Carinho <3

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Carinho é vital. Não estou dizendo isso no sentido metafórico, mas, no sentido real. Falta de carinho, mata! Em 1930, na Inglaterra, constataram que os bebês internados em um hospital mais pobre, com menos condições, sobreviviam mais do que os que estavam em um hospital melhor. A diferença era que no hospital mais pobre, a equipe de enfermagem ficava com os bebês no colo porque não tinham incubadoras onde deixá-los. Daí se criou um termo- Hospitalismo – para esta situação de deprivação emocional. Apesar de receberem alimentação adequada, por falta de carinho, os bebês do hospital melhor perdiam peso, contraíam infecções e, muitos, morriam.

Claro que esta é uma situação extrema, mas, serve como exemplo de que o carinho não é só uma necessidade, afetiva, emocional. Não há a menor hipótese de uma criança, filho de quem lê este blog, chegar a este ponto. Quero então falar de algumas sutilezas em torno do carinho.

Afinal de contas, o que é carinho? Dificilmente vou conseguir definir, de forma completa e abrangente o que seja carinho. Queria propor que cada um pensasse um pouco no que é carinho para si. Quando você se sente recebendo carinho? E quando era criança, de que carinhos você se lembra?

Em função de uma vida onde “não temos tempo para nada”, sem muita disponibilidade para abrir mão das nossas vidas pessoais e provocados pelo consumismo, carinho pode ser confundido com um presente. Algo que compramos e levamos para nossos filhos. Carinho pode ser confundido com pensar no futuro dos filhos, investindo em educação e atividades extra-curriculares. Carinho pode ser confundido com satisfazer a todos os desejos dos filhos, quando o que podem estar nos pedindo são limites. A lista de carinhos confundidos poderia ficar grande, mas, o denominador comum é o nosso espanto, diante de uma reação de pouca gratidão ou insatisfação, por parte dos filhos: “faço tudo para agradar essa criança, dou do bom e do melhor e parece que nunca está satisfeita!”.

Sem dúvida, tudo que listei acima pode ser carinho também. Nada contra um presente, investir em educação e desenvolvimento, atender um desejo etc. Mas, só isso não é carinho. Carinho não é algo que, obrigatoriamente fazemos ou compramos. Carinho é o respeito pela individualidade, o reconhecimento do que nossos filhos fazem com orgulho. Carinho é um abraço silencioso, um olhar cúmplice, uma chegada em casa, parando para brincar cinco minutos. É um perguntar sobre o dia do filho e contar sobre o seu. Carinho é viajar de carro conversando e inventando coisas para o tempo passar, sem ligar um equipamento eletrônico ou dvd , o tempo todo. Carinho e embolar no chão e gargalhar.

Em uma palavra? Carinho é quando a criança se sente incluída.

 

Fonte:  site do Dr. Roberto Cooper- Pediatria

Sobre danipeternel

A mãe mais felizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz :) "Três coisas agradeço a Deus todos os dias de minha vida:o ter-me permitido o conhecimento de sua obra,o haver acendido a lâmpada da fé na minha treva material e o ter-me dado outra vida a esperar depois desta". (Frei Anselmo)

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