito importantes para a criação dos pequenos. Inclusive o pediatra do meu filho me aconselhou que se eu pudesse ficar com ele, que fizesse isso. Abri mão do meu emprego, mas pretendo retornar em breve. De vez em quando bate um desespero na gente com tantas tarefas. Mas faz parte.

    • Ficar deitada??? Quem fica em casa cuidando de filho 24h trabalha muito mais (mentalmente, fisicamente e emocionalmente) do que quem trabalha fora (digo isso pq já tive as duas experiências – trabalhar fora, muitas vezes virando a noite em fechamentos e consultoria e agora com o baby)… A ultima coisa é “ficar deitada”.

      • mais ou menos né amiga…pq a criança chega uma hora ou uma idade em que vai pra escola…e a mamãe nesse tempo faz o q em casa?

    • Sou enfermeira babá e concordo plenamente com você Samara, mesmo porque nós babá precisamos dos filhos de outras mães para exercer nossa profissão, não tenho filhos mas, tenho um prazer enorme em cuidar dos filhos que as mães confiaram em minhas mãos e sou grata a Deus por essa oportunidade e peço sempre que me dê saúde e sabedoria para cuidar dessas crianças da melhor maneira possível. Entendo também que as mães que estudaram por muito anos para conquistar uma carreira de sucesso não podem deixar tudo de lado por culpa em deixar seus filhos ao cuidados de outras pessoas, sejam elas, babás, avós, escolas, etc.

  5. Olha, achei bem legal, mas mesmo as babás ainda tem uma visão muito errada de que o filho é só responsabilidade da mãe, nenhuma falou “os pais”. De resto, dá pra ter uma ideia do tipo de criança que está sendo criada no mundo, depois ela cresce sem amor nos pais, aprende o que não deve na rua, e todos se perguntam onde erraram e a chamam de ingrata, afinal, teve tudo e não deu valor. Pq será né?

    • Olha Mariana, achei muito legal sua ponderacão, afinal é obrigacão dos “pais” cuidarem dos pequenos, afinal, como diz o ditado: “quem pariu Mateus que balance”. Eu particularmente fui pai e mãe de meus três filhos. Tive a ajuda de minha mãe muitas vezes, porém babá eles não tiveram, não. Perdi muitas noites ninando-os, fazendo mingau, trocando fralda… Agradeco muito à Deus por eles serem hoje adultos saudáveis, equilibrados, centrados… cidadãos com bom caráter e de bem. “O homem foi criado para ser amado; as coisas foram criadas para serem usadas. Hoje em dia está acontecendo o contrário: estão usando os seres humanos e amando as coisas”. Haja caos…

  6. Muito boa essa sua observação a respeito da terceirização que alguns pais fazem com os filhos, mas não podemos generalizar. Infelizmente, hoje a mulher precisa trabalhar fora e muitas sustentam suas famílias. Mais importante do que a quantidade é a qualidade do tempo que você dedica aos seus filhos.

  7. Olha, eu não tenho babá e acho as mães de classe média alta muito folgadas. Mas uma coisa eu te digo: Algumas babás adoram se valorizar e criticar as mães, muitas vezes mentindo ou exagerando. Não se pode acreditar inteiramente nem em metade destes relatos, viu?

    • Concordo, Ana! As babas criam uma atmosfera de “nos somos as heroinas que salvamos as criancinhas das garras dos papais e mamaes que nao cuidam, amam ou dao atencao a elas”, mas nao e bem assim… Tenho uma filha de 2 anos, faco faculdade integral e nao tenho babas ou empregada domestica, apenas faxineira. Optei por nao te-las exatamente pelo reflexo dessa atmosfera sobre a educacao da minha filha. Sou mae, crio, amo, cuido e, se tem alguma heroina nessa historia, sou eu. As babas, quando conscientes da sua funcao complementar na educacao dos nossos filhos podem ajudar, pena que babas conscientes sao excecao. Considero importante levantar a questao da terceirizacao das criancas, mas nao da para fazer isso “endeusando” as babas…

    • Concordo plenamente! Apesar de sabermos que isso existe, achei muito estereotipado tanto o texto quanto as citações. Existem mulheres que trabalham e têm babás e que são más mães, mas também têm as boas mães. O mesmo vale para quem trabalha meio expediente e até mesmo para aquelas que vivem para os filhos. Algumas são boas mães, mas outras…

  8. Ao ler o texto me surpreendi. Sempre me irritei um pouco com mães (e pais) que por quaisquer motivos delegam seus filhos os cuidados de outras pessoas, mas não havia parado pra pensar com atenção até então. É horroroso! Crianças assim se desenvolvem infelizes, acredito, desde tenra infância!
    O estilo de vida que o sistema nos impõe -com a nossa permissão- nos abocanhou, mastigou, digeriu e nos cag**… e ainda temos a pachorra de nos assustar quando acontece certas mer*** na vida!

    Fico feliz por ainda existirem mães e pais amorosos por aí! Tenho a sorte de presenciar alguns, as vezes.

  9. Muito interessante esta matéria. Sou mãe de dois. Rafael de 7 e Maria Victoria de 5, ambos nascidos na Holanda, onde é muito comum pai e mãe trabalhar e cuidar dos filhos sem babá. Na Holanda é possivel de trabalhar part-time, ou seja 20 hrs por semana. Tenho amigas que dividem com os maridos, elas trabalham 3 dias e os maridos 4 para revesarem e não ter que deixar as crianças na escola o dia inteiro. Na Holanda existe a possibilidade de deixar as crianças depois da escola no que eles chamam de overblijf, um tipo de integral. Assim é possivel de descartar babá, trabalhar e cuidar dos seus próprios filhos.
    Eu acho que essas pessoas mencionadas acima não conseguem ver que estão perdendo a melhor parte, os sorrisos, os primeiros passos, a ingenuidade, a pureza de suas crianças.
    Eu mesma tinha um bar em Amsterdam quando meu filho nasceu. Não demorou um ano para eu me desfazer dele e me dedicar ao meu filho. Graças a Deus tive a possibilidade de ficar sem trabalhar até ele estar com 7 e minha filha com 5. E é claro que é pesado e a vezes perdemos a paciencia, mas no final, vale muito a pena aquele abracinho no final do dia.
    Mas percebo a diferença da mentalidade brasileira e europeia muito clara e fico feliz de ter crescido lá.
    Lá aprendemos ser independentes não só financeiramente, mas tmb no dia a dia. Não tem muita moleza nem mordomia. Uma faxineira por semana talvez. O restante do tempo, fazemos tudo, casa, comida, crianças e trabalho, mas isso me deixou treinada para a vida, afinal, nunca sabemos o dia de amanhã.

    • Fiquei pensando exatamente nisso quando vi o trecho de fechamento do texto, que fala que “não existe matriarcado nem patriarcado”. Não existe, o cacete.

      Primeiro: filho deveria ser pra quem quer ter, sim, não um luxo ou um gasto. Quem não quiser ter pra se concentrar na carreira, ótimo. Mas e quem quer ter? Tem de ser OBRIGADA a largar a carreira ou se desdobrar pra arrumar um trabalho que dê pra conciliar?
      Vejam que usei obrigadA. Homens nem se questionam sobre isso. Mulher é que tem de se virar pra duplicar a jornada e fazer escolhas. Isso porque aqui no Brasil maternidade é unicamente coisa de mulher. Não por acaso babás são mulheres, por aqui também.
      Segundo: o fato de que as pessoas têm de ter o direito de ter filhos quando quiserem é que deveria impactar nas relações de trabalho e carreira, não o contrário. O problema não é uma mulher ter de deixar a carreira pra ter filhos e ser “malvista” por isso, e sim que essa não é uma escolha: ela ou faz uma coisa, ou faz outra. Se fosse como em países em que há ensino integral de qualidade, creches e a possibilidade de reduzir a jornada, essa escolha seria muito mais livre.
      Terceiro: como foi citado no texto, a maioria das babás tem seus filhos e filhas e tem de dar um jeito de deixar estes, por sua vez, com outras babás, com familiares ou em creches, parcamente assistidas pelo Estado. Na maioria das vezes elas não têm sequer essa possibilidade de parar de trabalhar para ter filhos. Sustentam a família. A tarefa de criar filhos delas não é dividida, muitas vezes nem financeiramente falando, com o pai da criança.

      Uma palhaçada dizer que “não existe mais matriarcado e patriarcado” quando o gênero a que se destina a criação dos filhos e a leitura deste texto é bem específico. Criar filhos é tarefa dura e devia ser dividida entre os pais. Enquanto isso não acontecer por aqui, existe matriarcado e patriarcado sim.

    • Renata que legal essa facilidade que voce tem de trabalhar e nao descuidar dos filhos, eu também tive esse privilégio, me familiarizo muito com a tua experiencia porque vivo fora do Brasil.
      Infelizmente o que se ve atualmente na classe média é que muitas pessoas nao querem renunciar a um pouco de conforto para dedicarse aos filhos que como voce mesmo comenta… ¨ é tao gratificante¨.
      Um abraco.
      Danielle

  10. Sou baba ha 7anos e esta nao é um mundo tao real assim acredito que uma baba e os pais da criancas podem e devem trabalhar juntos para o melhor das criancas que ambos amam muito. Os meus patroes sempre foram presentes na vida dos filhos e sem eles meu trabalho nao existiria. concordo que nao devemos ser pais porem trabalharmos na ajuda aos pais e auxiliar as criancas. Entao respeito nao so as babas com tb aos pais que precisam de nos para trabalhar.

    • Oi Vanessa, concordo com você!
      Na minha infância eu tive 3 babás/empregadas, que se focavam mais em cuidar de mim do que da casa. Amo elas de coração, e sofri muito quando elas foram embora. Ainda mantenho meu relacionamento com elas porque elas fizeram e ainda fazem parte da minha vida. Meus pais são donos de uma empresa e ambos sempre trabalharam muito ( no mínimo 11hrs por dia) para dar a mim e à minha irmã o melhor, e hoje vejo que eles tomaram a melhor decisão.
      Aprendi muitas coisas com as minhas babás, mas a educação recebi dos meus pais. Graças a Deus as babás respeitaram muito a opinião dos meus pais e tive uma criação uniforme. Não me vejo de maneira alguma colocando a minha carreira de lado para ficar em casa, e sei que nem por isso meus filhos serão descuidados ou que não serei uma boa mãe.
      Sou contra toda e qualquer dependência, tanto da mulher que fica em casa sendo sustentada pelo marido, quanto dos pais que, se não tiverem a babá, não sabem trocar uma fralda.
      Acredito, sim, que a babá e os pais podem trabalhar juntos e tenho meus pais como meus maiores exemplos de bons pais, que souberam dar amor, educação e atenção na medida certa, e que também souberam ensinar que o trabalho é essencial nas nossas vidas.

  11. Dor no coração ao ler estes relatos. Sei bem que não é exagero, pois já ouvi e li mães contando que nunca deram um banho nos seus filhos. E as mães que mais delegam, nem precisam do trabalho para seu sustento! O fazem por puro luxo e desfrute!
    Graças a deus tenho um trabalho que me permite flexibilidade de horários, de tal forma que minha filha fica aos cuidados de terceiros apenas alguns momentos do dia. Mas realmente com a ferocidade do mercado de trabalho atual, não sei o que as mães que não conseguem negociar carga horária devem fazer…
    Os casos relatados são extremos, e é inquestionável que essa terceirização toda, principalmente de quem não depende de renda do trabalho pra sobreviver, é absurda. Sinceramente, acho que tudo isso sempre existiu nas classes mais abastadas, mas talvez agora realmente seja mais exacerbado.
    Mas acho que o problema real, está na grande classe de mulheres trabalhadoras, que dependem do seu salário para o sustento da família. Acredito que esse é o grande nó atual da criação dos filhos…como encontrar o caminho do meio? Conheço várias que se multiplicam pra trabalhar e dar atenção aos filhos, mas ainda assim, parece ser insuficiente….nessas horas sempre penso: porque foram inventar de queimar os sutiãs??hehehe

  12. Muito importante a matéria, no sentido de chamar a atenção para o fato de que a maternidade e a paternidade implicam em doação, abdicação e disponibilidade. Como pai participativo, muitas vezes flagrei olhares interrogativos (pra dizer o mínimo) quando eu era o único pai esperando a filha no balé, por exemplo. Minha esposa também é uma mãe hiper dedicada e sofremos nas poucas ocasiões em que não conseguimos acertar os horários e dependemos de uma babá. Ser pai e mãe é algo que muda a vida da gente. É preciso, no entanto, estar aberto a essas mudanças.

  13. Bom texto, mas todos têm seus motivos, sejam eles coerentes ou não! Eu e meu marido somos médicos e desde que “engravidamos” já tínhamos decidido que não queríamos babá… Não foi fácil pra mim, primeira filha, sou Obstetra e abri mão de tudo… Plantões, consultório para ficar com minha filha… Voltei a trabalhar, apenas meio período, após oito meses, sem plantões ou horários fixos, de forma que a qualquer momento pudesse sair, se precisasse… Hoje, minha pequena está com 4a5m, continuo sem babá e não me arrependo nem um pouco… Amamentei ao peito até 2a8m, quando ela entrou na escolinha, e sigo trabalhando, um pouco mais, porém não voltei a dar plantões…
    E quer saber, foi ótimo! Para nós três!
    Cada pessoa deve saber o que pretende quando se propõe acre rum filho… Consciência e travesseiro todo mundo tem. Dorme quem pode!!

    • Minha irmã teve uma filha, continuou trabalhando normalmente. Filha na escola ou com a vó em período integral. Minha irmã nem levantava cedo para fazer o café dela quando desde que ela completou 9 ano. Hoje a filha dela está uma moça, na faculdade; é linda, estudiosa, amorosa com a família. E nunca teve babá. Será que o problema não é a babá?

  14. esses dias vi um relato de uma mãe que estava desesperada porque não conseguia dar comida para seu filho, pois ele só queria comer com a babá. Ela pedia ajuda, pois não sabia o que fazer.
    Outra mãe, feliz da vida que está de viagem marcada pro exterior “in love”, vai deixar seu filhinho de 2 anos por 1 semana aos cuidados dos outros, afinal, este já esta quase independente!
    Felipe vai pra escola e meu coração fica com ele… Infelizmente preciso trabalhar, então o tempo que fico com meu filho é dedicado à ele….Já ouvi e li cada coisa bizarra a respeito de cuidadoras, que tem que assumir esse papel maternal, desde a maternidade, pois a mãe precisa dormir.. e coisas desse tipo que me deixam de cabelo em pé!!! Triste realidade…

  15. Adorei a materia moro na Africa aqui todo mundo tem baba que dorme em casa, fica nos finais de semana e entram um vez por mes em casa e um caso que me marcou foi em 2011 na guerra estavamos todos no campo militar e a casa onde estava tinha uma familia maman com baba na hora de dormir como nao tinha lugar para todo mundo a mae colocava baba para dormir com a crianca durante uma semana nunca vi a mae se ocupar do filho e o filho acabava chamando a baba de mae realmente uma realidade cruel visto muito aqui

    • a culpa é sempre das mulheres né antonio? o “discurso feminista”, que você nem sabe o que é, defende a igualdade, e que tanto homens quanto mulheres tenham liberdade pra fazer o que melhor lhes aprouver: para que tanto os homens quanto mulheres possam exercer a função que desejarem.

    • O problema é que, hoje em dia, são raros os homens que conseguem sustentar e prover dignamente uma família trabalhando sozinho. Em muitos lares, a mulher é a chefe e o homem finge que não vê. Continua bancando o machista!

    • E cuidar dos filhos é só responsabilidade da mãe, antonio? Pai existe pra que, doação de esperma? -_- Enquanto não mudarmos nossa linha de pensamento, nossa cultura, e nossas leis também (licença paternidade maior e dividida com a mãe, flexibilidade de horário para pais, e não só para mães, compreensão de que pai é metade responsável pela educação de uma criança), nada muda nesse país. E vão continuar culpando as mulheres. Não existe matriarcado e patriarcado o c@r@l30. -_- Sociedade machista, aff.

  16. Podemos observar, também, a avó fazendo o papel de babá. É confiável, mais barato. No entanto, acho uma pena, pois que a vovó já trabalhou uma vida e já fez a sua parte. Tenho certeza que a rotina de se olhar a criança provoca desgaste da relação avó/neto, daquela avó que é a mãe doce, daquela avó que tem carinho e não da avó que cria, educa, põe de castigo, fica brava. Lembro-me da minha avó, a qual me recebia com braços aberto, muita conversa, me levava até a cozinha e fazíamos, juntos, a cufa de banana.

  17. O texto mostra uma realidade atual, mas não podemos generalizar…Minha mãe sempre trabalhou fora (numa época que nem era comum e nem existia licença maternidade!) e eu nunca fui negligenciada (ela sabia qualquer coisa só de olhar para mim). Eu também trabalho fora e sou Diretora de uma multinacional. Certamente gostaria de passar mais tempo com a minha filha de 4 anos, mas sei o que ela come, dou banho, conto histórias, coloco ela para dormir e a levo para a escola. Mesmo quando não posso estar presente (por conta de viagens), ligo para acompanhar o seu dia e dar orientações, afinal, a mãe sou eu. Eu, meu marido e minha filha amamos a Cilene (a especial babá da Alice), mas nunca deixaremos de ser pais e termos responsabilidade pela educação dela. Criar dar trabalho (e muito!), mas é muito gratificante!!!

    • Mas, Lucia, esse seu comportamento está corretíssimo, não é porque eu larguei minha profissão para me dedicar ao meu filho que sou mais mãe do que você. A questão aqui é o abuso de uma pessoa querer ser mãe sem querer ser responsável. O fato de ter ou não babás, alguém que ajude ou deixar filho em creche não muda o comportamento que um pai ou mãe tem que ter em relação ao seu filho, ambos são responsáveis pela criação dessa criança e isso abrange uma parcela imensurável de deveres aos quais todos deveriam cumprir diante da opção de colocar uma pessoa no mundo.

    • Lúcia,
      Voltei a trabalhar qdo minha filha completou pouco mais de 07 meses de vida. Me doía o coração sair para trabalhar. Ligava de hora em hora. Com o tempo, nos acostumamos e ligamos menos, pois sabemos que estão bem.
      Mas, assim como vc, não posso me dar ao luxo de parar de trabalhar, mas sempre sei o que ela come, se lanchou e jantou (o que, claro), onde foi passear à tarde, os remédios que tem que tomar, sou eu quem coloco as observações em cada caixa, coloco para dormir, brinco e conto histórias qdo chego do trabalho, assisto desenhos e tudo mais.
      Somos gratos a pessoa que cuida da nossa Laura, mas a educação dela é por nossa conta.
      Não dá para generalizar mesmo.

  18. Acho extremamente elitista e burguês essa coisa de se gabar de largar trabalho, quem hoje em dia pode viver sem trabalho? principalmente com os custos de vida altíssimos para se manter e educar uma criança, com salario do pai é isso? então o pai banca e mulher cuida? isso não rola mais…e de que adianta fazer como minha mãe, ser dona de casa e frustrada, pois não tinha uma vida, e acabou jogando a culpa na gente…difícil ne, de uma forma ou de outra sempre seremos julgadas, incrível como a sociedade e principalmente as próprias mulheres, julgam umas as outras, se vc ta feliz de não ter mais trabalho não precisa julgar as que trabalham porque precisam e/ou desejam e precisam de ajuda, seja creche, vó, baba, impossível dar conta de tudo sozinha e ainda garantir sustento!

    • O bom mesmo é o planejamento. Quando fui ter meu filho, pude largar o trabalho e me dedicar por quê já tinha minha casa própria e o carro da família. O que meu marido ganha dá pra ter uma vida digna, não de luxo. Não faço questão de viajar todo ano (para fora do país e ficar falando aos quatro cantos, só para se gabar – já viajei muito, mas hoje, quando posso, viajo com meu filho), Nunca quis pagar babá na semana e mais uma folguista nos finais de semana (vejo demais isso), faço questão sim de estar presente nos momentos gostosos com a família e pra mim não há nada mais gostosos que deitar e rolar na cama ou no chão da sala com meu marido e meu filho. Isso sim é bom demais.

  19. Não acho que é culpa do feminismo. Lá em casa, voltei ao trabalho e meu namorado/marido (não oficializamos) fica com meu filho – e cuida muito bem por sinal. Eu vou almoçar em casa para amamentar e tiro leite, quando não estou no trabalho fico com ele, amamento de madrugada, tudo como manda o figurino. O que quero mostrar é que cuidar do filho é obrigação do pai também, que depois da mãe é a pessoa com quem o bebê tem maior vínculo afetivo, e o tema não tem nada a ver com feminismo/machismo e sim com um conceito de terceirização da criação dos filhos.

  20. Eu tenho 34 anos e uma bebê de 4 meses. Parei de trabalhar para ficar com ela é pretendo viver assim até ela ter uns 2 anos. Sempre quis ter filho e pra mim maternidade é dedicação e troca.
    Eu sou de classe média, não temos exatamente dinheiro sobrando, fica tudo na conta. Mas isso é uma escolha. Ter uma vida mais simples pra ter essa oportunidade de cuidar da minha filha. Não tenho empregada tbm, não dá o dinheiro.
    Minha irmã, por outro lado, nunca considerou a hipótese de parar de trabalhar pra cuidar da filha. Ela foi pra creche com 9 meses e teve babá em casa até os 6 anos. Hj tem 11 e é uma menina ótima, muito ligada à mãe. Porque não é ter babá e trabalhar muito que determina que vc vai ser uma mãe melhor ou pior.
    Somos as 2 mães bacanas e dedicadas, mas com estilos totalmente diferentes, só isso.
    O problema está em ter filho pq a sociedade impõe. Ter filho é algo que só quem deseja muito deveria fazer.

  21. Assumir a responsabilidade por consequências exige dos responsáveis tempo dedicação e carinho, assim tendo estes que dividirem-se entre seu trabalho e família , mas claro que isto não justifica a falta de cuidados quando estão os filhos sob a responsabilidade de seus pais ., a total falta de atenção de pais sim retrata e deixa claro a falta de responsabilidade , diferente da ausência que em muitos dos casos hoje em dia é inevitável em muitos dos casos que você pode relatar .
    Oque me choca é o relato aparente de maus tratos a uma criança na convivência com seus pais ou responsáveis isto sim é fugir da responsabilidade , por que nem sempre sera como planejamos
    “comconscientização da paternidade e maternidade. Crianças choram a noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até idade adulta. Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e, principalmente, presença constante.”nem sempre planejamos !!!

  22. Infelizmente essa é uma realidade nao só no Brasil mas também em Lima/Perú onde vivo a mas de 7 anos, é até engraçado como se repetem as histórias mesmo em um país totalmente diferente com costumes até mesmo mais conservadores que no Brasil, em qualquer lugar ou dia aí estão elas…babas subistituindo papel e o dever da Mãe.
    Tenho uma filha de 8 anos e por opção me dediquei exclusivamente a ela, renunciei a vida laboral e praticamente me anulei, nao é uma tarefa facil, mas gratificante…vi dia a dia como crescia meu bebe e vi de perto todos os momentos maravilhosos que nenhum dinheiro do mundo poderá justificar nao estar presente. Assim que Anna Sofia minha princesa completou 5 anos, comecei de novo minha vida laboral, hoje ela frenquenta uma escola onde fica o dia todo. Cada dia que passa vejo os frutos da minha ¨renuncia¨ como mulher para tornar-me MÃE, sou grata a Deus por este privilégio e por ser consciente do meu papel na sociedade, criando e educando um ser humano feliz e com valores.
    Danielle Barbosa

  23. Terceirizar a criação dos filhos, pra mim, é o mesmo que abrir mão de uma parcela da VIDA (e a mais gostosa). Ver a obra de Deus sendo moldada por suas mãos, por seus ensinamentos, espelhando muitos dos seus erros e acertos de uma maneira tão sublime, pra mim, não é algo que o ser humano deva abrir mão. Eu estou com as minhas filhas (que são pequenas) em praticamente todos os momentos em que elas não estão no colégio. E, mesmo com toda a sobrecarga (mãe x casa x trabalho) tem sido uma fase muito boa da minha vida, no fundo por que eu penso que VIVER seja isso mesmo.,… estar, movimentar, presenciar, agir, … cansar… descansar…

  24. Infelizmente e uma triste realidade, sou baba a 11 anos na Itália e atualmente cuido de uma neném de 1 ano. A mãe dela e a famosa presente ausente, nunca trocou uma frauda, nunca deu comida, não sabe oq e ficar acordada a noite pq a bb ta com febre. Só pega ela no colo quando tem visitas….. Mas nem todas as mãe são assim……

  25. Sou pai e deixei meu trabalho de professor por um tempo para ficar com minhas 3 crianças, minha mulher é pediatra e está trabalhando menos de modo que reduzimos nosso padrão visando dar à família o máximo de atenção. Cada um sabe até onde pode e quer ir. Não há dúvidas de que muitos pais não podem largar ou diminuir sua carga horária para ficar mais com os filhos porém será sempre esse o caso? A nossa experiencia tem sido no mínimo enriquecedora.

  26. Isso deveria ser muito mais divulgado pois as mães que criam seus filhos por tercerizados vão se arrepender muito mas já será um pouco tarde.essas crianças nunca terão uma imagem gostosa para lembrar

  27. As pessoas que não concordam com essa reportagem elas deverias não ter filhos mesmo, crianças dão trabalho e tomam o nosso tempo, não são brinquedinhos que quando ficamos cansados ou enjoados de brincar simplesmente deixamos de lado até o dia que resolvemos brincar com ele novamente. Filho é o melhor presente de Deus, mas para quem sabe se doar sem cobrar nada em troca, e para quem sabe cuidar dando amor, atenção, carinho e principalmente saber respeitá-lo, é triste aqueles pais que querem trazer prematuramente o seu filho para o mundo adulto, quando temos filhos temos uma nova oportunidade de voltarmos a ser criança novamente, devemos viver o mundo deles é por isso que abrimos mão de tantas coisas por essas pessoinhas tão encantadoras e amáveis. Quando minha filha completou 4 anos fui obrigada a decidir entre ela e o meu emprego com o apoio do meu marido decidi me dedicar a ela e acreditem minha filha é uma criança feliz e sempre de bem com a vida nunca acordou de mal humor essa palavra não faz parte da sua vida e todos percebem e comentam a sua alegria e na escola só recebo elogios dos seus professores. Sou a mãe mais feliz do mundo.

  28. Olha, quando comecei a ler o texto parecia que era eu que estava falando, porque comigo acontece exatamente assim. Todas as babás vem me perguntar: “Há quanto tempo você tá cuidando dele?”, e eu respondo, “Desde que ele foi gerado, sou a mãe e que cuido dele.”, e aí elas retrucam, “Você é quem cuida dele???????”. Principalmente em aniversários de criança, essa pergunta me é feita inúmeras vezes pelas babás que ficam acompanhando as crianças nas piscinas de bolinha da vida, enquanto os pais ficam nas mesas. Cuido do meu filho, eu que faço absolutamente tudo, e isso me acostumou de uma maneira que eu não consigo delegar funções a ninguém quando é pra cuidar dele, mesmo doente ou cansada, eu vou lá e faço, Apenas algumas pessoas da minha família eu me sinto segura para deixa-lo enquanto eu preciso fazer algo sem ele, tipo algum compromisso profissional ou social. No mais, ele nos acompanha em tudo! Vamos jantar com os amigos, ele vai. Vamos a um casamento, ele vai. Brincamos que ele é o nosso anexo, rsrsrsrs. Uma amiga que é advogada, me falou que os pais tem obrigação legal de cuidar e zelar pelos seus filhos, está na Constituição. Tomei essa decisão de cuidar do meu filho desde que nem pensava em casar, quando uma amiga que já tinha filhos teve um problema em que o bebê dela de 9 meses passou quase um mês sem dormir dignamente, depois que a babá teve que se afastar para cuidar da mãe doente. Tudo foi tentado, mas nada fazia a criança dormir porque ele sentia falta do cheiro e do afago da babá que todos os dias colocava ele para dormir. Isso me partiu o coração e eu prometi para mim que eu jamais faria isso com meu filho.

  29. Triste realidade… Mas tenho orgulho de dizer q abri mao da minha carreira e de mto mais p cuidar do meu filho, praticemente sozinha. Foi uma opcao minha, mas digo a qq pessoa q me pergunta: Ser mae eh mto mais facil q imaginei, mas a mulher e somente ela, tem q ter certeza q esta pronta p ser mae e de abrir mao de tudo para cuidar daquele ser q nao pediu p nascer. Nao faca por cobranca de ninguem, faca na sua hora…

    • E aquela outra figurinha importante, que ajudou na hora de fazer: o PAI? Ele também não deveria estar pronto e consciente, ter vontade de ter filhos, saber que terá de abrir mão de muita coisa pelos filhos? Isso de jogar a educação das crianças nos ombros só da gente cansa.😦

  30. acho que as pessoas se esquecem que a palavra essencial na vida se chama equilíbrio. Não deixei de trabalhar quando tive minhas filhas e conto sim, com uma pessoa muito especial para cuidar delas. Não me arrependo e não tenho culpas. Meu marido é um cara que nasceu para ser pai, cuida das meninas muito bem desde que nasceram. Acho que temos sorte, talvez? Acho que não é só sorte. É entender o que se deseja e dar amor aos filhos, dar limites e fazê-lo entender também que todos tem necessidades, inclusive de trabalhar. Encontrar o equilíbrio é muito difícil, exige sacrifícios também. Cada família tem seu ponto certo.

    • Concordo com vc. Equilíbrio pra tudo na vida é fundamental. Li todos os comentários, e existem dois extremos aqui: por um lado, a mãe que acredita que, ao se tornar mãe, deve deixar de ser a mulher que era antes disso. Ao meu ver, a maternidade não deveria anular a vida da mulher. Algumas pessoas dizem que abriram mão da carreira pela maternidade, que jamais deixariam o filho com uma babá, que levam a pobre criança para restaurantes, festas etc. Eu pergunto: será que essa atitude também não pode prejudicar o desenvolvimento da criança? Este excesso de zelo, esta super proteção pode acabar gerando crianças mimadas ou inseguras, do meu ponto de vista.
      Por outro lado, a terceirização mostrada no texto, é uma realidade. Já cansei de ir a restaurantes e presenciar a interação de famílias onde apenas a babá interagia com a criança, a qual estava geralmente com os olhos fixos em algum gadget eletrônico, e os pais agiam como se estivessem sozinhos na mesa.
      Ter filhos não deveria ser uma obrigação. Já conheci muitos casais que tiveram filhos porque a família cobrava, ou os amigos já haviam tido. Eles se sentiam obrigados, mas não desejavam ser pais.
      Acredito que responder a algumas perguntas antes de ter filhos é muito importante: eu quero ter filhos? eu posso ter filhos e cuidar deles da melhor maneira possível? Por que eu acho que devo ter filhos? Estou disposto a abrir mão de algumas coisas da minha vida para cuidar dos meus filhos?
      Se a resposta para estas perguntas for SIM, então é realmente uma questão de equilíbrio. Vai ter dias em que você vai precisar de uma babá, e isso não precisa ser um bicho de sete cabeças…

      • Perfeito o seu comentário, Su. Penso exatamente como vc… Já vivi os dois lados e, agora, busco o famoso “equilíbrio”. Quando minha filha nasceu, ela foi pra “escolinha” com 5 meses, assim que voltei da licença maternidade. Eu e meu marido nos revezávamos, para que ela estivesse, na maior parte do dia, pelo menos com um de nós… Antes dela fazer 3 anos, nos mudamos de cidade, abri um negócio próprio, na tentativa de, com um horário mais flexível, poder ficar mais com ela…Agora, há um ano, vendi minha loja, e sou mãe em tempo integral…Não acho nenhum extremo bom, pra falar a verdade. Estou tentando um trabalho 1/2 período, pois não quero ficar mais 10/12 horas fora de casa. Minha filhota tem 6 anos hoje e vamos caminhando…mas ela sempre foi prioridade na minha vida!

      • Concordo com vc.Equilíbrio é tudo .fui mãe aos 20 anos ,já estava casada mas não tínhamos programado filhos ainda, passado o susto ,hora te tomar decisões minha mãe morava longe ,não dava para manter uma baba em tempo integral.parei de estudar e trabalhar e fui ser mãe fiz alguns cursos e trabalhos com pequenas adaptações.tive o segundo filho cuidei enquanto foi possível ,até que tive que trabalhar fora ,no início foi muito difícil ,ter que ‘deixar meus filhos’ ,mas eu costumo dizer que tive muita sorte com a pessoa que cuidou dos meninos ,hoje já são adultos e ambos estão na faculdade tocando suas vidas.Hoje trabalho como enfermeira particular de bebes ,já vi muita cenas terríveis em restaurantes ,clubes ,casas ..enfim …nem todo mundo esta preparado para este mundo “filhos” e são justamente estes que tem a maior dificuldade de serem ajudados . e isso é muito triste porque todos sofrem ,quando estou trabalhando gosto de pensar vou cuidar desta criança como gostaria que meu filho estivesse sendo cuidado .e sou muito feliz com o resultado tanto da criança quanto dos pais .Tenho visto Famílias lindas pais e mães empenhadas ,dispostas a brincar ,cuidar educar e verdadeiramente curtem estes momentos e saem para trabalhar ,jantar ,dançar ,viajar porque é possível fazer tudo isso com equilíbrio ,E como enfermeira ,baba não importa como seja chamada fico feliz em saber que de alguma maneira por meses ,dias ou horas fiz parte destas famílias pois confiarão a mim seus bens mais preciosos ‘SEUS FILHOS .

    • Concordo com você Samantha. Sou mãe de uma menina de 3 anos e sempre trabalhei. Conto com a creche e ajuda da minha mãe. Nunca me senti culpada em nenhum momento e sei como equilibrar nossas vidas de maneira que tudo se encaixa. No início trabalhava longe de casa e a melhor opção foi mudar de emprego e vir p mais perto. Diminuí a carga horária também. Minha filha me ama e o tempo que temos juntas todos os dias é de muita qualidade. Sei TUDO sobre ela e ela não sofre de nenhuma carência. O Pai? Somos separados, porém em nenhum momento se anulou, está sempre com ela em todos os momentos q pode e faz muita questão de acompanhar de perto a sua criação. Tem livre acesso a ela. Quanto às mães que decidem abandonar a carreira, só tenho a dizer que isso é escolha. Isso não as torna mais mães nem melhores do que as que trabalham. E a tarefa de ser mãe, mulher e provedora única do meu lar é árdua, mas amo! Não podemos generalizar tudo. Assim como mães que trabalham são ótimas mães e sabem tudo sobre o filho, dão atenção, e criam pessoas maravilhosas, há também as que ficam em casa abdicam da carreira e tudo dá errado. Criação contribui para uma vida adulta íntegra e de caráter, mas não é tudo. Cada um tem uma personalidade. Mulheres independentes também têm direito a maternidade! Essa historinha de que temos q escolher entre uma coisa é outra é balela! Na prática isso não se aplica.

  31. Tive 3 filhos e sempre trabalhei, sempre tive ajuda de babas e empregadas domesticas (cozinheira/arrumadeira) mas sempre deixei claro que meus filhos tem mãe e pai, quem educa sou eu, nunca admiti que nenhuma de minhas ajudantes chamassem a atenção de meus filhos, tive experiencias ruins com baba batendo no meu filho que foi dispensada imediatamente, pois sempre fiquei atenta a todo o movimento de minha casa, hoje os 3 (1 advogado pos graduado, outro no 3o. ano de Medicina e a minha temporona está no 2o. de Odontologia), todos muito bem resolvidos e super unidos. Segredo principal para sabermos se estamos educando bem nossos filhos: OS FILHOS COPIAM O QUE FAZEMOS, NUNCA FAZEM O QUE MANDAMOS MAS O QUE VIVEM CONOSCO PAIS, então pais sejamos bons exemplos para eles que com certeza estaremos acertando sempre.
    Ah!! mamães recentes com crianças pequenas, CURTAM MUITO esse momento unico, pois o tempo não perdoa, passa muito depressa e a gente acaba sentindo muita saudade desse tempo louco mas maravilhoso!!!!
    Sr bem organizadas, dá sim pra cuidar de tudo, mas tem que abrir mão de voce por um bom tempo.
    Beijos a todas as mamães.Edmarize

  32. No inicio da materia e dito que as babas largam os proprios filhos para ciudar dos outros. Quem esta cuidando dos delas? Isso se torna um ciclo, todo mundo largando o filho pro outro cuidar.

  33. Optei por estar mais em casa para criar meus filhos. Sou professora especializada o pude escolher somente dois dias para dar aulas. O resto da semana fiqui com eles sem baba..so tinha empregada que os pegava na escola nos dias em que eu trabalhava. Hoje tenho apenas uma aposentadoria pequena…… mas os criei. Os formei… hoje nao me arrependo de ter ficado com eles.. pois. Atualmente sâo adultos. E dizem que amaram me ver sempre com eles… é complicado…. lamento ganhar tão pouco.. mas será que o muito de ter eu mesma cuidado deles não valeu???????

    • Sem dúvida, vc priorizou aquilo que era realmente o mais importante, já li aqui, argumentos pifes, como ter direito de ter seu próprio dinheiro para ir ao cabeleireiro e outras futilidades… Isso é ser mãe??? Não, isso é dizer para sociedade que é mãe, que tem um filho, oq é bem diferente de criar e educar um criança.

  34. Não consegui ler sem chorar de tristeza disso! Por favor, esccreva um livro com essas entrevistas! (Lembrei de um filme chamado “histórias cruzadas”/”the help” na versão original. Ele trata de um tema mais amplo, mas que engloba isso que vc relatou)

  35. Maravilhoso! Espero que surjam mais mães iguais a Gisele Bundchen e Gwyneth paltrow. Tb escutei muitos absurdos das babas aqui do prédio, entendi muito bem os relatos. Vale muito a pena estar investindo cada centavo que gastamos nas consultas com o Dr. Jose Martins. Se não fosse a pediatria dele, hj minha filha estaria terceirizada por uma babá e não a teria amamentado até 1 ano e 2 meses. Foi uma escolha difícil, abri mão de muitas coisas. Educar dá trabalho, mas não me arrependo. Bjs a todas as mamães, força na amamentação e na educação! Como o Dr Martins sempre lembra: “Filho só dá trabalho até os 70 anos…”

  36. Não sou mãe ainda mas vou dar uma opinião de uma pessoa que foi criada por uma mãe muito trabalhadora. Tenho 29 anos e minha mãe é de uma geração de mulheres que tranquilamente abandonavam os trabalhos para cuidar dos filhos, ou nem chegavam a entrar no mercado de trabalho. Ela, que trabalhava desde os 16 anos, nunca levou a carreira dela como somente uma necessidade, mas como algo que a completava como indivíduo, assim como também, ser mãe. Então, nunca esteve disposta a abandonar uma coisa ou outra, tanto que é aposentada e permanece trabalhando e sendo uma mãe muito presente até hoje. O relato dos meus dias com minha mãe na infância são de dias corridos, mas de dias corridos com ela. Ela levantava 5 horas da manhã, nos arrumava (junto com o meu pai) para o colégio, nos deixava na escola e ia trabalhar do outro lado da cidade. Na hora do almoço, ela tinha 2 horas (outros tempos) de intervalo. Ela nos pegava no colégio, almoçávamos todos juntos (sem televisão) e voltava para o trabalho. Só nos encontrávamos novamente 19h, quando ela chegava em casa e era a hora de revisar nossas tarefas, conversar sobre nossos dias e brincar um pouquinho. Nos fins de semana, ela se dedicava totalmente a nós. Se os meus pais saiam com os amigos, saiam com amigos que tinham filhos e que levavam os filhos junto. Ficava a criançada toda numa diversão. Se não fosse assim, ficavam com a gente. Eu não lembro de nenhuma babá, nem nome, nem de ter tido apego a alguém que não fosse minha mãe. Minha mãe teve a ajuda de uma moça muito competente que fazia o serviço doméstico mas voltava pra casa num horário decente pra cuidar também de seus filhos, por volta das 17h. Meu pai nessa época conseguia chegar em casa mais cedo e quando ele parou de conseguir, minha mãe sempre arrumou atividades pra gente, uma aula de teatro, de natação. A moça deixava a gente lá e minha mãe nos pegava na volta do trabalho. Quando eu tinha por volta de 12 anos, já tínhamos condições de ficar em casa mais tempo só e minha mãe me educou pra ter algum senso de responsabilidade quando ela não estava. Não acho que isso tenha sido negligência. Hoje me viro muito bem em casa sem empregada por conta disso. Hoje, quando paro pra pensar como deve ter sido difícil pra minha mãe eu vejo como ela foi guerreira. Tenho muito orgulho de poder dizer que eu tive uma mãe que trabalhou muito e sempre foi meu exemplo maior de feminismo. Eu nunca fui uma criança mal cuidada. Até o dia que minha mãe morava comigo eu nunca tinha ido parar numa emergência. Precisei sair de casa e ficar só pra ver como ela até os meus 27 anos era quem cuidava da minha saúde. Sempre prezou pela nossa alimentação e eu nunca fiquei de recuperação no colégio. Até hoje, quando volto pra casa dos meus pais, a gente fica até a madrugada conversando, tocando violão e tomando um bom vinho. Eu tenho prazer em conversar com meus pais. A presença deles não é uma obrigação social pra mim como a minha criação nunca foi pra eles. Era algo que dava prazer. Enfim, o que eu quis dizer com esse relato é q o problema da ausência dos pais na vida da crianças não se justifica pela quantidade de trabalho que eles têm, mas pelo comprometimento que eles dedicam a cada atividade. Quando penso em ter filhos, lembro da minha mãe e vejo que ainda não é hora. Não é porque eu ainda não estou disposta a abandonar meus programas de adulto pra assistir filme infantil. Não é porque eu ainda gosto de sair com meus amigos solteiros e ir pra festa dançar. Não é porque eu tenho um horário de sono desregulado por conta dos estudos e criança tem q ter estabilidade. Não é porque eu vou me frustrar em não poder ter tempo só pra mim….um dia eu sei que vou querer deixar de fazer tudo isso e vou querer deixar de fazer de coração, como minha mãe fez e, se isso não acontecer, não serei mãe.

    • Trabalhar fora não é sinônimo de total ausência, na vida de uma filho, não confunda as coisas. Há mães que trabalham e ainda assim, conseguem se organizar e assim se manterem bastante presentes na vida de seus filhos, porém a maioria, não… Já que passa 12hs. longe de casa e de seus filhos, os mesmos acabam ficando tdo esse período com babás, avós ou tias de escolas… Agora me diga… Se o dia tem 24hs, e se 12 essas 24hs. essas crianças estão nas escolas, creches ou com babás, e se em pelo menos 8 a 10 hrs. das outras 12 hrs. excedentes desse dia, as crianças estão dormindo, essa ‘mãe’ então tem 2 no máximo 4hrs. para serem ‘mães’…E ainda assim acreditam mesmo que são elas que criam e educam seus filhos com maestria??? Sério??? Vc. só piada, não é??? 2 hrs. por dia é menos que gasto para dar banho e uma refeição para meu filho… E o resto??? Brincar, as demais refeições, lição de casa, conversas, o tempo ócio, que toda criança precisa ter, sabe, ficar um pouquinho no sofá ao lado da mãe ou do pai, assistindo TV, relaxando e conversando sobre oq estão assistindo,udas ao médico, passeios, reuniões escolares, Tudo isso não faz parte de uma criação ideal para as crianças???

  37. Todo mundo falando da MÃE. E o PAI, aquele cara que deu metade do código genético daquele serzinho fofo que a gente chama de criança? Ninguém cobra do homem ele diminuir a carga horária de trabalho, largar carreira, passar mais tempo em casa, etc. Não existe patriarcado meu cabelo. -_-

  38. Tenho um filho de 1,2 anos, trabalho fora e tenho ajuda de uma babá super carinhosa e cuidadosa com ele. Sou que tiro meu bebê da cama quando ele acorda, dou a 1a mamadeira do dia e compartilho com ele paezinhos do meu café da manhã. Ao meio dia, não aceito mais de 1 almoço-reunião na minha agenda por semana pra garantir minha ida pra casa pra acompanha-lo na refição e dar uma afofadas nele. Não agendo happy hours nem reuniões no fim do expediente pra chegar em casa antes das 19h e brincar bastante com ele antes do banho e de colocá-lo pra dormir.

    Em resumo, me desdobro muito pra conseguir ficar ao máximo perto dele e ainda trabalhar pra ganhar a grana que precisamos pra viver. E, querem saber? Acho que estou fazendo bem minha parte até ler textos como estes que alimentam minha culpa de não estar com ele o dia todo e que fazem com que eu me questione se estou sendo uma boa mãe.

    Sei que existem mães que terceirizam os filhos e não é só pra babá, as vezes é pros avós, tios, qq um q tope. Não concordo com elas, mas acho que elas não são a maioria.

    Averdade é que vejo um exército de mulheres como eu, que precisam e gostam de trabalhar e que abrem mão dos seus pequenos luxos (salão de beleza, happy com amigas, eventos sociais) pra dar conta do trabalho da maternidade e do casamento e acho que estes textos fazem um mal danado pra esta turma toda que está lutando pra fazer mais e melhor e quando lê um texto destes tem duvidas sobre si mesma.

    Mãe em tempo integral não é uma possibilidade pra todas e não é obrigatóriamente um mar de rosas pra criança.

    • LIsa! Te entendo perfeitamente bem. Tenho um filho de 1 ano e 11 meses, estou terminando a faculdade e estagiando. É uma loucura minha rotina, mas assim como você me desdobro para estar presente na vidinha dele.
      Quanto a sua dúvida se você é uma boa mãe: não se compare a nenhuma outra mãe. E se você dá o seu máximo para ele, você é uma boa mãe. Eu penso assim.

      • Silvia, dando meu testemunho pessoal? SIM, É. Minha mãe trabalhava 8, 10h por dia, conciliou trabalho com mestrado, doutorado, maternidade. E ela deu um jeito de estar em todos os momentos da minha vida, até hoje quando adulta, o tempo que tínhamos juntas sempre foi da maior qualidade. Sempre fomos companheiras, brincamos, meu dever de casa foi fiscalizado (principalmente pelo meu PAI, que nunca se omitiu), fui repreendida, educada, olhada nas doenças e mimadas. E ela é meu maior exemplo de força, garra e sucesso.

    • Cada um tem a sua opinião, isso não desmerece a sua muito menos a nossa. Eu abri mão da minha vida “profissional”, para poder dar ao meu filho presença constante!!! Não vou dizer que é fácil, pq. seria uma baita mentira, nem estou aqui condenado quem não compartilha dessa mesma opinião. Sempre fui categórica em dizer que não pensava em ter filhos, pois sabia que se um dia eu tivesse, teria e iria abrir mão de quase tudo, simplesmente pq. achava e ainda acredito que isso é o certo a se fazer. Já que uma criança não precisa somente de roupas, sapatos e brinquedos, mas também de vínculo e rotina familiar, disciplina, amor e muito carinho. Claro que não sou louca, muito menos hipócrita, e sair dizendo que não é preciso de ter dinheiro… Na verdade é preciso de muito dinheiro para ter filhos, esse foi sempre o segundo grande motivo para eu não pensar em ter filhos, já que sempre comparei filhos a uma Ferrari… Todos querem ter, mas nem todos podem pagar por uma, custear a gasolina, manutenção, IPVA, seguro e licenciamento… Para mim, MÃE é quem cria, quem se faz sempre presente, inclusive nos momentos de ausência… Há uma diferença muito grande, entre mães, provedoras e parideiras. Infelizmente nem toda vez que nasce uma criança, nasce uma Mãe junto. Hj. em dia, muitas mulheres colocam sua ‘vida profissional e pessoal’ a frente de seus filhos, e simplesmente os negligenciam, e com a maior ‘cara de pau’ do mundo, ainda culpam as babás, as escolas, as más companhias, e claro, os próprios filhos… Mas nunca, nunca elas mesmas, e isso é mais que lamentável, é ultrajante. Ter filho é uma mega responsabilidade e deve ser mais importante que ter grana, para ir ao cabeleireiro, manicure, shopping e happy hour com as amigas.

      • Silvia querida, trabalhar fora nem sempre é para ter grana, para ir ao cabeleireiro, manicure, shopping e happy hour com as amigas. Já pensou que isso pode ser por necessidade? Você já precisou trabalhar p garantir seu sustento ou ao contrário do que você pensa, ajudar o pai que não tem como sustentar a família toda? boa escola, plano de saúde, brinquedos roupas e alimentação também são itens necessários para a criação de uma criança. Concordo contigo que filho é pra poucos, mas não se esqueça que tem gente que tem muito dinheiro mas não tem qualquer condição psicológica e emocional para ter um filho e NUNCA saberá educá-lo! Comparando algumas mães que conheço que escolheram ficar em casa, comigo, que trabalho fora, posso dizer que sou muito mais presente do que elas. Antes de ter filhos temos que considerar se podemos pagar, se temos capacidade psicológica e emocional pra ser pais. Essas coisas andam juntas e tem muita gente que não tem nem um nem outro….ou os dois. Agora, acho ótimo vc poder ficar em casa e realmente não te condeno, mas também gosto de trabalhar e não me sinto culpada e nem egoísta por gostar. Minha filha me ama muito e me entende. Nossos momentos juntas são simplesmente perfeitos assim como acredito que os seus com seu filho também são. Tu é guerreira minha amiga, todo mundo que é mãe de verdade sabe. Mas por favor, não diga que esse é o certo a se fazer, existem muitas maneiras de criar e educar uma criança que vai crescer com valores certos e ser uma ótima pessoa.

    • Lisa minha amiga nunca se sinta culpada…você faz a sua parte! Assim como eu. Esses textos só se aplicam a mães que não trabalham e também não cuidam do lar e dos filhos…essas sim só serviram p parir. Mãe em tempo integral não é uma possibilidade pra todas e não é obrigatóriamente um mar de rosas pra criança. ÓTIMA frase! conheço crianças tão mal educadas, birrentas, realmente chatas e que mal sabem se comportar que foram criadas pelas super mães q doaram toda a sua vida para cuidar delas. Por isso digo que do mesmo jeito que tudo pode dar errado p crianças que tem pais trabalhando fora, tudo pode dar mais errado ainda pra criança quem tem mãe que escolheu ficar em casa!

  39. Sou da geração que não trabalhávamos para cuidar dos filhos, casa e marido…Mas, mesmo na minha época, conheci uma mãe que largava o filho (e olhe que não trabalhava fora) e quem trocava o menino era a costureira diarista…Costureira sim!!!! O menino ficava tão molhado que dava pena… Então chega-se a uma conclusão que mãe pode trabalhar, pode ser mãe, pode ser esposa…É como diz uma das que fizeram comentários: o importante é a qualidade que damos ao tempo com o filho.
    Tive uma mãe que me ajudou muito, ficando com meus filhos quando queria passear ou viajar com o marido. Infelizmente só arriscamos em não conhecermos quem são as babás dos filhos, por isto nunca quis arriscar.
    Voltei a trabalhar depois dos cinquenta anos, por opção, mas nunca me arrependi de ter curtido meus filho, e garanto que fui e sou muito feliz com eles…

  40. Estou chocada, minha filha tem 6 meses e sou só atenção à ela. Tive ajuda da sogra nos 40 primeiros dias com os afazeres da casa e de lá para cá, só minha mãe, que às vezes me ajuda. Eu e o pai somo inteiros responsáveis por seus cuidados e educação. Agora ela está indo à creche por motivo de trabalho e só por meio período. Simplesmente não me imagino largando a minha filha com assaduras ou qualquer outras coisas.

  41. Muito boa sua reportagem. Infelizmente é a pura verdade. Eu sempre trabalhei e mesmo me importando muito, e me desdobrando ao máximo ainda acho que errei muito e que poderia ter feito mais e melhor. Também tive várias babás, mas nunca deixei de participar da vida das minhas filhas, festas e reuniões da escola participei de todas até o ensino médio, guardo até hoje os trabalhinhos do pré-primário, eu penso que isso seja o mais importante não precisa ter “tempo integral” mas o maior e melhor tempo possível para os filhos.

    • Quanta hipocrisia.
      Vivemos num pais cuja educação, saúde e alimentação depende de GRANA!!! E para se conseguir, temos que trabalhar! Dinheiro, isso move o mundo. Agora, aos espertos de plantão, se souberem uma forma de proporcionar o que eu disse acima às crianças sem ser arregaçando as mangas e indo a luta. Por favor, se pronunciem.

  42. Não sei onde fica essa pracinha horrível, mas a que frequento (ó, na zona sul de mães desalmadas!) felizmente não é assim não! Muito mais mamães que babás, mães que se desdobram em mil para garantir o solzinho da manhã. Já as babás… A maioria não tá com essa bola toda não, viu? Falam mais ao telefone, da folga e do salário do que das crianças.

  43. Conheci por acaso este espaço… Mto bons artigos – tristes realidades em alguns deles e que nos levam a reflexões profundas nos cuidados e responsabilidades com os nossos pequenos…Há que ter um certo conhecimento para errar menos. ..Excelentes relatos e que contém muita vida.
    Vocês, por acaso, conhecem a Ciência Logosófica e Pedagogia Logosófica? Convido-as a navegar no site: http://www.logosofia.org.br. Vão no ícone sobre artigos e publicações… Cliquem em publicações e vcs terao a grata oportunidade de ver algumas revistas publicadas…Baixe (grátis) para vcs, a de nº 21 e 13 – Como é educar para a vida. Um afetuoso abraço.

  44. Tenho uma filha de 8 meses e 13 dias, era publicitária e hoje sou MÃE, abri mão da minha vida profissional para cuidar e acompanhar o desenvolvimento da minha filha. É um trabalho árduo, difícil e cansativo, porém gratificante e único, estou formando o caráter da minha filha e não imagino sair de casa todos os dias e deixá-la com um desconhecido ou escolinha. Sempre pensei “quando tiver um filho eu vou cuidar, educar e participar de todos os momentos da vida dele” foi o que fiz, por isso,tive filho tarde, com 37 anos, porque antes disso não poderia deixar de trabalhar por questões financeiras. Acho que hoje muitos pais tem filhos por pressão da sociedade, por conta da idade, e não querem abrir mão da vida profissional, da carreira e tentam suprir com presentes caros de última geração, sendo que o que a criança mais precisa é simples, amor, carinho, atenção, cuidado…Penso que minha vida profissional posso retomar a qualquer momento, porém o crescimento e educação da minha filha não. Já passei por isso, de estar em locais e perguntarem se cuido dela e eu ficava indignada com aquela pergunta…eu sou a mãe, eu que cuido…

  45. Não só as Babás… Professoras de Educação Infantil teriam relatos bem parecidos….. a Educação Infantil é um direito legal da criança, entretanto, vem se transformando em conveniência para os pais.

  46. Também escolhi criar meus filhos sozinha. A sociedade nos cobra demais. Nunca dei ouvidos a quem me julgou e me julga por isso. Desde que meu primeiro filho nasceu, tudo em minha vida ficou em segundo plano. Minhas próprias amigas, mães, não entendem como consigo criar dois filhos sem babá! Como assim? Acho inacreditável que uma mãe possa pensar assim. Que para criar seus filhos tenha que ter uma babá, uma folguista da babá (é verdade!), colônia de férias… Outro dia ouvi uma amiga comentar que ela “criava os filhos para o mundo”, por isso não queria os filhos agarrados na barra da saia dela… E desde pquando, outra pessoa, que não a mãe, vai preparar melhor os filhos para a vida? Eu só quero ter a certeza que fiz tudo que eu pude para que meus filhos tornem-se cidadãos de bem. Para que lembrem-se de mim como alguém com quem eles sempre puderam contar e que estava sempre perto. Esse mundo louco que nos faz ter que lutar todos os dias contra tudo de ruim que possa prejudicar o seu bem viver, pede que estejamos sempre alerta, educando, protegendo, vivendo com eles. Não me arrependo um segundo por ter escolhido ser mãe, no real sentido da palavra. Parabéns pelo texto!

  47. A opção de ter filhos cabe assumir a responsabilidade da vida de outro ser humano! Independente se a mãe trabalha fora ou não, se tem babá, avós ou escolinhas, são apenas complementos para a educação que está dentro de casa! Os pais são exemplos para os filhos! Filhos de pais que trabalham não significa que serão largados e menos amados, isto pode acontecer também com pais que não trabalham, que estão em casa fazendo tantas outras coisas que não dedicam um tempo para a criança! Quero dizer que, o importante não é a quantidade de tempo mas sim a qualidade que fica com a criança. Enfim, filhos é um amor sem comparação que dói a alma e não cabe no coração!

  48. Eu sei que o nome do blog é “só para mães”, mas ninguém vai ficar bravo se um pai comentar, né?!
    Muito legal o post.
    Realmente nos faz pensar sobre malefícios da “terceirização”. É claro que nem todo mundo que opta por ter babá faz isso.
    Mas fica o alerta.

  49. EU TENHO 2 FILHAS DE 7 E 11 ANOS, TRABALHO FORA E NUNCA DEIXEI DE TRABALHAR, GOSTO DE TRABALHAR PARA PODER COMPRAR COISINHAS PARA ELAS, ELAS FICAM O DIA TODO NA ESCOLA E ISSO ME DEIXA UM POUCO TRISTE MAS NUNCA TIVE BABÁ, SEMPRE CUIDEI DELAS, ATE HJ FAÇO TUDO PRA ELAS, NAO ME ARREPENDO DE NADA, SAO MENINAS LINDAS, BEM CUIDADAS, VAO BEM NA ESCOLA PORQUE GRAÇAS A DEUS TEM A ATENCÇAO, CARINHO, RESPEITO E CUIDADO DOS PAIS, ELAS SAO SUPER GRUDADAS CONOSCO E AS VEZES DEIXO DE FAZER VARIAS COISAS, PREFIRO FICAR COM ELAS, E NAO ME ARREPENDO DE NADA, SOU FELIZ E ELAS SAO CRIANÇAS FELIZES

  50. Acredito que ter ou não ter babá não é o cerne principal dessa questão! é perfeitamente possível que uma mãe tenha alguém para ajudá-la no cuidado com as crianças e ainda assim seja presente e amorosa, o que não se pode admitir é que as mães deleguem as funções que são EXCLUSIVAMENTE delas, como educação e amor à terceiros desconhecidos. Pelos relatos que pude ler de algumas babás, as mães, quando tiveram oportunidade de estar com seus filhos, não lhes dispensaram o mínimo de cuidados com seus filhos (a ponto de deixar as crianças em carne viva de assaduras, porque não se importaram em trocar as fraldas…). O que se estabelece é que mães, ainda quando estão junto fisicamente, não se dão ao trabalho de dar banho, trocar a roupa, dar comida… porque isso é função da babá e eu não vou fazer o trabalho dela, ela é paga para isso… Eu concordo que é difícil em uma sociedade como a nossa as mulheres deixarem de trabalhar para criar seus filhos, mas não concordo que elas usem o tempo livre (porque ninguém trabalha 24h por dia) para serem qualquer outra coisa antes de serem mães… O que vai contar no final é a qualidade do tempo que você passa com seus filhos, ainda que esse tempo seja pequeno!

  51. Eu não vou ter filhos e um dos motivos está bem claro nesse texto: não gostaria que vivessem no mesmo mundo que essas crianças.

    Não é a toa que as coisas só pioram. As pessoas são piores a cada geração, e isso se reflete no pais. Valores distorcidos, falta de respeito…

  52. Tenho a alegria de ter dois meninos,um de 30 outro de 33, era muito nova qdo nasceram ,mas acho q foi o maior presente q ganhei, o meu maior prazer era brincar com eles, nunca deixei ninguém trocar uma fralda, a não ser o pai, não tenho nada contra babas , mas a partir do momento q nasceram, eram meus virei leoa. Qdo brigavam colocava os dois de mãozinhas dadas sentados na cama de quem tinha provocado, por meia hora, qdo terminava o tempo já estavam brincando entre eles. Para terminar a correçao um abraçava o outro com beijinho . Hoje meus meninos são homens de caráter, responsaveis e muito amigos entre eles , comigo e com o pai. A maior riqueza de minha vida!!!!!!

  53. Não entendi alguns comentários em defesa da mulher que apesar de trabalhar e precisar de uma babá, se preocupa e assume sua responsabilidade enquanto mãe, nos horários que estão em casa, pois a matéria não se referia a elas, nem dizia que elas não existiam,. Esta inclusive a é uma situação que vivenciei e tenho hoje adolescentes do qual me orgulho e tenho ótimo relacionamento e o amor é reciproco; e incluo aí o pai, que também não foi omisso em nada. Porém a matéria é relevante e tem um “alerta de cunho humanístico” no sentido de tentar dar oportunidade de reflexão aos pais que por comodidade, ou para “não perder a vida” (há quem pense assim), ou porque é jovem e imaturo, ou porque não amadureceu, ou porque deixou o “corre-corre” lhe absorver tanto a ponto de não ver o obvio, ou porque não também não tiveram pais. O importante é que precisa-se parar e rever as situações que de fato são reais, Não podemos culpar o trabalho, pois somos nós que tomamos as decisões da nossa vida em cima do que priorizamos. Não precisamos deixar de ser profissionais, mais temos que utilizar o tempo que temos livre pra ofertar carinho, amor, ensinar limites,ensinar valores e educar. Pois, o que de fato é mais importante na nossa vida que a família. Se falharmos com o futuro de nossos filhos, do qual depende nossa descendência, o que teria valido a pena? que pais são felizes com filhos dogrados, prostituídos, ou encarcerados? é muito mais ” que empurrar com a barriga a criação” . Está em questão a formação de um ser. Por fim, excelente matéria, e aqueles que se identificaram, que ótimo, poderão fazer diferente, pois agora não podem alegar que não tinham noçaõ.

  54. Olha gente, eu acho q este texto esta mt generalizado!
    Esta eh a cultura do país.
    Hj sou mãe e moro fora do Brasil, eu era baba no Rio de Janeiro da qual ia na pracinha e no baixo bebe sempre! O q aconte algumas babas se deixavam ser exploradas e depois fazem comentarios exagerados sobre “patroes” come on people! O q existe eh uma sociedade cheia de hipocrisia onde todos querem ter td ao mesmo tempo, babas querendo ser mães e mães se desdobrando para botar em pratica o q não aprenderam!

  55. Em primeiro lugar, acho que seu texto aborda praticamente apenas a figura da mãe, esquivando o pai das responsabilidades. Além disso não acho legal estes julgamentos, como se o fato da criança ter babá fosse sinônimo de ser abandonada pelos pais. Uma coisa são os casos de maus-tratos, esses são absurdos. Agora, se os pais apresentam uma boa conduta com os filhos e precisaram ou optaram em lançar mão de uma babá, não vejo problema nenhum. Várias pessoas nos comentários postaram: se não quer interromper a carreira, não tenham filhos! Ora, como assim? São essas pessoas que determinam as regras sobre quem deve querer ter um filho ou não??? Tenho vários exemplos, nos quais me inspiro, de mulheres e homens que tiveram seus filhos com muito amor e sem interromper a carreira ou qq coisa q julgassem importante em suas vidas. Atualmente as crianças são felizes, os pais são felizes e não são frustrados, nem justificam que não fizeram certas coisas em suas vidas “porque com filho não tem jeito”, como muitas pessoas fazem. Da mesma forma que focar-se na maternidade (nossa sociedade não aceita isso com o mesmo bons olhos em relação à paternidade) é uma escolha que deve ser respeitada, ser mãe e manter sua carreira, estudos, etc, também é uma escolha que deve ser respeitada e que admiro. Ninguém questiona qdo o pai continua sua carreira -como praticamente sempre ocorre-, apenas qdo a mãe faz o mesmo.

  56. Levar crianças para lugares públicos à noite pode causar danos irreversíveis ao cérebro
    Os principais danos incluem: estresse crônico, agressividade, transtorno de déficit de atenção, atraso na fala, dislexia, dificuldade de aprendizagem, rebeldia e comportamentos anti-sociais, descaso para o risco, dependência de hiper-estimulação, menor inteligência racional e emocional, propensidade ao bullying, etc. Ou seja, a fórmula para criar um pit-boy ou pit-girl: adolescentes rebeldes, que usam drogas, batem nos colegas, não estudam, participam de pegas, engravidam, etc.
    Se quiser saber como isso acontece leia mais.
    Tenho notado que está se tornando cada vez mais comum ver casais, normalmente jovens, com nenéns ou crianças de menos de 6 anos, em restaurantes e bares à noite. Frequentemente essas crianças mostram claros sinais de stress: manha, choro, malcriação, hiperatividade, etc. Alguns até ficam correndo pelo restaurante e/ou soltam gritos sem razão aparente. Tudo isso enquanto os pais conversam e tentam jantar.
    Concordo que todo mundo tem direito de se divertir e sei que é difícil encontrar com quem deixar as crianças à noite. Mas me pergunto se a diversão dos pais justifica causar danos permanentes e sérios aos cérebros dessas crianças. O pior é que as consequências aparecerão na adolescência e trarão uma série de problemas para os próprios pais. Ou seja, esses pais estão trocando poucas horas de diversão hoje por anos e anos de muita dor de cabeça e sofrimento daqui a alguns anos. Se os pais não têm consciência do que estão fazendo, então precisam tê-la. Se têm, então são criminais.
    O cérebro de um neném e, em geral, até os 8 anos de vida, é um órgão em frenética formação. Isso quer dizer a produção de novos neurônios e sinapses num ritmo alucinante. Nos primeiros 8 meses de vida, o cérebro chega a criar até 30mil novas sinapses (conexões entre neurônios) por segundo para processar e armazenar a enorme quantidade de novas informações e experiências. Durante a infância o principal propósito do cérebro é descobrir em que ambiente vive e como fazer para sobreviver e se dar bem nele. A prioridade desse desenvolvimento é tanta que o crescimento do corpo cai para o segundo plano. Por isso o ser humano é o animal que mais demora para atingir seu tamanho final. O próprio cérebro demora entre 18 e 25 anos para atingir seu ápice de formação (maturidade).
    Mas o cérebro não se forma de maneira uniforme. O cérebro emocional, primitivo e equivalente ao de um macaco, já nasce funcionando praticamente a 100%. Esta é a parte do cérebro que percebe o mundo externo e é responsável por assegurar a sobrevivência do ser no ambiente em que vive, gerando hábitos comportamentais para tanto. Mas essa parte do cérebro é muito básica, não é capaz de entender, explicar, deduzir, ou re-interpretar. Percebe as coisas como são, sem filtrar. Tudo o que é percebido como agressivo é inimigo. Tudo o que é parecido é igual e será tratado da mesma forma, com reatividade.
    Já o cérebro racional, que caracteriza o ser humano, nasce praticamente zerado e vai se formando e aprendendo a funcionar ao longo da infância e adolescência. Essa é a parte do cérebro que permite entender e diferenciar as percepções, discernir, permitindo formular comportamentos diferenciados, com pró-atividade. Para um adulto a diferença entre um restaurante barulhento cheio de gente e um tiroteio na rua é clara. Para uma criança é tudo a mesma coisa: ameaça.
    Na medida em que o cérebro vai se formando e armazenando experiência, a velocidade de formação, densidade e qualidade dos neurônios e das sinapses depende, entre outras coisas, da disponibilidade de hormônio do crescimento. Porém, esse hormônio só é produzido quando dormimos, no horário “natural” de dormir. Crianças pequenas precisam dormir muito porque precisam de muito hormônio do crescimento. Ficar acordadas até tarde (além de 19h) para que os pais possam curtir, significa produzir menos hormônio do crescimento, o que significa menos inteligência e menos competência emocional/comportamental no final da linha. Dormir de dia não produz hormônio do crescimento. Pouco sono já é, por si só, estressante e basta ver os comportamentos dessa crianças no restaurante para perceber que estão mal.
    Para o cérebro de uma criança, um restaurante barulhento, cheio de gente falando alto (no Brasil mais que em outros países), muita movimentação e rostos desconhecidos é um ambiente muito hostil. A interpretação inconsciente disso é que o mundo é um ambiente hostil e o cérebro precisa se preparar para lidar com ele. Aprender a ser hostil também, a agredir antes de ser agredido, é, há milhões de anos, uma excelente estratégia para sobreviver-se num mundo hostil. A criança se torna intolerante, agressiva, irritadiça, explosiva. Como criança já vai dar trabalho. Como adolescente poderá ser impossível de se gerenciar, como adulto será um perdedor.
    Para se formar o cérebro precisa receber estímulos. Mas tem estímulo e estímulo. Quando uma criança é exposta a estímulos positivos, variados e com conteúdo rico – brinquedos diferentes, objetos que se movem e brilham, música de qualidade e, principalmente, a voz da mãe apontando objetos e explicando palavras, o cérebro se desenvolve para aprender e processar o aprendido na geração de novos conceitos (inteligência, criatividade, etc.) e para estabelecer conexões sociais (sociabilidade, capacidade de colaborar, etc.). É fundamental que períodos de estimulação sejam alternados com períodos de tranquilidade e sono para que os novos circuitos cerebrais possam se consolidar e se conectar com os que já existiam. Se houver excesso de estimulação, se os estímulos forem agressivos (barulho, música em alto volume e/ou ruim como funk e hip-hop, luz muito forte, agitação, etc.) e/ou não houver períodos de tranquilidade, o cérebro não conseguirá processar adequadamente a nova informação ficando sobrecarregado e sentindo-se agredido por esse ambiente hostil. Quando agredido, o cérebro da criança, que ainda não dispões dos recursos de defesa que o cérebro racional – ainda não formado – proporciona, tem duas possíveis respostas: a fuga ou o ataque.
    Por uma lado a fuga: introversão exagerada, comportamento anti-social, e até graus diversos de autismo. Por outro lado o ataque: a agressão física, a desobediência, a agressão vocal/verbal – recusas, gritos e palavrões – a malcriação, a manha, etc.
    O excesso de estímulo externo, especialmente quando pobre em conteúdo, impede o desenvolvimento de uma capacidade normal de gerar estímulo interno (autoquestionamento, reflexão, auto-diálogo construtivo, etc.), prejudicando o desenvolvimento de uma vida interior rica e produtiva, ou seja, seres superficiais, imediatistas, normalmente egoístas, inconstantes, impacientes, intolerantes, sem persistência e com baixa resiliência. Adicionalmente, cérebros viciados em níveis de estímulo externo excessivo, chegam à vida adulta com forte dependência de hiper-estimulação. Não sendo capazes de se estimular internamente e não encontrando estímulo suficiente no dia-a-dia, passam a buscá-lo provocando situações que ofereçam esse alto nível de estímulo, testando limites, enfrentando pais e professores, transgredindo leis e o bom senso, não estudando e adotando comportamentos rebeldes, dirigindo em alta velocidade, bebendo em excesso, consumindo drogas, provocando brigas em bares e boates, agredindo fisicamente os mais passivos e indefesos, as minorias, o diferente que percebem como ameaça (homofobia, racismo, misoginia).
    Nos últimos 50 anos temos assistido a um crescimento assustador da violência, física e intelectual, na nossa sociedade, especialmente entre jovens e de todas as classes sociais.
    Eu tenho certeza que isso é na sua maior parte devido à forma como esses jovens foram criados e tratados quando crianças e adolescentes:
    Pouca interação construtiva com os pais (mãe especialmente) por causa da “falta de tempo”, TV, vídeo-game, etc., sobrando somente tempo para a cobrança, a bronca, a censura, a crítica.
    Ausência das mães por causa do aumento no número de mães que trabalham e a consequente convivência forçada da criança com estranhos que proporcionam estímulos pobres e, às vezes, até pouco carinho (babás, empregadas, atendentes de creche, professores despreparados).
    TV, vídeo-games, internet quando o conteúdo é de violência e transgressão, estimulando-as e proporcionando exemplo de comportamentos questionáveis a serem emulados.
    Falta de disciplina no regime de sono, de alimentação e de rotinas domésticas.

    Conclusão: se os pais continuarem a criar crianças assim, teremos uma sociedade cada vez mais intolerante e agressiva, egocêntrica e individualista, violenta, desonesta, corrupta e anti-ética em geral.
    Há alguns anos, no Rio de Janeiro, quatro adolescente de classe média espancaram uma doméstica de cor, num ponto de ônibus da Barra da Tijuca, porque (disseram) pensaram que era prostituta (como se isso justificasse).
    Entrevistados na TV alguns pais disseram “a culpa não é nossa”. Mas a dura verdade é que é sim!

  57. Minha filha acaba de completar 3 anos e a crio sem babás desde que nasceu. Sou médica e trabalhava em vários locais ao mesmo tempo. Quando voltei a trabalhar quem ficava com ela era minha mãe, deixei 2 empregos para ficar mais tempo com ela. Confesso que muitas vezes achei que não fosse dar conta de tudo.
    As pessoas me sugeriam babás ou empregadas. Tenho colegas que trabalham em vários lugares só para poder pagar babás e folguistas. Ué? Qual o motivo de trabalhar menos e ficar mais tempo em casa com os filhos. Realmente não dá para entender.
    Certo dia levei minha filha ao parquinho e me deparei com a cena descrita pela autora do blog. Várias babás e ” seus filhos”, na ocasião me chamou atenção uma menina, da idade da minha que começou a me chamar de mãe, chegou a ser agressiva com minha filha, queria colo e me seguia. Perguntei a babá onde estava a mãe daquela criança, estava viajando de férias com o marido, era uma empresária muito conceituada, muito atarefada e não tinha tempo para a filha. Coitada dessa criança.

  58. Bom, o texto está bem explicado. Não é o problema de trabalhar ou não fora. Ter babá ou não.
    O importante é a qualidade e não a quantidade do tempo que os pais ficam com seus .

  59. Essa matéria me cortou o coração. Tenho um filho de 2 anos e meio, e decidi não trabalhar até que ele tenha 4 anos e vá para a escolinha. Não são poucas as pessoas que me olham torto pela minha escolha, mas filho é prioridade acima de ter dinheiro, sapatos e roupas novas. Estou o alfabetizando em casa, e as pessoas se impressionam ao saber que ele já sabe praticamente todo o alfabeto. Posso dizer que sou mãe em tempo integral, e não me arrependo da minha escolha.
    Este é o vídeo do meu filho lendo o alfabeto:

  60. Cara Mariana, mt interessante seu post . Gostaria apenas de lembra-la que babas sempre existiram para a classe alta e fizeram parte das familias durante anos. Alem de gostarem dos patroes elas costumavam amar as crianças. A filha da baba do meu pai morou com minha tia a vida toda e foi tb amada e adorada por tds da nossa familia. Madrinha do meu irmao de batismo e de casamento!! Mas Mariana, o tempo passou e hoje em dia com tanta mudança e inversao de valores elas tem demonstrado amor so pelo dinheiro…infelizmente. Se tornaram especialistas e profissionais em detonar os pais que mts vezes precisam trabalhar e nao tem com quem deixar os babies. Elas fazem fofocas terriveis nos plays dos predios e interferem de forma totalmente deturpada no relacionamento entre as crianças. Chegamos no predio onde morei 11 anos quando meu filho tinha 5. Ele nao tinha mais baba assim como as outras crianças. Cresceram juntos em harmonia os problemas eram resolvidos normalmente. Meu filho mais novo nasceu ali assim e em apenas 6 anos vi como as coisas mudaram, para pior… Tds as crianças que nasceram depois dele tinham babas, as maes nunca ia para o play e eu me senti como vc. Minha visao foi bem outra, percebi que elas sao loucas pelo dinheiro e fazem bullying com as crinanças que descem sozinhas sem baba… Ensinam as criancas a ter preconceitos e quando as crinças brigam e elas tem que interferir ficam mt zangadas por ter que sair do celular e resolvem os conflitos da pior forma possivel. Foi-se a [epoca em que pessoas humildes eram sinonimo de bondosas… Vi um lado bem cruel destes “anjos” chamados babas…Confesso que tomei pavor delas e agradeço por te-las banido da minha familia pois as boas profissionais que sei que existem sao hoje em dia uma verdadeira raridade.

  61. Sou babá há quase 20 anos me desculpa essa realidade foge do meu profissionalismo , ja trabalhei em várias familias aqui em São Paulo já andei em muita pracinha vestida de branco conheço muitas babás , e esses depoimentos são um tanto quanto exagerados pra mim , me desculpe existem sim os pais que delegam mais a responsabilidade a nós mas não como esses relatos aí , nunca ouvi isso , juro mesmo , nunca ouvi de uma babá algo parecido , sabe o que acontece muito , familias que preferem pegar uma profissional despreparada aí acontece essas coisas , a não ser que seja essa a realidade ai no Rio de Janeiro ! Fiquei chocada com esses depoimentos desmoralizou totalmente a minha profissão !

  62. sou baba a 7 anos e tive alguns patrão que de fato não sabem ou não querem ter trabalho com os filhos mas nem todos são assim ,e achei o texto interessante e não e exagero e a mais pura verdade com exeçoes claro muitos pais amam seus filhos e cuidam muito bem deles tanto que as vezes nem temos tanto trabalho assim…

  63. Mariana adorei seu texto. Sou mãe de 2 bebes. Nicole de 1 ano e 4 meses. E Júlia de 2 semanas. Uma loucura, tenho ajuda da minha sogra. Sempre trabalhei e apesar de todo cansaço eu quero ser a mãe. Não critico quem tem babá. Mais para que ter filhos se não vão criá-los? Acredito que a maioria dos pais que tem filhos criados nessa situação, tiveram para mostrar para sociedade. Vamos ter mais um pouco de atenção aos nossos filhos!

  64. triste… Estes pais não tem noção do compromisso assumido, é tão fácil ser mãe, quando se ama nada é pesado, as vezes difícil, mas eles crescem e se receberam amor, dedicação, atenção, tudo volta pra nós pais, é como se fosse um vai e vem. Amo meus 3 rapazes e agradeço a Deus todos os dias a oportunidade de estar nessa encarnação como mãe deles, e que Deus abençoe a cada mãe, a cada babá e a cada criança, que possam receber o amor necessário para se tornarem adultos íntegros e felizes…

  65. É mais ou menos por aí. Criei meus quatro filhos sozinha, algumas poucas vezes com auxílio da minha mãe, pois morava longe dela. Sempre tive ajudante para o serviço de casa, e nunca com meus filhos. Não trabalhei fora pir opção , preferi ficar com eles. Lógico que se trabalhasse o orçamento de casa seria melhor, mas os filhos venceram. São hoje adultos diferentes de muitos que vejo. Cidadões honestos, seguros, equilibrados, e acredito que foi na educação sempre de quem os amou muito. A diferença a gente vê na sociedade de hoje. A família é para viver sempre junta e não cada um no seu trabalho fora de casa. As coisas foram invertidas.

  66. “Leia com calma antes de julgar esta ou aquela babá. E questione, principalmente, de que maneira estão agindo os pais destas crianças. Apontar o dedo para uma babá é fácil – difícil é descobrir onde está a responsabilidade das pessoas que colocaram aquela criança neste mundo”. Bastante contraditória a autora… não apontemos o dedo para as babás… então apontemos para os pais! Uai, ou bem julgamos todos ou não julgamos ninguém… Tenho certeza de que há excelentes pais que delegam boa parte dos cuidados de seus filhos a babás ou creches. E excelentes pais que fazem tudo pessoalmente. E deve haver pais horríveis que delegam tudo e outros igualmente horríveis que não delegam coisa alguma. Então vamos parar com essa bobagem de que só pode ter filho quem quiser se dedicar plenamente. A verdade é que ninguém pode impedir uma mulher de ter um filho. E não deveria poder impedi-la de não tê-lo também… Ainda podem impedir casais homossexuais de adotarem juntos uma criança. Mas não se pode impedi-los de procriarem naturalmente com terceiros do sexo oposto. Que ironia! Eles não podem adotar uma criança abandonada, que necessita de amor e cuidado, porque “não seria bom para ela”, mas podem fazer uma criança nova em folha, a seu bel prazer. Ainda bem! Porque agora só falta quererem mandar em quem pode ou não ter filhos. Já pensou? Ter que tirar uma licença?

  67. Incrível. Não tem um homem dando opinião aqui, portanto vou escrever o que penso: Ter filhos é muita responsabilidade. Para tê-los, todo mundo sabe como fazer, mas para educá-los é outra história. Todos os casais deveriam fazer um ” Curso” de como cuidar de uma criança. Neste curso entraria noções de higiene, alimentação, primeiros socorros, psicologia,etc. A educação da criança deve ser igualmente distribuída entre o homem e a mulher. Por que somente a mulher deve
    ter jornada dupla? o homem tem que estar presente em todos os momentos, até no trocar das fraldas. Acho que a mulher é muito sacrificada. O homem precisa deixar de ser besta. Tem homem que além de não ajudar, ainda acha que a mulher, depois de todo serviço pesado que faz, tem que estar sempre bonita e arrumada. Para as mulheres que aceitam esta condição, nota zero. Ela deve ter as suas recompensas, mas será que vale a pena?

      • Bem, eu fui um dos poucos que escreveu. Lendo alguns comentarios pude perceber muita magoa, raiva, culpa e outros sentimentos. Em um debate como esse, precisamos abstrair um pouco e analisar friamente a situacao. Cada caso eh um caso e ninguem esta, ou pelo menos nao deveria estar apontando dedos. Sabe-se que a qualidade do tempo vivido com as criancas esta acima da quantidade de tempo. Logo se dispomos de pouco tempo, que ele seja o mais prazeroso e amoroso possivel. O inicio do debate discutiu apenas o caso de pessoas que poderiam fazer mais, com e pelos filhos, e preferem delegar essa responsabilidade. Todos os outros casos sao perfeitamente saudaveis. A questao eh so de consciencia. Os pais conscientes ja estao fazendo seus papeis, quem nao esta, precisa ser acordado para a realidade, pois o efeito de tal educacao sera refletido na sociedade e todos nos soferemos as consequencias. Dai nosso direito de intervir. Que os homens podem e devem fazer parte dessa “cruzada”, nao resta a menor duvida,no entanto transformar uma cultura multi-milenar nao eh tao simples. Penso que ja somos, (os homens), muito mais participativos que antes e esse movimento vem crescendo a cada dia. Agora, alfinetando um pouco, as maes e as esposas poderiam ajudar mais nessa campanha; as maes, criando os filhos sem machismos (nao lavar a louca, nao arrumar o quarto…); as esposas se posicionando desde o inicio da relacao.

  68. A CADA ESCOLHA UMA RENUNCIA…
    QUERER TER UM FILHO NÃO BASTA,E É SIM COM TOTAL CERTEZA TRAZE-LO PARA SEU COLO LITERALMENTE, ADOTA-LO A SEUS CUIDADOS,TEMPO,DESISTÊNCIA DE ALGUNS COMPROMISSOS ,FESTAS,SAIDAS,BALADAS E TALS.
    POIS É DO SEU CUIDADO ,DO SEU DESPRENDER QUE ELE NECESSITA,AFINAL ELE ESTA AI E NECESSITA DE SUA PRESENÇA.
    AMEI A MATÉRIA.
    E QUE DEUS ABENÇOE A TODOS QUE BUSCAREM CRESCER DIANTE DA CHEGADA DE UM FILHO PARA SE TORNAREM PESSOAS MELHORES..
    É UM PRIVILÉGIO PODER CRESCER COM SEU FILHO,APRENDER A CADA GESTO,CADA CHORO,CADA RISO,E ISSO COMEÇA DESDE O VENTRE MATERNO.
    POR ISSO QUE CADA UM SAIBA ESCOLHER BEM A DATA PARA A CHEGADA DE SEU PIMPOLHO,POIS É NECESSARIO A SUA PERMISSÃO PARA QUE ELE VENHA .
    E A SUA PRESENÇA PARA QUE ELE SEJA UM ADULTO DO BEM,SEM MEDOS E NEM FRUSTRAÇÕES,NEM INSEGURANÇAS,ADULTOS SEMPRE MELHORES DO QUE JA FOMOS UM DIA,POIS ELE É TODO REFLEXO DO QUE VIVEU DESDE SUA CONCEPÇÃO..

  69. Eu vejo muito apontar de dedos entre as mães. A mãe que trabalha julga a mãe que fica em casa como preguiçosa ou encostada no marido. A mãe que fica em casa julga a mãe que trabalha como desnaturada ou egoista. Gente, nada disso determina uma boa mãe e um bom pai. Ter ou não dinheiro, 24 horas de dedicação ou não, etc. Cada um tem que dar o seu melhor e desejar muito ter um filho, só isso. Mãe boa e pai bom são aqueles que são felizes por viverem de acordo com as suas escolhas e circunstâncias de vida.

  70. Sim, é uma realidade terrível, já presenciei muita coisa assim. Mas também já presenciei outra realidade igualmente terrível, a dos filhos (inúmeros) largados pelas mães nas ruas, “cuidadas” por irmãos mais velhos (às vezes um ou dois anos mais velhos).
    Trabalhei numa escola na zona oeste, que era cercada por prédios de conjunto habitacional. Não raro, na hora da saída, havia uma multidão de crianças na rua… e não se via um adulto. Somente crianças, “sozinhas”, olhadas por irmãos e filhos de vizinhos.
    Carros passando na rua, às vezes próximo a ponto de quase atropelarem crianças, e adulto que é bom para tomar conta, nada.
    Essas pessoas, normalmente de classe baixa ou média baixa, infelizmente, são as que mais fazem filhos de forma irresponsável, em quantidades imensas, muitas vezes para ganhar mais um bolsa família ou seja lá o que for. E que são criados de qualquer forma, como dá. Essa também é uma realidade terrível.

  71. Sob a ótica de muitos acima, então aquele que ganha um salário mínimo e a mulher tem que trabalhar 8h por dia como babá não deveria ter filhos

  72. Texto muito bom, mas acho que tudo choca no início, assim como já tivemos a televisão fazendo esse papel de babá. Não fico tão preocupado pois a sociedade está em constante mudança e essa é apenas mais uma. É sempre assim, gerações mais velhas questionando os novos métodos. Na época de meus avós o certo era a mulher não trabalhar para criar os filhos e era absurdo o contrário, tanto quanto hoje se acha absurdo o que se apresenta no texto. E em relação ao título, acho que o que está sendo terceirizado é a maternidade, não a criança.

    • Sr. Leonardo, sou Baba e posso afirmar que a questão não está relacionada ao fato de nos tempos atuais tanto o pai quanto a mãe trabalharem fora, e precisarem de uma baba para ajudá-los, o fato é trabalhando ou não muitos estão esquecendo de amar os seus filhos o que creio que mesmo no tempo atual ou antigo faz diferença. Educão, qualquer um pode dar, mas o que também contara para que está criança se torne um adulto melhor sem dúvida alguma é a base familiar.

      • Concordo que não é o fato de os pais trabalharem fora e sim de delegarem a educação, mas nesse texto é especificamente abordado a delegação às babás. O que pontuei é que delegar a educação dos filhos não é novidade, por isso não é alarmante. A diferença é que antes se delegava para a televisão, para a vizinha, para a irmã mais velha… Isso quando os filhos não eram criados soltos na rua quando a mãe via o menino de manhã e depois só à noite. Concordo que delegar a educação dos filhos é ruim, mas chamo a atenção para o fato de que isso não é novidade.

  73. Poderia acrescentar fato real de uma família tradicional, cujos filhos menores moram num outro apartamento com as babás, no mesmo edifício dos pais. Eles precisam telefonar aos pais para serem autorizados a subir até o apartamento deles. Chocante e lamentável!!😦

  74. Acho que o texto em questao nao gira em torno apenas sobre a mae trabalhar ou nao, mas, sim, sobre a presenca materna quando ela está em casa com seus filhos. O que eu pude notar com os depoimentos das babás é que os pais, nem quando estão emcasa, assumem a eeaponsabilidade de educar e amar seus filhos. Ainda nao entenderam que ser pai e mae é abrir mao da vida que vc conhecia antes em prol de uma vida. As babas estao para ajudar mas nao substituem o amor da familia.
    Sobre travalhar fora, hj é uma necessidade de muitas familias. Feliz é aquela que tem a singular oportunidade de acompanhar o desenvolvimento dos filhos.

    • Assisti a este filme e também tenho como profissão a função de Baba. A questão aqui não é o fato de ter uma profissional para ajudar os pais, o fato é o abando da responsabilidade de serem pais. Infelismente tem pais que trabalham ou não fora e deixa que suas Babas façam a função de mãe e pai no sentido de suprir as necessidades emocionais do filho. Educão qualquer um pode dar, a criança pode sim ser educada pela Baba, Professores etc. Mas a carencia emocinal e a base do que é ser família, tem sim que vir do Pai e Mãe. Devo dizer também que tem muita criança que chora quando a Baba sai de folga, não pelo cuidado físico que recebem mas pelo cuidado emocional.

  75. A questão não é cuidar dos filhos em tempo integral ou trabalhar fora e delegar essa função para um terceiro. A questão toda se resume ao mínimo de obrigações que uma pessoa tem que ter, ao se ter um filho.
    A frase que resume tudo é essa: “Segunda-feira é sempre assim: pego a Erika toda assada, em carne viva. Os pais dela não trocam muito a fralda no final de semana, sabe como é, têm preguiça ou esquecem. E a bichinha fica assim, toda machucada. Coitadinha”,
    E isso, independente do que, é completamente repugnante e inaceitável.

  76. Isso nao é uma verdade universal! So serve pra quem é esposa e mãe e tem marido rico! A mãe moderna trabalha, administra a casa, a família. E ser boa mãe nao significa passar uma tarde no parquinho. Meus pais são médicos e fui criada por babás e sempre fui próxima da minha mãe, e desde adolescente somos melhores amigas. Estou gravida do meu primeiro filho e pretendo seguir a minha mãe. Ela é uma medica super bem sucedida e eu sou gerente de uma multinacional. So pq engravidei nao significa q me tornei uma mãe. Apenas adicionei mais essa qualidade a minha pessoa mulher, mae, filha, profissional! Ficar enburrendo no parquinho é pra esposa e nao mulher. Somos muito mais que mães, somos o pacote completo! Tenho orgulho da minha mãe ser bem sucedida e segui seus passos. Nao me lembro dos meus dois anos e de parquinho, mas lembro todos os dias dos valores que ela me ensinou e me ensina todos os dias. Mulher forte, inteligente e bem sucedida. E meu filho vai se orgulhar tb da mãe dele.

  77. Aqui na Australia nao exists babá. As mães que trabalham fora põe os filhos na escola ou creche e depois cuidado dos seus filhos elas mesma. Também coInham, lavam, limpam etc. qualquer muller pode fazer isso, recorrer a babá é também estatus. Já ouvi uma mulher, de classe alta em Belo Horizonte, prestes a se tornar mãe dizer que o sonho dela era ” ter uma mulher de Branco” isso pra mim diz muito sobre a situação. Mas cada um sabe de so e por mim, eu dou graça a Deus que não preciso trabalhar e também optei por não até meu filho mais novo it pra escola. O que acontece aqui na Austrália aos 4 anos. Adoro cuidar deles sou grata por isso. À todas as mães e pais; tenham babás se preciso mas não se esqueçam de cuidar dos seus filhos, eles precisando muito de vocês!

  78. Difícil julgar se nossa expectativa de vida vai muito além da criação dos nossos filhos. Temos que cuidar/educar/criar, enfim, exercer nossa função de pais? Sim, sem duvida. Mas carreira não é questão de escolha, é de sobrevivência. Para abandona-lá é necessário que alguém te sustente, e pelo resto da vida. Ou acham que é simples voltar ao mercado depois de velha, quando os filhos já não mais precisarem tanto da nossa dedicação? Filhos são pra vida toda, mas essa dedicação quase exclusiva dura apenas alguns anos. E depois? E quando eles se forem? Além de não ter emprego, ainda teremos que passar horas num terapeuta tentando achar algum sentido na vida, já que sem filhos pra criar sobrará um grande vazio e uma penca de contas pra pagar. Fora os casos extraordinários, que pelo visto foram os escolhidos pra destaque, muitas mães que recorrem à ajuda o fazem por uma estratégia de sobrevivência à longo prazo, pois não terão quem as sustente. Tambem coloco nesse pacote a dissolução cada vez maior da família, pois antigamente, além de muitas mulheres não precisarem trabalhar pois havia um chefe de família que garantia o sustento de todos, as famílias eram maiores e mais unidas, um ajudando o outro, criando junto. Hoje muitas crianças não tem irmãos, nem tios, nem aquela presença ativa dos avós. Cada um mora num canto diferente, muitas vezes nem na mesma cidade. Sem apoio familiar, a saída é contratar ajuda profissional sim, afinal nao somos deusas nem heroinas, somos humanas. maes apenas. Mas concordo que é bom refletir sobre o assunto, pois uma coisa são os motivos que nos levam a determinadas atitudes. Outra são as consequências nas cabecinhas das crianças criadas assim. Temos que refletir e propor alternativas de criação dos nossos pequenos, antes de julgar a torto e a direito quem está na sua frente. Somos todos responsáveis pela nova geração. Pai, mãe, família e sociedade. Mas da forma como aparece, cabe à mãe levar o peso da culpa de sermos mães ruins, termos que nos matar em jornadas duplas, triplas ou o escambal. Ou dependermos de um marido (e rico!) pra garantir nossa sobrevivencia. Muito injusto.

  79. Há um má interpretação do texto. A questão NÃØ é: ter Ou nao ter babá. A questão é terceirizar o cuidado integral dos filhos, transformando-os praticamente em bens de consumo. Infelizmente acontece muito…

  80. Não podemos generalizar! Com ou sem babá, as mães podem ser uma boa ou má mãe! Ter ajuda de uma babá pode ser um bom investimento e a mãe e esposa terá uma melhor qualidade na relação com os filhos e com o marido! A ideia é não se deixar substituir pela babá, mas ter uma aliada nas tarefas diárias!

  81. Está aí uma coisa que sempre me questionei. A grande responsabilidade que é criar e dar educação e bons princípios a uma criatura. E não adianta…essa é função dos pais. A escola ajuda, os amigos às vezes nem tanto. Mas a principal responsabilidade é dos pais e a presença deles principalmente na infância é fundamental para a formação de um adulto íntegro.

  82. Pingback: Toda Criança Pode Aprender » Terceirização de cuidados com as crianças

  83. Sei que o post é antigo, mas, após lê-lo com muito cuidado, senti vontade de comentar.

    Com dois meses de casada, 26 anos e trabalhando fora, engravidei. Meu mundo virou de cabeça para baixo e eu tive a certeza de que estava fadada a ser a pior mãe do mundo. Afinal, convenhamos!, ninguém espera que uma mulher antes dos 30, com a vida econômica ainda em lenta e inconstante formação, com apenas dois meses de casada, tenha filhos! Precisa ter estabilidade, viajar para o exterior, sair às sextas-feiras para tomar um vinho com o marido…

    Pois bem! Para piorar a situação, depois que minha filha nasceu, eu parei de trabalhar. A questão não foi financeira, foi emocional e conjuntural. Parei porque parei. Porque acreditei que apertar os cintos não seria nada perto do tanto que eu perderia caso mantivesse a minha rotina de 40 horas semanais.

    Eu quis, aos 26 anos, assumir a minha filha. Dar banho, trocar fralda, acordar de madrugada, amamentar, brincar, educar e tudo que o universo materno exige.

    E muito me espanta ver que muitas pessoas me condenam por isso. Eu escolhi! Eu estou satisfeita! Eu acredito na educação que alia quantidade com qualidade. Acredito na educação familiar muito mais que na escolar (berçário/creche!).

    Não me sinto, por isso, menos mulher e menos realizada. Muito menos me sinto melhor que aquelas que não querem ou não podem abdicar de suas carreiras para ser mãe em tempo integral.

    Babás estão aí para serem aliadas. E como tudo na vida, existe os dois lados. No entanto, me parece que estamos muito acostumados a ver o lado negativo. Ou, talvez, realmente o mundo esteja completamente do avesso mesmo.

    Não me surpreendem essas frases. Minha filha tem dois anos e passa 4 horas por dia na creche, desde que tinha 1 ano e meio. Ontem, ao conversar com a pedagoga sobre desfralde, ouvi que nós, “mãezinhas”, somos muito acomodadas e adoramos transferir as nossas responsabilidades a quem quer que seja.

    Nesta hora, virei bicho. Mas, provavelmente, é este o tipo de mãe mais comum por aí. Ou pai, é claro! Aqueles que transferem suas responsabilidades aos outros e esperam que seus relacionamentos familiares sejam uma novela de Manoel Carlos. Com mamãe tomando água de coco no baixo-bebê, enquanto as babás com uniformes impecáveis brincam na areia com os filhos.

    Por que será tão difícil encontrarmos um meio termo? Cada um sabe da sua necessidade, mas me soa assustador demais essa terceirização. E nada me tira da cabeça que é por tudo isso que esse mundo está assim tão maluco.

    Talvez um dia eu me arrependa, mas hoje acho fundamental estar ao lado da minha filha, realmente preocupada com o seu crescimento,sua educação e seu emocional.

    Desculpa o testamento

    • Perfeito! Fui criada por uma mulher maravilhosa, minha mãe, que dedicou a sua vida em nos educar, então não trabalhou… e eu e meu irmão queremos educar, cuidar e amar nossos filhos assim… sou professora e vejo o quanto é importante a presença da mãe na formação da criança, é fato!! Os alunos com os pais presentes apresentam menos dificuldades, carências e problemas na escola e na vida social, sem contar que hoje o que mais falta é amor. As crianças tem td, mas não possuem e nem sabem o essencial que é o amor e amar. Não condeno as mães que trabalhem e procuram sanar a falta de sua presença com uma educação verdadeira nas pequenas horas a noite, o importante é estar presente e deixar a criança segura e amada, o problema que a maioria dos pais passam suas responsabilidades para as professoras, babás, avós e empregadas, isso sim é errado!

    • Concordo totalmente com vc, Patricia.
      Eu tenho um filho de 2 anos e meio (completa agora em dezembro) e, como eu trabalhava na altura, ele está na creche desde os 5 meses, em tempo integral.
      Engravidei esse ano e estou a 3 semanas do parto. Mas por ter tido antes hipertensão gestacional, resolvi parar tudo e dedicar o meu tempo a esta gravidez.
      Meu filho continua na creche. Inclusive, mudei de creche porque achei que a anterior estava ficando aquém das minhas expectativas (nota: aquém = uma creche que nivela por baixo o ritmo de desenvolvimento motor e expressivo de uma criança).

      Mas o tempo que ele não está na creche, está comigo e com o meu marido. E o tempo é de qualidade. Mesmo de qualidade. Brincamos, desenhamos, contamos histórias, conversamos, cantamos, dançamos, comemos juntos à mesa TODAS as refeições, envolvemos ele nas tarefas diárias (colocar a fralda no cesto do lixo, colocar comida para a cachorrinha, separar a roupa dele e colocar na maquina de lavar, guardar os brinquedos, arrumar a cama), etc.
      Participo ativamente e com muita animação de todas as atividades que a creche estipula para estimular essa relação pai-filho que aqui na Europa também é comum ser escassa.
      Vou continuar em casa por mais alguns meses quando minha filha nascer, mas pretendo colocá-la na creche no máximo até os 8 meses, independente de voltar a trabalhar ou não.

      O convívio com outras crianças da mesma idade é fundamental pra ele se desenvolver e socializar. Mas a presença verdadeira dos pais é insubstituível.

      Os momentos que eu passo com meu filho são inestimáveis e quando estamos juntos não há outra coisa que eu prefira fazer do que estar com ele. Todos os dias ele faz uma descoberta nova, vem com uma frase nova, aprende uma música nova, se interessa por algo novo. É maravilhoso ver isso acontecer.

      Eu tenho a certeza que sou uma super mãe e não há ninguém que consiga me fazer sentir-me mal por deixá-lo 10h na creche de seg a sexta. É o melhor pra ele indiscutivelmente.

  84. Conheço pais que ficam fora a trabalho 12 horas ou mais todo dia. As crianças desde os 4 meses na creche. Jamais teria um filho se tivesse uma jornada dessas…Necessidade é diferente, mas muitas pessoas querem um filho apenas para preencher algum requisito, sem querer abrir mão de nada por ele, muito menos da carreira ou de uma vida descompromissada.

  85. Nao deve se generalizar como foi feito neste texto. Trabalho e tenho uma filha de 4 anos e jaja chega outra. Sua baba mora conosco pois estuda de manha e cuida dela pela noite. Nao é chamada de baba e sim pelo seu nome, senta se a mesa conosco e participa de todas as atividades da familia quando esta em seu horario de trabalho. Abraca e beija minha filha com incentivo de minha pessoa. Minha filha nao é terceirizada. Nao acho incorreta minha atitude. Todas as decisoes e palavra final sao dadas por mim, portabto a responsabilidade de sua educação eh minha

  86. Sou professora. Estes relatos não me surpreendem. Hoje em dia, o que mais tem é criança abandonada dentro de casa. Os pais (homens) sempre foram uns trastes mesmo, sempre largaram tudo sob responsabilidade das mães. Agora,elas estão fazendo o mesmo. As pessoas homens e mulheres, querem filhos,mas não querem trabalho.
    Pobres crianças.

    • Concordo com vc. Coitadas das crianças. Ninguém olha na ótica da criança e esquecem completamente o que essa criança precisa. E antes de mais nada esse ser humano não pediu para nascer. Os 3 primeiros anos de vida são tão importantes e significativos para o resto da vida dela, é a fase de maior desenvolvimento intelectual e emocional. O mais engraçado é que a criança pode ser sacrificada, mas 3 anos da vida dos pais não. Os maiores traumas na maioria das vezes ocorre na primeira infância e muitos pais desconhecem. Se a pessoa quer tanto ter filhos deveria imaginar que a criança vai precisar 100% deles?! O texto é claro, não é culpa das babás pq elas que estão cuidando, mas dos pais que resolveram ter filhos e esqueceram que esse ser tão frágil precisa somente deles. Existem casos que são justificáveis, pais solteiros, mas na maioria das vezes agem de forma egoísta como se ter filhos fosse uma etapa da vida obrigatória. A criança não sabe qual sua profissão, não quer roupas novas, brinquedos, viagens, a criança só quer o colo do pai e da mãe. Se o casal não tem tempo deveria reconsiderar essa opção, pq filhos e para vida toda e o que falta hoje vai refletir no futuro.

  87. Sou babá
    Na verdade nunca vivi algo tao intenso assim
    So um fato a parte que ei ficava c a bb o dia inteiro e a mãe dela em casa sem trabalhar kkk
    Banho,comida,Tudo era so p mãe descansar um pouco

    Atualmente tbm cuido de outra bb faço td …mas a mãe dela participa bastante.
    Chocada c tds esses relatos

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