Arquivo mensal: fevereiro 2013

10 alimentos que parecem saudáveis, mas não são!

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1 – Barrinha de cereais

Elas prometem ser uma ótima opção para o lanche das crianças porque são práticas de armazenar e contêm fibras – nutrientes que aumentam a sensação de saciedade, dão energia e ajudam no funcionamento do intestino e na absorção de gorduras. Pelo menos na teoria. Especialistas alertam que muitas das barrinhas de cereais que existem no mercado são, na verdade, ricas em açúcar e sódio. Para saber se a que você compra é assim, compare os ingredientes que estão no rótulo. O que vem primeiro é o que está em maior quantidade, então procure marcas em que a fibra esteja no começo da lista. Prefira as de fruta, que são menos gordurosas, e as que contêm flocos de milho, mel, aveia e castanhas. “Também fique de olho porque a lecitina de soja, substância usada para dar liga no alimento, pode causar alergia nas crianças”, alerta a nutricionista Elaine Pádua, autora do livro O Que Tem no Prato do Seu Filho? – Um Guia Prático de Nutrição Para os Pais (Ed. Alles Trade). Você pode fazer uma barrinha mais natural em casa ou substituí-la pela bananada (doce de banana em massa) sem açúcar, que também tem fibra e mais vitaminas. Nesse caso, a banana não é desidratada, como na barrinha, mantendo seus nutrientes.

2 – Suco de caixinha

Algumas dessas bebidas, também chamadas de néctar de fruta, têm tanto quanto ou até mais açúcar do que os refrigerantes. São até duas colheres de sopa a cada 200 ml, além de uma quantidade grande de sódio, substância que, em excesso, pode sobrecarregar os rins e aumentar as chances de a criança ter pressão alta no futuro. Os corantes e aromas também aparecem no suco de caixinha (inclusive nos de soja), ou seja, mais química ainda. A saída é alterná-lo com o suco natural (ou água mesmo!). Você pode dar o industrializado no lanche, por exemplo, e o caseiro, no jantar. Na lancheira térmica, o suco natural dura até três horas sem estragar. Para aumentar a duração da bebida, misture-a com água de coco, que retarda o processo de oxidação, é um hidratante natural e não tem muito sódio nem na versão das prateleiras. Outra alternativa são os sucos prontos integrais, que não têm açúcar e só precisam ser dissolvidos em água. Mas não abuse. Qualquer tipo de suco deve ser consumido no máximo duas vezes ao dia, pois são calóricos – pense que, para fazer apenas um copo do de laranja, é preciso três frutas!

3 – Peito de peru

Apesar de ser visto como uma alternativa melhor do que o presunto, os dois têm a mesma quantidade de sódio e gordura porque são uma mistura de carne e pele (eca!) do animal. Para conservar o produto, as indústrias usam nitritos e nitratos, substâncias químicas que, segundo algumas pesquisas, podem causar câncer se consumidas por muito tempo. Por isso, libere esses alimentos embutidos ou processados (e, nessa categoria, entra também a salsicha e a mortadela) apenas uma vez por semana, de preferência a versão sem capa de gordura.

4 – Sobremesa láctea

As sobremesas lácteas (como o queijo petit suisse ou aquelas sabor chocolate, baunilha…), fazem sucesso com as crianças porque são bem docinhas e saborosas. Mas não se engane pela aparência de iogurte, pois elas têm bem menos quantidade de cálcio – um mineral essencial para o crescimento e fortalecimento dos ossos, dentes e cabelos. Além disso, esses produtos são gordurosos e têm pouca proteína. “No lugar da fruta, mais nutritiva, muitos contêm aromas e corantes artificiais, que devem ser evitados nos primeiros anos de vida pois estão relacionados a uma série de problemas – de alergia à hiperatividade”, afirma Elaine Pádua. Ela explica que os corantes amarelos e vermelhos são os mais perigosos. É claro que seu filho vai querer comer essas guloseimas de vez em quando. Porém, sempre que possível, substitua por uma mistura de iogurte natural com a fruta que ele mais gosta. Basta bater essa combinação no liquidificador ou amassá-la com um garfo. Se o seu filho quiser algo mais doce, coloque açúcar mascavo. Essa preparação deve ser consumida entre 30 minutos e 1 hora.

5 – Leite de soja

A soja é classificada como um alimento saudável, mas nem sempre é uma boa ideia oferecê-la para as crianças. Isso porque pode ser tão alergênica quanto a lactose, presente no leite de vaca. “A soja é uma proteína de difícil digestão, por isso, pode causar alergias alimentares em crianças menores de dois anos, que têm um sistema digestivo imaturo”, afirma a nutricionista Santhi Karavias, do projeto Lancheira Saudável, em São Paulo. Alguns especialistas até questionam o nome “leite”, já que ele não oferece os mesmos nutrientes, como os aminoácidos e o cálcio. Se o seu filho tem intolerância à lactose, você já encontra bebidas com adição de cálcio. Também vale substituir por leite de arroz, amêndoa e de cabra.

6 – Bisnaguinha

Ela é molinha e fofinha graças a muuuita gordura hidrogenada! Esse tipo de pão é feito de farinha branca e açúcar, ou seja, tem poucos nutrientes e nada de fibras. Não faz mal oferecê-lo uma vez por semana, mas, nos outros dias, opte pela versão integral ou de fôrma, recheando com requeijão ou até geleia, contanto que seja sem açúcar. Os pães de padaria ou feitos em casa, naquelas panificadoras portáteis, também são ótimos substitutos, pois têm menos conservantes. Outra opção rápida e saudável: minipizza de pão sírio! Chame seu filho para ajudar você a montar essa delícia com muçarela de búfala, queijo prato ou queijo branco, tomate – pode ser o cereja, que as crianças adoram – e algumas folhinhas de manjericão fresco. Aí, é só colocar no forno em fogo baixo por 15 minutos e se deliciar.

7 – Frozen yogurt

Eles parecem saudáveis por conta do iogurte, que tem pouca gordura e é fonte de cálcio. Realmente são uma boa opção, mas só se a marca de frozen usar iogurte de verdade em sua formulação. “Esse ingrediente é bom porque é natural e não tem aromatizante”, explica Santhi Karavias, do projeto Lancheira Saudável (SP). Em 2011, o Proteste analisou oito lojas e constatou que apenas uma usava mesmo a bebida láctea, enquanto as outras misturavam sorvete comum ou à base de iogurte. “Esses últimos têm gordura saturada e trans, que aumentam o colesterol ruim e ainda diminuem o bom”, completa Santhi. Para se proteger dos “falsos”, analise o rótulo (quando tiver) e pergunte a porcentagem de gordura (quanto mais próxima de zero, melhor). Ah, e controle as coberturas escolhidas pelo seu filho, que costumam ser uma bomba calórica.

8 – Cereal matinal

Já reparou no que sobra no saquinho quando acaba o cereal do seu filho? Açúcar puro. Pode ser uma boa fonte de energia, já que cada grão do cereal é um grão de milho, mas só. “É possível conseguir a mesma quantidade de carboidratos em outros alimentos, como pão integral e mingau”, explica a nutricionista Priscila Maximino, da Nutrociência, que presta assessoria nutricional, em São Paulo. Há, no entanto, opções sem açúcar (em geral, destinadas aos adultos). Você pode adicionar uma fruta, como banana ou morango, para deixar a mistura mais docinha. Depois que seu filho tiver um ano, também dá para usar mel. Se quiser usar açúcar mesmo, prefira o cristal (uma colher de chá basta), que é menos processado do que o refinado.

9 – Empanados de frango

Parece carne de frango, mas o empanado é o que os nutricionistas chamam de compensado, uma mistura de ingredientes nada nutritivos, como partes de frango, pele, farinha e leite em pó. Então, mesmo que você faça assado em vez de frito, ele não é saudável. Para piorar, o que dá gosto à mistura é o glutamato monossódico. “A substância realça o sabor e interfere no paladar da criança, deixando a papila gustativa acostumada a esse tipo de alimento”, conta a nutricionista funcional Gabriela Maia, do Rio de Janeiro. Muitas vezes o empanado industrializado é usado como substituto da carne de boi ou de frango, que são proteínas completas. Só que eles não são equivalentes. Uma opção é fazê-lo em casa. Não tem tempo? Então, para suprir a quantidade de proteínas da carne, que tal cozinhar cerca de quatro ovos de codorna? O preparo vai levar os mesmos cinco a dez minutos.

10 – Produtos light e diet

Se você tinha a impressão de que poderia consumi-los sem restrições, esqueça! Para crianças, os diet e os light são indicados apenas em casos de doenças como obesidade e diabetes. Achar que eles podem ser servidos à vontade, já que têm menos açúcar e gordura, é um erro. “Isso porque o fabricante adiciona sódio para manter o sabor. Então, melhor ingerir uma quantidade menor da versão tradicional do que o dobro da light”, orienta Virginia Weffort, nutróloga do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). E a criança precisa de energia para crescer, então não é indicado tirar totalmente o açúcar da dieta – lembrando que ele é encontrado em vários alimentos, como frutas e massas.

Eles são saudáveis, quem diria

Atum enlatado : A versão conservada em água em vez de óleo é fonte de ômega 3 e tem gordura boa. Bom substituto para os embutidos.

Legumes congelados : São práticos e têm boa conservação de nutrientes e fibras. O congelamento faz com que percam apenas um pouco de vitamina C.

Pipoca:  É rica em fibras e substâncias antioxidantes, que podem prevenir até câncer. Mas preste atenção no preparo: de micro-ondas não vale. Faça na panela com um fio de óleo vegetal. E não exagere no sal!

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Espectro autista

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Hoje falaremos sobre um assunto que ainda é um tabu por ser muito mal compreendido pela maioria das pessoas: O autismo.

Porque resolvi falar desse assunto?

Porque durante um tempo a Sarah teve suspeita de autismo e eu saí em busca de informações e acabei aprendendo bastante sobre o assunto. A explicação da neurologista que cuida da Sarah também me fez enxergar que a idéia que temos desse problema é muito baseada em filmes que apresentam autistas totalmente estereotipados e que muitas vezes se assemelham a loucos e a realidade é muito diferente desses filmes que denigrem e incentivam o preconceito aos portadores dessa disfunção do relacionamento social (uma das definições do autismo).

Primeiramente eu não sabia que o autismo podia ser classificado em diversos níveis, pra mim autismo era tudo igual, os sintomas eram iguais e o tratamento o mesmo. Depois que pesquisei muito sobre o assunto descobri que o que existe na verdade é uma coisa chamada ESPECTRO AUTISTA que encaixa diversos níveis de comprometimento pelo autismo e também por outra síndrome chamada “Síndrome de Asperger”. O que vai determinar os sintomas, a etiologia e o prognóstico da criança é o nível e o quadro em que ela se encaixa.

É aí que começa o grande problema!

Primeiramente porque é extremamente difícil encontrar um profissional verdadeiramente capacitado em dar o diagnóstico correto. Depois porque antes dos dois ou três anos de idade, provavelmente todos os médicos trabalharão apenas com hipóteses já que a criança está em pleno desenvolvimento neuro-psico-motor e pode de repente deixar de demonstrar os sinais clássicos do autismo, portanto a maioria dominante dos médicos irá apenas observar a criança até que ela complete três anos de idade, quando já é possível determinar com mais clareza se ela realmente se encaixa no espectro autista.

Determinar em qual tipo de autismo a criança se encaixa é outra proeza, já que os métodos que determinam essa disfunção são muito subjetivos e muitas vezes dependem da interpretação do médico, que pode ser equivocada. Você pode levar seu filho em três médicos diferentes e receber três diagnósticos diferentes, pode até mesmo acontecer de um médico dizer que ele é autista e o outro dizer que não. Portanto diagnosticar autismo não é do dia pra noite, pode ser necessário anos de observação para determinar se uma criança realmente se encaixa no espectro autista.

Além de tudo, a observação da evolução do desenvolvimento do portador do autismo é muito fundamental para determinar em qual grau do espectro ele se encaixa. Podem existir crianças autistas com um grau leve que falam, andam e interagem relativamente bem em sociedade, que tem sintomas muito sutis, existem outras que falam até uma determinada idade e de repente vão perdendo essa habilidade e existem aqueles que desde os primeiros meses apresentam sintomas característicos, como atraso no desenvolvimento e pouca interatividade, podem chorar muito pouco, serem crianças calmas e caladas ao extremo, não sorrirem e demorar anos mais que o normal para andar e apresentar também as estereotipias (repetições de movimentos e gestos).

Porém atraso no desenvolvimento e movimentos estereotipados também são sintomas de muitos outros problemas neurológicos o que ocasiona um número elevado de diagnósticos incorretos.

Existem alguns sintomas que você pode observar sozinha e se seu filho apresentar vários deles ou até mesmo todos procure um médico para desencargo de consciência, pois quanto mais cedo tratado, maiores são as chances de minimizar as seqüelas. Abaixo os principais sintomas:

– O bebê quase não chora, não interage e não sorri;

– Tem atrasos no desenvolvimento motor (como rolar, sentar, ficar em pé, andar);

– Tem dificuldades na comunicação (verbal ou não verbal, como por exemplo, não aponta quando quer algo);

– Tem dificuldades em olhar nos olhos (não quer dizer que nunca olhe, mas tem alguma dificuldade ou resistência);

– Tem resistência a gestos de carinho (dificuldade em receber e em dar);

– Tem mais de um ano e meio e não fala nenhuma palavra e não tenta se comunicar;

– Não brinca de faz-de-conta (ex: atender um telefone de brinquedo, colocar a boneca para dormir);

– Não se interessa em fazer novas amizades;

– Brinca sempre da mesma brincadeira repetitiva (ex: agrupar objetos por cor, por tipo, por tamanho e faz isso SEMPRE);

– Parece muito irritado quando há alguma mudança na sua rotina (comida, brincadeira, sono);

– Não atende quando chamado (o que pode levantar até suspeita de surdez);

– Apresenta movimentos repetitivos, estereotipados (no caso da Sarah ela olha insistentemente e a todo o momento para a mãozinha);

Esses são alguns sintomas, existem muitos outros e, além disso, alguns testes que os médicos realizam para poder facilitar o diagnóstico, portanto se você notar algum desses sintomas e sentir que há algo errado com o seu filho, não hesite em procurar ajuda, alguns problemas neurológicos tem um prazo muito curto entre a descoberta e as seqüelas permanentes, não negligencie nunca o tratamento quando você notar algo de errado com seu filho, ainda mais na fase de desenvolvimento onde qualquer transtorno invasivo pode prejudicar permanentemente sua vida.

E se por acaso você descobrir que seu filho é autista, saiba que não é o fim do mundo, que ele não vai preferir ficar isolado dentro de casa sem ter amigos, que ele nunca poderá freqüentar a escola e que nunca será bem sucedido na vida, existem muitos casos de autistas famosos e super bem sucedidos profissionalmente e que inclusive escreveram livros, é fácil encontrar em uma simples pesquisa no Google. Ao contrário do que todos pensam o autista não prefere se isolar, ele apenas tem dificuldade em começar um diálogo, uma amizade e por conseqüência a sociedade o acaba isolando ao invés de permitir que ele crie laços de afetividade.

Com muito amor, tratamento correto e diagnóstico precoce, com certeza você e sua família superarão o choque inicial do diagnóstico e enxergarão que é possível ser feliz mesmo tendo um filho dito como ESPECIAL, digo DITO ESPECIAL porque todo filho, saudável ou não é especial para os que o amam.

Espero ter ajudado e até mais com novidades!

Um beijo em todos.

Post Enviado Por: Renata Coelho