Dificuldades de aprendizagem!

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No universo escolar, a criança que tem dificuldades para aprender pode ser vista infelizmente como culpada pelas limitações que apresenta. A equipe pedagógica, contudo, não deve enxergar desse jeito. Afinal, estima-se que só 10% dos alunos possam conviver com algum tipo de problema que realmente atrapalha aprendizagem, como dislexia (distúrbio específico da linguagem escrita), discalculia (dificuldade com cálculos), deficiência mental ou o autismo. Os outros 90% da meninada com dificuldades de aprendizagem refletem problemas que nascem das oportunidades para aprender e dos déficits pedagógicos ou metodológicos.

O fonoaudiólogo educacional, ao lado de todo o time de profissionais que atuam na escola, é quem pode colaborar com a identificação precoce dos verdadeiros problemas de aprendizagem. Recomenda-se que os pais e os professores fiquem sempre atentos ao comportamento da criança.

Podem ser sinais de problemas de aprendizagem e desenvolvimento: atrasos no aparecimento da linguagem falada; dificuldades para adquirir vocabulário e formar frases de acordo com o esperado para a idade; dificuldades com a fala (omissões e trocas de fonemas); limitações na compreensão da linguagem oral; dificuldades para dialogar, iniciar interações, acompanhar atividades típicas da idade; dificuldades para se relacionar e brincar.

Sempre que houver uma suspeita de problemas de comunicação, deve-se procurar um fonoaudiólogo. No ambiente educacional, ele pode ser um dos principais especialistas para orientar professores e pais de crianças com transtornos de aprendizagem. Além disso, ele pode acompanhar o andamento dos tratamentos realizados fora da escola.

auditivo

 

Confira o que pode atrapalhar a aprendizagem das crianças:

  • Dislexia

É um distúrbio específico da linguagem escrita, caracterizado por dificuldades persistentes na identificação ou reconhecimento das palavras impressas durante a leitura e também pela presença de muitos erros ortográficos. As dificuldades que caracterizam a dislexia se evidenciam durante a alfabetização. Nessa fase escolar, a criança com esse transtorno de aprendizagem pode ter limitações para identificar os sons que compõem as palavras faladas e para compreender as associações entre letras e sons, o que provoca as dificuldades em termos de reconhecimento das palavras e de compreensão dos textos lidos. Vale frisar que a dislexia pode estar presente em crianças inteligentes e saudáveis, com boas oportunidades pedagógicas e socioculturais, sem déficits sensoriais ou emocionais. Quando assistidas através de abordagens pedagógicas apropriadas, os alunos com dislexia podem apresentar grandes avanços e superar muitas das limitações.

  • Disgrafia

Além de saber como as palavras devem ser escritas, as crianças devem desenvolver letras bem traçadas e desenhadas, seguindo os padrões convencionais que permitam a identificação por qualquer pessoa. A disgrafia, então, caracteriza-se pelas dificuldades ou limitações quanto ao traçado das letras, que ficam irregulares, distorcidas, incompletas ou não proporcionais. Esse tipo de problema, popularmente conhecido como letra feia, pode tornar o escrito irreconhecível. Mas vale abrir um parêntese: a disgrafia pode ser decorrente de dificuldades motoras, visuais ou espaciais. Além disso, ela deve ser diferenciada da letra com traçado displicente, sem cuidados por parte de quem escreve.

  • Disortografia

Todas as línguas determinam a forma como as palavras devem ser escritas. No português, por exemplo, temos que escrever “gelo” com a letra “g” e não com “j”. Isso significa que há regras que determinam o modo convencional de escrita das palavras. Assim, espera-se que as crianças dominem, cada vez com mais segurança e precisão, a ortografia ou modo correto de se grafar as palavras. Porém, alguns alunos têm dificuldade acima da média para essa aprendizagem e produzem, em seus escritos, erros sistemáticos e duradouros de ortografia, que não se relacionam com um padrão de alterações esperado para a faixa etária.

  • Desordem do processamento auditivo (DPA)

É caracterizado por uma dificuldade de prestar atenção e sintetizar informações auditivas (seguir instruções verbais e recontar histórias) e por dificuldades em manter o foco de atenção em um estímulo auditivo em ambientes ruidosos (prestar atenção ao professor em sala de aula barulhenta). Isso pode gerar comportamentos agitados, distraídos ou mesmo inibidos nas crianças, que podem apresentar problemas de aprendizagem devido a esses obstáculos que vivenciam.

Fonte: Respostas para perguntas frequentes na área de fonoaudiologia educacional (SBFa)

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Sobre danipeternel

A mãe mais felizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz :) "Três coisas agradeço a Deus todos os dias de minha vida:o ter-me permitido o conhecimento de sua obra,o haver acendido a lâmpada da fé na minha treva material e o ter-me dado outra vida a esperar depois desta". (Frei Anselmo)

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