Arquivo mensal: agosto 2012

Nota

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Já se foi o tempo em que comer balas, tomar sorvetes e pular amarelinha ou uma simples corda fazia a alegria da criançada. Hoje em dia, com vitrines reais e “vitrines virtuais” repletas de brinquedos tecnológicos e bonecos com mil e uma funções, fica difícil explicar aos pequenos que o consumismo nem sempre é uma boa.

Aí é um pede daqui, um pede dali e você acaba cedendo mais uma vez, mesmo tendo plena consciência de que, daqui a uma semana, aquele já não será mais o brinquedo preferido do seu filho.

É válido lembrar que muitos pais confundem expressar amor com ceder aos pedidos dos pequenos e acabam caindo na armadilha de querer compensar a ausência diária com brinquedos.

Segundo o presidente do Instituto Akatu, Hélio Mattar,  “é necessário que exista uma mudança de atitude. Precisamos mudar o estilo de vida. A partir disso, acreditamos que algo será posto no lugar do consumo, que agora se constitui numa parte crítica e central da vida. Temos de substituir o consumo pela arte, pela beleza e pelas relações humanas”.

Na verdade, papais e mamães, aqui também se encaixa aquele velho ditado: “Nem tanto ao céu, nem tanto à terra”, ou seja, é direito de toda criança brincar e ser feliz, porém dentro da sua realidade e dos limites  estabelecidos por vocês.

Ensinar aos filhos que não se pode ter tudo e que, para obter uma coisa, muitas vezes, é necessário abrir mãos de outra já é um grande passo.

Trouxemos algumas dicas que podem ajudá-los a lidar com o consumismo em casa:

– Converse com os seus filhos ajudando-os a captar o real objetivo da publicidade para que eles comecem a adaptar suas atitudes em relação a ela.

– Encontre maneiras de ajudar as crianças a descobrir o significado das celebrações que vão além do comercial e da “quase sempre compulsória” troca de presentes.

– Inclua a criança no processo da compra e faça com que ela se pergunte se aquilo é realmente útil para a vida dela.

– Mostre-se mais presente na vida do pequeno. Ajude-o com a lição de casa ou faça questão de estarem todos presentes na mesa na hora da janta para contarem como foi o seu dia.

– Façam passeios ao ar livre em praças, parques e zoológicos e aproveite a oportunidade para mostrar à criança que conseguimos nos divertir com coisas simples como admirar a natureza, fazer um piquenique, correr, jogar bola e andar de bicicleta.

– Antes de saírem às compras, faça acordos com as crianças  sobre o que poderão ou não comprar. Assim, fica mais fácil estabelecer limites quando você diz: “Lembra o que combinamos em casa?”;

– Evite levar seus filhos pequenos às compras em megalojas de brinquedos, pois crianças pequenas têm dificuldade para controlar seus impulsos e não conseguem entender por que você não compra tudo o que elas querem.

– Ainda na loja, fique atento a este detalhe: propositadamente, os produtos mais atraentes para crianças pequenas ficam nas prateleiras baixas. Para poupar a criança dessa sedução, coloque-a no alto, sobre o carrinho.

– E o mais importante: lembre-se de que os pais são como um espelho para seus filhos, portanto, antes de controlar os impulsos deles, vocês precisam se policiar também.

Determinação, apoio e orientação dos pais ainda são a melhor forma de ensinar a criança a consumir de maneira consciente.

Gostaram das dicas?

Moderando o consumismo 😉

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As 6 mentiras mais comuns que os pais contam…

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Você sabe que mentir é errado e se esforça para ensinar isso ao seu filho. Quando percebe que ele contou alguma mentira, conversa, ensina, explica e até perde o sono quando pensa onde pode ter errado. Mas, dias depois, durante um passeio ao shopping, seu filho pede um brinquedo novo. Você prontamente responde: “Eu não tenho dinheiro”. Alguns minutos depois, entra na próxima loja e compra um perfume, por exemplo. 

É fácil cair na tentação da mentira para evitar uma discussão ou que seu filho se frustre por um motivo banal. Mas esses são marcos importantes do desenvolvimento infantil. Uma mentira aqui, outra ali, e quando você percebe, ela já faz parte do repertório da criança, que passa a acreditar que aquilo é comum e pode ser feito. E aí, não adianta conversar, explicar, ensinar, se o exemplo – que é sempre uma das melhores lições – for diferente. Confira as 6 mentiras mais comuns que os pais contam ao seus filhos e, da próxima vez que pensar em contar uma “mentirinha” para evitar uma conversa com seu filho, respire fundo, fale a verdade e explique. Logo, você vai perceber que o esforço vale – muito – a pena. 

Eu volto logo! 
A cena é clássica. Você tem que sair para trabalhar e seu filho começa a chorar, agarra a sua perna, pede que fique. O coração fica despedaçado, é verdade. Para amenizar, ao menos, um pouquinho esse sofrimento, você diz: “Eu já volto, não vou demorar”. Logo, seu filho vai perceber a verdade e pode não acreditar mais em você. 

Não tenho dinheiro 
Basta um passeio pelo shopping ou até mesmo pelo supermercado para começar a ouvir os pedidos. Pode ser brinquedos, jogos e até um doce daqueles bem coloridos. A resposta já está pronta: “Não tenho dinheiro”. Alguns passos adiante e você entra em uma loja para comprar um presente para alguém. E o dinheiro, afinal, de onde brotou? Não vai demorar muito e a criança vai começar a argumentar. É melhor explicar que você não vai comprar aquele presente e que ele pode pedir de aniversário ou de Natal.

Estou prestando atenção 
Enquanto seu filho imita um super-herói com direito a efeitos sonoros e desempenho cheio de energia, você aproveita para assistir alguns minutos de um programa de televisão. Quando ele nota que você não reparou em um movimento diferente, logo pergunta se está prestando atenção: “Estou vendo, filho”. Aqui, a melhor saída é reservar a atenção exclusiva para a criança e evitar a resposta mentirosa. 

Está fechado 
Parque, sorveteria, loja de brinquedos, restaurante fast food, shopping… A lista dos estabelecimentos que você diz estarem “fechados” quando seu filho pede alguma coisa é enorme. Melhor aproveitar a chance e fazê-lo entender que não é a hora de brincar, comer, correr etc. Lembre-se que lidar com a frustração é, sim, importante para o desenvolvimento dele. 

Que desenho lindo! 
Nesse caso, o mais importante é elogiar a iniciativa de desenhar, aproveitar aquele momento. Ninguém espera que uma criança desenhe perfeitamente, mas se perceber que seu filho se esforçou pouco desta vez, você pode comparar com outros que ele já tenha feito e incentivá-lo a caprichar mais no próximo. Além disso, dizer “que legal” pode ser uma saída melhor. 

A cegonha traz os bebês 
Falar de sexo com seu filho é difícil mesmo. Quando bem pequeno, ele não precisa saber exatamente como os bebês nascem, mas evite usar a velha história da cegonha. Explique apenas que eles são frutos do amor do casal e ponto. Não precisa ir além da pergunta dele naquele momento. Aos poucos, ele vai entender a verdade. 

Fonte: Ana Lúcia Gomes Castello, psicóloga do Hospital Infantil Sabará (SP)

NOVE PASSOS PARA AJUDAR O SEU BEBÊ A COMEÇAR A FALAR!

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Ele mal abre a boca e os pais já começam a imaginar coisas, de tão esperada que é a primeira palavra do bebê. Qualquer balbucio ou gemido é entendido como o primeiro sinal de que a criança vai começar a falar – e haja expectativa em torno desse desenvolvimento. Normalmente, a partir dos seis meses, o bebê já expressa as primeiras sílabas, como/bababa/ ou /papapa/. Com 12 meses, já há chances de ouvir “mamãe” ou “papai”.

Algumas crianças demoram um pouco mais, o que não deve ser encarado como um problema pelos pais. Só é preocupante quando a criança passa dos 24 meses sem produzir palavras e a ajuda de um fonoaudiólogo passa a ser necessária. Para que esse desenvolvimento da linguagem ocorra dentro do esperado, aproveite os cuidados com o bebê indicados a seguir nas próximas fotos.
PASSO 1: DIGA SEMPRE A PRONÚNCIA CORRETA!Desde os primeiros meses, o bebê tenta imitar o que vê: movimentos de boca, piscadas de olhos, sorrisos, entre outras ações. Com os sons, não é diferente. A criança aprende observando, daí a importância de falar corretamente com ela. Se o bebê aprender errado, pode ter um trabalho danado mais tarde para conseguir corrigir.

PASSO 2: FALAR DE FORMA NATURAL!Não fique infantilizando a voz quando for falar com o bebê, como falar no diminutivo e em tom mais fino. É preciso que ele se sinta inserido nas conversas entre os pais com o máximo de naturalidade. Fale de forma simples, com boa entonação, destacando os nomes de objetos e pessoas.

PASSO 3: OLHE PARA ELE E MOSTRE A SUA BOCA!O contato visual é muito importante para estimular a afetividade e serve de incentivo para o bebê se espelhar em você. Quando a criança consegue ver o movimento da boca, entende o modo como o som é produzido e pode imitar melhor.

PASSO 4: CUIDADO COM A EUFORIA!Quando o bebê começa a balbuciar as primeiras palavras, vale incentivá-lo mostrando que você está contente, mas isso tem limite. Muita euforia por causa da ansiedade dos pais pode assustar a criança e atrapalhar o seu desenvolvimento. Procure deixá-lo confortável, evitando gritar ou chamar a família toda ao menor sinal de balbucio.

PASSO 5: PEÇA AJUDA AO IRMÃO MAIS VELHO!O bebê consegue diferenciar uma criança de um adulto e pode aprender e imitar mais rápido com ele. Pedir ao irmão que brinque com o bebê também faz com que o mais velho se sinta importante em vez de excluído. Se o bebê for o primeiro filho, vale a pena procurar o contato com outras crianças.

PASSO 6: NÃO DEIXE A CRIANÇA ACOMODADA!Mimar demais prejudica tanto o comportamento quanto o desenvolvimento do bebê. Se tudo o que ele quer está na frente dele toda hora, sem precisar chorar, apontar, tentar balbuciar ou fazer qualquer sinal, não há estímulo para que ele melhore a comunicação. O Mimo em excesso pode impedir que a criança explore o seu mundo e faz com que ela perca a curiosidade para aprender.

PASSO 7: BRINQUE BASTANTE!O ato de brincar também é ensinar. Pais que se divertem com a criança não só estimulam o aprendizado dela como eles mesmos passam a olhar e entender como é o próprio filho, quais são os seus comportamentos. O bebê que vive em um ambiente estressante e cheio de tensões pode ter mais dificuldades para se desenvolver de forma saudável.

PASSO 8: DESLIGUE RÁDIO, TELEVISÃO E COMPUTADOR!A competição da fala dos pais com o som de outros aparelhos pode atrapalhar o entendimento e a concentração do bebê. Não que esses meios de comunicação sejam prejudiciais, mas não podem ser o principal elemento de estimulação, porque não são meios naturais de desenvolvimento da fala e linguagem.

PASSO 9: APROVEITE SITUAÇÕES DA ROTINA!Quanto mais a criança for exposta à linguagem, melhor será para seu desenvolvimento. Portanto, aproveite para contar histórias, cantar músicas e dizer o que você está fazendo com ele na hora do banho, de dormir ou em outros momentos do dia. Pode parecer que o bebê não está entendendo nada, mas não se engane: o cérebro dele já está memorizando as palavras. Por volta de um ano de idade, uma criança pode produzir ao redor de 10 palavras e compreender mais de 20.

Saúde aplicará duas novas vacinas a menores de 5 anos a partir de sábado!!!

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O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (14), em Brasília, a inclusão de duas novas vacinas no calendário oficial, para crianças menores de 5 anos.

Uma campanha será realizada em todo o país entre os dias 18 e 24 e pretende alcançar 14,1 milhões de crianças com até 4 anos, 11 meses e 29 dias. O dia de maior mobilização, chamado “Dia D”, ocorre neste sábado (18), em 34 mil postos fixos – além de outros móveis, em escolas e parques –, e terá o envolvimento de mais de 350 mil profissionais da saúde e 42 mil veículos.

As duas novas doses oferecidas são a pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, e meningite e outras doenças bacterianas) – que até então era oferecida em duas vacinas separadas – e a inativada contra poliomielite, que não conterá mais o vírus “vivo” e passará a ser aplicada por meio de injeção.

A Vacina Inativada Poliomielite (VIP) se destinará a bebês de 2 e 4 meses de idade, e as famosas gotinhas serão usadas nos reforços, aos 6 e aos 15 meses. Mesmo quem já tiver se imunizado, mas ainda estiver dentro da faixa até 5 anos, deve comparecer à rede pública acompanhado dos pais ou responsáveis.

Uma das vantagens da injeção é que ela acaba com o risco de uma paralisia infantil causada como consequência da dose oral. Esse efeito colateral, porém, é raro: um caso em cada quatro milhões.

A introdução da VIP vem sendo feita em países que já eliminaram a pólio. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), no entanto, recomenda que as nações da região continuem aplicando as gotinhas, com o vírus atenuado, até a erradicação mundial da paralisia.

O vírus da poliomielite ainda circula em 25 países. Para se manter livre, o Brasil vai usar simultaneamente as duas vacinas (oral e injetável) e aproveitar as vantagens de cada uma.

Nesta campanha, serão empregados R$ 18,6 milhões do Fundo Nacional de Saúde, que serão repassados aos estados e municípios. Ao todo, foram adquiridas mais de oito milhões de doses e, na primeira remessa, serão enviadas 726 mil para abastecer todo o território.

Primeiro x segundo semestre
O ministro Alexandre Padilha falou em coletiva de imprensa na manhã desta terça que o calendário nacional de vacinação se dividirá em dois: um para o primeiro semestre e o outro para o segundo.

Nos primeiros meses do ano, o foco será a vacinação oral contra a pólio, para proteger individualmente cada criança e, ao ser expelida no ambiente (na água, por exemplo), ajudar a conter o vírus selvagem, que ainda está presente em países como Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

“Enquanto houver uma situação endêmica de pólio, o Brasil vai manter a orientação de uma forte campanha”, disse Padilha.

No segundo semestre, em vez de ser aplicada uma segunda gotinha, o governo pretende atualizar o calendário vacinal. A meta será checar se a caderneta das crianças está ou não em dia.

Da pentavalente para a heptavalente
Padilha ressaltou que a vacina pentavalente tem o benefício de reduzir o número de picadas nos pequenos.

Além disso, por ser fabricada por meio de uma parceria entre o Instituto Butantan, em São Paulo, e o laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, a dose deve fortalecer a produção nacional.

“A vacina inativada já era usada para situações muito especificas de imunossupressão (deficiência do sistema imunológico), e agora vai para as crianças que ainda não começaram o esquema de vacinação da pólio. A injeção é indicada para o início da proteção contra a paralisia, até os 4 meses de vida, que é o período de maior risco”, disse Padilha.

O ministro informou que o próximo passo é produzir uma vacina heptavalente, um projeto entre Butantan, Bio-Manguinhos e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Minas Gerais, o que deve levar quatro ou cinco anos.

“O Brasil tem condições de fabricar vacinas de interesse para o país e disputar o mercado externo, em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a OPAS. Hoje, já exportamos doses de febre amarela, BCG (tuberculose), sarampo e rotavírus”, ressaltou.

Vitamina A
Além da campanha nacional de vacinação, com a introdução de duas novas doses no calendário, o Ministério da Saúde anunciou nesta terça a suplementação nutricional de vitamina A, por via oral, que será feita em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, em 2.434 municípios das regiões Norte, Nordeste e nos vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais.

A ação faz parte do programa federal “Brasil Carinhoso”, e a meta é reduzir as mortes e internações por doenças infecciosas. Além disso, a vitamina melhora a visão e o desenvolvimento cognitivo.

“A OMS indica uma dose a cada seis meses para crianças de até 5 anos em lugares onde haja uma falta endêmica de vitamina A. Essa carência está relacionada a diarreias, doenças respiratórias e infecções”, enumerou Padilha.

A gotinha de vitamina A será aplicada no mesmo período de vacinação, de 18 a 24 de agosto, e deve continuar nos postos de saúde depois. A expectativa é atingir 7,8 milhões de crianças nos municípios que já integram o programa “Brasil sem Miséria”, onde há uma maior concentração de pobreza.

Nas demais regiões do país, a suplementação será feita no decorrer deste segundo semestre, nas Unidades Básicas de Saúde, e deve atingir 3.034 municípios em todos os estados, incluindo 34 distritos indígenas.

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