Jovem que estuda música se torna adulto mais inteligente

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Um estudo apresentado em 2011 pelo periódico Neuropsychology (da Associação Americana de Psicologia) concluiu que, os jovens que estudam e praticam música durante um bom tempo, tornam-se adultos mais inteligentes. A pesquisa analisou indivíduos que tiveram contato com diferentes instrumentos musicais na infância, observando que estes conseguiram um desempenho muito melhor em testes realizados, comparados com aqueles que não tiveram esta experiência.

Setenta adultos entre 60 e 83 anos foram divididos em grupos, por cientistas da Universidade do Kansas (EUA), dependendo de seu envolvimento com a música. Os resultados mostraram que os músicos tiveram melhor desempenho, comparados àqueles que não tinham experiência com música.

O centro da questão é que, para os autores da pesquisa, a atividade musical pode servir como um desafio cognitivo, capacitando o cérebro a armazenar mais informações à medida que envelhece. Segundo Brenda Hanna-Pladdy, chefe da pesquisa, em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, “estudar um instrumento requer anos de prática e aprendizado. É possível que a prática crie conexões alternativas no cérebro que ajudam a compensar a redução cognitiva fruto da velhice”.

A descoberta mostra fundamentalmente que o funcionamento cerebral pode, sim, ser alterado e a música pode ser tema para considerações futuras porque envolve uma combinação de capacidades motoras, leitura, audição e ações repetitivas.

Sendo professor de música, não tenho dúvidas de que a prática musical faz com que haja um maior desenvolvimento intelectual e cognitivo do indivíduo. Costumo deixar isto bem claro para pais e alunos de todas as idades. Com o surgimento de experiências desta espécie, há um embasamento teórico que comprova ainda mais tal constatação.

Além disso, existe um aspecto que estudos como este não costumam apontar, por se tratar de algo imponderável e subjetivo: o desenvolvimento da sensibilidade que a música proporciona. O fato de se trabalhar com sentidos que, normalmente, apenas usamos de maneira banal e cotidiana (audição, atenção, concentração, emoção), faz com acabemos aguçando-os, o que invariavelmente aumenta nossa percepção quanto a tudo, seja apreciando arte, lendo, conversando, sabendo ouvir outra pessoa, se relacionando com outros indivíduos, enfim, fazendo uso da sensibilidade no dia-a-dia.

FONTE: Márcio Staggemeier é músico e autor do blog debaixodochapeu.wordpress.com

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