Arquivo mensal: setembro 2013

Miojo da depressão!

Padrão

Image

 

Dicas para oferecer uma refeição mais saudável e riscar de vez o macarrão instantâneo da sua lista de compras

“Minha mãe me deu miojo a vida toda, e eu tô aqui, vivo!”

Essa é a desculpa de muita gente para oferecer esse tipo de comida às crianças. Muito provavelmente você deve estar vivo, sedentário, e, em mais alguns anos, irá começar a tomar um comprimidinho bobo para a pressão.

Há quem acredite que o miojo fica pronto em três minutos, mas leva um pouco mais se você contar o tempo que a água demora a ferver. Chutando alto, você pode demorar uns 6 minutos para fazer o almoço da criançada. Com rapidez, uma bomba de sódio sem valor nutricional algum está pronta. “Mas eu não ponho o tempero”. Bela roba, diria minha vó. O macarrão instantâneo só é assim porque é pré-cozido e FRITO antes de ir para o saquinho.

Acredito que o segredo da substituição do miojo por outras coisas mais saudáveis é a organização. Esse negócio de não ter tempo fica para trás quando você se prepara para eventuais emergências. A dica vale não só para a invenção do senhor Momofuku Ando, mas para todo o tipo de comida industrializada que se oferece às crianças: da lasanha congelada à comida de potinho.

Não é possível que cozinhar um macarrão cabelo de anjo demore mais do que preparar o miojo nosso de cada dia. Se você achar que ainda assim a preguiça fala mais alto, leia este post.

A velha desculpa da falta de tempo, da preguiça, do cansaço não pode prevalecer sobre a saúde dos nossos filhos. Então, anote!

  • Tenha sempre um macarrão cabelo de anjo ou argolinha na despensa. Eles cozinham super-rápidos e acompanhados de um queijinho são os favoritos da criançada.
  • Previna-se: sempre que estiver inspirada e for cozinhar algo saudável, faça um pouquinho a mais e congele pequenas porções. Vale deixar um potinho pequeno com arroz e carne de panela no freezer, por exemplo. Aproveite aqueles vidrinhos das papinhas que podem ir ao microondas depois.
  • Tenha hamburguer e nuggets caseiros congelados: é uma manhã que você fica na cozinha para uns dois meses de muita refeição de emergência garantida.
  • Perca o medo da panela de pressão. Em 15 minutinhos é possível preparar uma sopinha bem nutritiva que pode garantir umas 6 refeições do seu pequeno.
  • Tenha sempre batata e mandioquinha em casa: cozinham rápido, ainda mais quando descascadas e picadas, e podem virar papinhas, purês, ou virarem acompanhamento daquele restinho de filé de frango que restou do jantar de ontem.
  • Tenha tabletes de caldo de legumes caseiro. Enriquecem e temperam qualquer coisa que precisar ser cozida.

Seja firme e diga não aos industrializados de emergência: no começo você vai achar que não vale a pena, mas em pouco tempo você pega o jeito da coisa e vai valer a pena!

E caso sua criatividade e a preguiça não ajudarem, visite esse pessoal bacana sempre disposto a nos ajudar a fazer escolhas mais saudáveis para a alimentação das crianças:

http://www.asdeliciasdodudu.com.br/

http://www.comerparacrescer.com/

http://www.maternidadecolorida.com.br/

http://nutricionistainfantil.blogspot.com.br/

FONTE: BLOG DA DIIIRCE

Jovem que estuda música se torna adulto mais inteligente

Padrão

 

Image

Um estudo apresentado em 2011 pelo periódico Neuropsychology (da Associação Americana de Psicologia) concluiu que, os jovens que estudam e praticam música durante um bom tempo, tornam-se adultos mais inteligentes. A pesquisa analisou indivíduos que tiveram contato com diferentes instrumentos musicais na infância, observando que estes conseguiram um desempenho muito melhor em testes realizados, comparados com aqueles que não tiveram esta experiência.

Setenta adultos entre 60 e 83 anos foram divididos em grupos, por cientistas da Universidade do Kansas (EUA), dependendo de seu envolvimento com a música. Os resultados mostraram que os músicos tiveram melhor desempenho, comparados àqueles que não tinham experiência com música.

O centro da questão é que, para os autores da pesquisa, a atividade musical pode servir como um desafio cognitivo, capacitando o cérebro a armazenar mais informações à medida que envelhece. Segundo Brenda Hanna-Pladdy, chefe da pesquisa, em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, “estudar um instrumento requer anos de prática e aprendizado. É possível que a prática crie conexões alternativas no cérebro que ajudam a compensar a redução cognitiva fruto da velhice”.

A descoberta mostra fundamentalmente que o funcionamento cerebral pode, sim, ser alterado e a música pode ser tema para considerações futuras porque envolve uma combinação de capacidades motoras, leitura, audição e ações repetitivas.

Sendo professor de música, não tenho dúvidas de que a prática musical faz com que haja um maior desenvolvimento intelectual e cognitivo do indivíduo. Costumo deixar isto bem claro para pais e alunos de todas as idades. Com o surgimento de experiências desta espécie, há um embasamento teórico que comprova ainda mais tal constatação.

Além disso, existe um aspecto que estudos como este não costumam apontar, por se tratar de algo imponderável e subjetivo: o desenvolvimento da sensibilidade que a música proporciona. O fato de se trabalhar com sentidos que, normalmente, apenas usamos de maneira banal e cotidiana (audição, atenção, concentração, emoção), faz com acabemos aguçando-os, o que invariavelmente aumenta nossa percepção quanto a tudo, seja apreciando arte, lendo, conversando, sabendo ouvir outra pessoa, se relacionando com outros indivíduos, enfim, fazendo uso da sensibilidade no dia-a-dia.

FONTE: Márcio Staggemeier é músico e autor do blog debaixodochapeu.wordpress.com

Como educar os filhos?

Padrão

Image

 

Criar filhos inteligentes, responsáveis, tolerantes, com boa autoestima… Educar é um desafio diário para todos os pais, sem exceção. As dúvidas que vêm com essa responsabilidade foram tema de palestra promovida pelo Educar para Crescer.

Dois profissionais com mais de 20 anos de experiência na área da Educação falaram para os funcionários da DGB, holding de logística e distribuição do Grupo Abril nesta quinta-feira (15), em mais uma edição do projeto Cruzando Pontes, uma iniciativa do Grupo Abril que convida especialistas para falar com os funcionários do grupo sobre importantes temas da sociedade.

A importância dos limites
“A palavra-chave para educar os filhos é não.” Assim começou a exposição da psicóloga Rosana Augone, especializada em psicologia infantil e com mais de 30 anos de experiência na área. Essa palavrinha mágica é muito importante na formação da criança e, apesar de parecer fácil dizê-la, os pais penam para manterem-se firmes no “não”.

Dar limites de forma coerente é o principal desafio nos sete primeiros anos da criança- que são também os mais importantes na vida da criança, pois é a fase construtora, quando as bases da personalidade da criança são estabelecidas.

Muitos pais não querem ser autoritários e essa insegurança de errar ou traumatizar os filhos atrapalham a construção de uma autoridade saudável e necessária. “O pai não pode ficar em cima do muro. Dizer ‘não’ e depois ceder ou dizer ‘sim’ e depois mudar de ideia é muito ruim para os pais, que perdem autoridade, e para as crianças, que ficam sem referência”, explica. Isso acaba ensinando, sem querer, que se o filho fizer birra ou seduzir os pais, é possível conseguir tudo o que querem.

O resultado? As crianças não amadurecem e podem permanecer nessa fase de desenvolvimento, em que são impacientes manipuladoras, intolerantes, inseguras, egocentradas e cheias de si.

Rosana concluiu dizendo que não existem receitas para educar as crianças, mas é importante que os pais sejam coerentes na hora de dizer sim e não, sabendo os limites do que elas podem ou não fazer vão se modificando conforme o tempo. “Por mais duro que os pais sejam, eles educam com amor. Se vocês não fizerem isso em casa, as crianças vão aprender os limites fora de casa e da escola, onde

Os três pilares para uma educação saudável, elencados pela psicóloga Rosana Augone:

a) Aprender a dizer não, para que a criança aprenda limites e outras regras sociais de convivência
b) Dar autonomia, de maneira que a criança aprenda a fazer suas próprias escolhas e serem responsáveis pelas consequências delas
c) Não se esquecer de elogiar, pois quando a criança sabe quais são suas qualidades – e defeitos-, sua autoestima é fortalecida.

Parceria entre família e escola
Os efeitos da falta de limites e de coerência em casa acabam gerando problemas mais tarde, na escola. E foi exatamente sobre a relação entre a família e a escola que falou o pedagogo e cientista social Laércio Carrer, coordenador de Ensino Fundamental no Colégio Albert Sabin. com mais de 23 anos de experiência como educador.

A criança que vem de uma educação sem limites chega na escola acostumada ter seus desejos individuais atendidos, mas o espaço escolar é coletivo. “A criança perde a “exclusividade” que tinha em casa e precisa aprender a dividir a atenção com outros colegas e a conviver com o diferente”, disse Carrer.

O conflito, porém, se estende para a relação entre a família e a escola. Para Carrer, alguns pais têm a expectativa de que o professor seja o segundo pai dos filhos. “Quando existe essa oposição entre família e escola todos perdem: a escola, os pais, os educadores e, principalmente, os filhos”, concluiu.

Ele alerta que esse processo acaba produzindo uma sociedade pouco saudável. A escola é o espaço da diferença, que deveria enriquecer a ligação com a divergência e a diversidade, porém, Carrer explica que hoje as crianças não são ensinadas a aceitar o diferente. “Aí nasce o preconceito. Isso é um aspecto sério para a construção de uma sociedade saudável. Vemos o outro não como próximo, mas como adversário”, apontou.

Três dicas para a construção de uma parceria entre família e escola, pelo pedagogo Laércio Carrer:

a) Conhecer a escola, entender seu projeto pedagógico, para saber se a instituição responde às expectativas da família.
b) Entender que a escola é aliada na educação do filho e estabelecer o respeito mútuo
c) Apenas o diálogo pode resolver a confusão sobre qual é o papel da escola e o papel da família.

Dúvidas dos Pais
Confira abaixo algumas perguntas feitas pelos funcionários da DGB:

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/educar-filhos-750161.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar

FONTE: Revista Crescer

Dificuldades de aprendizagem!

Padrão

Image

No universo escolar, a criança que tem dificuldades para aprender pode ser vista infelizmente como culpada pelas limitações que apresenta. A equipe pedagógica, contudo, não deve enxergar desse jeito. Afinal, estima-se que só 10% dos alunos possam conviver com algum tipo de problema que realmente atrapalha aprendizagem, como dislexia (distúrbio específico da linguagem escrita), discalculia (dificuldade com cálculos), deficiência mental ou o autismo. Os outros 90% da meninada com dificuldades de aprendizagem refletem problemas que nascem das oportunidades para aprender e dos déficits pedagógicos ou metodológicos.

O fonoaudiólogo educacional, ao lado de todo o time de profissionais que atuam na escola, é quem pode colaborar com a identificação precoce dos verdadeiros problemas de aprendizagem. Recomenda-se que os pais e os professores fiquem sempre atentos ao comportamento da criança.

Podem ser sinais de problemas de aprendizagem e desenvolvimento: atrasos no aparecimento da linguagem falada; dificuldades para adquirir vocabulário e formar frases de acordo com o esperado para a idade; dificuldades com a fala (omissões e trocas de fonemas); limitações na compreensão da linguagem oral; dificuldades para dialogar, iniciar interações, acompanhar atividades típicas da idade; dificuldades para se relacionar e brincar.

Sempre que houver uma suspeita de problemas de comunicação, deve-se procurar um fonoaudiólogo. No ambiente educacional, ele pode ser um dos principais especialistas para orientar professores e pais de crianças com transtornos de aprendizagem. Além disso, ele pode acompanhar o andamento dos tratamentos realizados fora da escola.

auditivo

 

Confira o que pode atrapalhar a aprendizagem das crianças:

  • Dislexia

É um distúrbio específico da linguagem escrita, caracterizado por dificuldades persistentes na identificação ou reconhecimento das palavras impressas durante a leitura e também pela presença de muitos erros ortográficos. As dificuldades que caracterizam a dislexia se evidenciam durante a alfabetização. Nessa fase escolar, a criança com esse transtorno de aprendizagem pode ter limitações para identificar os sons que compõem as palavras faladas e para compreender as associações entre letras e sons, o que provoca as dificuldades em termos de reconhecimento das palavras e de compreensão dos textos lidos. Vale frisar que a dislexia pode estar presente em crianças inteligentes e saudáveis, com boas oportunidades pedagógicas e socioculturais, sem déficits sensoriais ou emocionais. Quando assistidas através de abordagens pedagógicas apropriadas, os alunos com dislexia podem apresentar grandes avanços e superar muitas das limitações.

  • Disgrafia

Além de saber como as palavras devem ser escritas, as crianças devem desenvolver letras bem traçadas e desenhadas, seguindo os padrões convencionais que permitam a identificação por qualquer pessoa. A disgrafia, então, caracteriza-se pelas dificuldades ou limitações quanto ao traçado das letras, que ficam irregulares, distorcidas, incompletas ou não proporcionais. Esse tipo de problema, popularmente conhecido como letra feia, pode tornar o escrito irreconhecível. Mas vale abrir um parêntese: a disgrafia pode ser decorrente de dificuldades motoras, visuais ou espaciais. Além disso, ela deve ser diferenciada da letra com traçado displicente, sem cuidados por parte de quem escreve.

  • Disortografia

Todas as línguas determinam a forma como as palavras devem ser escritas. No português, por exemplo, temos que escrever “gelo” com a letra “g” e não com “j”. Isso significa que há regras que determinam o modo convencional de escrita das palavras. Assim, espera-se que as crianças dominem, cada vez com mais segurança e precisão, a ortografia ou modo correto de se grafar as palavras. Porém, alguns alunos têm dificuldade acima da média para essa aprendizagem e produzem, em seus escritos, erros sistemáticos e duradouros de ortografia, que não se relacionam com um padrão de alterações esperado para a faixa etária.

  • Desordem do processamento auditivo (DPA)

É caracterizado por uma dificuldade de prestar atenção e sintetizar informações auditivas (seguir instruções verbais e recontar histórias) e por dificuldades em manter o foco de atenção em um estímulo auditivo em ambientes ruidosos (prestar atenção ao professor em sala de aula barulhenta). Isso pode gerar comportamentos agitados, distraídos ou mesmo inibidos nas crianças, que podem apresentar problemas de aprendizagem devido a esses obstáculos que vivenciam.

Fonte: Respostas para perguntas frequentes na área de fonoaudiologia educacional (SBFa)

dislexia

Carinho <3

Padrão

Image

Carinho é vital. Não estou dizendo isso no sentido metafórico, mas, no sentido real. Falta de carinho, mata! Em 1930, na Inglaterra, constataram que os bebês internados em um hospital mais pobre, com menos condições, sobreviviam mais do que os que estavam em um hospital melhor. A diferença era que no hospital mais pobre, a equipe de enfermagem ficava com os bebês no colo porque não tinham incubadoras onde deixá-los. Daí se criou um termo- Hospitalismo – para esta situação de deprivação emocional. Apesar de receberem alimentação adequada, por falta de carinho, os bebês do hospital melhor perdiam peso, contraíam infecções e, muitos, morriam.

Claro que esta é uma situação extrema, mas, serve como exemplo de que o carinho não é só uma necessidade, afetiva, emocional. Não há a menor hipótese de uma criança, filho de quem lê este blog, chegar a este ponto. Quero então falar de algumas sutilezas em torno do carinho.

Afinal de contas, o que é carinho? Dificilmente vou conseguir definir, de forma completa e abrangente o que seja carinho. Queria propor que cada um pensasse um pouco no que é carinho para si. Quando você se sente recebendo carinho? E quando era criança, de que carinhos você se lembra?

Em função de uma vida onde “não temos tempo para nada”, sem muita disponibilidade para abrir mão das nossas vidas pessoais e provocados pelo consumismo, carinho pode ser confundido com um presente. Algo que compramos e levamos para nossos filhos. Carinho pode ser confundido com pensar no futuro dos filhos, investindo em educação e atividades extra-curriculares. Carinho pode ser confundido com satisfazer a todos os desejos dos filhos, quando o que podem estar nos pedindo são limites. A lista de carinhos confundidos poderia ficar grande, mas, o denominador comum é o nosso espanto, diante de uma reação de pouca gratidão ou insatisfação, por parte dos filhos: “faço tudo para agradar essa criança, dou do bom e do melhor e parece que nunca está satisfeita!”.

Sem dúvida, tudo que listei acima pode ser carinho também. Nada contra um presente, investir em educação e desenvolvimento, atender um desejo etc. Mas, só isso não é carinho. Carinho não é algo que, obrigatoriamente fazemos ou compramos. Carinho é o respeito pela individualidade, o reconhecimento do que nossos filhos fazem com orgulho. Carinho é um abraço silencioso, um olhar cúmplice, uma chegada em casa, parando para brincar cinco minutos. É um perguntar sobre o dia do filho e contar sobre o seu. Carinho é viajar de carro conversando e inventando coisas para o tempo passar, sem ligar um equipamento eletrônico ou dvd , o tempo todo. Carinho e embolar no chão e gargalhar.

Em uma palavra? Carinho é quando a criança se sente incluída.

 

Fonte:  site do Dr. Roberto Cooper- Pediatria