Arquivo mensal: junho 2012

Nota

Tenho tido uma grande preocupação com o desenvolvimento da imaginação e da criatividade das crianças de hoje. Tudo já vem muito pronto, de fácil compreensão e visualização. Por um lado isso é bom, mas por outro não exercita habilidades e competências importantes ao seu amplo desenvolvimento. Além disso, tenho visto muitos pais cansados, impacientes e sem tempo para os filhos. De jeito algum estou aqui os criticando, pois realmente sei que não é fácil administrar tanta coisa ao mesmo tempo. Mas, aproveitando as férias, sugiro que dediquem um tempo gostoso com os filhos, façam coisas juntos e os ajudem a sair da rotina, ampliando-lhes repertórios e ensinando-os a conhecerem e a valorizarem também outras brincadeiras.

Assim, seguem algumas ideias de atividades que você pode construir com eles. A ideia é construir junto. E, acredite: participar de todo o processo e depois brincar com o que construiu é bem especial. Melhor ainda se você desligar o celular, não atender ninguém, não cortar o processo para resolver algo. O mundo não acabará se você dedicar-se a pelo menos uma hora intensa com o seu filho. Vamos lá, volte à infância e mãos à obra.

Nosso primeiro livro
Pegue papel ofício (ou sulfite) e dobre ao meio formando um livrinho. Escrevam uma história juntos. Se a criança já é alfabetizada, vocês podem criar a história e ela vai escrevendo. Se ela não é, mas quiser escrever ou desenhar à sua maneira, deixe-a. Não tenha a preocupação em ficar corrigindo, mas curta o momento e a história, que aliás é uma ótima estratégia para entender o que se passa dentro do seu filho. Atente-se e aproveite. E então, façam a ilustração juntos. Deixe-o livre para criar o desenho que quiser. Depois, é só deitar juntinho no sofá, colocar os pés pro ar e ler a história construída.

Colar de macarrão
Isso minha avó fazia com os netos e era maravilhoso. Compre com a criança diferentes tipos de massa, as que tem furos, formas e cores variadas. Coloque-as para assar. Quando estiverem torradas, tire-as e as deixe esfriar. Depois pegue náilon ou linha grossa e façam colares, pulseiras, fios de decoração e o que mais a criatividade deixar. Coloque uma musica dançante e façam um desfile, enfeitem tudo e todos da casa, curtam a brincadeira. Claro que o macarrão pode ser substituído por miçangas ou outras peças para montar bijuteria. Mas, a massa é bem diferente e dá um sabor à infância!

Costurando arte
Com uma caixa de papelão façam várias pranchas. Peça ao seu filho para fazer desenhos simples em cada uma delas com traços bem definidos. Por exemplo, uma casa, uma árvore, um peixe, uma borboleta. Se ele for muito pequeno, desenhem juntos. Depois, vá fazendo furos espaçados nas linhas do desenho. Agora, com cadarços coloridos de tênis, ensine-o a ir “costurando” o desenho através dos orifícios feitos. Podem misturar os cadarços que dá um efeito bem bonito. E não se esqueçam de fazer a exposição das obras de arte. Podem depois descosturar e começar tudo de novo.

Bola na taça
Peguem duas garrafas pet com tampa, corte-as aproveitando a parte superior como se fosse fazer uma taça. Pegue uma meia velha e faça com ela uma bolinha bem apertada. Se precisar, costure. Pronto, agora é só brincar. Fiquem um de frente ao outro, numa distancia pequena. Coloque a bolinha em uma das “taças” e lance para a taça do outro. Não vale pegar com as mãos, só com as taças. Errou? Recomeça. Quando conseguirem 8 vezes sem errar, deem um passo para trás e iniciem o novo desafio. E sigam até cansar.

Telefone maluco
Com as duas partes de baixo das garrafas pet que sobraram da atividade anterior, e que parecem um copo gordo, faça um furo em sua base, e as ligue por um barbante comprido, deixando a parte aberta para fora. Pronto. Agora distanciem-se, cada um com uma parte, deixando o barbante esticado. Enquanto um fala dentro do “copo”, o outro o coloca no ouvido e escuta, iniciando assim um diálogo. Podem ainda contar uma história onde cada um vai inventando uma parte. A voz fica bem engraçada, e podem ainda modificá-la, afinando e engrossando, conforme os personagens vão sendo inventados.

Fazendinha
Peguem embalagens vazias de tudo o que encontrarem em casa, além de batatas e palitos de fósforos grandes. Com as embalagens construam cercados e casas. E com as batatas, espetem fósforos transformando-as em animais. Aproveite para discutir o número de patas, o tamanho, como é cada animal. Depois, construam uma rotina para a fazenda, vejam quais animais podem interagir, quais não podem, e façam a fazenda funcionar.

Lata andante
Peguem duas latas de leite em pó com tampa. Com um prego e martelo façam dois furos diametralmente opostos nas paredes de cada lata. Agora passem um barbante ou fio de varal fazendo uma alça grande em cada uma. Pronto. Seu filho sobe na tampa da lata e com a ajuda da alça vai caminhando, como se estivesse numa plataforma. Aproveite e faça uma para você também e bom passeio.

Massinha de modelar
Esta serve para tanta coisa! Até para estudar com minhas filhas eu as usava. E que delícia que é. Sugiro que criem um tema e vão construindo juntos com a massinha. Por exemplo: São João. Discuta com o seu filho o que tem nesta festa. Deixe-o falar o que percebe e vá o ajudando quando necessário. E então, mãos à obra. Façam a fogueira, as bandeirinhas, os bonecos para a quadrilha e o que quiserem.

Há ainda tantas brincadeiras que se podem construir e brincar. Solte a imaginação e a criatividade. Pode-se, é claro, comprar, mas a construção conjunta tem sabor especial. Todas essas atividades aqui citadas desenvolvem muitas habilidades, conceitos e percepções que não cabem aqui explorar. Mas, o mais importante, eu diria, é o fortalecimento da relação e da comunicação entre pais e filhos. Quanta coisa acontece enquanto se constrói e brinca! Então, boas férias, boas ideias, boas interações. A infância é ligeira, acredite. Curta-a enquanto a tem.

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Várias ideias de brincadeiras com as crianças!!!

Nota

Ele morde o amiguinho na escola, bate no irmão, agride os pais, tem acessos de fúria quando contrariado. A violência é uma das armas que a criança usa instintivamente para demonstrar que está carente. “Na maioria dos casos, essa agressividade é uma espécie de pedido de socorro, a criança está querendo mais atenção, e isso pode ser mudado com o amor dos pais”, orienta Maria Abigail de Souza, professora titular do departamento de Psicologia Clínica da Universidade de São Paulo (USP).

Maria Abigail sabe o que diz. A especialista realizou um trabalho com 14 meninos violentos, entre 9 e 11 anos, vítimas de abandono emocional e social, durante 12 anos. O resultado mostrou que essas crianças se acalmavam ao receber atenção de adultos próximos. “Quando a criança se sente largada, faz barulho para buscar a atenção de que precisa”, avalia.

É necessário admitir que violência gera violência. Por isso, nunca tente combater a agressividade do seu filho com ameaças ou castigos físicos. É preciso dar limite com amor, carinho e diálogo. Calma, mãe, existe luz no fim do túnel. Basta ter paciência para percorrer esse caminho.

 

Sinais de que ele quer a sua atenção:

Brigas na escola: Se a criança começa a bater nos amigos e a ser malcriada com professores, os pais devem ir à escola, conversar com os profissionais e tentar participar mais da vida do filho.

Arrogância: A criança parece ter prazer em irritar colegas com suas conquistas ou por ter os brinquedos que todos querem. Dê mais carinho.

Falta de autoestima: A criança agride os colegas quando a chamam por algum apelido ou apontam algo que ela não quer enxergar em sua vida. Elogie mais seu filho e mostre a ele, todos os dias, as qualidades que ele tem.

Introspecção: A criança fica mais quieta e se isola. Estimule-a a falar sobre o que sente e tenha paciência para ouvir.

Como lidar com o problema em cada faixa etária:

Até os 3 anos
A agressividade é uma forma de o bebê manifestar os desejos e a excitação. Se o filho deu um tapinha, segure sua mão e diga, com firmeza: “não pode!”. “Eles já entendem”, esclarece a psicóloga.

De 4 a 7 anos
A criança começa a entender a lei de ação e reação. Coloque de castigo ou tire algo que lhe dá prazer por um tempo determinado (como um programa de TV ou o computador). É fundamental que seja um castigo por um tempo e que ele seja cumprido.

De 8 a 12 anos
Se o comportamento persistir, o caso começa a ficar preocupante e é preciso combater o problema. O castigo é a melhor saída. “E os pais não podem dizer `não’ para algo hoje e `sim’ para essa mesma coisa amanhã”, conta a profissional.

Na adolescência
Se não controlaram o filho antes, nessa fase os pais correm perigo até de apanhar dele. Ainda assim, é preciso manter a autoridade com conversa e dando o exemplo. Se for o caso, peça ajuda a um profissional.

Como agir quando a criança está gressiva:

– Na crise de raiva, contenha a criança. Se for preciso segurá-la, faça-o, mas sem violência. Dá, sim.

– Converse. Isso ajuda a fazer a criança falar sobre o motivo da raiva.

– Mostre à criança que você entende o sentimento dela e dê carinho.

– Se o comportamento agressivo permanecer, coloque-a de castigo.

Veja as atitudes que fazem seu filho trocar a violência pela paz:

1) Gastar a energia: Brincar ao ar livre, correr, praticar esporte. “Gastar energia ajuda a criança a extravasar esses sentimentos. Só ficar na internet atrapalha esse processo”, garante a especialista.

2) Brincar com a família: Jogar em família, como a brincadeira de varetas ou jogos de tabuleiro. Essa atividade faz com que ele sinta sua companhia e perceba que não precisa “aprontar” para conseguir isso.

3) Desenhar: Estimule-o a isso e, se ele for mais velho, sugira que tenha um diário. Colocar as emoções no papel ajuda a organizar melhor os pensamentos.

4) Saber esperar: Se ele é pequeno, faça-o perceber que você não está à disposição dele o tempo todo. Quando for maior, faça-o respeitar filas, por exemplo.

5) Saber ouvir o NÃO: Não tenha medo dessa palavra! Quando o filho percebe que os pais perderam o controle, ele fica ainda mais agressivo. “Ele está pedindo limites”, diz Maria Abigail.

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A importância de dar atenção aos filhos!

O “Terrible two” chegando….!

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Há uma fase da criança em que ela se descobre como indivíduo, um sujeito que possui desejos, vontades e opiniões próprias. Isso é muito lindo, não é mesmo? 

Bom, a verdade é que, na prática, isso não é tão lindo quanto parece. Essa descoberta faz com que a criança, inconscientemente, se oponha a tudo, querendo afirmar a sua “independência”. 

Chora porque não quer tomar banho, depois chora porque não quer sair do banho. Não quer trocar a fralda; não quer aquela roupa; não quer colocar o sapato; não quer aquele brinquedo; não quer comer aquilo que sempre adorou; chora porque quer colo, você pega no colo, e ela quer o chão. 

Essa fase acontece por volta dos dois anos de idade e, por isso, é chamada de Terrible Two, mas pode apresentar sinais antes dos dois anos. 

Quando meu filho estava com cerca de um ano e sete meses, comecei a perceber mudanças em seu comportamento. O Davi começou a ficar irritado sem motivo, me bater, dar chilique, fazer birra… O comportamento mudou tanto que se ele fosse para a creche, facilmente eu colocaria a culpa nela, alegando a influência de outra criança. Como não era o caso, não tive como culpar alguém e fui procurar respostas para tanto “siricutico”. 

Agora meu filho está no auge do Terrible Two, e eu posso entender facilmente porque essa fase também é chamada de “primeira adolescência”. Teimosia é uma palavra que a define bem. Com frequência, falo uma, duas, três, dez vezes a mesma coisa, e ele finge que não está me ouvindo. Mas quando ele quer algo, quer imediatamente e não aceita esperar. Às vezes, está tudo na santa paz de Deus e, de repente, inicia uma sequência de situações, nas quais parece que ele fica procurando coisas que não pode fazer, cabe a mim impedi-lo. O resultado: um verdadeiro show de chiliques. 

A situação fica mais incômoda quando isso acontece em local público, lhe obrigando a lidar com olhares tortos e o julgamento de pessoas que questionam o comportamento do seu filho e a educação que ele está recebendo. 

Sendo assim, os conselhos para as mães que têm filhos nessa fase são: tente evitar a crise dando opções. Em vez de perguntar “quer comer banana?”, diga “você quer banana ou maçã?”. Isso pode funcionar, exceto quando a criança escolhe uma das opções e depois a recusa. Também ajuda se a criança estiver descansada, por isso, é bom que ela durma bem; se passar da hora do sono, com certeza irá se estressar mais fácil. 

Se não for possível evitar, seja firme ou ignore, mas não bata de frente. Seja racional, não fique tão nervosa quanto seu filho. Isso não é nada fácil e, particularmente, quando junta o chilique do meu filho com a minha TPM, ambos surtamos! 

Seja paciente, muito paciente. Respire fundo, conte até mil, se for preciso, e agradeça por ser apenas uma fase que brevemente fará parte do passado.