Que valores você quer passar para seus filhos?

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Educar não é fácil. A gente segue o instinto, tenta caprichar, mas há sempre muitas, muitas dúvidas. Há muitos livros, muitas revistas,  muitas entrevistas, muitas palestras. Outro dia me deparei com uma matéria na inernet: “O dente do seu filho está mole. Como agir?”. Aquilo me causou um estranhamento. Crianças perdem dentes a toda hora, desde que o mundo é mundo. Como assim, “como agir”? Mas esse, claro, é só um exemplo.

Você, que é pai ou mãe, algum dia já fez uma reflexão de verdade e, quem sabe, já colocou no papel que valores principais você gostaria de passar para o seu filho? (E, depois de feita a lista, pensou se está dando bom exemplo?)

Eu nunca tinha feito isso. Estou fazendo agora, pra este post.

Enumerei três coisas principais:

  • Honestidade: que  não é mérito, é obrigação (apesar de todo mundo por aí sempre festejar pessoas que agem honestamente em situação públicas);
  • Respeito às diferenças: ensinar – e mostrar, com seu próprio comportamento – que o diferente é que é normal, que temos que ter cabeça aberta às formas que os outros esolheram para se felizes ou ao que a vida destinou às outras pessoas;
  • Educação: Tanto o interesse pelo conhecimento quanto o bom dia, boa tarde, boa noite, por favor e obrigada, que não tiram pedaço de ninguém.

Mas, fora isso, que é o “basicão”, coloquei duas coisas muito especiais que eu gostaria de ensinar aos meus filhos:

A primeira é aceitar a propria humanidade. Aceitar os próprios defeitos, não se culpar tanto das coisas. Tentar sempre, mas saber pegar o limão das limitações e fazer uma limonada. Eles já ficam treinados desde hoje se a gente mostra a eles que pais e mães e adultos, de forma geral, não são perfeitos. Não sabem tudo. Mães têm sono, fome, mau humor, irritação, dias-não. Também erram, metem os pés pelas mãos, dizem coisas erradas na hora errada. Não são os donos da verdade.

E é aí, sobre esse conceito chamado verdade, que mora a segunda coisa que eu queria que eles aprendessem: contestar o que lhes chega como verdade. Regras. Dogmas. Receitas de bolo. Coisas ditas com tons professorais e intimidadores. Eu queria que eles sempre tentassem pensar de outro jeito sobre as coisas do mundo. Com delicadeza, claro. Mas dizer “sim, senhor” pra tudo e pra todos pode ser uma atitude que só leva à infelicidade. E digo isso sabendo que tal conselho pode se virar contra mim.

Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez. Mas, pra isso, é preciso coragem.E é a gente que tem que ensinar isso a eles.

Martha Mendonça é editora-assistente de ÉPOCA no Rio de Janeiro.

Sobre danipeternel

A mãe mais felizzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz :) "Três coisas agradeço a Deus todos os dias de minha vida:o ter-me permitido o conhecimento de sua obra,o haver acendido a lâmpada da fé na minha treva material e o ter-me dado outra vida a esperar depois desta". (Frei Anselmo)

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