Arquivo mensal: setembro 2012

Parceria entre escola e família deve priorizar a aprendizagem!

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Aumentar a participação da família nas decisões escolares e estruturar o aprendizado em casa estão entre as principais recomendações para fortalecer o vínculo entre a escola e o contexto local. “O que mais se vê é a culpabilização de uma pela outra, pela repetência, evasão escolar e violência na escola”, aponta Miriam Abramovay, socióloga e pesquisadora da área de juventude.

A estudiosa ressalta que existe uma defasagem entre o tipo de aprendizagem que a escola oferece e a realidade cotidiana proporcionada pela cultura de rua e do jovem. “A escola ficou no século passado ao não considerar o que vem de fora, demonstrando que não está preparada para as crianças e jovens do século 21″, considera.

Para que a parceria aconteça de fato, afirma Abramovay, é necessário rever responsabilidades, limites e expectativas de cada uma das partes– família e escola. Outro aspecto limitante dessa relação é o pouco espaço dado às famílias na construção das práticas educativas da escola. “Na maioria das vezes as família são chamadas apenas para a entrega das notas ou porque existe algum problema com seus filhos”, ressalta.

Não existe, acrescenta ela, por parte das famílias – mais ainda se situadas em áreas de alta vulnerabilidade social – , uma “cultura da reivindicação” que permita saber não apenas o que seu filho está aprendendo, mas também como são as relações sociais, o cotidiano e o clima no ambiente escolar.

Aproximar a família, ouvindo suas queixas e dando início ao diálogo, reconhecendo que os familiares podem ter voz dentro das escolas é um dos primeiros passos para reverter essa distância. Por outro lado, Abramovay sugere que a escola peça das famílias maior atenção com suas crianças e jovens.

Também é fundamental que os pais criem em casa um ambiente estruturado para o estudo e a aprendizagem. “Importantíssimo que os pais saibam que há diferença entre ter três livros em casa e não ter nenhum. Isso certamente desperta o interesse e também o rendimento da criança na escola”, pontua Miriam.

Aprendizagem

Para Denis Mizne, diretor geral da Fundação Lehmann, organização sem fins lucrativos, voltada à melhoria da educação pública no Brasil, “não existe o aluno e o filho como duas entidades separadas. São a mesma pessoa.” O foco primordial da escola, ressalta, deve estar na aprendizagem.

Num contexto de vulnerabilidades sociais e baixo acesso aos serviços públicos, os avanços na qualidade do ensino acabam sendo pouco discutidos. Segundo Mizne, a colaboração mútua entre a comunidade escolar e a família deve priorizar o pleno desenvolvimento do aluno em sala de aula.

“Boa parte dos pais não tiveram acesso a uma boa escola. Falta repertório de vivências e exemplos de como se deve supervisionar a educação escolar em casa. A ideia da necessidade de acompanhamento pelos pais é algo recente”, afirma.

Uma medida interessante, sugere ele, seria apresentar com nitidez quais são as diretrizes curriculares da escola, para que os pais possam averiguar qual o aproveitamento real de seus filhos ao longo do ano letivo.

O investimento em melhores condições de trabalho para os professores pode ajudar a estreitar esses laços. “A carreira deveria ser estruturada de forma a facilitar a vinculação do educador a uma única escola, o que certamente contribuiria para fortalecer a relação com a comunidade”, defende Mizne.

O debate entre especialistas ocorreu durante a mesa “Práticas de aproximação com a família e a comunidade”, realizada em São Paulo durante o I Seminário de Proteção Escolar, na última semana de agosto.

Fonte: Portal Aprendiz

6 deslizes que os pais cometem quando têm filhos!

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Você pode achar que não, mas vai se reconhecer em alguns dos principais erros selecionados pelos especialistas. Essa é a hora de corrigi-los!…Nádia Mariano

Kit Gaion

 

1 – Criar cardápio especial (só com o que ele gosta!) 

A gente sabe que fazer uma criança comer dá trabalho, e muito! Mas é fundamental insistir. É provável que toda vez que seu filho provar um novo alimento, faça careta e até cuspa. Isso não significa que ele não gostou. Estudos mostram que você deve oferecer o mesmo alimento pelo menos 12 vezes antes que ele entre para a lista do que seu filho não gosta. Quando você cede aos apelos da criança e permite que ela coma apenas o que quer é um erro. Claro que aquele pacote de bolachas pode ser mais tentador do que um prato de arroz com feijão. “Por isso, é importante controlar o tipo de alimento que a criança ingere sempre. Se for habituada a comer coisas saudáveis não vai dar trabalho quando estiver maior”, diz Gabriela Kremer, endocrinologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe (PR). 

Vale reforçar que você é o exemplo. Se na hora da refeição, seu filho perceber, por exemplo, que no seu prato não tem nenhum legume e no dele, sim, vai ficar difícil convencê-lo de que é importante comer esse tipo de alimento. “A criança se espelha nos pais. Assim, se eles se alimentam bem, as chances de ela fazer o mesmo aumentam”, diz Gustavo Teixeira, psiquiatra especializado em comportamento infantil, do Rio de Janeiro. 

2 – Ceder aos ataques de birra… 
A criança faz birra para testar os limites dos pais, expressar suas vontades e… conseguir tudo o que quer. As crises são quase um pedido inconsciente de ajuda para lidar com uma frustração. Ceder a ela é o caminho mais fácil, mas não o melhor. “Os pais devem compreender que educar também é dar limites. Em lugar algum, as pessoas podem agir como querem”, diz a psicóloga Heloisa Chiattone, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP). Infelizmente, não existe uma fórmula infalível para acabar com a birra. Ela é importante porque faz parte do desenvolvimento e vai diminuindo aos poucos, com o amadurecimento. Perceber a birra antes de ela começar é uma forma de evitar que isso aconteça com frequência. Geralmente, é uma manha, um pedido que não pode ser realizado, um lugar muito agitado e cheio de gente ou sono, cansaço etc. E se ele explodir, mantenha a calma, mude o foco da criança e só depois converse sobre o que aconteceu. 


3 – Explicar-se demais… 
Por que tenho que dormir? De onde vêm os bebês? Por que tenho que tomar banho? Por quê? Questionar é normal, faz parte do desenvolvimento, mas como tudo na vida, há um limite. “Se a criança tem dúvidas reais, os pais devem, sim, se dispor a conversar e esclarecer o que quer que seja. No entanto, quando seu objetivo é se impor, chamar atenção, enfrentar, os pais devem colocar um ponto final na discussão“, diz Gustavo Teixeira. 

Quando as explicações, sejam elas pertinentes ou não, se estendem muito, as crianças tendem a se dispersar. Então, quanto mais objetiva e rápida for a conversa, melhor será a compreensão. “Sermões de cinco minutos sobre o porquê disso ou daquilo acabam sendo inúteis. A criança fica confusa e se esquece do motivo da conversa”, afirma Teixeira. 

4 – Impor atividades demais às crianças… 
Escola, cursinho de inglês, aulas de natação, ballet… É cada vez mais comum encontrar crianças com agendas tão atribuladas quanto à de um adulto. Os efeitos dessa rotina agitada são bastante discutíveis. “Elas não podem ser sobrecarregadas, isso pode gerar estresse e consequentemente comprometer seu desenvolvimento”, diz Gustavo Teixeira. Por isso, os pais devem observar e respeitar os limites dos filhos e, claro, sempre consultá-los sobre o que mais gostam de fazer. E ter um tempo livre para brincar e fazer o que quiser. 

5 – Comprar coisas desnecessárias para o bebê… 

Assim que descobre a gravidez é quase irresistível não comprar tudo o que você vê pela frente. E os vendedores das lojas sabem bem disso. Mas vale a pena resistir. Separamos alguns itens supérfluos que eles dizem ser essenciais: 

– Conjuntos de pagão: São compostos por uma camiseta regata, um casaquinho e uma calça de malha. Body e culote juntos cumprem a mesma função e são mais práticos. 

– Saída de maternidade: É um conjunto composto por um macacão e uma manta combinando. Se quiser, você pode tentar montar um, não precisa comprar pronto. 

– Cueiro: Tecido de flanela que serve para enrolar a criança. Nunca ouviu falar? Talvez porque não seja necessário. 

– Luvas: Vai se mudar para a Sibéria? Não? Então, desconsidere. 

– Sapatos: Criança só anda bem mais tarde… Não gaste com isso agora! 

– Conta-gotas: A maioria dos remédios vem com conta-gotas. 

– Espuma para banheira: Vai dentro da banheira para evitar que o bebê escorregue. Você vai deixar o bebê sozinho na banheira? Então, não precisa. 

– Almofada para amamentar: Qualquer uma serve, o ideal é esperar para ver como você se ajeita melhor. 

– Saia de berço: É um enfeite apenas, além de juntar pó!

6 – Medicar os filhos por conta própria… 
Ainda que a criança esteja com sintomas parecidos com algum que já teve, os pais não devem dar a eles o mesmo remédio. “Medicar por conta própria é muito perigoso, já que você pode mascarar algum problema maior”, diz Alessandra. A automedicação também pode anular o efeito das medicações. Por isso, há dois anos, foram revistas as normas para a venda de antibióticos, já que o uso indiscriminado do remédio estava aumentando a resistência das bactérias. “Mesmo quando falamos de problemas simples, corriqueiros, como febre ou dor de barriga, só se pode dar aquele medicamento que foi indicado pelo pediatra da criança”, afirma a médica.

Pesquisa brasileira mostra que dar carinho aos filhos não é prioridade para as mães!

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Na sua opinião, o que é mais importante para o desenvolvimento do seu filho? De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope, em parceria com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, com mais de 2 mil pessoas de 18 capitais brasileiras, o principal – para 51% delas – é cuidar da saúde, o que se traduz em levar ao pediatra e dar as vacinas regularmente. 

O estudo foi apresentado durante um simpósio internacional sobre a primeira infância, que aconteceu em São Paulo. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores perguntaram aos entrevistados O que é importante para o desenvolvimento da criança de 0 a 3 anos e ofereceram 15 opções, sendo que o participante poderia escolher três alternativas. 

Em segundo lugar, apareceu a amamentação, com 45% dos votos. Cerca de 30% dos entrevistados também responderam que oferecer uma alimentação de boa qualidade é imprescindível, 19% acreditam que brincar é fundamental e a mesma porcentagem investe em um ambiente adequado, ou seja, seguro, limpo e com boa ventilação. Só 12% consideram importante para o desenvolvimento da criança receber carinho e afeto e 11% acreditam que proporcionar estímulos auditivos, visuais e táteis é fundamental. 

“Com essa pesquisa, entre outros muitos aspectos, ficou claro que a importância do lado emocional e social para o desenvolvimento infantil precisa ser mais reforçada. Percebemos que existe uma valorização dos cuidados com a saúde física e isso é importante, mas é preciso que os pais e mães entendam que mente e corpo trabalham em conjunto”, diz o gerente de Avaliação da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) Eduardo Marino, responsável pela estruturação e execução da pesquisa. 

Para o neuropediatra Saul Cypel, consultor técnico do programa Primeira Infância da FMCSV, as famílias precisam entender que não adianta ter uma criança saudável fisicamente se ela não está bem estruturada emocionalmente, não sabe os seus limites, como lidar com os amigos, não sabe ganhar nem perder. E tudo isso se aprende por meio da brincadeira, da interação, do carinho. 

Quando seu filho começa a aprender

Os participantes também responderam sobre quando a criança começa a aprender. Mais de 50% dos entrevistados acreditam que só a partir dos 6 meses, 25% responderam assim que nasce e 22% ainda no útero. E outras pesquisas já mostraram que ler, cantar e conversar com o bebê ainda na sua barriga é importante para o desenvolvimento intelectual dele. E, falando em aprendizado, 55% acredita que deixar as crianças assistirem a desenhos ou a programas infantis ajuda no desenvolvimento. 

“Vale lembrar que ao deixar seu filho assistindo a programas de televisão, ele não interage com ninguém. Enquanto ouve um som da TV, ele não conversa, não brinca, não se movimenta. Já se sabe, inclusive, que o excesso de TV na primeira infância pode causar atrasos na fala e no desenvolvimento cerebral”, diz a psicóloga Quézia Bombonato, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. 

Isso não significa que você deve proibir seu filho de ver televisão. Como tudo na vida, é preciso encontrar um equilíbrio. Estipular horários para os desenhos, por exemplo, pode ser um caminho. A Academia Americana de Pediatria afirma que as crianças não devem passar mais do que duas horas diante da TV. E se você estiver junto, melhor. Assim dá para interagir, comentar, brincar, conversar e se divertir em família. 

Sinais de um bom desenvolvimento

Sobre os sinais importantes de que o filho está se desenvolvendo bem, 47% consideram que o sentar é o principal deles. A mesma porcentagem considera fundamental quando o bebê responde a um chamado dos pais, por exemplo, e 30% responderam que o falar é um sinal fundamental. “O desenvolvimento faz parte de um conjunto de fatores. Os pais ficam muito atentos ao desenvolvimento físico e motor, mas esquecem do emocional e que tudo se complementa”, diz Cypel. 

Mãe e trabalho

A pesquisa investigou ainda a relação entre a maternidade e o trabalho. 55% das entrevistadas não trabalham e 45% exercem algum tipo de trabalho remunerado. Entre as mães que trabalham, cerca de 55% gostaria de se dedicar somente aos filhos e sentem culpa. 
Para a pesquisadora Clotilde Perez, professora das faculdades de comunicação da ECA-USP e da PUC-SP, que coordenou a pesquisa de Mães e Trabalho feita por CRESCER, o Estado tem de olhar para as mulheres, principalmente as de baixa renda que trabalham, para construir as políticas certas. “É preciso entender as necessidades delas. Muitas vezes, não é creche, é um horário ampliado, uma cuidadora, um espaço para amamentar, um horário flexível, uma negociação de horas com o empregador. Ajudar a mulher a se desamarrar do passado, fazer com que ela entenda que sem ‘deixar’ algumas coisas não conseguirá ter equilíbrio e vai sempre ser devedora”, completa. 

O papel do pai

Sobre a importância da participação do pai na gestação e criação dos filhos, a pesquisa mostrou que, apesar de ser valorizada, ela ainda deixa muito a desejar. Apenas 41% afirmaram que o parceiro participa (ou participou) ativamente da gravidez e 50% das grávidas vão sozinhas às consultas. Na hora de impor limites aos filhos, para os entrevistados, apenas 43% assumem essa responsabilidade e 34% disseram que o pai é a principal pessoa que brinca com o filho. 

Para Cypel, a presença do companheiro é importante para acolher a ansiedade da mulher, reforçar atitudes e sugerir mudanças. Já é possível perceber que ele está muito mais participativo. Muitas vezes, no entanto, ele não tem espaço para participar. “A mãe deve estimular, dar liberdade, deixar o pai cuidar do bebê do seu jeito. Isso é importante para a criança que vai aprender a diferenciar as figuras materna e paterna”, diz o especialista. 

Qual a diferença entre Aspirina, Novalgina e Tylenol?

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Apesar de eles serem os campeões de vendas (3 em cada 10 itens comprados nas farmácias) e furtos (9 entre os 20 remédios mais roubados), pouca gente sabe diferenciar os efeitos dos principais analgésicos.

Não, não é tudo a mesma coisa. Apesar de servirem ao propósito geral de diminuir dores, eles podem ter efeitos colaterais perigosos dependendo do paciente, como você vê nas fichas abaixo.

É importante aprender essas diferenças agora que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou-os para trás do balcão da farmácia. A ideia é fazer com que os clientes sejam orientados pelo farmacêutico, evitando a automedicação.

Conhecendo-os ou não, o negócio é usá-los só quando necessário, para que a medicação não se transforme em uma dor de cabeça.

O melhor remédio
Conheça as características e riscos dos principais tipos de analgésico

ÁCIDO ACETIL-SALICÍLICO

Marcas conhecidas: 
Aspirina, AAS.
Indicação:
 Eficiente contra febre e dores da cabeça ao dedão do pé, também previne problemas cardiovasculares.
Contraindicação:
 Por inibir a formação de coágulos, piora dengues. Também é contraindicado para quem tem gastrites ou sofre de asma e rinite (ele favorece reações alérgicas).


DIPIRONA SÓDICA

Marcas conhecidas: Anador, Dorflex, Lisador, Neosaldina e Novalgina.
Indicação:
 Em gotas ou comprimido, é ideal para febres, médio para dores e fraco para inflamações.
Contraindicação:
 Muitas pessoas são alérgicas, e a sensação de fraqueza é comum. Em excesso, prejudica o poder de cicatrização do organismo. A substância deve ser evitada pelos diabéticos, pois contém açúcar.

PARACETAMOL

Marcas conhecidas: Sonridor, Tylenol.
Indicação: Efeito analgésico semelhante ao da aspirina. Mas é o único que não tem ação anti-inflamatória.
Contraindicação: 
Não pode ser usado em caso de dengue, pois a doença faz com que o fígado pare de fabricar uma enzima que metaboliza o paracetamol e a substância fica acumulada no organismo, o que pode levar o paciente à morte. Em excesso, ele pode causar danos no fígado, então deve ser evitado por quem já agride o órgão regularmente, como doentes de hepatite e quem bebe em excesso. Ou seja, tomar um Tylenol para aliviar ressaca é uma péssima ideia.

Fontes Prof. Luis Antônio Baffile Leoni, farmacêutico pela Universidade Estadual de Londrina e diretor da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade São Judas Tadeu, e Patricia Pâmela Fonseca, da pós-graduação em medicina farmacêutica pela Unifesp.

 

REVISTA SUPERINTERESSANTE

5 mitos e 2 verdades sobre o comportamento do seu bebê…

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Bebê não entende discussão de adulto….MITO. A criança pode não compreender o que está sendo dito, mas percebe o ambiente estressado e as vozes alteradas dos pais. Aí, sente-se insegura e angustiada, e pode chorar e até acordar de madrugada. E o impacto não é momentâneo. Ela leva essas questões ao longo da vida. “Pode se tornar uma criança tímida, que tem dificuldade de se relacionar, ou o contrário, e ser impulsiva, que só sabe pedir alguma coisa gritando”, afirma Marta Pires Relvas, neurobióloga e psicopedagoga, professora de neurociência e aprendizagem da Faculdade Integrada AVM (RJ).

Se bater no rosto de alguém, é porque vai ser agressivo….MITO. Isso faz parte do comportamento dele. Pode ser uma forma de fazer carinho – e aí você precisa ensinar o jeito certo – ou uma maneira de chamar atenção porque percebeu que você ficou atento ao que aconteceu. Tenha paciência e não encare como um tapa. Explique que não é legal e que pode machucar.

Recém-nascido pode viajar de avião….VERDADE. Converse com o pediatra e veja as regras para embarque com a companhia aérea. A TAM, por exemplo, permite que bebês com oito dias viajem mediante atestado médico. Na decolagem e no pouso, para aliviar a pressão, amamente. E fique tranquilo: recém-nascidos não têm mais chances de desenvolver dor de ouvido que qualquer outra criança mais velha. Se a viagem não for imprescindível, espere ele completar 3 meses, porque aí o sistema imunológico vai estar mais fortalecido.



Não faz diferença ler histórias para bebês
MITO. Seu filho pode não entender o conteúdo de um conto dos Irmãos Grimm, mas, com poucos meses, vai começar a construir uma história com o próprio imaginário a partir da maneira como você conta e a entonação da voz que usa. Essas imagens estão relacionadas com a linguagem: significa que ele vai ter mais familiaridade com as palavras, conseguir se expressar melhor e ser um bom ouvinte. E ali tem início o primeiro contato dele com a literatura infantil. Se você mora em São Paulo, aproveite o evento da CRESCER sobre leitura para bebês que vai acontecer este mês (saiba mais na seção Cuca Bacana desta edição).

Festa deixa a criança agitada
VERDADE. Algumas ficam mais sensíveis, choram e podem ter até dificuldade para dormir. Mas não significa que você não possa sair com seu filho. Nos primeiros meses, prefira festas menores, em que o som não é tão alto e onde você possa deixá-lo em um local tranquilo quando chegar a hora dele descansar.

Vai dar bronca? Nem adianta!
MITO. Adianta, sim, mas não é uma bronca. Você tem que explicar por que ele está sendo repreendido. É provável que seu filho tente de novo, e de novo… Repita a explicação quantas vezes for necessário. Durante toda a infância você vai ter que falar, e explicar, e repetir de novo. Isso é educar. E sempre com toda a paciência do mundo.



DVD educativo deixa o bebê mais inteligente! …MITO. Há DVDs que prometem estimular seu filho e até encorajá-lo a descobrir o mundo. Mas nessa idade o bebê aprende se relacionando com outras pessoas. Mauro Muszkat, neurologista, coordenador do núcleo de atendimento neuropsicológico infantil interdisciplinar do departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, explica que, caso a criança assista a muita TV, pode até ter problemas no seu desenvolvimento. “As imagens são tão rápidas que o cérebro desenvolve menos o córtex pré-frontal, área que envolve a manipulação e o armazenamento de informações, o que gera dificuldade para se concentrar.” A Associação Americana de Pediatria não recomenda programas televisivos ou em qualquer outra mídia para crianças com menos de 2 anos.

Revista Crescer

 

Mais atenção ao ronco do seu filho!

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A Academia Americana de Pediatria lançou novas diretrizes com relação ao tratamento de ronco em crianças, sugerindo que elas sejam examinadas para detectar apneia! Fernanda Carpegiani

Um suspiro mais alto, uma respiração mais profunda e, de repente, um barulho mais forte. Ouvir seu filho roncar pode revelar uma série de problemas, e quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais eficiente será o tratamento. A Academia Americana de Pediatria acaba de lançar novas recomendações para as crianças que roncam, sugerindo que elas sejam examinadas sempre, principalmente para detectar apneia, pequenas pausas na respiração que podem acompanhar o ronco. 

Para Rosa Hasan, neurologista especialista em doenças do sono do Hospital e Maternidade São Luiz (SP), a recomendação provavelmente vai fazer com que os especialistas fiquem mais atentos a essa questão. “Eles estão chamando atenção para os pediatras que esse ronco não é uma coisa saudável. Há estudos que mostram que a criança que ronca pode sofrer até mesmo alterações no crescimento.” Segundo um alerta feito pelo Hospital das Clínicas, em São Paulo, o ronco atinge, principalmente, crianças de 2 a 9 anos.

LEIA MAIS: As mais recentes descobertas sobre o sono das crianças

O mais importante é identificar por que a criança está roncando. O que provoca o problema é a obstrução das vias aéreas. E essa obstrução pode ser causada por vários motivos, como alergias – a poeira, por exemplo -, e infecções – na amígdala ou na garganta. “A conversa do pediatra com os pais e o exame clínico são fundamentais para fazer o diagnóstico. É preciso observar a periodicidade do ronco, como e quando acontece. E perceber se há outros fatores associados, como sono agitado e baba”, diz o pediatra Marcelo Reibscheid, do portal Pediatria em Foco. O cansaço e a obesidadesão outras causas possíveis, pois a musculatura fica mais frouxa e acaba dificultando a respiração. No caso do excesso de peso, a gordura acumulada em volta do pescoço também atrapalha.

LEIA MAIS: 5 dicas para ajudar seu filho a largar a chupeta

Outros motivos que podem levar ao ronco é o uso excessivo de chupetas e mamadeiras. Isso porque os bicos podem alterar a arcada bucal das crianças. “Esses acessórios tornam o palato (céu da boca) mais profundo e, mudando seu formato, prejudica a passagem do ar”, afirma Eliane Alfani, pneumologista infantil do Hospital e Maternidade São Luiz (SP). “Em casos mais graves, as crianças podem ter apneia do sono e parar de respirar”, completa. Um dos exames possíveis nesses casos é a polissonografia, que examina o que acontece no corpo da criança enquanto ela dorme (oxigenação do sangue, atividade do cérebro, posições, respiração), e costuma ser feito entre 4 e 7 anos para investigar as causas da apneia, quando não for detectada uma obstrução das vias respiratórias superiores.

Além de atrapalhar o sono da criança (e da família toda), o ronco traz outros problemas. “Ao respirar pela boca durante a noite, a criança pode acordar com dor de garganta e sentir muito desconforto. Resultado: mais cansaço, mau humor e até uma queda no rendimento escolar”, diz a especialista. Por isso, ao ouvir o primeiro ronco do seu filho, converse com o pediatra, para que ele investigue e comece o tratamento adequado para o problema que está levando a criança a roncar.

Que valores você quer passar para seus filhos?

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Educar não é fácil. A gente segue o instinto, tenta caprichar, mas há sempre muitas, muitas dúvidas. Há muitos livros, muitas revistas,  muitas entrevistas, muitas palestras. Outro dia me deparei com uma matéria na inernet: “O dente do seu filho está mole. Como agir?”. Aquilo me causou um estranhamento. Crianças perdem dentes a toda hora, desde que o mundo é mundo. Como assim, “como agir”? Mas esse, claro, é só um exemplo.

Você, que é pai ou mãe, algum dia já fez uma reflexão de verdade e, quem sabe, já colocou no papel que valores principais você gostaria de passar para o seu filho? (E, depois de feita a lista, pensou se está dando bom exemplo?)

Eu nunca tinha feito isso. Estou fazendo agora, pra este post.

Enumerei três coisas principais:

  • Honestidade: que  não é mérito, é obrigação (apesar de todo mundo por aí sempre festejar pessoas que agem honestamente em situação públicas);
  • Respeito às diferenças: ensinar – e mostrar, com seu próprio comportamento – que o diferente é que é normal, que temos que ter cabeça aberta às formas que os outros esolheram para se felizes ou ao que a vida destinou às outras pessoas;
  • Educação: Tanto o interesse pelo conhecimento quanto o bom dia, boa tarde, boa noite, por favor e obrigada, que não tiram pedaço de ninguém.

Mas, fora isso, que é o “basicão”, coloquei duas coisas muito especiais que eu gostaria de ensinar aos meus filhos:

A primeira é aceitar a propria humanidade. Aceitar os próprios defeitos, não se culpar tanto das coisas. Tentar sempre, mas saber pegar o limão das limitações e fazer uma limonada. Eles já ficam treinados desde hoje se a gente mostra a eles que pais e mães e adultos, de forma geral, não são perfeitos. Não sabem tudo. Mães têm sono, fome, mau humor, irritação, dias-não. Também erram, metem os pés pelas mãos, dizem coisas erradas na hora errada. Não são os donos da verdade.

E é aí, sobre esse conceito chamado verdade, que mora a segunda coisa que eu queria que eles aprendessem: contestar o que lhes chega como verdade. Regras. Dogmas. Receitas de bolo. Coisas ditas com tons professorais e intimidadores. Eu queria que eles sempre tentassem pensar de outro jeito sobre as coisas do mundo. Com delicadeza, claro. Mas dizer “sim, senhor” pra tudo e pra todos pode ser uma atitude que só leva à infelicidade. E digo isso sabendo que tal conselho pode se virar contra mim.

Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez. Mas, pra isso, é preciso coragem.E é a gente que tem que ensinar isso a eles.

Martha Mendonça é editora-assistente de ÉPOCA no Rio de Janeiro.